quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

QUE CHEIRO É ESSE?


O cineclube da Casa de Cássia vai apresentar neste sábado, 26.01, às 17h, o filme "O Cheiro do Ralo" (Brasil, 2006, 1h52, 16 anos), de
Heitor Dhalia, com Selton Mello, Alice Braga e Leonardo Medeiros.Baseado num romance de Lourenço Mutarelli, o filme foi escrito para o
cinema por Marçal Aquino. Um exercício de humor negro, o filme fixa-sena personalidade de um comerciante que tem prazer em explorar as
pessoas em momento de aflição financeira. Domingo, 27, às 17h, o cineclube exibe o filmusical "Pele de Asno"
(Peau d'Âne) (França, 1970, 1h40, 10 anos), de Jacques Demy, com Catherine Deneuve, Jean Marais e Delphine Seyrig. Baseado no conto de
Charles Perrault, o filme se desenvolve a partir da decisão de um rei que, ao enviuvar, resolve se casar com a própria filha.
Também aos domingos, às 10h, a Casa de Cássia está apresentando o CineCriança, com programação de filmes longos e curtos para o público
infantil.
O Cineclube Casa de Cássia, fica na rua Meyer, 105. Vila Suzana, em  Mateus Leme, M.G. , Telefone (31)99247-6574.

CORTINA DE FUMAÇA


Mourão e governo defendem decreto criticado 
por piorar transparência de dados


O presidente em exercício, Hamilton Mourão, defendeu junto com áreas técnicas do governo um decreto, publicado nesta quinta-feira (24), que ampliou o escopo de pessoas no governo autorizadas a impor sigilo a dados públicos e que foi criticado como um retrocesso na transparência de informações.
Para ler na íntegra a matéria de Maria Carolina Marcello e Ricardo Brito para Reuters, clique aqui.

domingo, 20 de janeiro de 2019

"ALELUIA, GRETCHEN!" NO CINEMA FALADO


"Só mudou o penteado, a cabeça continua a mesma"


As relações com os brasileiros de uma família de imigrantes alemães que chega ao Brasil em 1937 são encenadas, no filme "Aleluia, Gretchen!", pelo cineasta Sylvio Back, para refletir, ficcionalmente,
sobre a permanência do pensamento autoritário entre nós. E ele o faz por meio de uma chave alegórica, então necessária para pensar o presente do Brasil dos anos 70 do século passado.
"Aleluia, Gretchen!", filme de 1976 de Sylvio Back, com Sérgio Hingst, Selma Egrei, Lilian Lemmertz, Carlos Vereza, Miriam Pires e Kate Hansen, é o programa do Cinema Falado da próxima terça-feira, 22 de janeiro, às 19h30, na Sala Geraldo Veloso do MIS Cine Santa Tereza (praça Duque de Caxias, bairro Santa Tereza). O filme será apresentado pelo crítico Ataídes Braga.
Cinema Falado é um projeto do Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC-MG) e do Instituto Humberto Mauro, com o apoio do Museu da Imagem e do Som (MIS), da Prodemge, do jornal O TEMPO, da rádio SUPER FM e da Contorno Áudio & Vídeo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

ARMAS PRA QUE TE QUERO


Decreto de Bolsonaro facilita posse de arma; entenda como funciona a lei e o que muda agora

Foto: Gui Christ/BBC News Brasil 

A quantidade de armas vendidas no comércio legal entre 2004 e 2017 já supera o número de unidades entregues voluntariamente por meio da campanha do desarmamento, criada em 2004.

O presidente Jair Bolsonaro expediu um decreto que facilita a posse de armas, uma de suas principais promessas de campanha. O decreto altera o Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2003, que limita o acesso a armamentos no Brasil.
As mudanças passam a valer quando o texto for publicado no Diário Oficial, o que deve ocorrer entre hoje e quarta (16). Bolsonaro disse ainda que deve haver mais flexibilização da legislação sobre armas por meio de medida provisória e por alterações na lei, sendo que estas que precisam passar pelo Congresso.
A principal mudança do decreto é a definição mais flexível de quem tem "efetiva necessidade" de ter uma arma - a Polícia Federal perdeu o poder de barrar um registro de armamentos. Outra modificação importante é o aumento do prazo de validade da autorização de posse de cinco para dez anos.
Para ler na íntegra a matéria de Luiza Franco para a BBC News Brasil, clique aqui.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

MORRE CHICÃO, LÍDER CAMPONÊS MINEIRO DOS ANOS 1960


Chicão, herói do povo

Foto: Eugênio Magno

Faleceu na última terça-feira, dia 8 de janeiro, aos 87 anos de idade, em Anápolis - GO, o líder camponês dos anos 1960, Francisco Raymundo da Paixão. Chicão, como ficou conhecido, estava internado e respirando a base de aparelhos há mais de uma semana e não resistiu a um aneurisma cerebral. Seu corpo foi enterrado no cemitério de Abadiânia de Goiás. 
Homem do povo, Chicão, foi um sapateiro e seleiro que, cumprindo tarefa do PCB, começou a organizar os camponeses do Vale do Rio Doce, expulsos de suas terras pelos latifúndios formados pelos criadores de gado. Em curto tempo, ele arregimentou os sem-terra da região e transformou-se em interlocutor privilegiado do governo de João Goulart, tendo em vista realizar uma modesta experiência de reforma agrária que, sem afetar a estrutura do latifúndio, entregasse aos camponeses as terras às margens das rodovias, ferrovias e açudes federais (conforme o decreto assinado por Jango no comício da Central do Brasil de 13 de março de 1964). Mas a luta em que se empenhou foi abortada pelo golpe militar e ele não quis seguir uma carreira política, como seria natural. Virou funcionário público de governos progressistas, mas se incompatibilizou com eles por motivos ideológicos e foi defenestrado. 
Nos últimos anos Chicão, não estava bem de saúde – resquícios das torturas a que foi submetido nos porões da ditadura militar – e, sem função, vivia no ostracismo, cumprindo, sem entusiasmo ou grandes expectativas, seus deveres cívicos de cidadão. O velho líder camponês tinha como companheira a Goiana Nelly, ao lado de quem faleceu. Seu filho, do primeiro casamento, Luiz Carlos, também estava presente em seus últimos instantes de vida. Há mais de dez anos ele residia no Estado de Goiás, nas cidades de Abadiânia e Anápolis, onde tive a alegria de visitá-lo algumas vezes.

Da esquerda para a direita: Eugênio Magno, Chicão e Victor de Almeida
Foto: Diogo R. Martins

Chicão é um personagem importante da recente história política do Brasil e é homenageado em vários projetos culturais, dentre eles: Por um pedaço de Terra (Monsieur Paixão), um filme que pretende colocar em pauta o grau de influência do movimento camponês do Vale do Rio Doce e especialmente de Chicão no desfecho do golpe de 1964. E, acima de tudo, mostrar a situação em que viveu nos últimos anos aquele que seria o futuro herói da classe operária, o ex-líder camponês, Francisco Raymundo da Paixão. Trata-se de um documentário pelo qual tenho a honra de ser roteirista e diretor e co-produtor, em parceria com Victor de Almeida. 
O documentário, embora já tenha algumas horas gravadas com Chicão relatando sua trajetória: lutas, perseguições, prisões, torturas, exílio, e a sua volta à legalidade com a anistia, está com a sua produção paralisada por falta de verba. O que conseguimos produzir até então foi com recursos próprios, e nos vemos agora sem condições de dar prosseguimento a um projeto como este que é da maior importância como resgate da história do nosso país. Já tentamos conseguir verbas para a sua continuidade através de editais do Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultural de MG, Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte do Doc-TV, sem nenhum sucesso. 

Cena de gravação do documentário Por um pedaço de Terra (Monsieur Paixão)
Foto: Eugênio Magno

Agora, com a morte de Chicão, eu e o meu parceiro nesse projeto, Victor de Almeida, sentimo-nos na obrigação moral de dar continuidade à produção do filme. Para isto, necessitamos da contribuição daqueles que se sensibilizem pela causa e estejam dispostos a nos ajudar a encontrar apoio financeiro para dar cabo ao projeto. Interessados em colaborar com a retomada dessa produção poderão fazer contato comigo pelo E-mail: eugeniomagnomg@gmail.com. Na oportunidade, de forma antecipada, agradeço aos que se solidarizam conosco nessa empreitada.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

PODER POLÍTICO, NEOPENTECOSTAIS E A PELEJA DA CURIOSIDADE COM O SABER


Internet x Escola Sem Partido 

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

Na era da internet não pode haver maior estupidez que pretender controlar o pensamento humano. A Igreja Católica queimou livros na Idade Média – Fogueira das Vaidades -, Hitler no Terceiro Reich, Ruy Barbosa para apagar a memória da escravidão no Brasil. Essas atitudes apenas aguçaram a vontade de muitos para conhecerem o que se queria esconder. A curiosidade e o saber são distintivos de seres inteligentes. 
O relator do Projeto Escola Sem Partido é um deputado ligado a um grupo pentecostal católico, mas apoiado totalmente por grupos evangélicos neopentecostais. Portanto, a pretensão de controle do pensamento continua pertencendo a grupos religiosos obscuros que não entraram no século XXI. 
Pelo celular nossas crianças podem ler todos os livros que quiserem, acessar todos os sites pornográficos, pedófilos, todos os pensadores, os contra-pensadores, os youtubers, os blogs, os artistas, movimentos sociais, numa variedade quase infinita. Podem ainda ver e ouvir seus pastores e padres. Os experts na Rede podem ainda acessar a “Deep Web”, através de navegadores próprios, incluindo redes de prostituição, pedofilia, crimes por encomenda, tráfico humano, terrorismo, contrato de pistoleiros, assim por diante. 
Portanto, a única forma de educar um filho ou filha nos dias de hoje é ajuda-los a atender o mundo, suas possibilidades e seus riscos. Não é possível voltar ao útero seguro da mãe depois que nascemos. Os próprios pais precisam ter a consciência que seus filhos têm mais acesso às informações com um celular nas mãos e trancados em seus quartos que nas escolas ou na maior das bibliotecas. E depois, saber que a liberdade é dom ontológico a cada pessoa e os caminhos da liberdade serão percorridos por cada um ao longo de sua vida. 
Sem querer provocar os reacionários, mas Paulo Freire mais uma vez tinha razão: a única educação possível é para a liberdade. 
(Fonte: Boletim Informativo do Centro Nacional de Fé e Política "Dom Helder Câmara" - CEFEP . Dez/2018)

ALMOÇO COM CINEMA


Programação de Janeiro do Projeto Curta Degustação


Todas as terças-feiras, antes ou depois do almoço, o Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC-MG) apresenta, na sala de multimídia da antiga Imprensa Oficial, meia-hora de filmes de curta-metragem para a recreação e reflexão dos espectadores. Os filmes são antigos e modernos, brasileiros e estrangeiros, de ficção, documentários, de animação e experimentais. As sessões, abertas ao público, acontecem na avenida Augusto de Lima, 270, no centro,
pontualmente às 13 horas.

Neste mês, a programação será a seguinte:
8/1/2019
A Menina do Algodão
Daniel Bandeira e Kleber Mendonça Filho. Pernambuco, 2002, ficção, cor, 8 min. Lenda da garotinha morta que aterrorizou crianças nas escolas do Recife nos anos 70.

A Invenção da Infância
Liliana Sulzbach. Rio Grande do Sul, 2000, documentário, cor, 26 min. Ser criança não significa ter infância. Uma reflexão sobre o que é ser criança no mundo contemporâneo.

15/1/2019
The Lunch Date
Adam Davidson. EUA, 1989, ficção, p&b, 12 min. Depois de perder o trem, uma senhora branca pede uma salada num café da estação. Ela deixa sua mesa para pegar um garfo e quando volta
encontra um homem negro comendo sua salada.


BMW Vermelho
Reinaldo Pinheiro. São Paulo, 2000, ficção, cor, 19 min. Uma família humilde recebe um verdadeiro presente de grego: um carro de luxo, que não pode ser vendido por dois anos. Para piorar a
situação, ninguém sabe dirigir.

22/1/2019
Maré Capoeira
Paola Barreto Leblanc. Rio de Janeiro, 2005, ficção, cor, 14 min. Maré é o apelido de João, um menino de dez anos que sonha ser mestre de capoeira como seu pai, dando continuidade a uma tradição familiar que atravessa várias gerações. Um filme de amor e guerra.


Logorama
François Alaux/ Herve de Crecy/ Ludovic Houplain. França, 2009, animação, cor, 15 min. Perseguição espetacular de carros, um sequestro tenso, animais selvagens soltos na cidade. Um filme hollywoodiano, não, um curta feito inteiramente de logomarcas famosas.

29/1/2018


Vincent
Tim Burton. EUA, 1982, animação, p&b, 6 min. Vincent Malloy, de 7 anos, é leitor de Edgar Allan Poe e sonha ser como Vincent Price, o grande ator de filmes de terror.

Novela Vaga
Dado Amaral. Rio de Janeiro, 2007, ficção, cor, 8 min. Comédia cínica sobre a arte de se fazer filmes de arte. 

Onde Quer Que Você Esteja
Bel Bechara/ Sandro Serpa. São Paulo, 2003, ficção, cor, 15 min. No programa de rádio "Onde Quer Que Você Esteja", Lúcia e Waldir quase reencontram aquilo que realmente haviam perdido.
A classificação indicativa é 14 anos.

O programa tem parceria do Instituto Humberto e o apoio da Prodemge, da Contorno Áudio & Vídeo, do jornal O TEMPO e da rádio Super FM.
A equipe é formada por Victor de Almeida (coordenação), Nicolly Rejayra (curadoria e produção), Warlison Oliveira (autoração DVDs), Lourenço Veloso e Túlio Finelli (vinheta), e Quézia Gonçalves (arte do boletim).
Contatos: (31)3237-3497 / (31)99247-6574 / (31)99751-5243

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

A POSSE PRESIDENCIAL


Bolsonaro leva a extrema direita ao Planalto

Dragões da Independência na rampa do Planalto. CARL DE SOUZA (AFP)

Brasil vive uma mudança pendular radical na presidência com a chegada de Jair Messias Bolsonaro, um militar da reserva, que toma posse no primeiro dia do novo ano. Após 13 anos de governo de centro-esquerda, seguido de dois anos de transição com o presidente Michel Temer depois do impeachment de Dilma Rousseff, o Brasil testa pela primeira vez em sua história democrática um Governo de extrema direita, demonstrando que o pêndulo se moveu com mais força desta vez.
Até então, éramos um país acostumado a viver polos mais amenos na política desde que a democracia foi restaurada em 1985, depois de 21 anos de ditadura militar. Foi assim com a social-democracia de Fernando Henrique Cardoso, que governou entre 1995 e 2002, e a era trabalhista de Lula e Dilma Rousseff (2003 a 2016). Agora, Bolsonaro põe o Brasil na frente do espelho e da guinada direitista que marca a política internacional em alguns países.
Os ecos da recessão econômica que durou até 2017, e as denúncias de corrupção contra o Partido dos Trabalhadores, que governou por 13 anos, abriram espaço para a ascensão do presidente com traços autoritários que elogia os tempos da ditadura militar, ironiza conquistas sociais e se alinha com os líderes dos Estados Unidos, Israel, Itália e Hungria. Bolsonaro foi eleito democraticamente no segundo turno com o voto de quase 58 milhões de brasileiros, em 28 de outubro, derrotando Fernando Haddad, do PT. Nem sua ameaça de cortar direitos trabalhistas, reduzir as defesas ao meio ambiente, limitar investimentos em cultura e colocar o país sob um conservadorismo religioso o detiveram.
O novo presidente do Brasil é a grande novidade que surgiu como um antissistema "contra tudo o que está aí", mesmo tendo se alimentado da mesma política nacional por 28 anos como parlamentar, depois de deixar o Exército. Ele deixou o “baixo clero” do Congresso, rótulo de políticos com atuação marginal, diretamente para a presidência do país de 209 milhões de habitantes e um PIB de 6,56 trilhões de reais. Navegou nos mares revoltos pelas investigações da Lava Jato e a economia deprimida dos anos Dilma com um discurso antiesquerda, reavivando a Guerra Fria do século 20. "Longe de mim querer ser o salvador da pátria, mas o Brasil não podia continuar flertando com o comunismo, o socialismo, o populismo e o desgaste dos valores familiares”, disse ele alguns dias depois de ser confirmado presidente nas urnas.
Reforçou a sua posição ao anunciar que estava retirando o convite feito pela diplomacia do presidente Michel Temer aos líderes da Venezuela, Cuba e Nicarágua para comparecerem a sua posse neste dia 1º. Seus ministros e os parlamentares de seu partido, incluindo três filhos que atuam na política, endossam a narrativa de ataque aos “vermelhos”, a cor do PT no Brasil, que associam à corrupção e ao debacle na economia.
O Brasil não teme mais os militares como nos tempos da ditadura que durou 21 anos, e Bolsonaro chega ao poder cercado por eles, como prometeu durante a campanha. Seu vice, Hamilton Mourão, é um general de reserva. Sete de seus 22 ministros que assumem oficialmente o cargo em 2 de janeiro também são militares ou tiveram formação no Exército. Outros governos democráticos também tiveram militares como ministros, mas com Bolsonaro estão em maior proporção e alguns reforçam outros ministérios. Um deles, o general da reserva Carlos Alberto Santos Cruz, vai ocupar o cargo de ministro da Secretária de Governo, e dividir com outro ministro, Onyx Lorenzoni, um civil, o poder de articulação com o Congresso, o que representa um maior controle das negociações com os parlamentares. "Qual deputado vai atrever-se a retardar as negociações com o Governo na presença de um ministro militar?", diverte-se um observador político.
Para continuar lendo a matéria de Carla Jiménez para o El País, clique aqui.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

OS QUADROS DO NOVO GOVERNO


Ministros de Bolsonaro: quem são os nomes que irão compor o gabinete do novo presidente


No dia da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, 1º de janeiro, começam a trabalhar também os novos ministros e altos funcionários que farão parte de sua equipe de governo. Atualmente, o desenho da Esplanada divulgado pela equipe de transição conta com 22 ministérios.
Entre eles, há três generais da reserva do Exército e um almirante. Outros três ministros, Luiz Henrique Mandetta, Marcos Pontes e Wagner de Campos Rosário, passaram pelas Forças Armadas durante sua formação ou ocupando postos menores.
A esplanada de Bolsonaro também terá duas mulheres: Damares Alves, à frente do novo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, e Tereza Cristina, comandando o Ministério da Agricultura.
Para saber mais sobre cada um deles, clique aqui.
(Fonte: BBC News Brasil)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

EM VEZ DE MAIS, MENOS MÉDICOS


Enfrentar a cheia sem médico, 
um drama no Amazonas sem os cubanos

Postos de saúde fluviais que atendem populações ribeirinhas na Amazônia
  (aGÊNCIA BRASIL)

Com só um quarto das vagas do Mais Médicos ocupadas por brasileiros, municípios do Estado temem pico de doenças comuns no período. Profissionais condicionaram ida a benefícios como TV a cabo.

Isolada no extremo oeste do Amazonas, a cidade de Japurá leva um mês sem nenhum médico trabalhando nos quatro postos de saúde mantidos pela prefeitura. A rede de atenção básica do município, onde só é possível chegar de barco ou avião, dependia integralmente dos profissionais cubanos do programa Mais Médicos, que deixaram o país após o Governo de Cuba discordar das condições do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para a continuidade do programa. Há semanas a prefeitura espera repor essas vagas, mas não conseguiu atrair o interesse dos médicos brasileiros, os únicos aptos a participar da primeira fase do edital lançado pelo Governo federal no dia 20 de novembro. Como o prazo de apresentação dos médicos formados no Brasil terminou na última terça-feira, a esperança agora é que a cidade consiga atrair os profissionais graduados no exterior. Em todo o país, 31% das 8.517 vagas deixadas pelos cubanos não foram substituídas por brasileiros, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde, mesmo com todos os esforços da pasta em prorrogar os prazos de apresentação e contatar os milhares de profissionais inscritos para incentivá-los a efetivar a ocupação das vagas.
Para continuar lendo a matéria de Beatriz Jucá para o El País, clique aqui.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

CINEMA PARA TODOS


Filmes para todos os gostos



O cineclube da Casa de Cássia vai apresentar neste sábado, 15.12, às 17h, o filme "O  Caso dos Irmãos Naves" (Brasil, 1967, 1h32), de Luís Sérgio Person, com Juca de Oliveira, Raul Cortez e Anselmo Duarte. Durante a ditadura Vargas, na cidade mineira de Araguari, dois irmãos são acusados, torturados e condenados por um crime que não cometeram. Domingo, 16.12, às 17h, o cineclube exibe, em comemoração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o filme "A Grande Ilusão" (La Grande Illusion) (França, 1937, 1h54), de Jean Renoir, com Jean Gabin, Pierre Fresnay e Erich von Stroheim. Soldados franceses tentam escapar de um campo de prisioneiros alemão na Primeira Guerra Mundial.
O cineclube Casa de Cássia funciona na Associação Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, na rua Meyer, 105. Vila Suzana, em Mateus Leme, M.G. Mais informações pelo telefone (31)99247-6574.


Já o Centro de Estudos Cinematográficos,na esteira da memória dos 50 Anos do AI-5 está com a seguinte programação:






segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

ESQUERDA, DIREITA, VOLVER!


México e Brasil 2018: a vitória da alegria 
e a tristeza dos ressentidos

Luciano Mendes de Faria Filho
Professor da Faculdade de Educação (FaE/UFMG) e
Coordenador do Projeto Pensar a Educação, pensar o Brasil


  Jair Messias Bolsonaro                    Andrés Manuel López Obrador

Tenho comentado com amig@s e colegas o quanto o México e o Brasil se parecem, tanto em suas qualidades quanto em seus defeitos. Em ambos os países a violência grassa, as desigualdades são imensas*, a presença do narcotráfico é ostensiva em várias regiões do país, a corrupção é enorme, a religiosidade é profunda, a alegria é contagiante, as belezas são imensas, as diversidades estão presentes em todas as partes, etc, etc, etc.
No entanto, hoje, 1o. de dezembro de 2018, Brasil e México, são países muitos diferentes. No México, no dia de hoje, dia da posse do Presidente Andrés Manuel Lopes Obrador, as ruas da capital do país estavam coloridas de rostos felizes e em festa. É grande a expectativa de que seja o início de um novo tempo para o país. E para melhor!
Não se trata apenas da vitória e, hoje, da posse de um governo de “esquerda” depois de décadas de domínio do PRI ou, eventualmente, muito eventualmente, do PAM. Trata-se um enorme voto de confiança no novo Presidente para enfrentar os grandes problemas do país. Algo que é compartilhado por boa parte da população, das crianças e jovens aos/às idos@s. Ao meu lado, na praça central da cidade do México, um homem gritava que, diferentemente dos putos presidentes anteriores, ele reconhecia a Lopes Obrador como seu “chefe”.
Na festa cívica na praça pública enquanto a multidão esperava a presença do Presidente, houve apresentação cultural de todos os estados da República. Neste momento a festa era dirigida por vári@s “apresentador@s”, uma das quais sempre falava “todos, todas e todxs”.
Quando o Presidente chegou à praça, quem tomou o comando da festa foram @s lideranças dos povos originários. Foi uma linda cerimônia em que 68 povos originários e representantes afromexicanos entregaram o Bastão de Mando a Lopes Obrador, uma cerimônia que não ocorrida há muito tempo. Foi uma grande reverência à ancestralidade e às suas crenças e modos de vida.
Num certo momento, muito emocionada, uma liderança, de joelho, tentava fazer um discurso, ao mesmo tempo em que tentava entregar um presente para o Presidente. Vendo a emoção da pessoa, Lopes Obrador se ajoelhou na frente dela e recebeu o que ela queria lhe entregar.
Esse gesto do Presidente Mexicano é parte do imenso contraste que existe hoje entre nossos países. No caso brasileiro, o Presidente eleito e sua “família” batem continência para os “americanos” e espezinham os povos originários. E isto é apenas uma das inúmeras mostras de como, no Brasil, a vitória dos ressentidos e do ressentimento joga o Brasil numa tristeza profunda e num cada vez mais profundo abismo.
Os ressentidos ganharam roubando, mentindo, enganando e querendo, é claro, se vingar. Por isso também não há alegria, nunca houve, na campanha e na vitória de Bolsonaro. E nisso também e, talvez, sobretudo, há um profundo contraste com a vitória “morenista” no México”.
Certamente Lopes Obrador terá grandes dificuldades de cumprir o que prometeu na campanha, e que foi reafirmado nos discursos de hoje. Os seus adversários, os adversários da democracia e de um país menos violento e menos desigual são muitos. Os problemas estruturais, imensos. No entanto, na dia de hoje, e oxalá isso se repita nos dias, meses e anos vindouros, boa parte da população mexicana acompanhou com muita alegra e positiva expectativa a posso de seu novo presidente. Duvido muito que isso venha ocorrer, no Brasil, no dia 01 de janeiro!

* Também no México, como no Brasil, as desigualdades têm cor: uma coisa que notei, na praça, é que havia uma nítida diferença entre a cor da pele das poucas pessoas que estavam sentadas no espaço reservados aos/às convidad@s – branc@s, quase tod@s – e a imensa maioria que estava de pé.
(Fonte: Boletim Pensar a Educação, Pensar o Brasil)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

"CENÁRIOS ECONÔMICOS: BRASIL 2019 - 2020"




O Conselho de Presidentes promoveu, no último dia 4 de dezembro, o evento "Cenários Econômicos: Brasil 2019 - 2020".
Compareceram ao auditório da Localiza, empresários e diretores de importantes empresas mineiras, para ouvir a economista da Icatu Seguros e professora da PUC-SP, Victoria Werneck. A palestrante, convidada de Júlio Miranda e Paulo de Vasconcellos Filho traçou um panorama dos últimos 12 anos da economia brasileira, destacando aspectos da política econômica dos Governos Lula (2º mandato), Dilma e Temer e fez projeções para o Governo que se inicia em 2019, com o capitão reformado, Jair Bolsonaro. Segundo a economista, a confiança do empresariado no novo governo é grande. 
Embora a fala de Victoria Werneck e de grande parte do empresariado ser de grande expectativa positiva em torno do futuro governo, os próprios números apresentados por ela, nem sempre coincidiam com a sua fala entusiasta. Um exemplo disso é a projeção extremamente tímida de crescimento do PIB, de apenas 2,5%  para os anos de 2019, 2020, 2021 e 2022.
Outros dados que me chamaram a atenção foram os da Previdência. A palestrante apresentou números que apontam um déficit de R$90 mil/ano para cada militar e R$70 mil para cada funcionário público dos três poderes (executivo, legislativo e judiciário). Já na iniciativa privada, o déficit da Previdência para cada trabalhador é de apenas R$7 mil por ano. 
As contas públicas do país devem fechar 2018 com um rombo bem próximo de R$150 bilhões e o Bolsa Família, programa que atende cerca de 15 milhões de famílias, tão criticado por alguns setores, não consome nem R$2,5 bilhões das despesas da União.
Senti falta, na fala da economista, de uma discussão das questões sociais, uma vez que, em se tratando de um país de grandes desigualdades e de IDH tão baixo como o Brasil, falar de economia sem preocupação com a agenda social, não faz o menor sentido.
Ainda no que diz respeito à Economia, um aspecto preocupante do Governo Bolsonaro que vem sendo tão celebrado pelo setor empresarial, é a falta de sinalização por parte de sua equipe e do próprio presidente eleito, da participação/interlocução de economistas com trabalhadores. Afinal, a campanha eleitoral já acabou e um presidente deve governar para todos. 
E mais, desenvolvimento econômico só se faz com a parceria empresa/trabalhadores e, nessa onda de euforia bolsonarista, não tenho visto nem ouvido por parte de empresários e do futuro governo, nenhuma intenção de promover um diálogo franco e producente entre os empresários e a classe trabalhadora, além da incômoda falta de representantes do mundo do trabalhado na equipe do novo governo.



sábado, 1 de dezembro de 2018

ANCINE DESVINCULADA DE AGENDA IDEOLÓGICA


Uma nova agenda para o audiovisual

(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A indústria do cinema e do audiovisual no Brasil movimenta mais de 25 bilhões de reais por ano e emprega hoje cerca de 100.000 profissionais. Sua cadeia econômica é complexa e atravessa um processo de acelerada transformação, com o surgimento de novos modelos de negócios e oportunidades inéditas de geração de valor, criadas pela tecnologia digital. O próprio comportamento dos espectadores está mudando, à medida que se multiplicam os canais de distribuição e consumo de conteúdos audiovisuais.
O papel do Estado nesse processo também precisa ser constantemente aprimorado, principalmente como indutor do desenvolvimento. Como principal responsável pela execução das políticas públicas para o setor e como gestora do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), a Ancine (Agência Nacional do Cinema) enfrenta o desafio de criar as condições para o crescimento real e sustentado do mercado, com ênfase na tecnologia, na criação de propriedade intelectual e na atração de investimentos privados — sem prejuízo daqueles mecanismos de fomento direto e indireto de eficácia comprovada no uso responsável e estratégico de recursos públicos.
Para continuar lendo o texto de Christian de Castro para o El País, clique aqui.

PROGRAMAÇÃO DE CINEMA


Cinema de graça em Mateus Leme



O cineclube da Casa de Cássia vai apresentar neste sábado, 1º de dezembro, às 17h, o filme "Notícias de uma Guerra Particular", de Kátia Lund e João Moreira Salles. Premiado no festival de documentários É Tudo Verdade, o filme é um retrato da violência no Rio de Janeiro. Datado de 1999, ele mostra que até hoje aquela guerra não teve fim nem vencedores. Domingo, dia 2, às 17h, o cineclube homenageia o cineasta italiano Bernardo Bertolucci, falecido nesta semana, com a exibição de seu filme "Assédio" (Besieged), com Thandie Newton e David Thewlis. Produção de 1999, o filme se fixa na vida de uma jovem mulher africana que se exila, por motivos políticos, em Roma, onde estuda medicina e trabalha como doméstica para um excêntrico pianista inglês.

A Associação Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, fica na Rua Meyer, 105. Vila Suzana, em Mateus Leme, M.G. Maiores informações pelos telefones: (31)3535-1721 e (31)99247-6574.

Cinema Falado e Curta Degustação


Em memória de Geraldo Veloso, o Cinema Falado - um encontro com críticos e cineastas para ver um filme e conversar sobre cinema, poesia, política e outros assuntos da cultura brasileira - prossegue suas atividades no mês de dezembro com a exibição do filme "Ganga Bruta", de Humberto Mauro, com  Durval Belline e Déa Selva. Produzido em 1933, o filme é considerado um marco do cinema brasileiro e será apresentado pelo crítico e cineasta Paulo Augusto Gomes, um dos estudiosos que melhor conhece a obra de Humberto Mauro.
O filme será exibido na próxima terça-feira, dia 4, às 19h30, na Sala Geraldo Veloso do MIS Cine Santa Tereza (praça Duque de Caxias, bairro Santa Tereza).


O Curta Degustação de dezembro apresenta uma programação constituída de meia-hora de filmes de curta-metragem antigos e modernos, brasileiros e estrangeiros, de ficção, documentários, de animação e experimentais, destinados à recreação e reflexão do público. Destaques na programação para os filmes "Metrópoles", sobre os cinemas de rua de Belo Horizonte, a animação "Meow" e o surrealista
"Um Cão Andaluz", de Luis Buñuel e Salvador Dali.
Os filmes serão exibidos nos dias 4, 11 e 18 de dezembro, às 13 horas, na sala da antiga Imprensa Oficial, na avenida Augusto de Lima, 270, no centro.

Cinema Falado e Curta Degustação são projetos do Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC-MG) e do Instituto Humberto Mauro, com o apoio da Prodemge, do Museu da Imagem e do Som (MIS), do jornal O TEMPO, da rádio SUPER FM e da Contorno Áudio e Vídeo.
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sábado, 24 de novembro de 2018

EXPERIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO NA COMUNICAÇÃO


A última conferência do Seminário Mídias Educação e Espaço Público apresenta experiências que alinharam 
práticas educativas com mídias


No dia 29 de novembro o Projeto Pensar a Educação, Pensar o Brasil realiza a última conferência do XII Seminário Anual com o tema "Mídias, Educação e Espaço Público". Para encerrar as atividades do ano convidamos dois projetos que atuam na cidade de Belo Horizonte e para além dela. O Coletivo Terra Negra e a Associação Imagem Comunitária (AIC). Convidamos esses projetos para compartilharem um pouco da experiência e dos desafios da elaboração de iniciativas que se estabelecem na relação entre educação e comunicação fazendo uso das mídias tradicionais e digitais, além de debatermos sobre os desafios da presença desses projetos em meio a outras instâncias educativas como a própria escola. Venha debater conosco na conferência Experiências de educação na comunicação: o desafio da construção de projetos no cenário público. 
O Coletivo de Professores Terra Negra tem o objetivo de ultrapassar as barreiras da sala de aula e proporcionar uma experiência de aprendizagem diferenciada e eficiente. Formado pelos professores de Geografia João Marcelo Torres Madureira, Juninho Lopes, Percy Fernandes e Vitor Augusto, o Terra Negra tomou a iniciativa de encurtar as distâncias entre o que os professores explicam e discutem em sala de aula e o que os estudantes efetivamente têm acesso. Foi justamente dentro do ambiente escolar, em alguns casos mais parecidos com caixas do que com locais de formação intelectual, que o coletivo identificou um grande problema. Salas de aula do séc. XIX, com professores ministrando aulas do séc. XX, e os alunos do séc. XXI. A decisão de produzir conteúdo áudio visual gratuito para a internet levou à incorporação de outros professores interessados em sair da zona de conforto e substituir as férias por expedições de cunho educacional. Para conversar conosco sobre o Terra Negra receberemos Percy Fernandes Vieira e Vitor Augusto Ferreira
Desde 1993 a Associação Imagem Comunitária (AIC) busca promover o direito à comunicação e à expressão além da valorização da diversidade cultural, do exercício da cidadania e da democracia. A iniciativa fomenta o acesso público aos espaços midiáticos e desenvolvendo processos educativos emancipatórios. Dentre as várias ações que a entidade já desenvolveu, destacam-se as parcerias com coletivos populares, entidades culturais e movimentos juvenis que trabalham pela promoção da cidadania, realizando produções audiovisuais, impressas, para rádio e web, sempre de forma colaborativa. É importante ressaltar também os processos formativos no campo da educação midiática e da produção em mídias comunitárias. Jéssica Kawaguiski, Mila Barone e Jessica Caldeira estarão conosco para falar sobre as experiências de educomunicação pautadas na colaboração, na valorização da identidade e da cultura locais e no protagonismo juvenil, onde destacarão os aprendizados e desafios na mediação de processos educativos a partir da produção de materiais de comunicação e de peças midiáticas.
A conferência terá transmissão ao vivo pelo canal do Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil no YouTube.
A Conferência “Experiências de educação na comunicação: o desafio da construção de projetos no cenário público” do Coletivo Terra Negra e Associação Imagem Comunitária, acontece no dia 29 de novembro, às 19 horas, no Auditório Neidson Rodrigues, da Faculdade de Educação (FaE/UFMG), Campus da UFMG - Pampulha, avenida Antônio Carlos, 6627.
Outras informações em www.pensaraeducacao.com.br, pensar@ufmg.br,Facebook e pelos telefones (31)3409-5355 e (31) 98212-5621.

sábado, 17 de novembro de 2018

CINEHOMENAGEM A GERALDO VELOSO




Durante mais de dois anos, primeiro na Imprensa Oficial e depois no MIS Cine Santa Tereza, o crítico e cineasta Geraldo Veloso manteve o programa Cinema Falado, constituído da exibição e conversa sobre um filme, o cinema, a poesia, a política e outros assuntos da cultura brasileira.
Geraldo nos deixou no final de setembro. Em sua homenagem, o Cinema Falado deste mês vai exibir "O Tempo do Corte", curta de Fábio Carvalho, em que Veloso dialoga consigo mesmo como autor, e "Perdidos e Malditos", seu primeiro longa-metragem, que ele escreveu, dirigiu, montou, atuou e produziu em 1971.
Os filmes serão exibidos na próxima terça-feira, dia 20 de novembro, às 19h30, no MIS Cine Santa Tereza (praça Duque de Caxias, bairro Santa Tereza), agora Sala Geraldo Veloso.
Cinema Falado é um projeto do Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC-MG) e do Instituto Humberto Mauro, com o apoio do Museu da Imagem e do Som (MIS), do jornal O TEMPO e da rádio SUPER FM.

JORNALISTAS E CONFLITOS INTERNACIONAIS


CIA acredita que príncipe saudita ordenou morte de jornalista, dizem fontes

WASHINGTON (Reuters)* 

A CIA acredita que o príncipe saudita Mohammed bin Salman ordenou a morte do jornalista Jamal Khashoggi em Istambul, disseram na sexta-feira fontes que acompanham o tema, complicando assim os esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de preservar os laços com um importante aliado norte-americano.
As fontes afirmaram que a CIA comunicou a outros setores do governo dos EUA e também ao Congresso a sua avaliação, que vai de encontro às declarações do príncipe de que ele não estaria envolvido.
A conclusão da CIA, relatada primeiramente pelo Washington Post, é a avaliação norte-americana de maior importância até agora, ligando o governante de fato da Arábia Saudita com a morte.
A embaixada saudita em Washington rejeitou a alegação.
“As afirmações nessa suposta avaliação são falsas”, disse uma porta-voz da embaixada via um comunicado. “Nós continuamos a ouvir várias teorias sem ver os fundamentos primários para tais especulações.”
Em visita à Papua Nova Guiné, o vice-presidente Mike Pence disse à imprensa que ele não comentaria informações confidenciais.
“O assassinato de Jamal Khashoggi foi uma atrocidade. Também foi uma afronta a uma imprensa livre e independente, e os Estados Unidos estão determinados a responsabilizar todos aqueles responsáveis ​​por esse assassinato”, disse ele, acrescentando que Washington queria preservar seu relacionamento com a Arábia Saudita.

* Por Mark Hosenball, com reportagem adicional de David Alexander e Jeff Mason

sábado, 10 de novembro de 2018

CINEMA DE QUALIDADE E DE GRAÇA

"Moscou", em Mateus Leme



O cineclube da Casa de Cássia vai apresentar neste sábado, 10.11, às 17h, o filme "Moscou", de Eduardo Coutinho, com o grupo Galpão, de Belo Horizonte.
O filme documenta a experiência da construção da montagem de uma encenação teatral da peça "As Três Irmãs", de Anton Tchekhov, na qual três irmãs, vivendo na província, sonham em voltar para Moscou, deixando de viver o presente.
Domingo, 12.11, às 17h, o cineclube exibe o filme "Fúria do Desejo" (Ruby Gentry), de King Vidor, com Jennifer Jones, Charlton Heston e Karl Malden. Produção de 1952, o filme aborda as relações de uma moça branca pobre e sulista com a sociedade de uma cidadezinha, depois que ela, rejeitada pelo namorado, se casa com um homem rico e este morre num acidente de carro.
O cineclube funciona na Associação Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, Rua Meyer, 105. Vila Suzana, em  Mateus Leme, M.G. Maiores informações pelos telefones: (31)3535-1721 e (31)99247-6574.


PRIORIDADES ECONÔMICAS DO BRASIL


Brasil tem prioridades além das privatizações, diz ministro da Fazenda de Temer


O Brasil tem prioridades mais importantes do que a agenda ampla de privatizações que foi uma das bandeiras de campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), proposta por seu futuro "superministro" da Fazenda, Paulo Guedes, como mecanismo para melhorar a governança das estatais e reduzir a dívida pública.
A avaliação é do atual titular da pasta, Eduardo Guardia, para quem o novo governo deve aproveitar a vantagem do capital político elevado de que os presidentes gozam em início de mandato para aprovar a reforma da Previdência e encaminhar a reforma tributária.
"Eu acho que tem outras prioridades antes dessa, que é aprovar a Previdência, aprovar reforma tributária, acertar o relacionamento com Estados e municípios. Tudo isso demanda negociações políticas complicadas", afirmou à BBC News Brasil nesta sexta-feira.
"Na minha perspectiva, não haverá uma agenda forte de privatização no início do governo além dessas que nós já estamos tocando", ele acrescenta, referindo-se, por exemplo, à Eletrobras - cuja proposta foi enviada em janeiro deste ano ao Congresso - e a distribuidoras de energia e empresas de saneamento que estão sendo negociadas em diferentes Estados.
O governo Temer propôs dezenas de privatizações nos últimos dois anos. Parte não saiu do papel e o restante está sendo encaminhado pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).
Para continuar lendo a matéria de Camilla Veras Mota para a BBC News Brasil, clique aqui.



segunda-feira, 5 de novembro de 2018

INCENTIVO A ESCOLAS PRIVADAS E DIMINUIÇÃO DE INVESTIMENTOS EM UNIVERSIDADES


‘Vouchers’, ensino à distância e universidade paga, 
os planos na mesa de Bolsonaro

Foto: Daiane Mendonça (SECOM/Rondônia)

“Eu vou mudar tudo isso daí, tá ok?”. Se Jair Bolsonaro, eleito presidente com quase 58 milhões de votos, levar ao pé da letra o bordão de campanha, seu mandato pode marcar um ponto de inflexão na educação brasileira com uma guinada conservadora, baseada em sua cruzada contra "doutrinação de esquerda" e veto ao debate de gênero, e pautada por diretrizes de mercado. O plano de governo é pouco detalhado, mas pressupõe a inversão da pirâmide de investimentos, transferindo recursos da educação superior para a básica (infantil, fundamental e médio). Segundo estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil gasta três vezes mais com estudantes universitários do com alunos dos ensinos fundamental e médio.
Para Anna Helena Altenfelder, presidente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), trata-se de uma “preocupação pertinente” a do investimento maior em educação superior, ainda mais num contexto de grave crise fiscal. Entretanto, a pedagoga observa que a conta mais alta do ensino superior é influenciada por gastos com pesquisa e extensão, como hospitais universitários. “A questão principal não é transferir recursos de um para o outro, mas sim priorizar o ensino básico.”
Bolsonaro diz se inspirar em modelos de países asiáticos, a exemplo de Japão e Coreia do Sul, onde professores recebem quase quatro vezes mais que os brasileiros – cujos salários equivalem à metade da média dos países avaliados pela OCDE. Em seu plano, ele prevê investir em qualificação e melhorar a remuneração dos professores, mas não explica como nem de onde proverá verbas para valorizá-los. Apenas ressalta que “é possível fazer muito mais com os atuais recursos” – o Brasil investe aproximadamente 5% do PIB em educação.
Para preservar recursos do Ministério da Educação (MEC), uma das ideias do partido de Bolsonaro, o PSL, e já mencionadas por homens fortes de sua equipe, incluindo o futuro superministro da Economia, Paulo Guedes, é o “voucher educação”. A proposta, que também era bandeira do candidato derrotado à presidência João Amoêdo (NOVO), estipula a distribuição de vales para as famílias escolherem um colégio privado e matricularem seus filhos. Com maior participação de instituições privadas, o governo, segundo a tese dos defensores do modelo, economizaria dinheiro com a manutenção de escolas e a folha de pagamento dos professores.
Diferentemente de Japão e Coreia do Sul, que conduzem a educação básica por meio de escolas públicas, o modelo tem inspiração em fórmulas já testadas em países como Estados Unidos e Chile, que adotou os vouchers durante a ditadura de Augusto Pinochet, na década de 80. Apesar de apresentar melhores resultados em análises de desempenho que o Brasil e outros países latino-americanos, a educação chilena ainda está distante do nível apresentado por países desenvolvidos no ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). “Os vouchers cumpriram um papel importante para incluir alunos nas escolas, mas hoje não têm melhorado a qualidade da educação no Chile”, afirma Olavo Nogueira Filho, diretor do movimento Todos Pela Educação.
Para continuar lendo o texto de Breiller Pires para a edição brasileira do El País, clique aqui.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

COMEÇA A BATEÇÃO DE CABEÇA DA EQUIPE DO PRESIDENTE ELEITO


Ainda não está decidida fusão de Ministérios da Agricultura e Meio Ambiente, diz Nabhan Garcia


Tatiana Ramil 
Reuters


O presidente eleito Jair Bolsonaro ainda não decidiu se vai juntar os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, disse seu aliado Luiz Antônio Nabhan Garcia nesta quarta-feira, um dia após o futuro chefe da Casa Civil, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmar que as pastas seriam unificadas.
“Existe a possibilidade de seguirem separados e existe a possibilidade de seguirem com uma fusão. Não tem nada decidido ainda, pelo menos foi o que o presidente me disse”, declarou Nabhan Garcia a jornalistas no Rio de Janeiro, após se reunir com Bolsonaro.
Nabhan Garcia é líder da União Democrática Ruralista (UDR), entidade que se notabiliza pela defesa da propriedade rural e combate a movimentos de sem-terra, como o MST.
Na terça-feira, Onyx anunciou que as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente seriam unificadas sob um único ministério, depois de Bolsonaro ter afirmado que estaria aberto à sugestão de setores do agronegócio que defendiam a manutenção da separação das duas pastas.
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, posicionou-se de maneira frontalmente contrária à proposta de fusão das pastas, afirmando que a decisão “trará prejuízos incalculáveis ao agronegócio brasileiro”.
O atual ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, também criticou a medida. Em nota, disse que o superministério teria “dificuldades operacionais” que poderiam prejudicar as duas agendas e resultar em retaliação comercial por parte de países importadores de produtos agropecuários.
(Fonte: Reuters Brasil)