quinta-feira, 10 de novembro de 2011

RUA DA CÂMARA



Filme minimalista de Diogo Martins

entre os selecionados do Festival Carne Moída 2011

Clique neste link http://youtu.be/YCagYFFUIMU e assista o filme minimalista, Rua da Câmara, do meu filho, Diogo Martins e do qual também participo como roteirista.

RUA DA CÂMARA
(Curtametragem)

Ficha técnica

SINOPSE: Em meio ao bulício de turistas ávidos por diversão, as repetitivas notas de um violino solitário, vindas do casario, insistem em tocar o fio da memória e nos colocar diante do ideal de liberdade que tece a nossa história.
Essa é a atmosfera de uma brevíssima e casual visita cinematográfica à Rua da Câmara, em Tiradentes, Minas Gerais.

PRODUÇÃO: Miralta Filmes

DIREÇÃO: Diogo Martins

ROTEIRO: Eugênio Magno

CÂMERA E EDIÇÃO: Diogo Martins

MÚSICA: Som documental (originário de uma das casas da rua) de músico não identificado

TEMPO: 1 minuto

PAÍS: Brasil

ANO: 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

IGREJA SE POSICIONA CONTRA O CAPITALISMO


Vaticano interage com movimento altermundialização


"Para sair da crise, é necessária uma autoridade política mundial que garanta a transparência dos mercados. A proposta apresentada nos últimos dias pelo discatério para as questões sociais do Vaticano, o Pontifício Conselho Justiça e Paz, foi quase que simultânea a ação global promovida pelo movimento dos indignados que tomou as ruas do mundo no dia 15 de outubro.
No documento, como visto anteriormente, a Santa Sé fez duros ataques aos efeitos devastadores da ideologia liberal e reafirma o primado da política sobre a economia. O mesmo que milhares de manifestantes ecoaram por centenas de cidades no mundo: Não, não pagaremos por sua crise ou dito ainda na consigna do Ocupa Wall Street: We are the 99%.
O documento do Vaticano retoma, atualiza e revela sintonia com o movimento altermundialização. Uma demonstração, como já destacado, de que a Igreja na área social está antenada com as mudanças em curso no capitalismo mundial e é sensível às demandas dos movimentos sociais.
A proposta e reivindicação da necessidade de um controle maior sobre o mercado financeiro foi colocado na agenda mundial a partir do surgimento do movimento antiglobalização no final dos anos 1990. Contribuiram decisavamente para a emergência dessa bandeira os eventos de Seattle (dezembro de 1999), Fórum Social Mundial (janeiro de 2001) e Gênova (julho de 2001).
Foi em Seattle (1999), na 1º edição do Fórum Social Mundial de Porto Alegre (2001) e nos protestos antiglobalização em Gênova em julho de 2001, por ocasião da Cúpula do G-8 na cidade italiana, que repercutiram mundialmente a ideia de se impor limites à voracidade das corporações do capital produtivo e financeiro.
A proposta original, entretanto, de se estabelecer controle sobre o capital financeiro, partiu da Associação pela Tributação das Transações Financeiras para ajuda aos Cidadãos - Attac, fundada na França em dezembro de 1998 após a publicação no Le Monde Diplomatique de um editorial intitulado Les Désarmer marchés (Desarmar os mercados) que lançou a idéia de uma associação para divulgar o imposto Tobin, um mecanismo de taxação do capital financeiro.
Destaque-se, entretanto, que a propria Igreja contribui para mobilização dessa ideia a partir da Campanha Jubileu 2000, que surge no interior da Igreja e sugere o perdão das dívidas do países do terceiro mundo."
(Fonte: Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores - CEPAT)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

PROFETISMO E ESPERANÇA NA POESIA



Pablo Neruda, El habitante y su esperanza, más allá del Surrealism


por Maria Aparecida da Silva



Jorge de Sena disse: "Nós, os poetas, não somos profetas, contrariamente às ilusões românticas. Somos aqueles que, falando poeticamente, devem continuamente recordar àqueles que pensam que sabem muito, que nós -seres humanos- não sabemos nada, para além da gramática convencional de algumas ciências. Mas assim sendo, sabemos mais num plano diferente, uma vez que somos, como somos, os registros e arquivos da experiência humana através da linguagem."
Para ler o ensaio de Maria Aparecida da Silva sobre Neruda, na íntegra, clique aqui.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

MUITA TENSÃO NA SÍRIA


Assassinatos na Síria


Quatro civis e um desertor foram mortos nesta segunda-feira, dia 31-10-2011, por forças de segurança da Síria cujo regime é sacudido por um movimento de contestação sem precedentes que iniciou em março, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. O regime sírio deverá responder a um plano da Liga Árabe que pede o imediato fim da violência, a retirada dos tanques das ruas e um diálogo entre o regime e a oposição, na cidade do Cairo. Em Damasco, uma comissão nacional começou os trabalhos, nesta segunda-feira, para elaborar um projeto da nova Constituição para a Síria.

(Foto: Reuters)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

DIA INTERNACIONAL DA ANIMAÇÃO


O Dia Internacional da Animação 2011 no Cineclube
da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, em Mateus Leme


Acontece em 400 cidades brasileiras e mais 30 países do mundo, no próximo dia 28 de outubro, o Dia Internacional da Animação, com apresentação simultânea e gratuita de filmes de curta-metragens de animação, selecionados na produção nacional e internacional desse gênero. No Brasil, o evento é promovido pela Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA), com o apoio da Universidade Federal de Santa Maria, do Rio Grande do Sul, Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Conselho Nacional de Cineclubes e outras organizações.

O DIA foi criado em 2002 pela Associação Internacional do Filme de Animação (Asifa). Nessa data, em 1892, o francês Émile Reynaud realizou uma projeção do seu teatro ótico no Museu Grevin, em Paris, fazendo a primeira exibição pública de imagens animadas do mundo. No Brasil, o DIA acontece pelo oitavo ano consecutivo. A mostra é composta de três programas: internacional, nacional e infantil, além de programas para pessoas portadoras de deficiência auditiva, visual, com síndrome de Down e autismo.

O cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, projeto desenvolvido pelo Instituto Humberto Mauro em Mateus Leme, participa do DIA pelo terceiro ano. Além da apresentação do dia 28, sexta-feira, às 19h30, a Casa apresentará os filmes nacionais e internacionais no dia 29, sábado, às 17h, e os filmes para crianças, no dia 30, domingo, às 16 h.

A projeção será feita com DVD em tela de 75 polegadas e som de alta qualidade. A sala tem 30 lugares. Os ingressos serão distribuídos com 30 minutos de antecedência. A Casa de Cultura está situada à rua Meyer, 105, na Vila Suzana (Reta), em Mateus Leme. Telefone (31)3535-1721, e-mail casaculturamateusleme@gmail.com e blog http://www.casadecassia.blogspot.com/.

domingo, 23 de outubro de 2011

"PRIMEIRO AS PESSOAS, NÃO AS FINANÇAS"



Alter-Fórum contra o G20 promove

atividades de protesto em Nice, França


Intitulado Primeiro as Pessoas, Não as Finanças, será realizado, entre os dias 1º e 4 de novembro, o Alter-Fórum, em Nice, França. A intenção do evento, organizado pela Coalizão Francesa G8G20, é se contrapor ao encontro do G20 (grupo das 20 maiores economias), que ocorrerá em Cannes, também na França, nos dias 3 e 4 de novembro.


(Site Adital)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

MORRE MAIS UM DITADOR


Líbia, petróleo e democracia


"Quatro semanas de bombardeios intensos dos caças da Otan precederam a captura e morte de Kadafi, nesta 5ª feira, na Líbia. Sirte, a cidade nuclear no centro das operações, foi reduzida a ruínas. Mais de 100 pessoas morreram nos últimos 10 dias. Há centenas de feridos e encarcerados. A violência não se limita aos combates.Um relatório da Anistia Internacional, de 13 de outubro, Detention Abuses Staining the New Libya, denuncia a persistencia de prisões arbitrárias, sem julgamento, por parte de milícias incorporadas ao governo provisório rebelde. A prática da tortura é generalizada nas prisões, seja por vingança, seja como método sancionado de coleta de informação. Se o Conselho Nacional de Transição (CNT) não der mostras de uma ação firme e imediata, diz o Relatório da Anistia, a Líbia corre um risco real de ver algumas tendências do passado repetirem-se.

O documento resume as conclusões de uma delegação da Anistia Internacional que, entre 18 de agosto e 21 de setembro, recolheu os testemunhos de perto de três centenas de prisioneiros em 11 instalações de detenção da capital, Tripoli, bem como de Zawiyah e outras regiões do país. As imagens de Kadafi banhado em sangue, com o rosto desfigurado, morto após captura, ocuparam hoje um espaço de destaque, algo jubiloso, em veículos tradicionalmente empenhados em cobrar o respeito aos direitos humanos, sobretudo de regimes cujos governantes, em sua opinião, não comungam valores democráticos. Carta Maior repudia a tortura, o arbítrio e a opressão - política e econômica, posto que são indissociáveis - em qualquer idioma e latitude. Não se constrói uma sociedade justa e libertária com o empréstimo dos métodos que qualificam o seu oposto. A história dirá se o que assistimos hoje na Líbia atende às justas aspirações das etnias líbias por liberdade e justiça social, ou configura apenas uma cortina de fumaça feita de bombas e opacidade midiática para lubrificar o assalto das potências ao petróleo local."

(Site Carta Maior)

domingo, 16 de outubro de 2011

"SS"



Silêncio


Eugênio Magno


Sendo

Somente

aSSim

Serei

Sempre

aSSim

Somente

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

FLAGRANTE DE PREPARATIVOS PARA CELEBRAÇÃO NA ÍNDIA



Em Jodhpur, este artesão indiano, na foto abaixo, fabrica lamparinas de barro para o festival hindu Diwali que iniciará no dia 26 de outubro e durará cinco dias. Esta festa, indissociável da grande celebração de Dussehra que tem lugar durante vinte dias, comemora o retorno do rei Rama a Ayodhya após sua vitória sobre o demônio Ravana. Nesta ocasião, as casas e as ruas são iluminadas. As pessoas trocam presentes e soltam fogos de artifício. A tradição faz com que as pessoas ponham vestimentas novas, troquem entre si doces e que solte rojões até tarde da noite.



(Foto: Agência AFP)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A TÃO BUSCADA LIBERDADE PODE EXPRESSAR OBEDIÊNCIA CEGA E MAIS OPRESSÃO



Palavra: força e fraqueza



Ricardo Lengruber


As palavras são mais do que meras portadoras de significado. Por meio delas, conseguimos tornar a aparente desorganização das coisas em algo minimamente compreensível e, por conseguinte, domável.
Mesmo entre os grunhidos dos nossos ancestrais mais distantes, já estava presente essa busca por fazer a realidade circundante menos selvagem. As pinturas de Lascaux, entre tantos exemplos, revelam que, desde há muito, a busca humana por significar tem por instrumento essencial a palavra, mesmo que sob códigos ainda muito rudimentares.
Essa é razão pela qual a Bíblia, ao menos em dois momentos angulares, faz referência à palavra. A Palavra pela qual o mundo fora criado e a Palavra que se fez carne e armou uma tenda entre os homens. Na narrativa da Criação, em Gênesis 1, "disse Deus: haja luz; e houve luz!" No evangelho de João, capítulo 1, há uma longa reflexão sobre o fato de a mesma palavra criadora – logos – ser aquela que ilumina o mundo e mora entre os homens.
Por meio da Palavra, a Teologia judeu-cristã conseguiu exprimir a absurda diferença entre Deus e os homens, mas, ao mesmo tempo, e por paradoxal que seja, a mais profunda solidariedade e comunhão entre os dois. O totalmente Outro é, agora, por meio da Palavra, um Próximo, semelhante.
A palavra que, ao mesmo tempo, distancia e aproxima (e que é instrumento no gesto criador divino) é emprestada ao ser humano para sua empreitada de nomear e significar seu jardim recém criado. Essa aparente contradição revela que a Palavra parece ter vida própria ou, então, que não pertence a esse ou aquele.
A religião é uma colcha de palavras que pretende significar o mundo que mora dentro das pessoas. Os desafios que o mundo de fora empreende para com o mundo de dentro fizeram com que os homens procurassem um abrigo para se salvaguardar das ameaças tantas. As religiões são formas de enxergar a realidade, mas, acima de tudo, de interpretá-la. Daí o uso mais que instrumental da palavra. Em matéria de religião, a palavra torna-se Palavra e, como tal, ganha caráter sagrado e sacramental.
Dois registros pelos quais a religião se movimenta são baseados na palavra. Tanto o mito quanto o rito da palavra dependem e dela sabem usufruir. Se, por um lado, o mito é a narrativa sobre as profundezas da alma empreendida pela palavra; por outro, o rito é a celebração que a mesma palavra empreende sobre si. Mesmo quando só há o silêncio, a palavra se faz presente exatamente por conta de sua ausência.
Os operadores dos cultos religiosos revelam-se tanto mais eficientes quanto mais capazes são de conduzir e administrar a palavra. A palavra criadora e a palavra que mora entre os homens é aquela que sacralizada no culto religioso e se torna capaz de consolar ou culpar, de confortar ou instigar, de pacificar ou guerrear.
Essa talvez seja a questão na qual residem problemas sérios no mundo das religiões. Como há centralidade da palavra e como os sacerdotes são os seus articuladores, o uso que dela é feito é sempre com vistas à obtenção de determinados resultados. Via de regra, o resultado que se espera é a condução por uma experiência autêntica de encontro do ser humano com o significado de sua existência, mas há que se ter clareza que entre o mundo real e o ideal existe um largo e profundo abismo.
Minha intuição é que isso ocorre porque a vida das palavras nasce da experiência que elas são capazes de impulsionar em seus protagonistas. Palavras ditas e ouvidas que não foram geradas de uma autêntica experiência não conseguem empreender nada em quem as fala ou em quem as ouve. No mundo da religião, todavia, há uma busca séria e legítima por experiência e os sacerdotes conseguem manipular bem essa demanda. Conseguem, por exemplo, ser porta-voz de uma massa imensa que não quer ou não consegue se expressar e, ao invés de ajudá-la a superar tal limitação, a torna cativa de seu discurso e a estimula a mimeticamente seguir seus passos meramente rituais. Isso é o que tem feito a religião ser recorrentemente acusada de ser o “ópio do povo”.
É urgente que se aprenda a observar melhor o conteúdo do discurso em detrimento de sua forma e que não se permita ser conduzido pela força do rito e das emoções que esse gera no coração humano. A potência das palavras – sobretudo as palavras religiosas – emerge quando elas são ditas a partir de um autêntico encontro com seu significado.
Sempre que se permitir ser conduzido por outro, o homem abdica de sua identidade e se torna mero repetidor alienado. Isso ocorre mesmo quando se tem a ilusão de liberdade que o culto religioso pode fazer crer que se experimenta.
A beleza da religião está no fato de conseguir ser o suspiro da criatura oprimida e conseguir nela estimular a busca por liberdade.
Curioso, entretanto, é que esses vocábulos (libertação, cura, vitória, realização etc) fazem parte do dia-a-dia dos templos e sermões, mas não significam exatamente o que essas palavras podem expressar. As palavras dependem de seu contexto, mas, acima de tudo, fazem com que seu meio signifique isso ou aquilo. Assim, no discurso religioso, liberdade expressa obediência e, por meio dela, o suspiro dos oprimidos apenas se emudece.
* O autor é professor de História, Filosofia e Teologia. Doutor pela PUC do Rio de Janeiro
(Fonte: Site do jornal Fórum século XXI)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

RECITAL-PALESTRA DO INSTITUTO GURDJIEFF DE MG



A Sociedade para o estudo e pesquisa do homem - Instituto Gurdjieff de Minas Gerais, promove no dia 11 de outubro de 2011, terça-feira, recital de lançamento do cd Viagens a lugares inacessíveis, com composições de G. I. Gurdjieff e Thomas de Hartmann. Após a apresentação do recital haverá uma palestra sobre o trabalho do instituto, voltado para as pessoas interessadas em participar do mesmo.

O evento acontece às 20:30hs, na Fundação de Educação Artística, à rua Gonçalves Dias, nº 320, bairro Funcionários, em Belo Horizonte, MG, com ingressos a R$20,00, inteira e R$10,00, meia.

SÍLVIO TENDLER LANÇA SEU NOVO DOC EM BH


terça-feira, 4 de outubro de 2011

USP CHAMA GOLPE DE REVOLUÇÃO (???)


Placa na USP chama golpe militar de 'revolução de 1964'


Uma placa que indica a construção de um monumento em homenagem aos mortos e desaparecidos da ditadura chama o golpe militar de revolução de 1964.
A obra, na Cidade Universitária da USP, é parte de parceira entre a universidade e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência. Ela é patrocinada pela Petrobras e tem custo de R$ 89 mil.
O termo revolução é usado por militares que negam que tenha havido uma ditadura no país de 1964 a 1985.
Na tarde de ontem, o termo revolução foi riscado e a palavra golpe foi escrita.
A obra faz parte do projeto Direito à Memória e à Verdade, que inclui a criação da Comissão da Verdade.
Considero o termo utilizado um absurdo. Farei contato com o reitor para mudar imediatamente a inscrição, disse a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos).
A reitoria da USP diz que houve falha na confecção e que o erro será corrigido o mais rápido possível. A Scopus Construtora, responsável pela obra, não se pronunciou.


(Fonte: Site do Instituto Humanitas Unisinos - IHU)


sábado, 1 de outubro de 2011

25 ANOS DE PSIU POÉTICO

Juntos Nessa


Aroldo Pereira
Poeta e Curador do Salão
Nacional de Poesia Psiu Poético

Um livro de poesia é uma geografia ampliada. Uma antologia com a quantidade de autores que se apresentam no livro 01 Quarto de Século do Psiu Poético é um mundo variado, que possibilita diversas e amplas reflexões a respeito da “vidarte”. 01 contato direto, verdadeiro, profundo e intenso com a criação, o subjetivo e a dúvida.
Na década de 80 do século passado, o Grupo de Literatura e Teatro Transa Poética, com Renilson Durães, Gabriel Cardoso, Aroldo Pereira, numa 1ª fase, depois com Mirna Mendes, Helena Soares, Mauro Lúcio, dando sequencia ao trabalho iniciado, apresentava recitais e teatro-clip-poético em bares, cinemas, asilos, circos, praias, faculdades, praças, metrôs, ônibus e nos espaços mais inusitados e diferentes. Era um jeito de não deixar a poesia só nos livros e estantes. Nós tirávamos a poesia do quadro estático em que os poetas conservadores haviam lhe confinado. A poesia demonstrava alegria, vitalidade e desejo de vida no meio do povo e nas mesas de bares. Com o Grupo Transa Poética, a poesia foi para a rua, caiu na vida.
No Brasil de uma forma ou de outra, a poesia sempre desafiou o coro dos contentes. Na época da coroa, contrapondo o império português, tivemos em Minas Gerais, um levante, uma revolução cultural que contou com as participações dos poetas Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa, lutando e conspirando pela libertação do nosso país. E essa luta não tem fim, cada poeta que ergue sua voz, contamina a tirania com os ventos e cores da liberdade.
Temos médicos, empresários, políticos, caminhoneiros, babalorixás, padres, pastores, professores, estudantes, cientistas, desenhistas eletrônicos, bailarinos, escritores, reitores, jornalistas, músicos, garis, juízes, entre muitos outros profissionais sem nenhuma aptidão ou sensibilidade para a poesia escrita e a poesia humana. O poeta mexicano Otávio Paz disse: “Um homem rico em poesia pode ser mendigo. E os poemas não podem ser economizados para uma poupança: eles têm que ser gastos”.
O Grupo Transa Poética, buscando 01 dialogo permanente com a humanidade, criou e mantém, de forma permanente, um evento que congrega e abre espaço para todos os poetas em movimento. O Salão Nacional de Poesia Psiu Poético que agora completa 01 quarto de século, em uma comemoração continuada no decorrer de todo ano de 2011. O Psiu Poético não hierarquiza os poetas, apresenta seus versos e inquietações, aproximando seus trabalhos e verves para um conhecimento mútuo.
No início de tudo, a arte, a poesia, a filosofia, foi sendo repassada, transmitida de forma oral e desenhos rupestres, permanecendo entre os povos, dando sentido e encantamento a vida. Hoje um grande número de pessoas tem acesso e recebe informações permanentes e simultâneas de todo o mundo. Estão interligadas, conectadas com a “quase totalidade”, via internete. Mas quem lê poesia? Quem conhece e convive com as tradicionais e novas dicções dos poetas, nesse mundo do vil metal, nesse mercado permanente de futilidades?
Para você que se dar o direito de pensar, refletir ,experimentar diferentes sensações, esse livro é 01 achado, com muitas e variadas dicções,cada uma com sua intensidade e grau de invenção. Experimente, VAI FUNDO.

UM CURSO DE LIDERANÇA, NO MÍNIMO DIFERENTE


terça-feira, 27 de setembro de 2011

O TRANSPORTE EM CABUL


Em Cabul, onde as estradas e os meios de locomoção são ainda muito precários, um homem transporta na sua carreta empurrada por suas mãos, uma mulher com a burca. Este equipamento, ainda que rudimentar, garante todos os serviços, desde o transporte de passageiros até mercadorias, passando pelos materiais de construção, a distribuição de água potável e a coleta de lixo. Tudo isto é feito a preços que desafiam qualquer tipo de concorrência!
(Foto: Omar Sobhani / Reuters)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

FILME "FELICIDADE" SERÁ EXIBIDO EM CINECLUBE DE MATEUS LEME


O que está por trás de uma das ilusões americanas, a felicidade?

O capitalismo norte-americano transmitiu à humanidade a ilusão de que a felicidade pode ser adquirida como um produto. Apesar de muitos escritores e artistas se esforçarem para desmentir isso, a maioria das pessoas, em todo o mundo, comprou essa ideia. Continuamos achando que a prosperidade dos norte-americanos é acessível a todos os seres humanos e lutamos bravamente por consegui-la.
O cineasta norte-americano Todd Solondz navega contra essa corrente. Em seus filmes, ele expõe que, por sob aquela aparência de felicidade dos norte-americanos, visível no conforto material, se esconde uma grave crise moral. "Felicidade" é um impiedoso retrato da sociedade norte-americana atual, feito com tamanha seriedade que acaba por ficar cômica.
Resumindo o que é o filme, o crítico da "Folha de S.Paulo" escreveu que ele "ri da família e humaniza as perversões".
O curta será "Artesãos da Morte", da jornalista e cineasta Miriam Chnaiderman. Trabalhadores que lidam diariamente com a morte, falam da vida.
Os filmes serão exibidos em VHS, com projeção digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 30 lugares.
A exibição acontece no próximo sábado, dia 24 de setembro, às 17 horas, no Cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, na rua Meyer, 105, Bairro Vila Suzana (Reta), telefone (31)3535.1721, em Mateus Leme. Um projeto do Instituto Humberto Mauro, sob a coordenação do cineasta, jornalista e cineclubista Victor de Almeida

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

INFLAÇÃO À VISTA OU ESPECULAÇÃO?


Relógio cuco


Rubens Ricupero
ex-secretário geral da Unctad


Não é verdade, como pretende Orson Welles em "O Terceiro Homem", que o relógio cuco tenha sido a única contribuição da Suíça à civilização.
Basta pensar na Cruz Vermelha, em Rousseau, Benjamin Constant, Madame de Stael, Pestalozzi, Le Corbusier, Piaget, Giacometti, Godard, elenco mais impressionante que o de alguns gigantes pela própria natureza.
Eis que o relógio cuco dá nova contribuição ao soar o alarme contra o perigo mortal da anarquia do câmbio. Ninguém no mundo se compara aos suíços em cautela e horror do não convencional. Se arriscam fixar a cotação do franco suíço em euros é porque a situação está para além de preta.
A diferença entre nós e eles é que, como os sicilianos, eles jamais ameaçam: preferem agir sem preanuncio. Nós somos incendiários nas declarações e tímidos na ação e não apenas por amor à bravata.
É que os suíços podem arrostar ataques especulativos com alguma chance de sair com vida.
Nós, sempre no fio da navalha, corremos o risco de soprarmos em inflação que já arde em cima da palha seca se tomarmos medidas ousadas como o corte do juro ou o controle de capitais.
Por isso nos limitamos por muito tempo a denunciar a guerra cambial no G20 e a pedir à Organização Mundial do Comércio que estude o efeito do câmbio no comércio. São gestos louváveis, mas anódinos, pois o mundo vive em situação de anarquia cambial, isso é, ausência total de normas e governo na matéria.
Desde que Nixon abandonou em 1971 o sistema de taxas fixas de Bretton Woods, virou letra morta o artigo 4º do acordo do FMI relativo a disciplinas cambiais.
Dizia-se na época que, após meses de turbulência, o câmbio flutuante produziria seu próprio equilíbrio. Estamos esperando há 40 anos e as tempestades já obrigaram a intervenções urgentes como as dos acordos do Plaza e do Louvre.
Na OMC o panorama não é mais animador. O artigo 15 do acordo geral dispõe que os países devem se abster de manipular as moedas a fim de não frustrar os objetivos do acordo. Como nunca se definiu o que significa "manipular" e "frustrar", nada se pode fazer.
Não existem recursos legais: antidumping cambial, taxas contra o subsídio indireto da manipulação, tudo carece de base jurídica.
Os pragmáticos helvécios concluíram que, na falta de remédios internacionais, o remédio é cada um cuidar de si. Se der certo e outros como o Japão seguirem o exemplo, aumentará a pressão sobre a moeda brasileira. Fez bem, assim, o governo em deixar de se queixar ao bispo e começar a tomar medidas.
Entre elas, o início da redução do juro e a elevação do IOF sobre capitais especulativos trouxeram alívio temporário no câmbio, graças também ao recrudescimento da crise mundial. Nada garante que dure. Estagnada devido ao câmbio, a indústria pouco se beneficiou até agora da explosão do consumo, capturada quase toda pelas importações.
Se a crise apertar, a única saída será aproveitar a demanda interna para crescer. Para isso o remédio são ações mais fortes para estancar a hemorragia cambial. Sem dúvida é arriscado, mas como no dilema de Trotsky: risco em avançar, morte segura se ficarmos parados.
(Fonte: Folha de São Paulo, 19.09.11)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

NAUFRÁGIO NA TANZANIA



Estes passageiros escaparam. De 800 que estavam a bordo, somente 619 puderam ser socorridos. Na noite de sexta para sábado, da semana pasada, o navio Spicy Islander, que fazia a ligação entre Unguja e Pemba, as duas principais ilhas do arquipélago do Oceano Índico, naufragou. As primeiras informações acenavam para a sobrecarga como causa da tragédia. A capacidade máxima da nave era de 600 lugares. O presidente da República da Tanzania, Jakaya Mrisho Kikwete, foi até o local no domingo.
(Foto: Neel Van Eijk /AP/SIPA)

domingo, 11 de setembro de 2011

APENAS UM LEGADO





Herança



Eugênio Magno



Vestígios


de espinhos


em cruz ilhados


irados e insones


vagalumes urbanos


cavaleiros do tempo


soldados dos sonhos


arquitetos de planos


embriagando


de arco


Iris


Maria


Rosa


choque


arenas e areias


teias cheias


feias e feitas


aranhas e estrelas.




(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

GRITO DOS EXCLUÍDOS



Com conquistas e desafios, o Grito dos (as) Excluídos (as) chega a sua décima sétima edição com realização massiva – neste dia 7 de Setembro, data simbólica da Independência do Brasil – na maioria dos estados brasileiros. Consolidado como principal espaço de concentração, mobilização e afirmação dos movimentos sociais e suas demandas, o Grito deste ano tem como tema Pela Vida grita a terra...Por direitos todos nós!.

(Fonte: Site Adital)

domingo, 4 de setembro de 2011

RADIOGRAFIA DA GREVE DOS PROFESSORES EM MINAS


Em entrevista, coordenadora do Sind-UTE - Sindicato Único dos trabalhadores na Educação pública de Minas Gerais - afirma que greve só termina

com o atendimento das reivindicações



Mariana Starling
De Belo Horizonte (MG)



"Os trabalhadores em educação de Minas Gerais estão em greve há 86 dias. A reivindicação principal é a implementação no estado do Piso Salarial Nacional, julgado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal em abril deste ano. Em entrevista ao Brasil de Fato, a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do estado de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, afirma que a greve só termina com o atendimento das reivindicações.

Brasil de Fato – Qual a avaliação que a categoria dos professores de Minas Gerais faz sobre a gestão do PSDB para a educação no estado?
Beatriz Cerqueira – Temos enfrentado um processo de empobrecimento da nossa categoria que se aprofundou desde que o Aécio Neves assumiu o governo. O tão falado “Choque de Gestão” foi uma política em que os profissionais, os servidores públicos pagaram a conta. Ele instituiu uma política de controle de remuneração, de ausência de valorização da categoria com a instituição de dinâmicas de prêmio por produtividade que não trazem eficiência para o sistema público, mas fazem com que o Estado possa controlar a remuneração. Além disso, o investimento em políticas públicas não ocorre no estado e, com isso, toda a sociedade sofre. Não é só nossa categoria.

O governo de Anastasia tem sido, então, uma continuidade do governo Aécio no setor, ou há alguma diferença relevante?
Sem sombra de dúvidas é uma continuidade. O próprio Anastasia diz isso, que é a terceira fase do “Choque de Gestão”. Os dois primeiros mandatos do Aécio e agora o do Anastasia é a terceira geração, que eles mesmos colocam.

E como está a Educação em Minas? Faça, por favor, uma breve radiografia do ensino no estado.


Tem dados relativos à educação que são importantes. O Aécio não investiu 25% previstos constitucionalmente, este é um relatório técnico que o Tribunal de Contas produziu. Em 2009, por exemplo, o investimento foi de 20,15%. Isso traz um prejuízo para toda a sociedade. Há um déficit em Minas Gerais de 1 milhão e meio de vagas na educação básica. Ou seja, se todo mundo na faixa etária da educação básica quiser estudar, não teriam vagas. Faltam 800 mil lugares. Há uma privatização do ensino profissionalizante. Porque neste ensino a rede não é própria. Ao contrário da política do governo federal, no governo do estado a rede depende de financiamento e parceria com a iniciativa privada. O mercado é quem gerencia a educação, que deveria ser pública. Os indicadores de Minas Gerais são medidos pelo próprio governo do estado e eles não demonstram um grande avanço. A nossa é uma carreira em que a pessoa demora 20 anos para chegar a receber por Mestrado. Então, a carreira em Minas não é uma carreira que atrai o profissional, que o valoriza. Isso faz com que nossa profissão em Minas seja uma profissão de passagem. A pessoa está na escola enquanto não está em outro lugar. A preocupação que o governo diz ter com o Enem é ilusória porque o governo não oferece aos estudantes toda a matriz curricular do ensino médio. O aluno tem que optar entre a área de humanas e a área de exatas já no ensino médio. O governo autoriza a contratação de pessoas sem formação em magistério e licenciatura para ser professor. Eu costumo dizer que é a mesma coisa de que você entrar em um hospital e ter uma pessoa que não é formada em medicina fazendo uma cirurgia. Pode isso? Não pode. Então por que em uma escola pode-se abrir uma sala de aula e ter uma pessoa que não é professor lecionando? Ser professor é uma profissão complexa, que exige uma formação adequada.

Nesse sentido, explique as principais reivindicações da categoria.
O foco da nossa greve, pela terceira vez, é o Piso Salarial Nacional. Na nossa realidade, o Estado quer estabelecer uma dinâmica de controle da remuneração, ele não investiu em vencimento básico da categoria. Faz políticas de abono, políticas que são transitórias e não trazem benefícios para a vida funcional do servidor. O vencimento básico hoje de um professor de nível médio é de R$ 369. A pessoa que tem licenciatura plena é R$ 550. Então nós estamos falando que, em Minas Gerais, o professor que faz universidade recebe um salário mínimo. O foco principal é a questão do Piso Salarial Nacional. Nós conquistamos uma lei federal em 2008, que é a lei 11.738, e toda essa greve é para que o governo cumpra a lei. Não é uma decisão judicial que vai fazer com que esta greve acabe. Nós procuramos todos no início da greve: o Ministério Público Estadual, o Ministério Público Federal, a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa Mineira, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais no sentido da mediação do conflito. Isso em junho, na primeira semana de greve. Procuramos todos os atores. Nesse momento, a greve só será interrompida quando atingirmos um patamar de negociação que atenda à expectativa da categoria: o Piso Salarial Nacional. A justiça de Minas Gerais tem mania de declarar toda greve do setor público como ilegal. Há uma estratégia do Estado de tentar declarar como ilegal também este ano, como no ano passado. Mas essa greve não vai ser suspensa por uma decisão judicial.

E como tem sido a postura do governo diante das reivindicações?
O governo até o momento não apresentou nenhuma proposta de Piso Salarial como vencimento básico. Tenta investir em um modelo de remuneração construído por ele, que é o subsídio, o qual tem um impacto muito negativo para o servidor de carreira porque não tem a lógica do controle da remuneração, só do vencimento básico. Outro aspecto é que o governo do estado só negocia com quem é conivente com ele. Aqui em Minas temos uma política permanente de cooptação das entidades sindicais, das lideranças sindicais. Para estar em uma mesa de negociação é necessário que se pactue com o que o governo concorda. Um exemplo disso é o Comitê de Negociação Sindical, que foi criado este ano com o objetivo de ser uma mesa de negociação do servidor público estadual. Por nós estarmos em greve, o governo proibiu que participássemos da mesa. O governo gerencia, interfere, tenta tutelar o lado do trabalhador. Não cabe ao governo determinar quem senta à mesa ou quem não senta ou em que condições senta.

O acórdão do Superior Tribunal Federal (STF), publicado dia 24 de agosto, determina o pagamento do Piso Salarial Nacional aos professores. Qual a expectativa da categoria sobre essa decisão? A Secretaria de Estado de Educação e o governo do estado já se manifestaram?
Junto ao Sind-UTE, o governo ainda não se manifestou. A publicação do acórdão ratifica o que o Sindicato vem dizendo desde abril: que o Piso é vencimento básico e não total de remuneração. Eu acho lamentável que o governo do estado deixe uma greve se prolongar para, no final, ser obrigado a cumprir uma questão que a categoria reivindicava antes mesmo que a greve iniciasse. Na nossa pauta, em fevereiro, nós já reivindicávamos o Piso Salarial Nacional. Quando teve o julgamento do STF de mérito, que definiu a constitucionalidade do Piso entendido como vencimento básico em abril, nós ainda assim tentamos por dois meses a negociação com o governo do estado. Mas o governo optou por não negociar, ignorar uma lei federal. E a publicação do acórdão só veio legitimar a nossa luta pelo Piso Salarial.

O governo do estado afirma que a forma de pagamento com subsídio é constitucional. O que o sindicato diz sobre esse posicionamento?
Quem vai decidir isso é o Supremo Tribunal Federal. Porque em julho nós já ajuizamos uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) pedindo que o STF declare inconstitucional o subsídio em Minas Gerais visto que há uma lei federal que estabelece um Piso Salarial Nacional profissional. Aguardamos o mais breve possível que o Supremo possa se manifestar em relação à nossa Adin.

De que maneira a imprensa local vem noticiando as mobilizações dos trabalhadores em educação?
Por mais que tentem ignorar, é impossível não falar de uma greve de mais de 80 dias. É impossível não falar de uma greve que atinge mais de 50% do estado. Uma greve que está resistindo ao corte de ponto, à suspensão de direitos, que tem resistido a uma ampla, intensa e ofensiva campanha publicitária feita pelo governo no sentido de convencer a sociedade e a própria categoria. Não são todas as entidades que conseguem reunir 8, 9 mil pessoas em assembleia em Belo Horizonte. A imprensa tem feito a cobertura. É claro que em alguns meios de comunicação a gente percebe uma edição no sentido de diminuir a participação da categoria, como aconteceu quando um jornal disse que tinham 700 pessoas em uma assembléia com mais de 7 mil. As secretárias de governo são convidadas para entrevistas de estúdio, coisas que o sindicato não é. E para uma imprensa que preza pela democracia, o espaço deveria ser o mesmo. Já tiveram duas marcações de entrevistas com o sindicato que foram canceladas porque a Secretária de Planejamento e Gestão não aceitou participar. Mas o importante é que temos conseguido furar esse bloqueio e temos conseguido fazer a interlocução dos movimentos através dos meios de comunicação.

Como se posicionam os estudantes, os movimentos sociais e a sociedade em geral em relação à luta da categoria?
Nós conseguimos ter o apoio e a solidariedade de mais de 40 entidades entre movimentos sociais, sindicais, estudantis. Várias comissões de pais no interior do estado têm nos ajudado, têm ido ao Ministério Público.

O governo estadual afirma que já está repondo nas escolas os professores que estão em greve, contratando novos professores. O que o Sindicato tem a dizer sobre isso?
Eu queria fazer uma observação. Da dificuldade que nós enfrentamos em Minas dos direitos dos trabalhadores serem preservados. E quando a gente recorre ao poder Judiciário, o mesmo, em Minas, primeiro resguarda o direito do patrão. No caso, o governo do estado. Há uma lei federal que estabelece o direito de greve e diz que o trabalhador em greve não pode ser substituído. Infelizmente, a Justiça mineira não é guardiã da legislação. A alegação de que o Enem será prejudicado é o desconhecimento do que é o mesmo. Isso é desconhecer a educação básica. Se estivessem realmente preocupados com o Enem, estariam discutindo a matriz curricular do ensino médio. A preocupação com o ensino médio deveria ser no tocante à qualidade do ensino, à qualificação do profissional. A questão da Justiça mineira merece uma reflexão. Fora que o Estado tem contratado pessoas sem qualificação. É um advogado que chega pra pegar aula de sociologia, é um fisioterapeuta para dar aula de biologia, um estudante para lecionar história... Isso não é só um discurso do sindicato. Temos provas nos relatórios das contratações. O interessante é que o estudante não está aceitando. Tem escolas em que os estudantes estão se recusando a assistir às aulas."

(Fonte: Site do Brasil de Fato)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

ESSA É DO BLOG DO EMIR


De céticos a cínicos


O ceticismo parece um bom refúgio em tempos em que já se decretou o fim das utopias, o fim do socialismo, até mesmo o fim da história. É mais cômodo dizer que não se acredita em nada, que tudo é igual, que nada vale a pena. O socialismo teria dado em tiranias, a política em corrupção, os ideais em interesses. A natureza humana seria essencialmente ruim: egoísta, violenta, propensa à corrupção. Para ler na íntegra o artigo do Emir Sader, clique aqui.


domingo, 28 de agosto de 2011

DEUS E A POESIA


Drummond e a ''re-significação'' de Deus na poesia.



"Para o ex-aluno dos jesuítas Carlos Drummond de Andrade, a transcendência só poderia existir na imanência, como salto qualitativo do existir diante da ‘pedra’ da impossibilidade. Aqui talvez seja o ponto mais próximo da poesia com a mística, de encontrar um Mistério em todas as coisas e que oferece sentido a todas elas."
A declaração é do teólogo Alex Villas Boas, na entrevista que concedeu por e-mail à IHU On-Line, ao refletir acerca de sua obra Teologia e Poesia – A busca de sentido em meio às paixões em Carlos Drummond de Andrade como possibilidade de um pensamento poético teológico (Sorocaba: Crearte Editora, 2011). Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

OLHOS DE OURO


Já se conhecia as lentes coloridas e aquelas em que a pupila dá a impressão de um olhar felino. Mas estas, decoradas com 18 diamantes num círculo de ouro de 5 gramas, são reservadas somente para grandes ocasiões: o par custa 11 mil euros. Uma loucura que se torna uma boa ação. Pois elas são fabricadas por um hospital indiano, especializado em cirurgias e próteses oculares, e o dinheiro adquirido com a venda financia a pesquisa da síndrome de Stevens-Johnson, uma doença grave e potencialmente mortal dos olhos. Fundada em 2007, em Bombaim, o Shekhar Eye Research é também conhecido por cuidar de doentes que não podem pagar.
(Foto: Chandrashekhar Chawan/REX/SIPA)

domingo, 21 de agosto de 2011

"EU" E EU



Eu



Eugênio Magno



de trincheira


do ego


promovo a


minha voz


a cascata



do Eu


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

DOCUMENTARISTA FALA DA SUA CARREIRA




Silvio Tendler, um cineasta contra a maré


Sílvio Tendler. Ao fundo, grafite da vídeo instalação do Poema Sujo no Espaço Oi, Rio de Janeiro. Acusado por analistas do Fundo Setorial Audiovisual, do Ministério da Cultura (MinC), de não saber fazer roteiro e de que seus filmes têm bilheterias pífias, o cineasta chuta o balde e mostra que, além de conquistar as maiores plateias do mercado brasileiro de documentários – O mundo Mágico dos Trapalhões (1 milhão e 800 mil espectadores), Jango (1 milhão) e Anos JK (800 mil) –, seu Utopia e Barbárie é um dos filmes mais vistos em exibições alternativas.
O ”Sr. Documentário” fala da carreira, projetos e do cinema engajado com a luta pela utopia de Silvio Tendler. Fala também da relação do cinema com a literatura e da batalha que continua a ser fazer filmes no Brasil. Para ler a matéria completa do jornalista e escritor, Oswaldo Faustino, com direito a entrevista e tudo, acesse o site http://www.cineclubebrasil.com.br e procure a revista nº 4, 2011.

domingo, 14 de agosto de 2011

O CRISTIANISMO É MAIOR DO QUE AS IGREJAS



Alento aos desolados com a Igreja


Leonardo Boff
Teólogo e escritor



Atualmente há muita desolação com referência à Igreja Católica institucional. Verifica-se uma dupla emigração: uma exterior, pessoas que abandonam concretamente a Igreja e outra interior, as que permanecem nela mas não a sentem mais como um lar espiritual. Continuam a crer apesar da Igreja.
E não é para menos. O atual Papa tomou algumas iniciativas radicais que dividiram o corpo eclesial. Assumiu uma rota de confronto com dois importantes episcopados, o alemão e francês, ao introduzir a missa em latim; elaborou uma esdrúxula reconciliação com a Igreja cismática dos seguidores de Lefebvre; esvaziou as principais intuições renovadoras do Concílio Vaticano II, especialmente o ecumenismo, negando, ofensivamente, o título de “Igreja” às demais Igrejas que não sejam a Católica e a Ortodoxa; ainda como Cardeal mostrou-se gravemente leniente com os pedófilos; sua relação para com a AIDs beira os limites da desumanidade. A atual Igreja Católica mergulhou num inverno rigoroso. A base social de apoio ao modelo velhista do atual Papa é constituída por grupos conservadores, mais interessados nas performances mediáticas, na lógica do mercado, do que propor uma mensagem adequada aos graves problemas atuais. Oferecem um “cristianismo-prozac”, apto para anestesiar consciências angustiadas, mas alienado face à humanidade sofredora.
Urge animar estes cristãos em vias de emigração com aquilo que é essencial ao Cristianismo. Seguramente não é a Igreja que não foi objeto da pregação de Jesus. Ele anunciou um sonho, o Reino de Deus, em contraposição com o Reino de César, Reino de Deus que representa uma revolução absoluta das relações desde as individuais até as divinas e cósmicas.
O Cristiansimo compareceu primeiramente na história como movimento e como o caminho de Cristo. Ele é anterior a sua sedimentação nos quatro evangelhos e nas doutrinas. O caráter de caminho espiritual é um tipo de cristianismo que possui seu próprio curso. Geralmente vive à margem e, às vezes, em distância crítica da instituição oficial. Mas nasce e se alimenta do permanente fascínio pela figura e pela mensagem libertária e espiritual de Jesus de Nazaré. Inicialmente tido como “heresia dos Nazarenos” (At 24,5) ou simplesmente “heresia” (At 28,22) no sentido de “grupelho”, o Cristianismo foi lentamente ganhando autonomia até seus seguidores, nos Atos dos Apóstolos (11,36), serem chamados de “cristãos.”
O movimento de Jesus certamente é a força mais vigorosa do Cristianismo, mais que as Igrejas, por não estar enquadrado nas instituições ou aprisionado em doutrinas e dogmas. É composto por todo tipo de gente, das mais variadas culturas e tradições, até por agnósticos e ateus que se deixam tocar pela figura corajosa de Jesus, pelo sonho que anunciou, um Reino de amor e de liberdade, por sua ética de amor incondicional, especialmente aos pobres e aos oprimidos e pela forma como assumiu o drama humano, no meio de humilhações, torturas e da execução na cruz. Apresentou uma imagem de Deus tão íntima e amiga da vida, que é difícil furtar-se a ela até por quem não crê em Deus. Muitos chegam a dizer: “se existe um Deus, este deve ser aquele que traz os traços do Deus de Jesus”.
Esse cristianismo como caminho espiritual é o que realmente conta. No entanto, de movimento, ele muito cedo ganhou a forma de instituição religiosa com vários modos de organização. Em seu seio se elaboraram as várias interpretações da figura de Jesus que se transformaram em doutrinas e foram recolhidas pelos atuais evangelhos. As igrejas, ao assumirem caráter institucional, estabeleceram critérios de pertença e de exclusão, doutrinas como referência identitária e ritos próprios de celebrar. Quem explica tal fenômeno é a sociologia e não a teologia. A instituição sempre vive em tensão com o caminho espiritual. Ótimo quando caminham juntas, mas é raro. O decisivo é, no entanto, o caminho espiritual. Este tem a força de alimentar uma visão espiritual da vida e de animar o sentido da caminhada humana.
O problemátio na Igreja romano-católica é sua pretensão de ser a única verdadeira. O correto é todas as igrejas se reconhecerem mutuamente, pois todas revelam dimensões diferentes e complementares do Nazareno. O importante é que o cristianismo mantenha seu caráter de caminho espiritual. É ele que pode sustentar a tantos cristãos e cristãs face à mediocridade e à irrelevância em que caiu a Igreja atual.

(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

SBT: 30 ANOS DE LAÇOS COM O POVO


Assumidamente direcionada à classe C, emissora de Sílvio Santos comemora

três décadas com atrações especiais e interatividade com a audiência.

Para ler a matéria na íntegra é só clicar aqui.


Fundador, apresentador e principal ícone do SBT, Sílvio Santos conduz a trajetória da emissora, que sempre teve a Classe C como público alvo. Crédito: Divulgação/SBT
(Fonte:Site Meio & Mensagem)

domingo, 7 de agosto de 2011

ANIVERSÁRIO DO REPÓRTER ESSSO


70 anos do Repórter Esso - 70 anos do radiojornalismo no Brasil


No próximo dia 28 de agosto, às 12h55, será comemorado o aniversário de 70 anos da primeira transmissão do O Repórter Esso no Brasil, data que marca o início do radiojornalismo brasileiro.
Para garantir que esse momento histórico seja lembrado em todo o país, estamos propondo às emissoras brasileiras que veiculem matérias, programas e informações sobre o assunto. O Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom criou uma comissão que está produzindo material, ( texto e áudio) a ser disponibilizado gratuitamente, para que as emissoras de rádio de todo o país possam utilizar em suas programações entre 21 e 28 de agosto.
Além disso, os pesquisadores do grupo propõem a realização de uma cadeia informal de rádio em todo o país, com cada veículo transmitindo um programete de dois minutos sobre o assunto no domingo, 28 de agosto, exatamente às 12h55. O grupo de pesquisa vai disponibilizar também o programete pronto para ser transmitido.
Algumas entidades já se disponibilizaram em hospedar o material produzido, entre elas a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão – Abert (www.abert.org.br). A Agência Rádio2 (www.radio2.com.br) também oficializou parceria nesse sentido. Pelos sites, as rádios e demais interessados poderão baixar o conteúdo produzido pelo grupo, a partir da segunda quinzena de agosto, e aproveitá-lo da forma que julgarem mais viável.

Contatos com:


Maria Cláudia Santos
mariaclaudiasantos@yahoo.com.br
00 55 31 9757-8756
00 55 31 2127- 0216


e

Sônia Pessoa
www.soniapessoa.com.br
@soniapessoa
31 - 9175-1760 (Tim)
31 - 8402-7531 (Claro)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ACABAR COM A FOME ATÉ 2025


América Latina pode erradicar a fome até 2025,

afirma novo diretor-geral da FAO

Erradicar a fome até 2025 é uma meta viável para os países da América Latina, na avaliação do recém-eleito diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano.


A reportagem é de Yara Aquino e foi publicada na Agência Brasil de 03-08-2011.

A meta para o milênio [meta proposta pela Organização das Nações Unidas] é reduzir pela metade o número de famintos até 2015. Será muito difícil alcançar essa meta para boa parte dos países, sobretudo os mais pobres. A América Latina tem meta de erradicar a fome em 2025, o que acho perfeitamente viável, disse ao participar de reunião do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).
Como representante regional da FAO para a América Latina e o Caribe, posto que assumiu em 2006, José Graziano conseguiu que os países da América Latina fossem os primeiros a assumir o compromisso de erradicar a fome até 2025.
Graziano observou que alguns governantes, em especial os de países onde não há um sistema democrático, não têm o interesse de acabar com a fome. Mudar a realidade nesses países é um dos desafios apontado por ele para sua gestão à frente da FAO, que começa em janeiro de 2012. Alguns países se assentam nessa exclusão social para manter o domínio de uma minoria, por isso que digo que acabar com a fome não interessa a todos, por que ela pode modificar governos. Acho que chegar a um sistema democrático também é uma pré-condição para acabar com a fome, disse.
A eleição de José Graziano para a diretoria-geral da FAO ocorreu em junho. Com o apoio do governo brasileiro, Graziano foi eleito com 92 dos 180 votos e ocupará o cargo no período de janeiro de 2012 a julho de 2015
Ele atribui a escolha de um brasileiro para o cargo à mudança na imagem que o Brasil adquiriu no exterior. Acho que essa foi a grande razão da vitória: a expectativa que o Brasil representa hoje no mundo de encontrar um novo caminho de desenvolvimento. O Brasil é visto como um país que pode fazer a ponte para os países que estão em desenvolvimento com uma proposta diferente dos que estão lá, os desenvolvidos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

EUA IRRADIA INSEGURANÇA POLÍTICA GLOBAL




Rendição de Obama ao arrocho fiscal inaugura

nova era da incerteza e sinaliza mais recessão:

bolsas despencam em todo o mundo



"Os mercados fazem gato e sapato de Obama. Depois do acordo fiscal leonino imposto ao democrata, que penaliza os pobres e poupa os ricos, precificam a instabilidade política e o agravamento recessivo que isso acarretará derrubando as bolsas de todo o mundo nesta 2º feira, horas antes da votação do pacote orçamentário. O capitalismo americano não iria acabar, fosse qual fosse o resultado do impasse fiscal no Congresso. Mas o desfecho esboçado nesta noite de domingo é quase uma rendição de Obama ao Tea Party, tendo merecido a repulsa da esquerda do partido Democrata. Formada por cerca de 70 parlamentares ela vocaliza os setores da sociedade que mais se engajaram na eleição de Obama. A proposta a ser votada nas próximas horas rompe as bases desse engajamento, põe em risco a reeleição democrata e fixa uma nova referencia de crise política dentro da crise financeira mundial. Obama não se mostrou uma alternativa histórica capaz de contrastar os interesses enfeixados pela supremacia das finanças desreguladas. Ao contrário de Roosevelt, em pleno colapso econômico, abraça um plano de arrocho fiscal que imobiliza o Estado e torna ainda mais incerta a recuperação americana e mundial. Pior que isso. A crise fiscal evidenciou a monopolização do sistema político norte-americano por uma direita extremista, filha da madrassa neoliberal ativada nas últimas décadas.Embebida em um laissez-faire rudimentar, indissociável de uma visão de mundo belicista, ela busca compensar a desordem intrínseca a sua ideologia com uma pregação moralista e religiosa de sociedade. Ao ceder em quase tudo o que exigia a ortodoxia extremista, Obama coloca a população pobre dos EUA na linha de tiro de cortes que podem chegar a US$ 3 trilhões em dez anos. Em contrapartida, seu plano de elevar a receita com maior imposto sobre os ricos foi engavetado. A rendição de Obama coloca o mundo à mercê de forças incapazes de exercer o poder americano com algum equilíbrio e discernimento. Ademais de irradiar instabilidade financeira, os EUA se transformam em fator de insegurança política global. A negociação orçamentária escancarou o que estava subentendido e consolidou uma dimensão atemorizante do passo seguinte da história. Os países em desenvolvimento devem extrair lições esse episódio. Mas, sobretudo, blindar sua agenda econômica e social contra os solavancos implícitos na nova era da incerteza."

(Fonte: Site Carta Maior)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A IMPORTÂNCIA DE MCLUHAN



Quando McLuhan citava Marilyn


Tudo mudou desde então, mas a época da Internet não parece capaz de produzir um texto epocal e popular como Understanding Media [em português, Os meios de comunicação como extensões do homem].
A opinião é do escritor e jornalista italiano Alberto Arbasino, em artigo publicado no jornal La Repubblica, 26-07-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

UM CONCURSO, NO MÍNIMO, BIZARRO



Para se proteger das abelhas, que lentamente recobrem seu corpo, o apicultor chinês Lu Kongjiang, 20 anos, usa apenas óculos para banhistas e protetores de ouvido e das narinas. O seu concorrente neste concurso bizarro é Wang Dalin, 42 anos, organizado em Shaoyang, na província chinesa de Hunan. Wang Dalin coseguiu se fazer recobrir por 26,8 quilos de abelhas e Lu Kongjiang por apenas 22,9 quilos... O recorde permanece com a Índia com 61,4 quilos.

(Foto: Xinhua/Zuma/Visual)

terça-feira, 26 de julho de 2011

A HISTÓRIA DAS MULHERES E A HISTÓRIA DA TERRA


A história das mulheres

Dib Curi


Uma das grandes discussões da atualidade é sobre o papel da mulher na sociedade. E suas lutas atuais são em relação a violência doméstica e aos salários menores em relação aos homens.
Mas existe uma outra questão importante que é a submissão das mulheres aos valores masculinos. A economia capitalista quer transformar a mulher num objeto de consumo e as nossas jovens tem aceitado esta corrupção passivamente.
Os atuais modelos ideais de mulheres são belas e sensuais, mas muitas vezes, ocas na sua falta de sentido de vida; bonecas barbie eróticas para a manipulação do mundo masculino.
Os movimentos feministas elegeram o oito de março como Dia Internacional da Mulher. A data foi escolhida porque neste dia, em 1857, operárias de uma fábrica de Nova Iorque fizeram uma greve por melhores condições; redução na carga horária, equiparação salarial e melhor tratamento. Foram trancadas na fábrica e incendiadas. 130 tecelãs morreram.
Contudo, a parte mais bonita da história das mulheres começou no período Neolítico, cerca de 12 mil anos atrás. Antes disto, vivíamos no período Paleolítico, um período pré-histórico, com 2,5 milhões de anos, quando nossos ancestrais produziram os primeiros artefatos em pedra. No Paleolítico, a primazia era dos homens caçadores e as mulheres apenas cuidavam de suas constantes e numerosas crias. Estávamos, então, no final da Era Glacial.
A partir de 10.000 a.C, a humanidade entraria no período Neolítico. Um grande degelo ocorreu na Terra e aumentou as terras para cultivo. Então, nos fixamos mais na terra, que era cultivada tanto por homens quanto por mulheres.
Enquanto no Paleolítico nosso sentimento religioso se voltava para os animais pois estes garantiam nossa sobrevivência, no Neolítico passou a valer o simbolismo da semente que alimentava os humanos a partir do “útero” da Mãe Terra.
Assim, a energia feminina chegaria ao explendor de seus dias na Terra. Deusas da fertilidade e do amor comandavam o mundo. Haviam, nesta época, cem templos de Afrodite (ou deusa do Amor) para apenas um templo de Ares, o deus da guerra. A primazia da mulher levou o Amor ao centro da Vida.
Conforme o tempo foi passando, a mulher, por gerar a vida, foi comparada à Terra e adquiriu um poder criativo e encantatório. Este poder sinuoso do sensível e do intuitivo feminino passou a governar o mundo através das sementes depositadas na terra e do poder da lua e das águas, que davam fertilidade às plantações. Afrodite nasceu das águas, assim como Yemanjá e também Iara, a mãe das águas. Neste tempo, grandes deusas governaram a Terra: Parvati, Ishtar, Frêya, Réia, Hera, Demeter, Artemis e Athena, transformadas nas Juno, Ceres, Diana, Vênus e Minerva romanas.
A classe sacerdotal era composta por mulheres, uma vez que só elas possuiam o poder invocatório das forças telúricas e celestes, a hierofania. A primeira sacerdotiza da Grécia, que atendia no templo de Delphos, foi a lendária pitonisa “Fonema”. Hoje, a palavra fonema se trata dos sons que fazem sentido para nós, na linguagem. Da sacerdotiza é que emanava o Verbo (Logos), significado da Vida.
Três dos mais significativos mitos da antiguidade eram estrelados por mulheres: a deusa egípcia Isis, a heroína Antígona e Medéia, a mãe que matou os filhos para não se tornarem escravos.
Alguns séculos antes de Sócrates, os homens retomariam o poder no mundo. A civilização judaica, origem do exagero machista, escondeu que o deus Yavéh (Jeová) tinha uma mulher, Asherah, representada por uma árvore. O judaismo, na sede de dominar o poder criativo feminino, colocou Eva numa posição inferior a de Adão, nascida da costela do mesmo. As virtudes femininas só seriam parcialmente resgatadas através do coração límpido de Maria.
Contudo, com o domínio masculino tudo se inverteria. Passaram a haver 700 templos para o deus da guerra (Marte) para apenas um templo para a deusa do Amor (Vênus). A energia masculina negaria o Amor presente nas coisas.
A verdade é que o jeito dos homens é muito diferente das mulheres porque é baseado na competitividade, na agressividade e no domínio do território e da própria mulher. Os machos do mundo humano continuam mijando nos cantos da realidade para marcarem suas posses. Assim, o mundo permanece em tensão constante. Necessitamos do retorno do poder sinuoso, sensível e solidário das mulheres. As mulheres são mais flexíveis e adaptáveis. Em geral, são mais resistentes a dor da alma, mais afetuosas e justas. É bom lembrar que a deusa da Justiça era mulher; Temis, descendente direta da Grande Mãe Gaia.
Desde a antiguidade que as mulheres protestam contra o machismo dominante. É da época de Sócrates o famoso episódio dos Hermocópitas, onde as mulheres de Atenas deceparam, em uma só noite, o pênis de milhares de estátuas de Hermes, causando confusão na Acrópole. O próprio filósofo Platão jamais excluiu as mulheres da política e criticava muito os gregos por fazê-lo. Mais tarde, muitas mulheres provaram sua grande capacidade na política, entre elas, Elisabeth I, da Inglaterra.
Depois do assassinato da cientista Hipácia, no Sec IV, em Alexandria, vítima do bispo Cirilo, o poder masculino religioso mandou matar, nas fogueiras da Idade Média, milhares de mulheres curandeiras, acusando-as de bruxas, simplesmente, porque ninguém procurava os padres, mas preferiam consultar as doces e intuitivas senhoras xamãs. Estas mulheres resistem ainda hoje na figura das vovós dos centros de Umbanda.
A história das mulheres se confunde com a própria história da Terra, a grande mãe Gaia, nossa Pachamama. A defesa da paz e dos ecossistemas coincide com a luta das mulheres pela justiça e para reequilibrar o poder no mundo. Que todas as mulheres possam despertar do seu sono secular para reencontrarem toda a sua dignidade, sua fertilidade e o poder criativo do seu amor.


sábado, 23 de julho de 2011

AS FAÇANHAS DE ANTÔNIO DÓ



Serrano de Pilão Arcado: a saga de Antônio Dó




Até que, enfim, o livro de Petrônio Braz encontra-se em meu poder, à espera de um momento oportuno para que eu o leia.

O meu exemplar é de uma esperada segunda edição. A tiragem da primeira edição acabou rapidamente e tive que esperar mais de um ano para ter essa preciosidade em minhas mãos.

Na orelha do livro, Luiz de Paula Ferreira diz o seguinte: "Após cuidadoso trabalho de pesquisa histórica, Petrônio Braz nos apresenta uma valiosa obra literária que resgata de forma romanceada relevantes fatos de nosso passado não muito distante. Trata-se de Serrano de Pilão Arcado - A saga de Antônio Dó."

Parafraseando Luiz de Paula, eu diria que o nome de Antônio Dó faz-se presente em minha memória de sertanejo, de Montes Claros, onde suas façanhas eram contadas em versos e prosa. Antônio Dó já deu filme, música, crônicas jornalísticas, muito causo e agora deu um livro que está agradando a sertanejos e praianos.

Caso alguém se interesse pelo livro, faça contato com a Editora Saramandaia. Maiores informações no site http://www.saramandaia.com.br/.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

AGÊNCIAS DE RISCO: A FACE ARROGANTE DO CAPITALISMO


Brasil está livre da crise?

"O alastramento da crise mundial, com as ameaças de rebaixamento da economia americana, reforça a tese de que nenhum país está insento dos seus desdobramentos. Como já destacamos na semana passada, vivemos sob a perspectiva econômica uma era de incertezas e assim como a crise de 2008 não foi prevista pelos oráculos da economia mundial, tampouco se pode prever onde irá acabar essa nova espiral da crise econômica.
As últimas notícas da economia americana são péssimas para a economia nacional. O governo brasileiro observa com atenção o impasse em torno das negociações no Congresso dos Estados Unidos sobre o aumento do limite de endividamento do país. Aposta que o pragmatismo vai prevalecer, tornando baixo o risco de um calote na dívida da maior economia mundial. A equipe econômica avalia que a situação carrega riscos tão graves e de consequências tão imprevisíveis que necessariamente será resolvida pelos políticos americanos até o prazo previsto, no início de agosto.
Caso o pior acontecesse, essa situação atingiria a confiança no dólar como moeda de reserva global e tenderia a provocar um colapso nas linhas de crédito bancário. Em um ambiente de crise na Europa, o quadro ficaria ainda pior.
Sempre é bom destacar que o Brasil aumentou nos últimos tempos a compra de títulos dos EUA. Dados do Tesouro dos EUA e do Banco Central brasileiro mostram que esse é um dos principais destinos das reservas internacionais do Brasil, um seguro contra crises. O investimento brasileiro em títulos norte-americanos é de US$ 207 bilhões, o que representa 63% das reservas internacionais.
Fabio Kanczuk, da Faculdade de Economia e Administração da USP, diz que o risco de Barack Obama não conseguir ampliar o teto da dívida e promover um calote é praticamente nulo. Se não deixarem esse limite aumentar, o resultado será uma quebradeira geral, mais grave que a crise de 2008, independentemente de quanto o país tem aplicado nesses títulos, afirmou."

(Fonte: Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores - CEPAT-PR)

domingo, 17 de julho de 2011

O HOMEM BRINCA DE DEUS


O “complexo Deus” da modernidade


Leonardo Boff
Teólogo/Filósofo


"A crise atual não é apenas de escassez crescente de recursos e de serviços naturais. É fundamentalmente a crise de um tipo de civilização que colocou o ser humano como senhor e dono da natureza (Descartes). Esta, para ele, é sem espírito e sem propósito e por isso pode fazer com ela o que quiser.
Segundo o fundador do paradigma moderno da tecnociência, Francis Bacon, cabe ao ser humano torturá-la, como o fazem os esbirros da Inquisição, até que ela entregue todos os seus segredos. Desta atitude se derivou uma relação de agressão e de verdadeira guerra contra a natureza selvagem que devia ser dominada e civilizada. Surgiu também a projeção arrogante do ser humano como o Deus que tudo domina e organiza .
Devemos reconhecer que o Cristianismo ajudou a legitimar e a reforçar esta compreensão. O Gênesis diz claramente: enchei a Terra e sujeitai-a e dominai sobre tudo o que vive e se move sobre ela (1,28). Depois se afirma que o ser humano foi feito à imagem e semelhança de Deus (Gn 1,26). O sentido bíblico desta expressão é: o ser humano é lugar-tenente de Deus e como Este é o senhor do universo, o ser humano é senhor da Terra. Ele goza de uma dignidade que é só dele, o de estar acima dos demais seres. Dai se gerou o antropocentrismo, uma das causas da crise ecológica. Por fim, o estrito monoteismo retirou o caráter sagrado de todas as coisas e o concentrou só em Deus. O mundo, não possuindo nada de sagrado, não precisa ser respeitado. Podemos moldá-lo ao nosso bel-prazer. A moderna civilização da tecnociência encheu todos os espaços com seus aparatos e pôde penetrar no coração da matéria, da vida e do universo. Tudo vinha envolto pela aura do progresso, uma espécie de resgate do paraiso das delícias, outrora perdido, mas agora reconstruido e oferecido a todos.
Esta visão gloriosa começou a ruir no século XX com as duas guerras mundiais e outras coloniais que vitimaram duzentos milhões de pessoas. Quando se perpetrou o maior ato terrorista da história, as bombas atômicas lançadas sobre o Japão pelo exército norteamericano, que matou milhares de pessoas e devastou a natureza, a humanidade levou um susto do qual não se refez até hoje. Com as armas atômicas, biológicas e químicas construidas depois, nos demos conta de que não precisamos de Deus para concretizar o Apocalipse.
Não somos Deus e querer ser Deus nos leva à loucura. A idéia do homem como Deus se transformou num pesadelo. Mas ele se esconde ainda atrás do tina (there is no alternative) neoliberal: não há alternativa, este mundo é definitivo. Ridículo. Demo-nos conta de que o saber como poder (Bacon) quando feito sem consciência e sem limites éticos, pode nos autodestruir. Que poder temos sobre a natureza? Quem domina um tsunami? Quem controla o vulcão chileno Puyehe? Quem freia a fúria das enchentes nas cidades serranas do Rio? Quem impede o efeito letal das partículas atômicas do urânio, do césio e de outras liberadas, pelas catástrofes de Chernobyl e de Fukushima? Como disse Heidegger em sua última entrevista ao Der Spiegel: só um Deus nos poderá salvar.
Temos que nos aceitar como simples criaturas junto com todas as demais da comunidade de vida. Temos a mesma origem comum: o pó da Terra. Não somos a coroa da criação, mas um elo da corrente da vida, com uma diferença, a de sermos conscientes e com a missão de guardar e de cuidar do jardim do Eden (Gn 2,15), quer dizer, de manter a condições de sustentabilidade de todos os ecossistemas que compõem a Terra.
Se partimos da Bíblia para legitimar a dominação da Terra, temos que voltar a ela para aprender a respeitá-la e a cuidá-la. A Terra gerou a todos. Deus ordenou: Que a Terra produza seres vivos, segundo sua espécie (Gn 1,24). Ela, portanto, não é inerte, é geradora e é mãe. A aliança de Deus não é apenas com os seres humanos. Depois do tsunami do dilúvio, Deus refez a aliança com a nossa descendência e com todos os seres vivos (Gn 9,10). Sem eles, somos uma familia desfalcada.
A história mostra que a arrogância de ser Deus, sem nunca poder sê-lo, só nos traz desgraças. Baste-nos ser simples criaturas com a missão de cuidar e respeitar a Mãe Terra."

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O BELÔ POÉTICO ESTÁ DE VOLTA


Belô Poético começa dia 14 de julho



A abertura do 7º Belô Poético - Encontro Nacional de Poesia será no dia 14 de julho, quinta-feira, a partir das 19:00hs no Sesc Laces JK, à Rua Caetés, 603, esquina com rua São Paulo, no centro de BH. Nesse ano, o Belô homenageia os poetas Luiz Arias Manzo (Chile), Ricardo Bezerra (Paraíba), Clério José Borges (Espírito Santo), Dr. Silva Barreto (São Paulo - homenagem póstuma) e o Instituto Imersão Latina (Minas Gerais).

O tema do evento em 2011 é ação / reflexão poética - reflexão / ação poética no universo da cultura popular. E a programação é bastante vasta, com atividades de quinta à noite, a partir da abertura, até domingo, com um passeio em Cordisburgo. No sábado eu, Eugênio Magno e o poeta Marcoliva, de Santa Catarina, estaremos mediando o painel Intercâmbio de conhecimentos e opiniões, discutindo o tema do evento ação / reflexão poética - reflexão / ação poética no universo da cultura popular. Na oportunidade, será exibido um filme de média-metragem (surpresa) como mote da discussão.

Rogério Salgado e Virgilene Araújo, idelaizadores, organizadores e produtores do Belô Poético, aguardam os amantes da poesia em mais esta edição do evento que já entrou para o calendário cultural da cidade.

domingo, 10 de julho de 2011

ÍNDIA INCENTIVA O CONTROLE DA NATALIDADE



Vasectomia rende carro compacto na Índia


A Índia resolveu inovar no controle de natalidade. Preocupadas com o crescimento polucional do país, o segundo mais populoso do mundo, as autoridades indianas costumam oferecer prêmios a quem desiste de ter filhos. O mais novo deles é um Tata Nano (o carro tem motor de 624 cm cúbicos de cilindrada, o mesmo que uma moto). A cidade de Jhunjhunu, no estado do Rajastão, está oferecendo o compacto a homens que aceitarem fazer vasectomia.
As outras recompensas disponiveis são motos e aparelhos de televisão.
O Nano, da indiana Tata Motors, é considerado o carro mais barato do mundo, com preço de US$ 2.500. Com 1,2 bilhão de habitantes, a Índia perde apenas para a China na lista dos países mais populosos do mundo.
(Fonte: BBC)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

UM ÁTIMO DO COTIDIANO



Num clic


Eugênio Magno

Ela passou à minha frente:

largas ancas revestidas de cetim


Sorriso de aeromoça


Cheiro matreiro


e olhos de querubim


A cor do seu passo


me envermelhou a face

Fogo pegou dentro de mim.


(Do Livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

sábado, 2 de julho de 2011

A CONVERSÃO DE UM PINTOR AGNÓSTICO


Matisse convertido por uma freira


Foi uma irmã que abriu o coração de Henri Matisse às temáticas da fé, até lhe permitir criar "um dos tesouros mais preciosos que existem no mundo: o conjunto de desenhos, objetos e projetos que, nos anos que vão do final da década de 1940 ao início da década de 1950, ele forneceu para a Capela do Rosário de Vence", revela o diretor dos Museus Vaticanos, professor Antonio Paolucci, por ocasião da inauguração de uma "Sala Matisse", que enriquece agora a partir de hoje o percurso dos visitantes entre os tesouros artísticos contidos na Palácio Apostólico e nos edifícios adjacentes.
A nota é de Giacomo Galeazzi, publicada em seu blog, Oltretevere, 24-06-2011, com tradução de Moisés Sbardelotto.
"Primeiro, lembra o professor Paolucci aos microfones da Rádio do Vaticano, esse grande artista que havia atravessado todas as vanguardas do século XIX, era um homem agnóstico, pelo que se sabe, em matéria de fé. E, depois, encontrou uma freira dominicana, madre Agnes de Jesus. Entre esse homem e essa mulher, se estabeleceu uma relação afetuosa, de estima recíproca entre uma irmã e um artista que já está no crepúsculo da vida – morrerá poucos anos depois – e quer fazer essa homenagem à religião.
Segundo o ex-ministro dos Bens Culturais, o fato mais significativo dessa coleção de cartões preparatórios, é a atenção de um grande artista moderno aos valores da Igreja Católica e à representação visual do drama da Missa.
Esses maravilhosos cartões pintados foram depois doados – reconstrói Paolucci – pelo herdeiro de Matisse, seu filho Pierre, em 1980, aos Museus Vaticanos, porque, alguns anos antes, em 1973, aquele grande intelectual do século XX que responde ao nome de Paulo VI quisera reabrir o diálogo com a arte moderna e contemporânea e, em 1973, abriu o Departamento de Arte Religiosa Moderna e Contemporânea, que ainda existe.
Assim, depois de um trabalho que durou anos, pode-se hoje visitar a exposição dessas fragilíssimas pinturas feitas de papelão". "E vem visita, vê expostos os desenhos preparatórios coloridos para os vitrais, vê expostas as casulas, que parecem prados floridos na primavera, e são muito bonitas, porque – conclui o diretor dos Museus Vaticanos – o gênio de Henri Matisse é justamente este: a sua alegria de viver, a sua capacidade de se admirar, como faz uma criança perante a iridescente beleza do mundo. Vê-se aquele Cristo filiforme, destinado ao altar da Capela, vê-se esse pauperismo feliz. Além disso, ele mesmo chegou a dizer e também a escrever que considerava este adorno da Capela de Vence a sua obra-prima".


(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)