terça-feira, 1 de dezembro de 2015

AS POLÊMICAS DA PRESIDENTA


O discurso de Dilma em Paris
O que é fato (e o que não é) no discurso da presidente na COP-21, conferência global sobre clima.
Sob o impacto de duas más notícias na área ambiental, o desastre de Mariana (MG) e o aumento nos índices de desmatamento, a presidente Dilma Rousseff fez na Conferência do Clima da ONU um discurso correto – mas generalista e até um pouco acanhado, na avaliação de especialistas.
"A ação irresponsável de uma empresa provocou recentemente o maior desastre ambiental da história do Brasil, na grande bacia hidrográfica do rio Doce. Estamos reagindo ao desastre com medidas de redução de danos, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrências e também punindo severamente os responsáveis por essa tragédia", disse a presidente na COP-21, que a partir desta segunda reúne 150 chefes de Estado em Paris.
No discurso, Dilma também citou o avanço no combate ao desmatamento no Brasil, mas não mencionou os dados divulgados na última sexta-feira – que mostraram justamente um aumento nos índices.
"É uma postura acanhada, quase constrangida, que fala do desastre de Mariana e fala de combate ao desmatamento quando os dados recentes mostram ampliação", diz Adriana Ramos, do ISA (Instituto Socioambiental).
Mas também houve acertos, dizem os ambientalistas. Entre eles, o pedido para que o acordo global do clima, a ser firmado no evento, tenha força de lei – Dilma fez a defesa de um documento "legalmente vinculante", quer dizer, de cumprimento obrigatório, com revisão a cada cinco anos.
Confira cinco pontos do discurso da presidente brasileira em que vale a pena prestar atenção:

1) Desmatamento
"As taxas de desmatamento na Amazônia caíram cerca de 80% na última década", disse Dilma em Paris.
Isso é verdade, mas a presidente não mencionou que, entre 2014 e 2015, houve um aumento de 16% no índice – a área desmatada corresponde a cinco vezes à da cidade de São Paulo.
"O Brasil não consegue mais falar de algo que vai fazer de bom, fica só evidenciando o que aconteceu nos últimos dez anos. A previsão para os próximos 15 anos, que é o período de que trata o plano, não traz nada de bom para a área florestal. A lei é fraca, permite muito desmatamento", afirma Marcio Astrini, do Greenpeace Brasil.
O plano apresentado pelo país para colaborar com a mudança no ritmo do aquecimento global promete acabar com o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030, o que Astrini e outros especialistas criticam. Para eles, se há práticas ilegais, já é uma obrigação do governo combatê-las.
"Ela nem deveria falar de desmatamento ilegal, ainda mais só em 2030. O Brasil tem condições de fazer isso muito mais rapidamente", avalia Paulo Barreto, do Imazon.
2) Energia
"Todas as fontes de energias renováveis terão sua participação em nossa matriz energética ampliada, até alcançar, em 2030, 45%", afirmou Dilma, falando sobre o plano apresentado pelo Brasil.
Mas, para os ambientalistas, a fala não condiz com a realidade. "Não acontece na prática, 70% dos investimentos do plano decenal (para dez anos) de energia do Brasil são para combustíveis fósseis.
Pelo plano, a gente chega em 2030 com participação de energias renováveis muito parecida com o que temos hoje", diz Astrini.
"Não tem nenhuma grande revolução, isso segue a tendência atual", completa Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.
3) Acordo, revisão e metas
presidente Dilma pediu que o acordo de Paris seja legalmente vinculante, ou seja, que tenha força de lei. Além disso, defendeu uma "revisão quinquenal" nos planos dos países e destacou que o brasileiro fala em termos absolutos.
"Nunca ouvi isso (legalmente vinculante) tão explicitamente na boca da presidente. É muito importante falar isso aqui. E pedir a revisão a cada cinco anos também", diz Astrini, do Greenpeace.
A questão da obrigatoriedade do acordo encontra resistência nos Estados Unidos, já que um tratado teria de ser aprovado pelo Senado norte-americano, de maioria republicana (oposição ao governo do democrata Barack Obama).
Já a revisão das metas a cada cinco anos é importante porque, até o momento, os planos nacionais não conseguem limitar o aquecimento global a 2°C acima dos níveis pré-industriais. A expectativa é que, com essas revisões, surjam metas mais ambiciosas e esse problema seja corrigido.
"Ela também fez um chamado para que países entreguem metas absolutas, não vinculadas ao crescimento de PIB ou outros fatores econômicos, como está no plano do Brasil", completou Astrini.
4) Redd+
Durante o discurso, Dilma também falou sobre o Redd+, mecanismo que permite a remuneração daqueles que combatem o desmatamento.
"Nosso esforços de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia ganham agora um novo patamar de ação com a adoção da estratégia nacional da Redd+. O Brasil já preenche todos os mecanismos da convenção do clima para tornar-se beneficiário desse mecanismo", disse Dilma.
Mas os ambientalistas dizem que a estratégia não está pronta. "O governo publicou na sexta-feira a criação de uma comissão para analisar isso", diz Adriana, do ISA.
"Esta estratégia, em discussão há mais de cinco anos em Brasília, existe apenas nas intenções do governo. Ainda nem sequer foi colocada em consulta pública", complementa Rittl.
5) Responsabilidade
A presidente afirmou em sua fala que o plano do Brasil tem como meta reduzir as emissões em 43% no período entre 2005 e 2030. "Ela é, sem dúvida, muito ambiciosa e vai além da nossa responsabilidade pelo aumento da temperatura média global", afirmou Dilma.
Mas, para Rittl, isso não é verdade. Ele diz que, apesar de o Brasil ter uma meta ambiciosa em relação a outras economias em desenvolvimento, nem o país nem nenhum outro está fazendo o suficiente.
"Se todo mundo fizesse um esforço proporcional ao do Brasil, o aquecimento ainda ficaria acima de 2ºC. Pensar assim é péssimo para o resultado da negociação, os países não podem achar que estão fazendo o suficiente se a meta não foi atingida", diz Rittl.
6) Medidas de implementação
No discurso, Dilma citou também a forma como as medidas para impedir o aumento da temperatura global serão implementadas.
Trata-se de um grande tema das discussões sobre clima: os países em desenvolvimento lutam para que os desenvolvidos – que já poluíram muito para chegar onde estão agora – ajudem a financiá-los na transição para uma economia menos poluente, para evitar que isso prejudique seu avanço.
"Os meios de implementação do novo acordo, financiamento, transferência de tecnologia e capacitação devem assegurar que todos os países tenham as condições necessárias para alcançar o objetivo", disse a presidente.
Essas formas de implementação, segundo Astrini, devem ser uma questão-chave da conferência, já que o que está em jogo não são as metas – pois cada país já apresentou as suas, voluntariamente.
"Significa que o Brasil vai se juntar fortemente a países como China e Índia para que eles cobrem dos desenvolvidos colocar mais dinheiro na mesa", diz o especialista.
(Fonte: Site IHU)

terça-feira, 24 de novembro de 2015

MOVIMENTO "FORA CUNHA"


“Se os deputados não têm coragem de tirar Cunha, nós temos", diz jovem em protesto



Foto e reportagem de Catiana de Medeiros
de Porto Alegre (RS)

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi levado a júri popular e condenado à prisão em intervenção cênica realizada nesta segunda-feira (23) no centro de Porto Alegre (RS). O ato fez parte da segunda mobilização de organizações de esquerda pedindo o ‘Fora Cunha’, que aconteceu em, pelo menos, outras dez capitais de estados brasileiros e no Distrito Federal.
O cenário foi montado em frente ao Mercado Público, no Largo Jornalista Glênio Peres, com faixas e cartazes que pediam a saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara de Deputados. No local, os manifestantes apresentaram ao público um ‘currículo’ do parlamentar, que continha as palavras racista, homofóbico, machista, corrupto, entre outras.
De acordo com Janaíta Hartmann, do Levante Popular da Juventude, o objetivo do ‘Fora Cunha’ é fazer com que a iniciativa acumule forças e mobilize toda a população brasileira em torno da pauta. “Se os deputados não têm coragem de tirar Cunha da presidência, nós mulheres, jovens, negros e movimento LGBT temos”, declara.
Durante o ato, integrantes de movimentos ligados à juventude repudiaram as pautas conversadoras do parlamentar e que ferem direitos da população brasileira, como o Projeto de Lei 5069/13, que modifica a Lei de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual, dificultando a realização de aborto por vítimas de estupro e o acesso à pílula do dia seguinte. 
Também abordaram questões que envolvem a redução da maioridade penal, Estatuto da Família e contas secretas do deputado na Suíça. “Cunha torna a política algo absurdo na medida em que está envolvido em escândalos de corrupção, com contas bancárias na Suíça. Ele ataca todas as formas de família, que através de um estatuto a reconhece apenas pela formada entre um homem e uma mulher; e quer encarcerar a juventude com a redução da maioridade penal. Botá-lo para fora é barrar um pouco essa onda conversadora. Ele não tem mais moral para permanecer na presidência na Câmara”, defende Lucas Marósteca, da União da Juventude Socialista (UJS).

A intervenção também contou com a manifestação de populares que passavam pelo local. Entre um depoimento e outro, o público cantava “Ô, ô, ô Cunha, seu machista, o meu corpo não é tua conta na Suíça” e gritava “Fora Cunha”.
Eduardo Cunha foi representado por uma atriz que usava terno, gravata e máscara com foto do rosto do parlamentar, e segurava dólares falsos nas mãos. Ao final da intervenção ele foi condenado à prisão.
(Fonte: Site Brasil de Fato)

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

TRAGÉDIA EM MARIANA


Nota de solidariedade à arquidiocese de Mariana
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB se solidariza com a Arquidiocese de Mariana – MG, na pessoa de seu pastor, Dom Geraldo Lyrio Rocha, e com as famílias que perderam seus entes queridos, suas casas, seus meios de sustentação, seu ambiente de vida, por causa do rompimento das barragens de rejeitos da atividade mineradora, no distrito de Bento Rodrigues, que estendeu incalculável destruição a comunidades e cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo. Este sentimento é extensivo às outras dioceses do Regional Leste 2 que também sofreram as consequências desta tragédia.
Se a contemplação da imensidão do “lago de rejeitos” destas barragens, antes do rompimento, já revelava um cenário de morte, onde nada permanecia vivo, pior e mais dolorosa é, e continuará sendo por muitos anos, a visão desoladora da devastação da vida de pessoas, de animais, de plantas, e do comprometimento de um rio que, até então, era portador de vida.
“O custo dos danos provocados pela negligência egoísta é muitíssimo maior do que o benefício econômico que se possa obter”... “Por isso, não podemos ser testemunhas mudas das gravíssimas desigualdades, quando se pretende obter benefícios significativos, fazendo pagar ao resto da humanidade, presente e futura, os altíssimos custos da degradação ambiental” (Papa Francisco, Laudato Sì, 36).
Nossa voz se junta às vozes que gritam pela rigorosa apuração das responsabilidades e pelas mudanças necessárias na legislação quanto à mineração, para que tal situação nunca mais se repita.
Desejamos ser uma presença de fé e esperança junto às famílias e comunidades que sofrem a consequência dessa catástrofe. Deus lhes conceda o consolo da fé e a fortaleza de ânimo, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
Brasília-DF, 11 de novembro de 2015
Assinam o documento: Dom Sergio da Rocha, Arcebispo de Brasília-DF, Presidente da CNBB; Dom Murilo S. R. Krieger, Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA, Vice-Presidente da CNBB e Dom Leonardo Ulrich Steiner, Bispo Auxiliar de Brasília-DF, Secretário-Geral da CNBB.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

INSPIRADO EM UM VELHO AMIGO QUE NÃO VEJO HÁ MUITO ANOS


 Confissões de um diletante


Eugênio Magno


Certa vez no cinema ouvi de um personagem: “Há homens que nunca deveriam ler”. Talvez eu seja um deles, pensei. Aos poucos fui deixando o hábito. Tive medo das más influências.
Não leio mais... 
Agora, só escrevo.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

DUAS EXCELENTES PROGRAMAÇÕES DE CINEMA


Ciclo de Cinema na Faculdade de Educação (FaE/UFMG)

O Doutorado Latino Americano em Educação: Políticas Públicas e Profissão Docente está apresentando o I Ciclo de Cinema: Educação e Democracia na América Latina. 
O projeto teve início no último dia 21 de outubro e a proposta do Ciclo de Cinema Educação, Democracia na América Latina é desenvolve reflexões sobre o estado da relação desses fatores nas sociedades latino-americanas. Essa problemática terá uma abordagem desde o Cinema, compreendendo- o como uma manifestação cultural de produção/ comunicação de perspectivas concretas e complexas da realidade político/social. Desse modo, com as apresentações e analises coletivas desses filmes e documentários se produzirão questionamentos sobre as nossas sociedades.
Cada sessão terá uma duração de 3 horas e 30 minutos, divididas em 2 horas de exibição e 1 hora e 30 minutos de apresentação e discussão. Em cada sessão um ou mais estudantes do Programa de Doutorado Latino-Americano em Educação cumprirá a tarefa de apresentar o Filme ou Documentário e organizará a discussão/ reflexão posteriormente à exibição.
As exibições dos filmes acontecem todas as quartas-feiras, de 18:00 às 21:30 horas, com entrada franca. 
Hoje, dia 11 de novembro será apresentado o filme chileno, Machuca, de Andrés Wood, que será apresentado pelo doutorando Felipe Zurita e na próxima quarta, dia 18, Eugênio Magno apresenta o filme brasileiro O Senhor do Castelo, de Marcus Vilar.


Cinema na FUNEC, em Contagem


domingo, 8 de novembro de 2015

RIQUEZA DE POUCOS, MISÉRIA E DESOLAÇÃO DE MUITOS


Em fórum de mineração, secretário mineiro diz que Samarco foi “vítima do rompimento”



Ao mesmo tempo em que centenas – ou milhares – de pessoas foram atingidas pelo rompimento de duas barragens da empresa Samarco no distrito de Bento Rodrigues, Belo Horizonte sediava a segunda edição do Fórum Brasileiro de Mineração. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), local da sede do encontro, destaca: “A mineração brasileira está entre as seis maiores do mundo, comercializa para mais de 50 países e agregou mais de 232 bilhões de dólares nas reservas cambiais brasileiras nos últimos dez anos. Além disso, deve receber um dos investimentos mais vultosos da economia nos próximos anos, atingindo US$ 53,6 bilhões entre 2014 e 2018. Deste total, 41,8% devem ser aplicados em Minas Gerais”. Um dos resultados do encontro foi a elaboração da “Carta de Minas”, que pede a regulamentação do Código de Mineração, a fim de “aumentar a segurança jurídica dos investidores”.
Para ler a matéria completa de Joana Tavares, clique aqui.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O DIREITO PENAL E O COMBATE A CORRUPÇÃO


"É mentira dizer que a corrupção será derrotada 
com o Direito Penal"


Citado constantemente na jurisprudência penal brasileira, o ministro aposentado da Suprema Corte da Argentina Eugenio Raúl Zaffaroni não economiza frases de efeito. Não apenas pela fala simples e direta, mas pelo pensamento bem organizado. Com opiniões fortes, o jurista argentino falou com exclusividade à revista eletrônica Consultor Jurídico sobre questões atualíssimas na Justiça brasileira, como a delação premiada, a figura do juiz de instrução, a escalada do punitivismo e o combate à corrupção.
Na Argentina, a delação premiada é traduzida pela figura do “arrependido”, segundo o Código Penal do país. Para o ministro aposentado da Suprema Corte do país, quem resolve colaborar com a Justiça em troca de benefícios como redução de pena é, sem meias palavras, um psicopata, porque “não respeita sequer as regras da ética mafiosa para negociar a sua impunidade”. 
Ainda assim, todas as garantias desse réu precisam ser respeitadas, pois a quebra das garantias em um processo pode colocar em risco todo procedimento. “Talvez, respeitando as garantias, algum corrupto possa fugir ou ficar impune. Mas, quebrando as garantias, suja-se todo o procedimento”.
Ele conta que, na Argentina, órgãos de direitos humanos exigiram procedimentos extraordinários e lei especial para julgar quem cometeu crimes durante a ditadura militar argentina, nos anos 1970 e 1980, chamados por ele de “genocidas”. Zaffaroni explica que os juízes resistiram à pressão para os julgamentos não serem questionados depois pelos réus. “Eles foram condenados segundo o Código Penal, o Processo Penal, por juízes naturais e com garantia de defesa. O genocida preso não pode falar hoje que foi condenado por processo político.”
Na opinião do criminalista, que esteve recentemente no Brasil para participar de um evento sobre garantia do direito de defesa organizado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, em Brasília, para se combater a corrupção seriamente é preciso melhorar o sistema institucional de controle, porque o Direito Penal entra em cena quando o crime já foi cometido. Para Zaffaroni, é mentira dizer que a corrupção vai ser derrotada com o Direito Penal, porque a punição do corrupto não vai acabar com a prática do crime.
Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.


domingo, 1 de novembro de 2015

NOTA DA CNBB


A realidade sociopolítica brasileira
Dificuldades e oportunidades


O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília de 27 a 29 de outubro de 2015, comprometido com a vivência democrática e com os valores humanos, consciente de que é dever da Igreja cooperar com a sociedade para a construção do bem comum, manifesta-se acerca do momento de crise na atual conjuntura social e política brasileira.
A permanência e o agravamento da crise política e econômica, que toma conta do Brasil, parecem indicar a incapacidade das instituições republicanas que não encontram um modo de superar o conflito de interesses que sufoca a vida nacional, e que faz parecer que todas as atividades do país estão paralisadas e sem rumo. A frustração presente e a incerteza no futuro somam-se à desconfiança nas autoridades e à propaganda derrotista, gerando um pessimismo contaminador, porém, equivocado, de que o Brasil está num beco sem saída. Não nos deixaremos tomar pela “sensação de derrota que nos transforma em pessimistas lamurientos e desencantados com cara de vinagre” (Papa Francisco – Alegria do Evangelho, 85).
Somos todos convocados a assegurar a governabilidade que implica o funcionamento adequado dos três poderes, distintos, mas harmônicos; recuperar o crescimento sustentável; diminuir as desigualdades; exigir profundas transformações na saúde e na educação; ampliar a infraestrutura, cuidar das populações mais vulneráveis, que são as primeiras a sofrer com os desmandos e intransigências dos que deveriam dar o exemplo. Cada protagonista terá que ceder em prol da construção do bem comum, sem o que nada se obterá.
É preciso garantir o aprofundamento das conquistas sociais com vistas à construção de uma sociedade justa e igualitária. Cabe à sociedade civil exigir que os governantes do executivo, legislativo e judiciário recusem terminantemente mecanismos políticos que, disfarçados de solução, aprofundam a exclusão social e alimentam a violência, entre os quais o estado penal seletivo, as tentativas de redução da maioridade penal, a flexibilização ou revogação do Estatuto do Desarmamento e a transferência da demarcação de terras indígenas para o Congresso Nacional. No genuíno enfrentamento das atuais dificuldades pelas quais passa o país, não se pode abrir espaço para medidas que, de maneira oportunista, se apresentam como soluções fáceis para questões sabidamente graves e que exigem reflexão e discussão mais profundas com a sociedade.
A superação da crise passa pela recusa sistemática de toda e qualquer corrupção, pelo incremento do desenvolvimento sustentável e pelo diálogo que resulte num compromisso comum entre os responsáveis pela administração dos poderes do Estado e a sociedade. O Congresso Nacional e os partidos políticos têm o dever ético e moral de favorecer a busca de caminhos que recoloquem o país na normalidade. É inadmissível alimentar a crise econômica com uma crise política irresponsável e inconsequente. 
Recorde-se que “uma sociedade política dura no tempo quando, como uma vocação, se esforça por satisfazer as carências comuns, estimulando o crescimento de todos os seus membros, especialmente aqueles que estão em situação de maior vulnerabilidade ou risco. A atividade legislativa baseia-se sempre no cuidado das pessoas” (Papa Francisco ao Congresso dos EUA). 
Nesse sentido, com o espírito profético inspirado na observância do Evangelho, a CNBB reitera que o povo brasileiro, os trabalhadores e, principalmente, os mais pobres não podem ser prejudicados em nome de um crescimento desigual que reserva benefícios a poucos e estende a muitos o desemprego, o empobrecimento e a exclusão.
A construção de pontes que favoreçam o diálogo entre todos os segmentos que legitimamente representam a sociedade é condição fundamental para a superação dos discursos de ódio, vingança, punição e rotulação seletivas que geram um clima de permanente animosidade e conflito entre cidadãos e grupos sociais. Esse clima belicoso, às vezes alimentado por parte da imprensa e das redes sociais, poderá contaminar ainda mais os corações e mentes das pessoas, aprofundando abismos e guetos que, historicamente, maculam nossa organização social. Ao aproximar-se o período eleitoral de 2016, é responsabilidade de todos os atores políticos e sociais, comprometidos com a ética, a justiça e a paz, aperfeiçoarem o ambiente democrático para que as eleições não sejam contagiadas pelos discursos segregacionistas que ratificam preconceitos e colocam em xeque a ampliação da cidadania em nosso país.
A corrupção se tornou uma “praga da sociedade” e um “pecado grave que brada aos céus” (Papa Francisco - O rosto da misericórdia, n.19). Acometendo tanto instituições públicas, quanto da iniciativa privada, esse mal demanda uma atitude forte e decidida de combate aos mecanismos que contribuem para sua existência. 
Nesse sentido, destaca-se a atuação sem precedentes dos órgãos públicos aos quais compete combater a corrupção. A contraposição eficaz à corrupção e à sua impunidade exige, antes de mais nada, que o Estado cumpra com rigor e imparcialidade a sua função de punir igualmente tanto os corruptos como os corruptores, de acordo com os ditames da lei e as exigências de justiça.
Deus nos dê a força e a sabedoria de seu Espírito, a fim de que vivamos nosso ideal de construtores do bem comum, base da nova sociedade que almejamos para nós e para as futuras gerações.

Brasília, 28 de outubro de 2015.

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário Geral da CNBB

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

ONDE ESTÃO AS NOVAS LIDERANÇAS (???)


Sem perspectivas futuras,
brasileiro se declara órfão de lideranças

Uma nova pesquisa de opinião do instituto CNT/MDA veio confirmar a rejeição dos brasileiros ao Governo Dilma. Segundo o levantamento, apenas 8,8% dos entrevistados têm uma avaliação positiva sobre o seu Governo, contra 70% que o rejeitam. Se por um lado a população se afasta da presidenta, por outro, não aumenta o apoio a nenhuma alternativa atual. Se uma nova eleição para presidente acontecesse hoje no país, nenhuma opção de liderança da política atual agradaria os eleitores. Nem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visto como o grande salvador do PT nos momentos de crise, nem qualquer um dos opositores que poderiam entrar na disputa contra ele. Em meio a crise política atual, o Brasil procura um novo líder, algo que diversos nomes importantes do cenário político admitem, em uma análise de seus próprios partidos.
Para ler na íntegra a reportagem de Talita Bedinelli, publicada por El País, ontem, clique aqui.

sábado, 24 de outubro de 2015

EVENTOS NA FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA UFMG


Conferência do projeto Pensar a Educação recebe e homenageia o Prof.Carlos Roberto Jamil Cury


No dia 29 de outubro, o seminário anual do projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil tem como conferencista o professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e professor emérito da UFMG, Carlos Roberto Jamil Cury. O professor continua o debate sobre os 180 anos de formação de professores no Brasil. O professor Cury sempre esteve à frente do debate pelo direito à educação integrando câmaras, comissões e conselhos da área, além de contribuir com pesquisas no campo da Política Educacional. O professor também é importante nome no campo da pós graduação em Educação no país.
Antes da Conferência, a professora Cynthia Greive Veiga fará, a pedido do Projeto Pensar a Educação, uma saudação ao professor Cury pelos seus 50 anos de magistério e por suas colaborações no campo da Educação.
A conferência começará às 19 horas no Auditório Neidson Rodrigues, na Faculdade de Educação da UFMG. Também será possível acompanhar pela rádio Web FaE (http://www.radio.fae.ufmg.br/) ou pela a transmissão ao vivo no canal do Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil no You Tube: www.youtube/PensarEdu. Outras informações em www.pensaraeducacao.com.br

Seminário Internacional
Trabalho docente para uma educação democrática e inclusiva

De 28 a 30 de outubro, acontece no Auditório Neidson Rodrigues, da Faculdade de Educação (FaE/UFMG), o seminário "Trabalho docente para uma educação democrática e inclusiva". Na programação, palestras e debates com especialistas da Argentina, Chile, Estados Unidos, França, Portugal e Uruguai, além da presença de representantes do MEC, da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais e pesquisadores brasileiros de várias universidades, com predominância dos professores da UFMG. 
O evento é uma realização do GESTRADO (FaE/UFMG), coordenado pela professora Dalila Andrade Oliveira. Maiores informações e inscrições no site: www.gestrado.net.br.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

GRANDES MOBILIZAÇÕES: PELA VIDA, PELO TRABALHO...


Em Dia Internacional da Alimentação Saudável, manifestação contra agrotóxicos ocorre na Paulista


Simone Freire

Foto: Guilherme Weimann

“Contra os agrotóxicos e pela soberania alimentar”, cerca de 4 mil pessoas, se manifestaram nesta sexta-feira (16), na Avenida Paulista, no centro de São Paulo (SP). O ato foi convocado pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e encerra o I Congresso Nacional da organização, realizado em São Bernardo do Campo, região metropolitana da capital.
Para os presentes, o ato marcou “a união da luta do campo e da cidade”, contando com a participação de vários movimentos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação (Contac) e o Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação. 
Segundo Roseli Ludtke, da direção nacional do MPA, este dia marca a necessidade de luta por um novo modelo agrário no país. “Viemos para a rua em defesa dos direitos, da alimentação saudável, contra a exploração e o ajuste fiscal, que só é ajuste para os trabalhadores”, afirmou Ludtke, criticando também a atual política econômica do governo federal. 
Democracia e Soberania
Os manifestantes também pautaram como bandeiras da manifestação a defesa da estabilidade democrática e da Petrobras, contra iniciativas contra seu caráter público e nacional. “Estamos junto com a juventude camponesa pra denunciar o avanço conservador, defender a democracia brasileira e garantir os direitos da Petrobras, uma empresa do povo brasileiro”, afirmou Mariana Assis, do Levante Popular da Juventude.
Cibele Vieira, coordenadora geral do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo, afirmou que a categoria se somou à manifestação defendendo “a soberania alimentar, a democratização da mídia e a Petrobras”.
“Na conjuntura em que o país está vivendo, esse ato demonstra muita força, mostrando unidade da classe [trabalhadora]”, defendeu Vieira.
O ato se iniciou no vão livre do Masp e se dirigiu até o escritório da Petrobras, na Paulista. Em meio ao trajeto, os presentes pararam em frente ao prédio da TV Gazeta, gritando palavras de ordem a favor da democratização da mídia.
De acordo com a Polícia Militar, eram 500 as pessoas na manifestação. Para os organizadores, o número ultrapassou os 4 mil, sendo que esta era quantidade dos participantes no Congresso Nacional do MPA.
                                      Foto: Simone Freire
Congresso do MPA
Com o tema “Plano Camponês, Aliança Camponesa e Operária por Soberania Alimentar”, o Congresso reúne cerca de 4 mil camponesas e camponeses de vários estados brasileiros e de diversos países do mundo, principalmente da América Latina e África.
O evento ocorreu entre os dias 12 e 16 de outubro, no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernando do Campo (SP).
(Fonte: Site do Brasil de Fato)

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

HOMENAGEM À FILHA DE UM GRANDE AMIGO


Destinatário não encontrado

Eugênio Magno


Cássia não mora mais aqui. Mudou de endereço. Deve habitar o céu, sei lá... Não ouviremos mais a sua voz que agora fala aos serafins.
Fui me despedir dela, mas Cássia não me reconheceu. Não acenou para mim.
Cássia, irmã que não conheci, filha que não ninei, desculpe se tardei a chegar perto de você. Embora você estivesse linda e altiva no dia da despedida, prefiro sua imagem no retrato que um dia, risonho, seu pai me mostrou.
Por falar em foto, mande-nos um postal do céu. Diga ao Todo Poderoso, aos anjos e santos que temos muitas curiosidades, mas continuamos a viajar no velho veleiro. Que só você foi à frente de jato.
Deus te abençoe menina.

E a nós também, que sentimos sua falta.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

sábado, 10 de outubro de 2015

PENSAR A EDUCAÇÃO, PENSAR O BRASIL


Edição Especial 100

Pensar a Educação em Pauta, edição 100!

Luciano Mendes de Faria Filho

O Pensar a Educação em Pauta chega ao seu centésimo número! Esta marca é uma alegria e uma responsabilidade para todos aqueles que fazemos o boletim. Não temos dúvidas de que, depois de dois anos e meio de sua primeira circulação, vencemos o desafio de manter um informativo semanal que conjuga o debate de opinião, a reunião de notícias sobre educação e ciência e tecnologia e a divulgação científica em educação.
A publicação do Pensar a Educação em Pauta veio somar-se a várias atividades que o Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil - 1982/2022 já vinha desenvolvendo, tais como o Programa semanal de Rádio, os Seminários Anuais, a Coleção de livros e a manutenção de um Portal de informações na internet. Nosso objetivo era fortalecer a integração de diversas modalidades de comunicação para viabilizar a articulação da comunidade de pesquisa em educação com a educação básica brasileira.
Nos 100 números editados encontra-se uma profusão de textos, de temas, de notícias, de pesquisas e de opiniões produzidos por profissionais de diversas áreas, notadamente da educação, mas, felizmente, não apenas da educação. São educadores, jornalistas, pesquisadores, professores da escola básica, alunos de graduação e pós- graduação do Brasil e da América Latina que semanalmente se reúnem nas “páginas” do Pensar a Educação em Pauta.
A pesquisa semanal realizada para “montar” o boletim, aliada ao contato permanente com nossos articulistas, tem nos dado a dimensão do quanto o tema da educação mobiliza sujeitos os mais diversos nas sociedades contemporâneas. Se da educação ninguém escapa, também está difícil, nos dias atuais, escapar do debate público sobre a educação. O tema está, literalmente, na pauta do dia!
Neste cenário, conclamar e mobilizar os pesquisadores, professores e demais sujeitos interessados em educação para a disputa pública pelos seus sentidos tem sido o nosso principal objetivo. Ancorados no universo acadêmico e no mundo das escolas, queremos potencializar as vozes daqueles que se mobilizam por uma educação de qualidade, entendendo que o próprio sentido do termo qualidade está em constante disputa.
É importante salientar que um grupo significativo de professores e pesquisadores atendeu à nossa convocação e, de forma sistemática, contribui para tornar mais densa a nossa reflexão sobre a educação como parte de um amplo projeto político-cultural. Entre esses colaboradores nem sempre há concordância, o que faz do Pensar a Educação em Pauta um rico exercício de reconhecimento e fortalecimento da diversidade como um elemento fundamental de defesa da necessária igualdade e de condições cada vez mais efetivas de exercício de nossas liberdades.
Há muito o que fazer! Há muito o que caminhar! Mas, agora, depois de 100 números publicados, sabemos que muitos(as) são aqueles(as) que se dispõem a sustentar o debate público sobre a educação, uma das condições mais fundamentais para que possamos tornar verdadeiramente pública a educação pública no Brasil! A estes colegas o nosso mais profundo agradecimento e reconhecimento!
No entanto, nada disso faria sentido se não tivéssemos leitores que se dispusessem a empregar parte de seu tempo semanal para se informar sobre a temática da educação. São vocês, nossos leitores e leitoras, o suporte de nosso trabalho. É com vocês o nosso compromisso, aquele que afirmamos e reafirmamos a cada edição: fortalecer o boletim como um espaço de sociabilidade entre colegas-autores e de socialização de conhecimentos, de sensibilidades, de práticas e de utopias produzidas no âmbito da educação. Agradecemos a companhia de vocês e queremos, cada vez mais, encontrá-los e reconhecê-los como autores e autoras dos próximos 100 ou 200 números do Pensar a Educação em Pauta!!


Daqui de dentro do Pensar a Educação em Pauta

Priscilla Nogueira Bahiense

Reunião de pauta do Pensar a Educação em Pauta, eis que alguém comenta que seria interessante mostrar aos leitores o que está por trás do nosso boletim. A ideia inicial era a seguinte: uma foto e uma breve apresentação. Ok. Mas como as ideias são mutáveis, a proposta foi alterada: por que cada integrante da equipe não escreve um texto sobre o Pensar a Educação em Pauta? Cá estou. Estamos. Ao longo do número 100 do Pensar a Educação em Pauta o leitor tem a oportunidade de conhecer um pouco do nosso trabalho na produção deste material que chega semanalmente aos seus e-mails, páginas em redes sociais e por aí vai.
Começo aqui falando da posição que ocupo no Pensar a Educação em Pauta e minhas impressões sobre o trabalho cotidiano com essa publicação de tão grande relevância para nós, educadores e educadoras.
Ao vir trabalhar no Pensar a Educação Pensar o Brasil – 1882/2022 fui convidada pelo Prof. Luciano Mendes de Faria Filho, um dos coordenadores do projeto, para acompanha-lo na coordenação do Pensar a Educação em Pauta, que, segundo ele, em pouco tempo deixaria de ser um clipping educacional, para passar a produzir conteúdo próprio, o qual deveria ser organizado em seções temáticas. A ausência dos especialistas em educação nos debates educacionais pautados pela grande mídia nos mobilizava para tal e, em alguns meses, o boletim passaria a ser um dos canais de troca entre a academia e a educação básica.
Cabe destacar que o Pensar a Educação em Pauta não alcançou seu formato final neste pouco mais de um ano de mudanças, nem esperava tê-lo feito. Penso ser esta uma das maiores qualidades do Projeto como um todo. Pensar a Educação, pensar o Brasil, pensar a escola e a sociedade na qual  está inserida não comporta fórmula ou ponto de chegada. Também por isso, o formato do Pensar a Educação em Pauta não é e não se pretende ser estático. As seções mudam de ordem, outras surgem, parcerias são realizadas e as contribuições aumentam a cada mês. Creio ser este um bom caminho para seguir construindo um lugar onde autor e leitor podem se comunicar mais abertamente, inverter seus lugares e seguirem pensando e, por que não, agindo na e para a educação?

(Boletim Pensar a Educação em Pauta)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

TRIPSIU RUMO AOS 30 ANOS


29º Salão Nacional de Poesia Psiu Poético




Começou ontem, em Montes Claros, MG, o 29º Salão Nacional de Poesia Psiu Poético - TRIPSIU: Rumo aos 30 anos. Uma realização do Grupo Transa Poética, coordenado pelo poeta Aroldo Pereira. Até o dia 12 de outubro a cidade será palco de muita agitação cultural. MOC está respirando e transpirando poesia, em todas as suas formas de manifestação, por todos os poros. 
Os homenageados deste ano são o/as poetas Patrícia Giseli, Ana Elisa Ribeiro, Auíri Tiago, Eduardo Lacerda, Ricardo Silvestrin e Celso Borges.
Na programação, eventos pela manhã, tarde e noite, em vários pontos da cidade, sendo que a predominância são os acontecimentos programados no Centro Cultural Hermes de Paula, na Praça da Matriz.


Eu estive por lá, no coquetel de abertura, sábado, dia 3 de outubro, para dar um abraço no amigo Aroldo Pereira.


Confira a programação do 29º Psiu Poético no site: www.psiupoetico.com.br.