Mostrando postagens com marcador MST. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MST. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de setembro de 2019

O DESCASO PARA COM A EDUCAÇÃO POPULAR BRASILEIRA


O Centro de Formação Paulo Freire, 
está para ser despejado


CARTA ABERTA À POPULAÇÃO - DO MST DE PERNAMBUCO:

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) solicitou à justiça a reintegração de posse contra o Centro de Formação Paulo Freire, localizado no Assentamento Normandia, na cidade de Caruaru/PE.
O juízo federal da c, aceita o pedido do INCRA e determina imediata reintegração de posse, ”caso não haja a desocupação espontânea do executado no prazo concedido, expeça-se mandado de reintegração na posse, ficando desde já autorizado: a) o uso de força policial, b) o arrombamento, se necessário, c) condução coercitiva do executado para a DPF, em caso de resistência, d) a remoção dos bens móveis que estejam no imóvel e) remoção dos animais para o «Curral de Gado» do Município de Caruaru/PE, ficando desde já autorizada a doação ou o abate desses semoventes.”
Lembrando que o centro de formação pertence ao Assentamento Normandia, que foi criado em 1998, mas em função de todo conflito e de todo processo, foi orientado pela equipe técnica do INCRA que a casa sede fosse utilizada de forma coletiva para a capacitação e formação dos assentados do Estado de Pernambuco e assim foi feito.
Logo após a criação do assentamento e em comum acordo com o INCRA, a cooperativa dos assentados repassam a casa sede, e mais 14 hectares para criação de um espaço de formação e capacitação dos assentados de todo Estado de Pernambuco.
Ainda em 1999 foi criado oficialmente o Centro de Formação Paulo Freire, e a partir daí tem todo um processo de tentativa de legalizar a área para o Centro de Formação. O Centro constituiu uma entidade jurídica chamada Associação Centro de Capacitação Paulo Freire que tem como objetivo administrar e coordenar o Centro de formação.
O referido Centro de Formação deixou de ser um espaço do estado de Pernambuco para passar a ser um espaço de formação do nordeste e nacional, temos hoje parceria com a prefeitura de Caruaru, onde funcionam duas turmas de ensino fundamental, temos parcerias com o governo estadual em que conjuntamente realizamos o curso “Pé no chão”. Hoje estamos realizando a 37ª turma. O Pé no Chão é o principal curso oferecido Pelo Centro. O Pé no Chão é um curso realizado em três etapas, tendo como base vivências e práticas em agroecologia, o curso é oferecido às pessoas de todas as idades que vivem nos acampamentos e assentamentos do estado.
Entendemos que não há razão nenhuma para o INCRA pedir a reintegração de posse, a não ser a motivação ideológica de tentar impor ao MST uma derrota no Estado de Pernambuco, então, nesse momento, estamos tentados buscar todas as formas possíveis para impedir que essa insanidade possa ocorrer contra o Centro de Formação Paulo Freire e o Assentamento Normandia. Portanto, o juiz determina que toda área comunitária seja destruída. Vale lembrar que nesse espaço termos 3 agroindústrias que pertencem à cooperativa agropecuária de Normandia, a agroindústria de beneficiamento de carne, raízes e tubérculos, Pães e bolos, que pertencem ao CPA do coletivo de boleiras.
A destruição de tudo isso seria um retrocesso enorme. Diante da tragédia que se anuncia, estamos convocando a todas e todos para nos ajudar a salvar o Centro de Formação Paulo Freire.

Direção do MST de Pernambuco
Caruaru - PE

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

GRANDES MOBILIZAÇÕES: PELA VIDA, PELO TRABALHO...


Em Dia Internacional da Alimentação Saudável, manifestação contra agrotóxicos ocorre na Paulista


Simone Freire

Foto: Guilherme Weimann

“Contra os agrotóxicos e pela soberania alimentar”, cerca de 4 mil pessoas, se manifestaram nesta sexta-feira (16), na Avenida Paulista, no centro de São Paulo (SP). O ato foi convocado pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e encerra o I Congresso Nacional da organização, realizado em São Bernardo do Campo, região metropolitana da capital.
Para os presentes, o ato marcou “a união da luta do campo e da cidade”, contando com a participação de vários movimentos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação (Contac) e o Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação. 
Segundo Roseli Ludtke, da direção nacional do MPA, este dia marca a necessidade de luta por um novo modelo agrário no país. “Viemos para a rua em defesa dos direitos, da alimentação saudável, contra a exploração e o ajuste fiscal, que só é ajuste para os trabalhadores”, afirmou Ludtke, criticando também a atual política econômica do governo federal. 
Democracia e Soberania
Os manifestantes também pautaram como bandeiras da manifestação a defesa da estabilidade democrática e da Petrobras, contra iniciativas contra seu caráter público e nacional. “Estamos junto com a juventude camponesa pra denunciar o avanço conservador, defender a democracia brasileira e garantir os direitos da Petrobras, uma empresa do povo brasileiro”, afirmou Mariana Assis, do Levante Popular da Juventude.
Cibele Vieira, coordenadora geral do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo, afirmou que a categoria se somou à manifestação defendendo “a soberania alimentar, a democratização da mídia e a Petrobras”.
“Na conjuntura em que o país está vivendo, esse ato demonstra muita força, mostrando unidade da classe [trabalhadora]”, defendeu Vieira.
O ato se iniciou no vão livre do Masp e se dirigiu até o escritório da Petrobras, na Paulista. Em meio ao trajeto, os presentes pararam em frente ao prédio da TV Gazeta, gritando palavras de ordem a favor da democratização da mídia.
De acordo com a Polícia Militar, eram 500 as pessoas na manifestação. Para os organizadores, o número ultrapassou os 4 mil, sendo que esta era quantidade dos participantes no Congresso Nacional do MPA.
                                      Foto: Simone Freire
Congresso do MPA
Com o tema “Plano Camponês, Aliança Camponesa e Operária por Soberania Alimentar”, o Congresso reúne cerca de 4 mil camponesas e camponeses de vários estados brasileiros e de diversos países do mundo, principalmente da América Latina e África.
O evento ocorreu entre os dias 12 e 16 de outubro, no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernando do Campo (SP).
(Fonte: Site do Brasil de Fato)

domingo, 1 de novembro de 2009

REFORMA AGRÁRIA GANHA NOVOS SIMPATIZANTES

Cutrale devolve terras griladas
Roberto Malvezzi (Gogó)
Agente da Comissão Pastoral da Terra
"Num gesto único na história brasileira, a Cutrale vai devolver as terras públicas que grilou para plantar laranja. Segundo uma pessoa que ocupa cargo decisivo, 'mais importante que 7 mil pés de laranja derrubados, são as cem mil famílias de brasileiros que estão na beira das estradas'. O único condicionante da empresa é que as terras sejam destinadas à reforma agrária, dando preferência às famílias que ocuparam o lugar dias atrás.
Para maior surpresa, admitiu que é inconcebível que, 'num país de 8,5 milhões de Km2, haja tantas pessoas sem um lugar para trabalhar e até mesmo para morar'.
Com esse gesto, continuou, 'contribuiremos para fazer uma justiça histórica nesse país, já que desde a chegada dos portugueses, a terra tornou-se um pesadelo para nossos índios, negros e pequenos camponeses. Queremos, de uma vez por todas, superar essa injustiça histórica, criar a paz no campo e que essa paz se estenda também por nossas cidades'.
Para concluir, afirmou que 'espero que todas as pessoas e empresas que grilaram terras públicas, como aquelas do Pontal do Paranapanema, ou na Amazônia, ou em qualquer outro canto do Brasil, repliquem o nosso gesto, devolvendo ao país o que é do país. Afinal, todos os brasileiros têm direito a um lugar digno para viver, sem precisar de favores governamentais. Além do mais, uma vez feita a justiça no campo, não vamos mais precisar de ocupações de terras'.
O gesto da Cutrale, sem dúvida, é histórico e pegou de surpresa todos aqueles que querem criar uma CPI para investigar o MST. Afinal, ao reconhecer que o primeiro crime cometido foi a grilagem das terras, não há mais porque buscar culpados onde eles não existem." (fonte: Rodrigo Castelo, por e-mail)