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sábado, 27 de junho de 2026

A PRAGA DA DESINFORMAÇÃO


Este conteúdo foi criado por mim, originariamente, 
para o canal do YouTube, Laboratório de Comunicação e Culturahttps://www.youtube.com/@eugeniomagnolabcomecult 
e está disponível no vídeo: https://youtu.be/OMUToqlcvF4 

Nem tudo o que você vê, ouve e lê é verdade 

Eugênio Magno

O voyeur será artista? Olha pelo buraco da fechadura o que deveria estar fora de quadro. Fotografa velhos evacuando. Exibe párias em vitrines de cristal líquido. Liquida. Liquidifica todos. Assenta em confessionários e ouve os pecados do mundo. Pensa a vida como frame (ou pixel) e brinca de deus na ilha de edição. Sua loucura é (apenas) disfarce.

Isso que você leu parece verdade? - talvez até seja, mas é só um poema (MAGNO, Eugênio. Minas em mim. Belo Horizonte: BDMG Cultural, 2005). Já sobre o cinema, advertiu certa vez, o cineasta francês, Jean-Luc Godard: “Isto é apenas um filme”, se referindo a uma de suas obras. É de Godard também, uma outra frase, ainda mais contundente: “Cinema é a fraude mais bonita do mundo”.

Portanto, cuidado! Nem tudo é verdade. Na maioria das vezes, a verdade nem parece mais verdade. Assim como o real, não é necessariamente a verdade ou a realidade. Mas no mundo das imagens, do cinema, da TV, do vídeo e, atualmente, na era do digital e da inteligência artificial, tudo virou verdade, realidade (só que... virtual).

E, no virtual-digital, além de desinformação, disseminação do ódio e notícias falsas, propagandas enganosas, danosas e muitos golpes. Há alguns anos atrás uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, revelou a estratégia de criminosos que pagam por anúncios falsos nas redes sociais, com a intenção de aplicar golpes. E isso aumentou exponencialmente. Os anúncios direcionam os internautas para sites onde acontecem os golpes por meio de pagamentos com PIX, Cartões de Crédito e ainda o roubo dos dados das vítimas para mais extorsões.

Sempre que procuradas e pressionadas para resolver situações dessa natureza, a maioria das plataformas digitais fazem pronunciamentos evasivos ou dão respostas prontas, do tipo: trabalhamos diariamente para enfrentar essas questões; não permitimos atividades fraudulentas em nossas redes e, por aí afora...

Preocupadas com as encenações imagéticas e os verdadeiros circos midiáticos, autoridades do mundo inteiro se mobilizam para regulamentar as plataformas de internet, as chamadas Big Techs. Redes de relacionamento e sites de pesquisa, indexação e indicação de fontes, se tornaram grandes agências de propaganda e também de informação e, de oráculo, vão se transformando em “deuses”, neste universo paralelo.

Muito antes do VAR – Árbitro Assistente de Vídeo –, no futebol, no início deste milênio, em minha pesquisa de mestrado, eu problematizei essa questão. Analisei os prós e os contras dessa utilização ilimitada e desregulamentada das imagens, como documento, como verdade. Discuti no trabalho a utilização do audiovisual como tradução do real e seu uso constante por vários setores da sociedade. As reportagens, especialmente as investigativas, cada vez mais fazendo uso da câmera (escondida). As polícias, os sistemas de segurança e de vigilância e a justiça de um modo geral sempre recorrendo a esse instrumento. No esporte, especialmente no futebol, o audiovisual já vinha sendo utilizado, principalmente, para as confirmações e tira-teimas da arbitragem esportiva, pelas emissoras de televisão. Os cientistas há muito tempo que não se fazem de rogados e utilizam os recursos audiovisuais em satélites de monitoramento a serviço da física, da cosmologia, da botânica e de outros ramos da ciência, como testemunhas de eventos da natureza. A medicina também utiliza, cada vez com maior frequência, o audiovisual em seus diagnósticos e como mecanismo auxiliar de visualização nas intervenções cirúrgicas, em exames e em outros procedimentos clínicos. Os organismos estatais de inteligência, na espionagem e os exércitos, nas guerras que são cada vez mais tecnológicas.

     Já eram grandes, à época dessa minha pesquisa, e hoje são muito maiores, a utilização sistemática do audiovisual como instrumento de abordagem do real. Mas não cabe aqui a enumeração de todas elas.

        O tema da dissertação foi “Uma possível abordagem do real através da realização do documentário”.  Atente, portanto para o cuidado que tive na construção do enunciado: “uma”, “possível”, “abordagem” do real, através do documentário.

        Pois é... Uma pesquisa acadêmica é algo denso e eu não vou trazer outros elementos de análise sobre a questão, para não complicar o entendimento, nem ter que aprofundar a reflexão para justificar essa sequência de afirmações. Para simplificar, e tomando por base o filme cinematográfico, diria que embora o cinema produza aspectos do real, esta representação não é a realidade tal qual foi encontrada no momento em que as imagens foram captadas. Entretanto, o que o espectador vê é algo captado do real, no momento em que ele se dava a acontecer. Portanto, trata-se de uma abordagem do real, ao mesmo tempo em que é uma representação do real, mediada pela linguagem cinematográfica, e também uma construção do real, já que essa mediação alterou e, de certa forma, passou a fazer parte daquela realidade, incorporando-a e sendo a ela incorporada.

O reino das imagens é infinito de possibilidades. Na internet e em tempos de Inteligência Artificial, eleve isso a enésima potência e, se atente para o seguinte:

Nos primórdios do cinema, no final do século dezenove, enquanto os irmãos Lumiére “documentavam” (entre aspas) cenas do real (e o documentavam é entre aspas porque a maioria das cenas eram encenadas), o mágico Géorge Meliés já fazia acrobacias com a imagem em movimento. Suas trucagens se sofisticaram e muita gente tem confundido as pretensões do cinema direto, cinema-verité ou do cinema verdade, com a verdade do cinema, das imagens, não importa se, na telona do cinema, na TV, no computador, no tablet ou na telinha do celular.

E, se um dos maiores cineastas de todos os tempos, Godard, já disse que “o cinema é a fraude mais bonita do mundo”, como mencionei no início, porque você e eu temos que acreditar em tudo que passa na TV, no próprio cinema ou que lemos, vemos e ouvimos no jornal, no rádio e na internet? Se liga! NEM TUDO É VERDADE.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

AVANT-PREMIÈRE DE O ANTI-FILME

 


Oitavo longa de Fábio Carvalho na telona

O cineasta mineiro, Fábio Carvalho, exibe nesta segunda-feira, 3 de novembro sua nova realização cinematográfica, O Anti-filme, oitavo longa-metragem de sua prolífica carreira.

Trata-se de um filme de compilação, feito com material gravado em várias ocasiões e lugares, com pessoas das relações do diretor, montado, segundo Carvalho, como "um extravagante ideograma cinematográfico". 

Como outras obras da sua produção mais recente, Fábio Carvalho radicaliza em O Anti-filme a experiência do filme de arquivo, ou de compilação, feito de material não ensaiado, filmado espontaneamente, colhido com outra finalidade ou sem finalidade alguma, ao azar, que é montado de modo a apresentar um discurso lógico de ideias.  

A pré-estreia do filme, reservada a convidados é às 20 horas, na Sala 1 do Minas Tênis Clube. Promoção da Ufa Audiovisual, Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais e Instituto Humberto Mauro, dentro de seu projeto Première Minas: espaço para o cinema de autor.  


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

CINEMA DE AUTOR EM SESSÃO DUPLA

 


3 X 4 Walter Lima Jr. e O Set do Sette, de Fábio Carvalho

O projeto Première Minas - espaço para o cinema de autor, o Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais, o Instituto Humberto Mauro e a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais promovem hoje a exibição de dois filme do cineasta belo-horizontino, Fábio Carvalho. 
3 X4 WALTER LIMA JÚNIOR e O SET DO SETTE são os filmes da sessão dupla que acontece hoje.
No ano de 1995, o cineasta, Walter Lima Júnior esteve em Belo Horizonte para ministrar um curso para atores diante da câmera, realizado pela Factual Comunicação, com produção de Eugênio Magno e Fábio Carvalho, nas comemorações dos 100 Anos do Cinema. Em 3X4, o diretor presta um depoimento com suas reflexões sobre a atuação de Walter Lima no cinema, enquanto cenas de seus filmes e de exercícios de atores durante o curso são projetadas simultaneamente. Em O SET DO SETTE, acontece um fértil diálogo entre os cineastas Fábio Carvalho e José Sette, diretor do seminal UM FILME 100% BRASILEIRO.
Os filmes poderão ser vistos em sessão única, nesta segunda-feira, dia 24 de fevereiro de 2025, às 20 horas, na Sala José Aparecido de Oliveira, na Praça da Liberdade, 21, Belo Horizonte. A entrada é franca.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

SERTÃO MINEIRO NO CINE SANTA TEREZA

 Nesta quinta-feira, 23 de fevereiro, às 19:00 horas, acontece a exibição do filme "U ômi qui casô cua mula", cordel de Téo Azevedo, adaptado e dirigido por Eduardo Brasil


O diretor, Eduardo Brasil afirma que “Contar essa história é trazer para o cinema um pouco de nossas lendas e crenças, os ‘causos’ que habitam o imaginário de nossa gente. É o cinema catrumano. É nossa gente na tela, divertida como numa poesia de cordel”. 
No elenco estão Bira Moreira, no papel de Zé do Jegue; Celso Figueiredo, que vive o beato Santilino; Alik Popof, o carroceiro; Diógenes Câmara, o padre Tobias; João De Nucha, o contador de história; o diretor, Eduardo Brasil, que interpreta o dono de boteco, Seo Filó. Vários músicos da região se fazem presentes no filme cantando e tocando ao vivo. Entre eles: Valdo e Vael, Kadu da Viola, Sanfoneiro Mestre Nilo, Tone Agreste, Fernanda, Tércio, Ana Azevedo e o próprio Téo também aparece cantando um calango.


Um dos destaques do filme é o elenco animal, estrelado pela mula, Princesa Epona e pelo jegue Sarapião, além de vários figurantes como burros, cavalos e galinhas.
Após a exibição de "U ômi qui casô cua mula", Téo Azevedo canta umas modas de viola e lança seu novo livro "Léxico Catrumano". 
Os ingressos podem ser reservados pelo link diskingressos.com.br no site do Cine Santa Tereza e retirados a partir das 18:30 horas, nas bilheteria do cinema.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

U ÔMI QUI CASÔ CUA MULA

 


Cordel de Téo Azevedo, adaptado para o cinema por Eduardo Brasil

No dia 23 deste mês, será exibido no Cine Santa Tereza, em Belo Horizonte, o filme "U ômi qui casô cua mula". 

A história é baseada num causo transformado em poema pelo cordelista e violeiro, Téo Azevedo. O cordel catrumano foi adaptado para a linguagem audiovisual e dirigido pelo teatrólogo, Eduardo Brasil, grande referência como ator, diretor e produtor de teatro em Montes Claros e Norte de Minas, que estreia no cinema.


O filme,
 rodado em Guaraciama e Alto Belo, sertão de Minas Gerais, tem no elenco e na ficha técnica apenas estreantes em cinema. Trata-se da primeira produção cinematográfica realizada exclusivamente por montes-clarenses. Segundo o diretor, Eduardo Brasil, "U ômi qui casô cua mula" é um filme singelo e despretensioso, uma simples transposição do cordel para o audiovisual que se valeu muito da sua experiência teatral.

Nesta exibição em BH, no próximo dia 23, Téo Azevedo irá lançar também o seu novo livro "Léxico Catrumano", com 12 mil verbetes e cantará algumas modas de viola. 

Em breve, daremos mais informações sobre o filme, horários, retirada de ingressos, etc.


quarta-feira, 25 de novembro de 2020

GODARD CONTRA A VULGARIDADE CAPITALISTA

(Imagem reproduzida pelo Site Outras Palavras)

A política pictórica de Godard


Em toda sua obra, da Nouvelle Vague aos filmes do século XXI, cineasta francês que faz 90 anos em dezembro utilizava a pintura como elemento essencial. Às vezes de forma irônica, noutras para afastar o cinema da vulgaridade capitalista

No incontornável texto “Jean-Luc Godard: cinema e pintura, ida e volta”, integrante do livro Cinema, vídeo, Godard (Cosac Naify), Philippe Dubois distingue dois momentos da relação ubíqua entre cinema e pintura na obra godardiana. No primeiro deles, concernente aos filmes produzidos na década de 1960, a pintura se mostra no cinema como uma prática de “citação” e “ex-citação” generalizada, pela qual reproduções frontais de quadros canônicos invadem a diegese, interagindo implícita ou explicitamente com as personagens, seus rostos, situações ou vínculos afetivos. Lembremos, por exemplo, em Acossado (1960), da mania de Patricia (Jean Seberg) de colar na parede de seu apartamento pôsteres de retratos pintados por Pierre-Auguste Renoir, Paul Klee e Pablo Picasso com os quais se identifica. Ou, então, em Tempo de guerra (1963), da cena hilária em que os soldados Michelangelo (Albert Juross) e Ulysses (Marino Mase) voltam para casa e presenteiam solenemente suas esposas, Venus (Geneviève Galéa) e Cleopatre (Catherine Ribeiro), com uma valise repleta de tesouros do mundo: monumentos, meios de transporte, lojas, obras de arte, indústrias, riquezas da terra, maravilhas da natureza, os cinco continentes, tudo sob a forma de cartões-postais cujo ganho parece valer exatamente como a posse das coisas em si — o valor de exposição tornado “objeto de culto, de reinvestimento simbólico de segundo grau”.
Nesse amálgama entre turismo e pilhagem, espetáculo e barbárie, já despontava a chave da reflexão godardiana sobre arte pop e cultura de massa, cada vez mais evidente ao longo dos anos 1960. Digamos que, no começo da carreira, Godard partiu de referências espirituosas a gêneros hollywoodianos, especialmente filmes B, noir e de gângster, mas também de musicais, frutos da paixão cinéfila contraída enquanto era redator exímio da revista Cahiers du cinéma, e desembocou no exame detalhado da sociedade de consumo, acentuando seu aspecto mortífero, em um paralelo sugestivo com o melhor de Andy Warhol. Em Week-end à francesa (1967), um casal burguês viaja pelo interior da França para reclamar uma herança e no caminho depara com um engarrafamento descomunal, filmado em travelling e livremente inspirado no conto “A autoestrada do Sul” (1964), de Julio Cortázar, no qual a violência escala desde acidentes de trânsito, estupro, assassinatos, até canibalismo, fenômenos testemunhados com indiferença atroz em meio a passatempos. Sem dúvida, por perpetuar a lógica industrial do trabalho alienado e do tempo livre, o cinema estava no cerne da crítica godardiana, sendo então abandonado na iminência de maio de 1968, quando Godard, na companhia de Jean-Pierre Gorin, fundou o Grupo Dziga Vertov, coletivo audiovisual militante de orientação maoísta que, em vez de proceder segundo tais modelos, filmava politicamente.
Para continuar lendo o ensaio de Dalila Camargo Martins para a Revista Cult, clique aqui.
(Fonte: Outras Palavras)

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

PSIU CINEMA: A POESIA CHAMA PARA MONTES CLAROS EM OUTUBRO


Psiu Poético vai homenagear o montes-clarense 
Paulo Henrique Souto


A 33ª edição do Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético, que será realizada entre os dias 4 e 12 de outubro, vai dar um amplo destaque para as produções audiovisuais. O festival deste ano terá como tema “Psiu Cinema” e homenageará um dos maiores expoentes da sétima arte nacional, o montes-clarense Paulo Henrique Veloso Souto. Paulo Henrique, que voltou a residir na cidade há alguns anos, deu uma importante contribuição para o cinema brasileiro a partir da década de 1970. Consta de seu currículo a participação em mais de 200 produções, tendo atuado como ator, diretor, assistente de direção, assistente de produção, produtor, além de divulgador, agitador e assessor de comunicação em diversas produções nacionais.
Filho de João Souto e dona Nininha, Paulo nasceu em Montes Claros no ano de 1947. Ainda era jovem quando teve uma participação no filme Os Marginais, de 1968, do também montes-clarense Carlos Alberto Prates Correia. Depois de cursar Relações Públicas em Belo Horizonte, Souto mudou-se para o Rio de Janeiro em 1977, onde iniciaria uma trajetória de importante contribuição para o cinema brasileiro. Sempre encantado com o ambiente de produção cinematográfica, Paulo Henrique atuou no departamento de publicidade e propaganda da Embrafilme e da Gaumont do Brasil. Sagrou-se neste período como um dos maiores divulgadores das produções nacionais país afora.
Atuando conjuntamente como produtor de set em diversas obras, o cineasta montes-clarense desenvolveu uma grande capacidade de criação cinematográfica. Em 1981 lançou o curta Aníbal, um Carroceiro e seus Marujos, que teve grande importância na valorização e resgate das Festas de Agosto de Montes Claros. Esta produção levou a mais expressiva manifestação cultural e religiosa da cidade à festivais em diversas partes do mundo. Na frente das câmeras, o norte-mineiro também se destacou. Conhecido como o “rei das pontas”, foi o ator que mais fez participações especiais no cinema brasileiro entre os anos de 1970 e 2000. Além da atuação nas telonas, também participou de telenovelas e peças teatrais.
No ano de 1979 foi produtor executivo no clássico filme Cabaret Mineiro, também de Carlos Alberto Prates Correia. Neste longa, rodado parte em Montes Claros, além de trabalhar na produção, Paulo Henrique novamente fez uma pequena aparição. Após construir uma sólida carreira no audiovisual brasileiro, Paulo Henrique Souto voltou para sua cidade natal, onde continua contribuindo para diversas produções. Em 2012, participou ativamente da organização da 1ª Mostra de Cinema de Montes Claros.
Agora, aos 72 anos, será homenageado pelo maior salão de poesia do país, reconhecimento que recebe com muita satisfação. “Estou honrado por essa deferência para comigo em torno do meu trabalho no cinema brasileiro. Reconhecimento em vida é muito bom, principalmente na minha amada Montes Claros. Foi aqui que dirigi Aníbal, um Carroceiro e seus Marujos, em 1981, obra pela preservação das Festas de Agosto, então totalmente esquecidas. O filme foi exibido nos festivais de Bilbao (Espanha), na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no Festival de Penedo, entre outros. Hoje continuo por diletantismo divulgando o cinema brasileiro nas redes sociais e colaborando com eventos da área na minha terra”, explica Paulo Henrique.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

CINEMA DE GRAÇA NO CARNAVAL




O Cineclube da Casa de Cássia vai apresentar neste sábado, 2 de março, às 17h, o filme documentário "O Contestado: Restos Mortais" (Brasil, 2010, 2h36, 16 anos), de Sylvio Back. O filme trata da Guerra do Contestado, ocorrida na fronteira do Paraná com Santa Catarina, entre 1912 e 1916. O filme investiga suas causas e consequências com depoimentos de historiadores e de rebeldes mortos no conflito, incorporados por médiuns. Bem menos conhecido que Canudos, na Bahia, o Contestado foi tão importante quanto como movimento social, tendo sido objeto de um filme (de ficção) do próprio Back, "A Guerra dos Pelados".
E no domingo, 3, às 17h, o cineclube exibe "Estado de Sítio" (État de Siège) (França/Alemanha/Itália, 1972, 1h55, 16 anos), de Costa-Gavras, com Yves Montand, Renato Salvatore e O. E. Hasse. O filme reconstitui o assassinato pelos tupamaros, em 1970, no Uruguai, de um agente norte-americano especializado em ministrar técnicas de tortura a governos militares latino-americanos. Dois anos depois da ocorrência, quando as ditaduras latino-americanas continuavam vigendo, o Uruguai não é nomeado nem o americano, Dan Mitrione, que esteve prestando serviços em Belo Horizonte.
Também aos domingos, às 10h, a Casa de Cássia está apresentando o CineCriança, com programação de filmes longos e curtos para o público infantil.
E é tudo de graça.
A Associação Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida fica na Rua Meyer, 105, bairro Vila Suzana, em  Mateus Leme, M.G. Maiores informações pelo telefone: (31)99247-6574.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

E TOME FILMES


Cinema de graça em Mateus Leme


O Cineclube da Casa de Cássia vai apresentar neste sábado, 02.02, às 17h, o filme "Cronicamente Inviável" (Brasil, 2000, 1h41, 16 anos), de Sérgio Bianchi, com Dan Stulbach, Cecil Thiré e Dira Paes. O filme aborda os malabarismos que são obrigados a fazer seis personagens de várias classes sociais para sobreviver física e moralmente em meio ao caos de uma grande cidade. Já no domingo, 03, às 17h, o cineclube exibe o documentário "Crumb" (Crumb) (EUA, 1994, 2h, 14 anos), de Terry Zwigoff, com o célebre quadrinista norte-americano Robert Crumb, precursor do movimento underground, e sua família. Também aos domingos, às 10h, a Casa de Cássia está apresentando o CineCriança, com programação de filmes longos e curtos para o público infantil.
O Cineclube da Casa de Cássia funciona na Associação Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida que fica na rua Meyer, 105, bairro Vila Suzana, em Mateus Leme, M.G. Mais informações pelo telefone (31)99247-6574.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

QUE CHEIRO É ESSE?


O cineclube da Casa de Cássia vai apresentar neste sábado, 26.01, às 17h, o filme "O Cheiro do Ralo" (Brasil, 2006, 1h52, 16 anos), de
Heitor Dhalia, com Selton Mello, Alice Braga e Leonardo Medeiros.Baseado num romance de Lourenço Mutarelli, o filme foi escrito para o
cinema por Marçal Aquino. Um exercício de humor negro, o filme fixa-sena personalidade de um comerciante que tem prazer em explorar as
pessoas em momento de aflição financeira. Domingo, 27, às 17h, o cineclube exibe o filmusical "Pele de Asno"
(Peau d'Âne) (França, 1970, 1h40, 10 anos), de Jacques Demy, com Catherine Deneuve, Jean Marais e Delphine Seyrig. Baseado no conto de
Charles Perrault, o filme se desenvolve a partir da decisão de um rei que, ao enviuvar, resolve se casar com a própria filha.
Também aos domingos, às 10h, a Casa de Cássia está apresentando o CineCriança, com programação de filmes longos e curtos para o público
infantil.
O Cineclube Casa de Cássia, fica na rua Meyer, 105. Vila Suzana, em  Mateus Leme, M.G. , Telefone (31)99247-6574.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

DICA DE CINEMA




O filme, On Yoga: arquitetura da paz, é o que estou recomendando para estes tempos onde a esperança, parece ter dobrado a esquina.
Em cartaz no Cine Belas Artes, às 14h10, o filme do diretor brasileiro Heitor Dhalia é um diálogo fotográfico com os clics de Michael O'Neill que oportuniza a possibilidade de conhecer grandes mestres e gurus da yoga e da meditação. O documentário, que tem menos de uma hora e meia de duração é uma produção Brasil/Índia/EUA/China.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

PARA QUEM NÃO GOSTA DE CARNAVAL


"Feliz ano velho"

O Cineclube da Casa de Cássia exibe neste sábado, 6 de fevereiro, às 17 horas, o filme "Feliz Ano Velho", de Roberto Gervitz, com Malu Mader e Marcos Breda. Baseado no romance autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva que fez enorme sucesso nos anos 80, o filme recorda a infância e a juventude de um homem que fica tetraplégico depois que sofre um acidente quando nadava numa lagoa. Entre as suas lembranças estão o desaparecimento do pai, político que combatia a ditadura, e a participação no movimento estudantil de resistência ao regime militar. 
No domingo, 7, às 17 horas, o Cinepreciosidades continua a mostra de filmes inspirada pelo verso de Waly Salomão "Experimentar o experimental", exibindo "Algo Diferente", o primeiro filme da cineasta tcheca Vera Chytilová, de quem mostramos recentemente "As Margaridas". O filme aborda as experiências comuns de duas mulheres, uma ginasta que se prepara para uma competição, e uma cansada dona de casa, negligenciada pelo marido e super-requisitada pelo filho.    
A entrada é franca e o Cineclube Casa de Cássia, fica na rua Meyer, 105. Vila Suzana, em Mateus Leme. Maiores informações pelos telefones: (31)3535-1721 e 99247-6574.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

CINEMA DE GRAÇA EM MATEUS LEME


O Cineclube da Casa de Cássia exibe neste sábado, 9 de janeiro, às 17 horas, "O Olhar Triste", documentário de 1995 do crítico e cineasta mineiro Olívio Tavares de Araújo. No auge da epidemia de Aids, nos anos 80, o autor observa a reação dos que estavam condenados a morrer. O curta a ser exibido é "A Poesia de Cada Dia", de Klaus Venkovsky, uma abordagem antropológica de como a poesia se manifesta no nosso dia a dia.  
No domingo, 10, às 17 horas, o Cinepreciosidades continua a mostra de filmes inspirada pelo verso de Waly Salomão "Experimentar o experimental", exibindo "The Angelic Conversation", filme de 1987 de Derek Jarman. Sob paisagens espectrais, dois homens estabelecem uma conversação, enquanto a atriz Judi Dench recita Shakespeare.
A entrada é franca e o Cineclube Casa de Cássia fica na rua Meyer, 105. Vila Suzana (Reta), em Mateus Leme. Maiores informações pelos telefones: (31) 3535-1721 e 99247-6574.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

BERGMAN E FELLINI EM MATEUS LEME




 O Cineclube da Casa de Cássia exibe neste sábado, dia 12, às 17 horas, um dos primeiros (Ingmar) Bergman, "Rumo à Felicidade", de 1950. E, no domingo, dia 13, às 17 horas, o Cinepreciosidades exibe "Ensaio de Orquestra", um dos últimos (Federico) Fellini, de 1978. A entrada é franca. O Cineclube funciona na Rua Meyer, 105. Vila Suzana (Reta), em Mateus Leme. Maiores informações pelos telefones (31)3535-1721 e 99247-6574.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

PROGRAMAÇÃO DA CASA DE CULTURA DE MATEUS LEME


Confira o que o que o Cineclube Casa de Cássia 
oferece ao público no mês de maio

A programação do Cineclube Casa de Cássia, de Mateus Leme, para o mês de maio é a seguinte: 
Dia 2, sábado, 19 horas: “Meus Oito Anos” (1956) e “Braza Dormida” (1928), de Humberto Mauro, com Nita Ney, Luiz Soroa e Máximo Serrano. Com base na poesia homônima de Casimiro de Abreu, o curta evoca o mundo das fazendas, dos engenhos e das cachoeiras do interior do Brasil. No longa, um jovem é mandado estudar no Rio, mas gasta o dinheiro do pai na esbórnia. Sem dinheiro, consegue emprego numa usina de açúcar no interior fluminense, onde se apaixona pela filha do proprietário.   
Dia 9, sábado, 19 horas:  “Venha, Doce Morte” (1967), de Sérgio Bernardes, e “A Casa de Alice” (2007), de Chico Teixeira, com Carla Ribas, Berta Zemel e Vinicius Zinn. No curta, a câmara adentra a Casa São Luiz, tradicional asilo para idosos do Rio. O longa adentra a casa de uma manicure quarentona, que mora com a mãe, os três filhos e o marido taxista e infiel. 
Dia 16, sábado, 19 horas: “A Miss e o Dinossauro” (2005), de Helena Ignez, e “Grande Sertão: Veredas” (1965), de Geraldo e Renato Santos Pereira, com Maurício do Valle, Sonia Clara e Jofre Soares. O curta registra a festa de despedida da produtora Belair, em 1970, antes de Rogério Sganzerla, Helena Ignez e Júlio Bressane partirem para o exílio. O longa é a primeira adaptação da obra-prima de Guimarães Rosa, que depois gerou uma mini-série televisiva e inúmeros curtas sobre passagens e paisagens do sertão.
Dia 23, sábado, 19 horas: “Blá, Blá, Blá” (1968), de Andrea Tonacci, com Paulo Gracindo, Nélson Xavier e Irma Alvarez, e “Fabricando Tom Zé” (2006), de Décio Matos Júnior, com Caetano, Gil e David Byrne. No curta, um ditador faz um longo pronunciamento pela TV, até que é tirado do ar. No longa, o início de carreira nos anos 1960, o ostracismo nos anos 1970 e o ressurgimento nos anos 1990 de um dos mais originais músicos brasileiros, para quem um baixo e um esmeril têm a mesma importância melódica.
Dia 30, sábado, 19 horas: “Histórias em Quadrinhos” (1969), de Rogério Sganzerla e Álvaro de Moya, e “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), de Glauber Rocha, com Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães e Othon Bastos. No curta, é traçada a evolução das histórias em quadrinhos, utilizando a técnica do quadro a quadro. Em versão restaurada, o longa é um dos filmes fundadores do Cinema Novo, elogiado por Fritz Lang e Buñuel quando foi apresentado em Cannes. Drama existencial e alegoria política, o filme retrabalha elementos históricos como o cangaço e o messianismo no Nordeste brasileiro, utilizando uma linguagem épica inspirada em Eisenstein e John Ford.
CINEPRECIOSIDADES
Domingos, 17 horas, exceto no último domingo do mês. A cada sessão, uma surpresa: filmes raros, “cults”, “undergrounds” e modernos.
A entrada é franca. 
A sala de exibição tem projeção e som digital e tela de 75 polegadas. Com 23 lugares, os ingressos são distribuídos 30 minutos antes da sessão.
O Cineclube da Casa de Cássia fica na rua Meyer, 105. Vila Suzana (Reta), em Mateus Leme, M.G.
Maiores informações pelos telefones: (31)3535-1721, 9247-6574 e 9786-4465 e pelos endereços eletrônicos: casaculturamateusleme@gmail.comwww.casadecassia.blogspot.comwww.casadecassia.com/www.facebook.com/casadecassia .

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A FORÇA DO CINEMA NA CASA DE CÁSSIA


Animações, Candeias e a Boca do Lixo, 
Consciência Negra, Olinda e Recife

A programação do cineclube da Casa de Cássia deste sábado, dia 8, exibe às 17 horas, o programa internacional do 11º Dia Internacional da Animação, composto de dez filmes, feitos também conforme diferentes técnicas, provenientes da Estônia, Finlândia, Coreia do Sul, Estados Unidos, Espanha, Rússia, Itália, Polônia, Canadá e Argentina.
A programação prossegue no outro sábado, 15, às 17 horas, com o documentário "Ozualdo Candeias e o Cinema" (2013), dirigido por Eugênio Puppo, sobre o ex-caminhoneiro que se tornou um dos realizadores mais originais do cinema brasileiro. Quem narra o filme é o próprio Candeias, que mostra alguns de seus filmes, como o cultuado "A Margem", de 1967, tendo como pano de fundo a Boca do Lixo paulista, onde teve início, nos anos 1970, o cinema marginal, do qual o cineasta foi o precursor. O curta é "Quimera" (2013), de Tarcísio Lara Pulati, com Andressa Silva e Juraci Júnior, que junta algumas histórias de amor contadas à beira do rio Madeira. 
No dia 22, sábado, às 17 horas, será apresentado o longa "Em Quadro - A História de 4 Negros nas Telas" (2009), de Luiz Antonio Pilar, sobre a participação dos atores Ruth de Souza, Zezé Motta, Léa Garcia e Milton Gonçalves no cinema brasileiro, com destaque para os filmes "Assalto ao Trem Pagador", "Xica da Silva", "Filhas do Vento" e "Rainha Diaba". Com esse filme, o cineclube comemora o Dia Nacional da Consciência Negra, que transcorre no dia 20. O curta é "Dona Sônia Pediu uma Arma para seu Vizinho Alcides" (2010), de Gabriel Martins, com Rute Jeremias e Delardino Martins. Produzido pela Filmes de Plástico, de Contagem, o filme conta uma história de vingança.  
No dia 29, sábado, às 17 horas, o cineclube apresenta o documentário "Rio Doce/CDU", de Adelina Pontual, que faz uma viagem cinematográfica pelos subúrbios de Olinda e Recife, seguindo o itinerário da linha de ônibus Rio Doce/CDU. O curta é "Julie, Agosto, Setembro" (2011), de Jarleo Barbosa, com Carolina Provázio e Allan Santana. Nele, Julie é uma moça suíça que se muda para Goiânia e que acaba por se transformar em parte da cidade.
Aos domingos, às 17 horas (menos no último domingo do mês), prossegue o projeto Cinepreciosidades, curado pelo escritor e cinéfilo Matheus Matheus, apresentando a cada sessão uma surpresa, entre filmes raros, "cults", "undergrounds" e modernos.
Os filmes são exibidos em sala dotada de projeção e som digital e tela de 70 polegadas. O lugar tem 23 lugares. Os ingressos são distribuídos 30 minutos antes da sessão.
O Cineclube da Casa de Cássia fica na  rua Meyer, 105. Vila Suzana (Reta), em Mateus Leme, M.G.Maiores informações: (31) 3535-1721, 9247-6574 e 9786-4465 ou nos endereços eletrônicos: casaculturamateusleme@gmail.com, www.casadecassia.blogspot.com,

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

ABRAHAN LINCOLN


O que o filme "Lincoln", de Spielberg, não diz sobre Lincoln


O filme “Lincoln”, de Steven Spielberg, que acaba de estrear no Brasil, narra como esse presidente de forte lembrança popular lutou contra a escravidão e pela transformação dos escravos em trabalhadores. O que a obra cinematográfica não conta, porém, é que Lincoln também lutou por outra emancipação: que os escravos e os trabalhadores em geral fossem senhores não apenas de sua atividade em si, mas também do produto resultante de seu trabalho. Para ler na íntegra o texto do professor e cientista social espanhol, Vicenç Navarro, clique aqui.

sábado, 28 de julho de 2012

CINEMA: ENTRE PALAFITAS E BARRACOS


Febre e poesia: o cinema de Claudio Assis


Caminhando pela contra-mão, Febre do Rato chega aos cinemas com política, críticas e poesia.
A praia, o mangue, o cemitério, a favela. Entre palafitas e barracos, o poeta Zizo (Irandhir Santos) constrói um mundo anárquico e delicado. Para saber mais detalhes sobre o filme dirigido por Cláudio Assis, é só  clicar aqui.


domingo, 4 de março de 2012