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sábado, 19 de novembro de 2011

CANETADAS DA DILMA


Leis criam Comissão da Verdade e abrem Estado
Crimes de tortura e morte cometidos por razões políticas vão ser investigados por comissão que terá dois anos de prazo. Foco deve ser ditadura militar. Nenhum documento oficial poderá passar mais de 50 anos escondido da população. Em seis meses, órgãos públicos terão de divulgar gastos e contratos na internet. 'Cidadão ganha mais poder perante o Estado', diz Dilma Rousseff.

(Fonte: Site Carta Maior)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

USP CHAMA GOLPE DE REVOLUÇÃO (???)


Placa na USP chama golpe militar de 'revolução de 1964'


Uma placa que indica a construção de um monumento em homenagem aos mortos e desaparecidos da ditadura chama o golpe militar de revolução de 1964.
A obra, na Cidade Universitária da USP, é parte de parceira entre a universidade e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência. Ela é patrocinada pela Petrobras e tem custo de R$ 89 mil.
O termo revolução é usado por militares que negam que tenha havido uma ditadura no país de 1964 a 1985.
Na tarde de ontem, o termo revolução foi riscado e a palavra golpe foi escrita.
A obra faz parte do projeto Direito à Memória e à Verdade, que inclui a criação da Comissão da Verdade.
Considero o termo utilizado um absurdo. Farei contato com o reitor para mudar imediatamente a inscrição, disse a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos).
A reitoria da USP diz que houve falha na confecção e que o erro será corrigido o mais rápido possível. A Scopus Construtora, responsável pela obra, não se pronunciou.


(Fonte: Site do Instituto Humanitas Unisinos - IHU)


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

MAL-ESTAR NA CÚPULA DO GOVERNO

Dilma chama ministro para explicar
fala sobre ditadura

As manifestações do novo chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência, general José Elito Siqueira, criaram mal-estar ontem, no Palácio do Planalto, segundo a Folha apurou. A presidente Dilma Rousseff chamou Elito em seu gabinete na noite de ontem para pedir explicações.
A reportagem de Simone Iglesias e Breno Costa foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo de 05-01-2011.
"No dia de sua posse, Elito Siqueira se posicionou contra a criação da Comissão da Verdade e disse que os desaparecidos políticos são um fato histórico do qual nós não temos que nos envergonhar ou vangloriar.
Segundo o projeto enviado pelo governo, a Comissão da Verdade terá a finalidade de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos durante a ditadura.
Durante o dia, a presidente fez chegar ao general sua insatisfação com as declarações, já que o governo Lula enviou no ano passado projeto de lei ao Congresso Nacional em apoio ao órgão.
A Folha apurou que Elito disse a Dilma que foi mal compreendido pelos jornalistas durante a entrevista e que as reportagens não retrataram o que ele disse.
Dilma não gostou da manifestação do general que é claramente contrária à posição de seu governo e do antecessor. Dilma era ministra da Casa Civil quando o projeto de lei da Comissão da Verdade foi formatado.
O vice-presidente Michel Temer minimizou os comentários de Elito. Questionado se não era contraditório a presidente, torturada durante a ditadura, ter como subordinado próximo um general contrário a investigações sobre episódios de tortura no regime militar, Temer disse que a pergunta deveria ser feita à própria presidente.
Acho que é a opinião dele, né? Não vou me manifestar a respeito da opinião dele, disse o vice de Dilma.
O ministro Nelson Jobim (Defesa), sem se referir especificamente ao general, limitou-se a dizer que a posição do governo é pela criação da Comissão da Verdade, nos termos do projeto de lei enviado pelo Executivo ao Congresso em maio passado.
A nova ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, afirmou, via assessoria, que seu posicionamento sobre o assunto é público e foi exposto em seu discurso de posse, anteontem."
(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)