quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

EM MARÇO BH SERÁ OCUPADA PELA POESIA



PROGRAMAÇÃO BEAGÁ PSIU POÉTICO

A poesia ocupando a cidade

De 14 a 18 de março acontece o 2º Beagá Psiu Poético sai de Montes Claros, sua cidade de origem, para ocupar vários espaços em Belo Horizonte, como Câmara de Vereadores, Metrô, Rodoviária, Centro Cultural da UFMG, praças & escolas dentre outros. 
O Psiu Poético é promovido pelo Grupo de Literatura & Teatro Transa Poética, em parceria com a Prefeitura Municipal de Montes Claros Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), com o apoio de poetas de todo o país, imprensa e classe cultural. A curadoria é do poeta João Aroldo Pereira.

Toda a programação é gratuita, como tradicionalmente é em Montes Claros, há 32 anos consecutivos.




  • 14 MARÇO 2019 quinta
09h - Poesia Circular
Escola Estadual Profª. Nair de Oliveira Santana
Rua Carlos Schettino, 735, Bairro Nova Gameleira
11:30h - Sarau Poético Musical
Câmara dos Vereadores BH – Av. Dos Andradas, 3100, Santa Efigênia
15:00h – Intervenção Poética no Metrô
Estação do Metrô, Praça Rui Barbosa, Centro
20:00h – Abertura Oficial
Centro Cultural da UFMG -  Av. Santos Dumont, 174 – Centro
Lançamento de Livros
Desarmadilha – Sidnéia Simões
Nós da Poesia – Volume VI – Brenda Marques e Ênio Silva
AMFOPOEMA – Coletivo de Poetas
Juras Secretas - Artur Gomes
Performances
Os Arautos da Poesia – 01 década fazendo arte - Coordenação: Águida Alves
Elcio Lucas e Brenda Marques
Banda Cidadão Alienígena


  • 15 MARÇO 2019 sexta
09h - Poesia Circular – Escola Municipal Caio Líbano Soares
Rua Carangola, 288, Santo Antônio
15:00h - Intervenção Poética - Terminal Rodoviário, Praça Rio Branco, Centro
20:00h - Lançamento de Livros
Elefantes de A a z – Maria Inez Ribeiro
Escalafobética – Noélia Ribeiro
Trovaecia – Márcio Moraes
Mulheres Emergentes: 30 anos – Tânia Diniz
Centro Cultural da UFMG -  Av. Santos Dumont, 174 – Centro
Performances
Nélio Torres
Tânia Fraga
Jorge Antônio
Maria das Graças Souza Linhares
Deomídio Macedo
Geraldo França
Artur Gomes


  • 16 MARÇO 2019 sábado
09h - Poesia Circular
Sarau Poético no Mercado Central de BH - Av. Augusto de Lima, 744 – Centro
17h30 - Ocupação Literária no Muro dos Poetas
Lançamento do livro Muro dos Poetas & Poesias com recital coletivo –
Curador: Antônio Galvão
Rua Conselheiro Rocha, 2627, Santa Tereza
19:00h - Programação de Filmes
O outro lado da história – Lucas Ferrero e Sarah Thomé
Centro Cultural da UFMG -  Av. Santos Dumont, 174 – Centro
19h30 - Lançamento de Livros
Kalimera - Karla Celene Campos
As Quatro Estações do Amor – Heloísa Mamede
Despoesia e Outros Textos Pós Poéticos – Rômulo Ferreira
Palimpsestos, Outras Vozes e Águas – Luiz Otávio Oliani
Trovaecia – Márcio Moraes
Os dias partidos – Poesia ao vivo – Antônio Wagner
Centro Cultural da UFMG - Av. Santos Dumont, 174 – Centro
Performances
Uma pequena transa poética – Renilson Durães & Aroldo Pereira
Morais Martins
Alex Bocão
Hugo Lima
Beatriz Oliveira
Míria Gomes
Iuri Souza Santos
Paulo de Barros
Luiz Walter Furtado


  • 17 MARÇO 2019 domingo 
09h - Bicicletada do Psiu Poético
Circuito: Da Praça da Liberdade a Praça Afonso Arinos, concluindo com um Recital
No Parque Municipal - Av. Afonso Pena, 1377 – Centro
17:00h - Sarau no Edifício Arcangelo Maletta - R. da Bahia, 1148 – Centro
19:00h – Projeção de Filmes
À mercê da Sorte – Ronaldo Goc
Lançamentos de Livros
Perdas e Ganhos – Bruno Black
Estar onde não estou – Olívia Gutierrez
Ano Bissexto – Neilton dos Reis
Textos Urbanos - Toni Vargas
Lalá, A Lagartinha Mágica – Fábio Gonçalves
Performances
Poetramas: João Diniz e Convidados
Noélia Ribeiro e Luiz Felipe Vitelli
Jimi Vieira
Rock Rolando - Márcio Caldeira
A fome professor(a) – Marli Fróes
Alexandre Robson de Oliveira
Cláudia Cardoso
Centro Cultural da UFMG - Av. Santos Dumont, 174 – Centro


  • 18 MARÇO 2019 segunda
10h – Performances e Sarau Coletivo para Políticos
Teatro Gustavo Capanema – Assembléia Legislativa – R. Rodrigues Caldas, 30 - Santo Agostinho

14:00h Intervenção Poética na Rodoviária - Praça Rio Branco, Centro
19:00h - Projeção de Filmes
Road movie à moda norte mineira – Alexandre Naval  
Lançamento de Livros
Atlas do Saraus de RMBH – Camila Félix
Todos os Centros do Mundo – Ana Paula Rodrigues
Dois Quartos – Tida Carvalho e Hugo Lima
Performances
Confraria dos Poetas – Márcia Araújo – Hilton Rosa – Irineu Baroni
Magna Oliveira e Poetas da UFMG
Tocando a Vida – MiriaM Lorentz
PopRock Rural – Teddy Marques
Poesia Rock – Francesco Napoli
Denizar Mota & Young Life Botumirim
RECITAL CUBANO: um encontro entre Leo Brouwer e Nicolás Guillén – Christian Coelho e Rafael Rafles
Os Barranqueiros
Centro Cultural da UFMG -  Av. Santos Dumont, 174 - Centro. 


Entre os dias 14 e 18/3 teremos exposições de Poemas e Fotografias de Nilde Alves e Manoel Freitas, no Pátio do Centro Cultural da UFMG.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

LAMA VALE?


Oito funcionários da Vale são presos em investigação sobre rompimento da barragem de Brumadinho

Dois executivos, dois gerentes e quatro técnicos são investigados por suspeita de autoria ou participação em centenas de homicídios, por crimes ambientais e de falsidade ideológica


Imagem de um capacete da Vale tirada 20 dias após a tragédia na mina Córrego do Feijão. 
(Foto: Magno AFP)



Oito funcionários da mineradora Vale envolvidos no trabalho de monitoramento da estabilidade da barragem I, que rompeu em Brumadinho e deixou pelo menos 166 mortos e 155 desaparecidos, foram detidos provisoriamente na manhã desta sexta-feira em uma operação policial realizada em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Também foram realizadas buscas e apreensões de documentos nas casas de quatro funcionários da empresa alemã Tuv Sud, que produziu os últimos laudos de estabilidade da barragem.
As prisões provisórias visam apurar a participação e a responsabilidade dos oito funcionários no rompimento das barragens da Mina do Feijão. Os oito funcionários da mineradora deverão ficar presos por até 30 dias e poderão responder por homicídio, crime ambiental e falsidade ideológica, se as autoridades confirmarem as suspeitas dos investigadores. Entre as pessoas detidas nesta sexta-feira, está o gerente Alexandre de Paula Campanha.
Para continuar lendo a matéria de Beatriz Jucá para o El País, clique aqui.



domingo, 10 de fevereiro de 2019

O DRAMA VENEZUELANO



EUA e Rússia apoiam ações diferentes da ONU para a Venezuela


Michelle Nichols


Os Estados Unidos pressionam o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a reivindicar eleições livres, justas e críveis para a presidência da Venezuela, com supervisores internacionais, disseram diplomatas, numa medida que motivou a Rússia a propor outra resolução. 
Moscou e Washington estão em desacordo sobre uma campanha liderada pelos EUA para o reconhecimento internacional do líder de oposição na Venezuela e chefe da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, em detrimento do presidente Nicolás Maduro. Guaidó, no mês passado, se declarou chefe de Estado interino. 
Diplomatas dos 15 membros do Conselho de Segurança reuniram-se na tarde da sexta-feira para discutir a resolução escrita pelos EUA, vista pela Reuters, que expressaria “total apoio à Assembleia Nacional como a única instituição democraticamente eleita”. 
Rússia, China, Guiné Equatorial e África do Sul, também no mês passado, impediram que o Conselho de Segurança emitisse um comunicado com a mesma linguagem. Mas os mesmos quatro países, liderados pela Rússia, não conseguiram impedir o conselho de discutir publicamente a Venezuela, a pedido dos Estados Unidos, em 26 de janeiro. 
Durante discussões sobre a resolução escrita pelos EUA, na sexta-feira, a Rússia - que tem acusado Washington de apoiar uma tentativa de golpe na Venezuela - propôs um texto alternativo, disseram diplomatas.
O rascunho da Rússia expressaria “preocupação com as tentativas de intervir em assuntos que são, essencialmente, de jurisdição doméstica”. Expressaria, também, “preocupação com a ameaça do uso de força contra a integridade territorial e independência política” da Venezuela. 
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a intervenção militar na Venezuela seria “uma opção”. 
Não está claro quando, ou mesmo se, qualquer uma dessas resoluções serão colocadas a voto no Conselho de Segurança. Uma resolução do Conselho precisa de nove votos e nenhum veto de Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia ou China para ser aprovada. 
Quase 50 países já reconheceram Guaidó, disse uma alta autoridade dos Estados Unidos, na quinta-feira, e pedem eleições presidenciais livres e justas. Maduro ganhou a reeleição, em maio do ano passado, com baixo comparecimento às urnas e alegações de compra de votos pelo governo.
A resolução dos Estados Unidos expressa “profunda preocupação” de que a eleição presidencial não foi livre nem justa. 
A resolução russa “apoia todas as iniciativas que buscam uma solução política entre venezuelanos… incluindo o Mecanismo de Montevidéu, por meio de um processo de diálogo nacional genuíno e inclusivo”.
(Fonte: Reuters Brasil)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

SALVE-SE QUEM PUDER


Bolsonaro pretende apresentar reforma da Previdência o mais rápido possível, diz porta-voz

Eduardo Simões

O presidente Jair Bolsonaro compreende a importância do momento para a reforma da Previdência e pretende apresentar uma proposta ao Congresso Nacional o mais rápido possível, disse nesta terça-feira o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros.
Em briefing no hospital Albert Einstein, onde Bolsonaro se recupera de cirurgia para retirada de uma bolsa de colostomia, Rêgo Barros também disse que as possibilidades de reforma serão apresentadas ao presidente e caberá a ele decidir o curso de ação e o momento de apresentação da proposta ao Legislativo.
A reforma da Previdência, uma das principais prioridades do governo, foi um dos temas tratados na reunião de ministros realizada nesta terça em Brasília, acrescentou o porta-voz.
“Os assuntos tratados hoje foram reforma administrativa, ações em apoio à tragédia de Brumadinho e análises sob propostas da Previdência”, disse o porta-voz durante o briefing.
“O presidente, em breve, decidirá sobre a linha de ação a ser apresentada ao Congresso”, acrescentou Rêgo Barros referindo-se à reforma da Previdência.
O porta-voz afirmou que Bolsonaro está analisando as possibilidades a serem incluídas na proposta de reforma da Previdência a ser enviada ao Congresso “em sinergia com os ministros envolvidos no tema” para só então encaminhar um texto com as propostas de mudanças previdenciárias ao Legislativo.
“O processo decisório de um tema tão relevante exige naturalmente muita análise e —repito— ponderação. A decisão então será discutida no âmbito daquela Casa, que é a casa dos legisladores, e nós acreditamos que, de forma consensual e democrática, o Congresso vai aprovar a proposta do nosso presidente”, disse o porta-voz.
“Ele (Bolsonaro) compreende também a importância do timing com relação a essa apresentação e está trabalhando para que isso possa ser feito no prazo menor possível.”
Mais cedo, após a reunião de ministros, o vice-presidente Hamilton Mourão reconheceu existir uma divergência entre Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, no tema da idade mínima. Enquanto o ministro é a favor da mesma idade para homens e mulheres, o presidente entende ser mais adequado uma idade mínima menor para mulheres. Mourão lembrou que a decisão final cabe a Bolsonaro.
Também nesta terça, após reunir-se com Guedes, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a necessidade de uma reforma e disse que, caso o texto a ser enviado seja aprovado na Câmara em maio, a matéria poderá passar pelo Senado até junho ou julho.
(Fonte: Reuters - SP)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

NÃO VIVEMOS TRAGÉDIAS E SIM CRIMES AMBIENTAIS: SAMARCO, VALE


O Brasil sob a lama

É intolerável a complacência dos poderes públicos 
com as desleixadas práticas de segurança das empresas



Familiar de vítima da tragédia é consolada por voluntária durante missa em homenagem às vítimas, no dia 31 de janeiro Foto: Andre Penner (AP)


O Brasil vive nos últimos dias um pesadelo dentro de outro pesadelo. Por um lado, o país ainda chora os 110 mortos e mais de 200 desaparecidos deixados pela avalanche de lama da sexta-feira passada em Brumadinho (MG), causada pelo rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Vale. Por outro, uma pergunta indignada emergiu no seio da sociedade brasileira: até quando a negligência de empresas e poderes públicos continuará custando vidas?
A tragédia tem um precedente muito próximo, também no Estado de Minas Gerais. Em 5 de novembro de 2015, o rompimento de duas paredes de contenção na represa da Samarco, uma companhia da qual a Vale é sócia em partes iguais com a anglo-australiana BHP Billiton, matou 19 pessoas e deixou um irreparável rastro de destruição ambiental.
É assombroso constatar que, mais de três anos depois, o Brasil continua debatendo sobre os mesmos problemas que ocasionaram a primeira tragédia. Mais ainda, que durante todo este tempo nada tenha sido feito para melhorar a segurança de tais instalações. É terrível também ver como uma parte da sociedade, à qual o Governo de Jair Bolsonaro deu asas, continua demonizando a fiscalização ambiental e militando em uma dicotomia cega e antiquada entre preservação e desenvolvimento econômico.
O próprio Executivo brasileiro deveria refletir sobre qual rumo tomar depois da tragédia de Brumadinho. O mesmo deveria fazer a Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, transformada há uma semana em exemplo de empresa negligente capaz de pôr em risco a vida de centenas de pessoas. Entre a tragédia de 2015 e a da semana passada, a empresa brasileira tem feito visto grossa às queixas de suas vítimas e pouco fez para melhorar suas práticas de segurança. Para isso contou sempre com a complacência das autoridades.
Depois do acidente de Brumadinho, a empresa que um dia foi o símbolo da pujança global do Brasil vive um inferno nos mercados. Mas parece, de novo, que as mortes não foram suficientes para ensinar a lição: os investidores continuam sendo prioridade absoluta para a Vale e, embora tenha anunciado que entregará 100.000 reais a cada uma das famílias que tenham perdido um parente, demorou a dar a cara perante as vítimas, que, pela segunda vez, acreditaram nas promessas de segurança da empresa e agora estão instaladas em uma dolorosa espera por um luto digno. “Se para você meu marido era um simples empregado, substituível, para mim não é. É o pai da minha filha, o filho da minha sogra”, clamava a esposa de um desaparecido. Sua dor e raiva são as mesmas que sentem o resto de familiares.
O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, anunciou um plano para acabar de uma vez por todas com represas como as que ocasionaram as tragédias da semana passada e a de 2015, antiquadas e desenhadas da forma mais barata e perigosa. Bem-vinda seja a medida. Nenhuma proposta, entretanto, será suficiente sem uma fiscalização efetiva do Estado.
O Brasil do lodaçal de Brumadinho é o mesmo das cinzas do Museu Nacional do Rio de Janeiro, que queimou no ano passado; o mesmo que trata os indígenas com displicência; um país que atravessa uma profunda crise moral e que deixa patente, tragédia após tragédia, que fazer as coisas como sempre se fez não trará a mudança da qual sua população necessita. A de Minas Gerais deve ser a última lição do mais básico: que a vida das pessoas está acima de qualquer economia ou lucro econômico.
(Fonte: El País, 1º de fevereiro de 2019)

E TOME FILMES


Cinema de graça em Mateus Leme


O Cineclube da Casa de Cássia vai apresentar neste sábado, 02.02, às 17h, o filme "Cronicamente Inviável" (Brasil, 2000, 1h41, 16 anos), de Sérgio Bianchi, com Dan Stulbach, Cecil Thiré e Dira Paes. O filme aborda os malabarismos que são obrigados a fazer seis personagens de várias classes sociais para sobreviver física e moralmente em meio ao caos de uma grande cidade. Já no domingo, 03, às 17h, o cineclube exibe o documentário "Crumb" (Crumb) (EUA, 1994, 2h, 14 anos), de Terry Zwigoff, com o célebre quadrinista norte-americano Robert Crumb, precursor do movimento underground, e sua família. Também aos domingos, às 10h, a Casa de Cássia está apresentando o CineCriança, com programação de filmes longos e curtos para o público infantil.
O Cineclube da Casa de Cássia funciona na Associação Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida que fica na rua Meyer, 105, bairro Vila Suzana, em Mateus Leme, M.G. Mais informações pelo telefone (31)99247-6574.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

QUE CHEIRO É ESSE?


O cineclube da Casa de Cássia vai apresentar neste sábado, 26.01, às 17h, o filme "O Cheiro do Ralo" (Brasil, 2006, 1h52, 16 anos), de
Heitor Dhalia, com Selton Mello, Alice Braga e Leonardo Medeiros.Baseado num romance de Lourenço Mutarelli, o filme foi escrito para o
cinema por Marçal Aquino. Um exercício de humor negro, o filme fixa-sena personalidade de um comerciante que tem prazer em explorar as
pessoas em momento de aflição financeira. Domingo, 27, às 17h, o cineclube exibe o filmusical "Pele de Asno"
(Peau d'Âne) (França, 1970, 1h40, 10 anos), de Jacques Demy, com Catherine Deneuve, Jean Marais e Delphine Seyrig. Baseado no conto de
Charles Perrault, o filme se desenvolve a partir da decisão de um rei que, ao enviuvar, resolve se casar com a própria filha.
Também aos domingos, às 10h, a Casa de Cássia está apresentando o CineCriança, com programação de filmes longos e curtos para o público
infantil.
O Cineclube Casa de Cássia, fica na rua Meyer, 105. Vila Suzana, em  Mateus Leme, M.G. , Telefone (31)99247-6574.

CORTINA DE FUMAÇA


Mourão e governo defendem decreto criticado 
por piorar transparência de dados


O presidente em exercício, Hamilton Mourão, defendeu junto com áreas técnicas do governo um decreto, publicado nesta quinta-feira (24), que ampliou o escopo de pessoas no governo autorizadas a impor sigilo a dados públicos e que foi criticado como um retrocesso na transparência de informações.
Para ler na íntegra a matéria de Maria Carolina Marcello e Ricardo Brito para Reuters, clique aqui.

domingo, 20 de janeiro de 2019

"ALELUIA, GRETCHEN!" NO CINEMA FALADO


"Só mudou o penteado, a cabeça continua a mesma"


As relações com os brasileiros de uma família de imigrantes alemães que chega ao Brasil em 1937 são encenadas, no filme "Aleluia, Gretchen!", pelo cineasta Sylvio Back, para refletir, ficcionalmente,
sobre a permanência do pensamento autoritário entre nós. E ele o faz por meio de uma chave alegórica, então necessária para pensar o presente do Brasil dos anos 70 do século passado.
"Aleluia, Gretchen!", filme de 1976 de Sylvio Back, com Sérgio Hingst, Selma Egrei, Lilian Lemmertz, Carlos Vereza, Miriam Pires e Kate Hansen, é o programa do Cinema Falado da próxima terça-feira, 22 de janeiro, às 19h30, na Sala Geraldo Veloso do MIS Cine Santa Tereza (praça Duque de Caxias, bairro Santa Tereza). O filme será apresentado pelo crítico Ataídes Braga.
Cinema Falado é um projeto do Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC-MG) e do Instituto Humberto Mauro, com o apoio do Museu da Imagem e do Som (MIS), da Prodemge, do jornal O TEMPO, da rádio SUPER FM e da Contorno Áudio & Vídeo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

ARMAS PRA QUE TE QUERO


Decreto de Bolsonaro facilita posse de arma; entenda como funciona a lei e o que muda agora

Foto: Gui Christ/BBC News Brasil 

A quantidade de armas vendidas no comércio legal entre 2004 e 2017 já supera o número de unidades entregues voluntariamente por meio da campanha do desarmamento, criada em 2004.

O presidente Jair Bolsonaro expediu um decreto que facilita a posse de armas, uma de suas principais promessas de campanha. O decreto altera o Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2003, que limita o acesso a armamentos no Brasil.
As mudanças passam a valer quando o texto for publicado no Diário Oficial, o que deve ocorrer entre hoje e quarta (16). Bolsonaro disse ainda que deve haver mais flexibilização da legislação sobre armas por meio de medida provisória e por alterações na lei, sendo que estas que precisam passar pelo Congresso.
A principal mudança do decreto é a definição mais flexível de quem tem "efetiva necessidade" de ter uma arma - a Polícia Federal perdeu o poder de barrar um registro de armamentos. Outra modificação importante é o aumento do prazo de validade da autorização de posse de cinco para dez anos.
Para ler na íntegra a matéria de Luiza Franco para a BBC News Brasil, clique aqui.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

MORRE CHICÃO, LÍDER CAMPONÊS MINEIRO DOS ANOS 1960


Chicão, herói do povo

Foto: Eugênio Magno

Faleceu na última terça-feira, dia 8 de janeiro, aos 87 anos de idade, em Anápolis - GO, o líder camponês dos anos 1960, Francisco Raymundo da Paixão. Chicão, como ficou conhecido, estava internado e respirando a base de aparelhos há mais de uma semana e não resistiu a um aneurisma cerebral. Seu corpo foi enterrado no cemitério de Abadiânia de Goiás. 
Homem do povo, Chicão, foi um sapateiro e seleiro que, cumprindo tarefa do PCB, começou a organizar os camponeses do Vale do Rio Doce, expulsos de suas terras pelos latifúndios formados pelos criadores de gado. Em curto tempo, ele arregimentou os sem-terra da região e transformou-se em interlocutor privilegiado do governo de João Goulart, tendo em vista realizar uma modesta experiência de reforma agrária que, sem afetar a estrutura do latifúndio, entregasse aos camponeses as terras às margens das rodovias, ferrovias e açudes federais (conforme o decreto assinado por Jango no comício da Central do Brasil de 13 de março de 1964). Mas a luta em que se empenhou foi abortada pelo golpe militar e ele não quis seguir uma carreira política, como seria natural. Virou funcionário público de governos progressistas, mas se incompatibilizou com eles por motivos ideológicos e foi defenestrado. 
Nos últimos anos Chicão, não estava bem de saúde – resquícios das torturas a que foi submetido nos porões da ditadura militar – e, sem função, vivia no ostracismo, cumprindo, sem entusiasmo ou grandes expectativas, seus deveres cívicos de cidadão. O velho líder camponês tinha como companheira a Goiana Nelly, ao lado de quem faleceu. Seu filho, do primeiro casamento, Luiz Carlos, também estava presente em seus últimos instantes de vida. Há mais de dez anos ele residia no Estado de Goiás, nas cidades de Abadiânia e Anápolis, onde tive a alegria de visitá-lo algumas vezes.

Da esquerda para a direita: Eugênio Magno, Chicão e Victor de Almeida
Foto: Diogo R. Martins

Chicão é um personagem importante da recente história política do Brasil e é homenageado em vários projetos culturais, dentre eles: Por um pedaço de Terra (Monsieur Paixão), um filme que pretende colocar em pauta o grau de influência do movimento camponês do Vale do Rio Doce e especialmente de Chicão no desfecho do golpe de 1964. E, acima de tudo, mostrar a situação em que viveu nos últimos anos aquele que seria o futuro herói da classe operária, o ex-líder camponês, Francisco Raymundo da Paixão. Trata-se de um documentário pelo qual tenho a honra de ser roteirista e diretor e co-produtor, em parceria com Victor de Almeida. 
O documentário, embora já tenha algumas horas gravadas com Chicão relatando sua trajetória: lutas, perseguições, prisões, torturas, exílio, e a sua volta à legalidade com a anistia, está com a sua produção paralisada por falta de verba. O que conseguimos produzir até então foi com recursos próprios, e nos vemos agora sem condições de dar prosseguimento a um projeto como este que é da maior importância como resgate da história do nosso país. Já tentamos conseguir verbas para a sua continuidade através de editais do Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultural de MG, Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte do Doc-TV, sem nenhum sucesso. 

Cena de gravação do documentário Por um pedaço de Terra (Monsieur Paixão)
Foto: Eugênio Magno

Agora, com a morte de Chicão, eu e o meu parceiro nesse projeto, Victor de Almeida, sentimo-nos na obrigação moral de dar continuidade à produção do filme. Para isto, necessitamos da contribuição daqueles que se sensibilizem pela causa e estejam dispostos a nos ajudar a encontrar apoio financeiro para dar cabo ao projeto. Interessados em colaborar com a retomada dessa produção poderão fazer contato comigo pelo E-mail: eugeniomagnomg@gmail.com. Na oportunidade, de forma antecipada, agradeço aos que se solidarizam conosco nessa empreitada.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

PODER POLÍTICO, NEOPENTECOSTAIS E A PELEJA DA CURIOSIDADE COM O SABER


Internet x Escola Sem Partido 

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

Na era da internet não pode haver maior estupidez que pretender controlar o pensamento humano. A Igreja Católica queimou livros na Idade Média – Fogueira das Vaidades -, Hitler no Terceiro Reich, Ruy Barbosa para apagar a memória da escravidão no Brasil. Essas atitudes apenas aguçaram a vontade de muitos para conhecerem o que se queria esconder. A curiosidade e o saber são distintivos de seres inteligentes. 
O relator do Projeto Escola Sem Partido é um deputado ligado a um grupo pentecostal católico, mas apoiado totalmente por grupos evangélicos neopentecostais. Portanto, a pretensão de controle do pensamento continua pertencendo a grupos religiosos obscuros que não entraram no século XXI. 
Pelo celular nossas crianças podem ler todos os livros que quiserem, acessar todos os sites pornográficos, pedófilos, todos os pensadores, os contra-pensadores, os youtubers, os blogs, os artistas, movimentos sociais, numa variedade quase infinita. Podem ainda ver e ouvir seus pastores e padres. Os experts na Rede podem ainda acessar a “Deep Web”, através de navegadores próprios, incluindo redes de prostituição, pedofilia, crimes por encomenda, tráfico humano, terrorismo, contrato de pistoleiros, assim por diante. 
Portanto, a única forma de educar um filho ou filha nos dias de hoje é ajuda-los a atender o mundo, suas possibilidades e seus riscos. Não é possível voltar ao útero seguro da mãe depois que nascemos. Os próprios pais precisam ter a consciência que seus filhos têm mais acesso às informações com um celular nas mãos e trancados em seus quartos que nas escolas ou na maior das bibliotecas. E depois, saber que a liberdade é dom ontológico a cada pessoa e os caminhos da liberdade serão percorridos por cada um ao longo de sua vida. 
Sem querer provocar os reacionários, mas Paulo Freire mais uma vez tinha razão: a única educação possível é para a liberdade. 
(Fonte: Boletim Informativo do Centro Nacional de Fé e Política "Dom Helder Câmara" - CEFEP . Dez/2018)

ALMOÇO COM CINEMA


Programação de Janeiro do Projeto Curta Degustação


Todas as terças-feiras, antes ou depois do almoço, o Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC-MG) apresenta, na sala de multimídia da antiga Imprensa Oficial, meia-hora de filmes de curta-metragem para a recreação e reflexão dos espectadores. Os filmes são antigos e modernos, brasileiros e estrangeiros, de ficção, documentários, de animação e experimentais. As sessões, abertas ao público, acontecem na avenida Augusto de Lima, 270, no centro,
pontualmente às 13 horas.

Neste mês, a programação será a seguinte:
8/1/2019
A Menina do Algodão
Daniel Bandeira e Kleber Mendonça Filho. Pernambuco, 2002, ficção, cor, 8 min. Lenda da garotinha morta que aterrorizou crianças nas escolas do Recife nos anos 70.

A Invenção da Infância
Liliana Sulzbach. Rio Grande do Sul, 2000, documentário, cor, 26 min. Ser criança não significa ter infância. Uma reflexão sobre o que é ser criança no mundo contemporâneo.

15/1/2019
The Lunch Date
Adam Davidson. EUA, 1989, ficção, p&b, 12 min. Depois de perder o trem, uma senhora branca pede uma salada num café da estação. Ela deixa sua mesa para pegar um garfo e quando volta
encontra um homem negro comendo sua salada.


BMW Vermelho
Reinaldo Pinheiro. São Paulo, 2000, ficção, cor, 19 min. Uma família humilde recebe um verdadeiro presente de grego: um carro de luxo, que não pode ser vendido por dois anos. Para piorar a
situação, ninguém sabe dirigir.

22/1/2019
Maré Capoeira
Paola Barreto Leblanc. Rio de Janeiro, 2005, ficção, cor, 14 min. Maré é o apelido de João, um menino de dez anos que sonha ser mestre de capoeira como seu pai, dando continuidade a uma tradição familiar que atravessa várias gerações. Um filme de amor e guerra.


Logorama
François Alaux/ Herve de Crecy/ Ludovic Houplain. França, 2009, animação, cor, 15 min. Perseguição espetacular de carros, um sequestro tenso, animais selvagens soltos na cidade. Um filme hollywoodiano, não, um curta feito inteiramente de logomarcas famosas.

29/1/2018


Vincent
Tim Burton. EUA, 1982, animação, p&b, 6 min. Vincent Malloy, de 7 anos, é leitor de Edgar Allan Poe e sonha ser como Vincent Price, o grande ator de filmes de terror.

Novela Vaga
Dado Amaral. Rio de Janeiro, 2007, ficção, cor, 8 min. Comédia cínica sobre a arte de se fazer filmes de arte. 

Onde Quer Que Você Esteja
Bel Bechara/ Sandro Serpa. São Paulo, 2003, ficção, cor, 15 min. No programa de rádio "Onde Quer Que Você Esteja", Lúcia e Waldir quase reencontram aquilo que realmente haviam perdido.
A classificação indicativa é 14 anos.

O programa tem parceria do Instituto Humberto e o apoio da Prodemge, da Contorno Áudio & Vídeo, do jornal O TEMPO e da rádio Super FM.
A equipe é formada por Victor de Almeida (coordenação), Nicolly Rejayra (curadoria e produção), Warlison Oliveira (autoração DVDs), Lourenço Veloso e Túlio Finelli (vinheta), e Quézia Gonçalves (arte do boletim).
Contatos: (31)3237-3497 / (31)99247-6574 / (31)99751-5243

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

A POSSE PRESIDENCIAL


Bolsonaro leva a extrema direita ao Planalto

Dragões da Independência na rampa do Planalto. CARL DE SOUZA (AFP)

Brasil vive uma mudança pendular radical na presidência com a chegada de Jair Messias Bolsonaro, um militar da reserva, que toma posse no primeiro dia do novo ano. Após 13 anos de governo de centro-esquerda, seguido de dois anos de transição com o presidente Michel Temer depois do impeachment de Dilma Rousseff, o Brasil testa pela primeira vez em sua história democrática um Governo de extrema direita, demonstrando que o pêndulo se moveu com mais força desta vez.
Até então, éramos um país acostumado a viver polos mais amenos na política desde que a democracia foi restaurada em 1985, depois de 21 anos de ditadura militar. Foi assim com a social-democracia de Fernando Henrique Cardoso, que governou entre 1995 e 2002, e a era trabalhista de Lula e Dilma Rousseff (2003 a 2016). Agora, Bolsonaro põe o Brasil na frente do espelho e da guinada direitista que marca a política internacional em alguns países.
Os ecos da recessão econômica que durou até 2017, e as denúncias de corrupção contra o Partido dos Trabalhadores, que governou por 13 anos, abriram espaço para a ascensão do presidente com traços autoritários que elogia os tempos da ditadura militar, ironiza conquistas sociais e se alinha com os líderes dos Estados Unidos, Israel, Itália e Hungria. Bolsonaro foi eleito democraticamente no segundo turno com o voto de quase 58 milhões de brasileiros, em 28 de outubro, derrotando Fernando Haddad, do PT. Nem sua ameaça de cortar direitos trabalhistas, reduzir as defesas ao meio ambiente, limitar investimentos em cultura e colocar o país sob um conservadorismo religioso o detiveram.
O novo presidente do Brasil é a grande novidade que surgiu como um antissistema "contra tudo o que está aí", mesmo tendo se alimentado da mesma política nacional por 28 anos como parlamentar, depois de deixar o Exército. Ele deixou o “baixo clero” do Congresso, rótulo de políticos com atuação marginal, diretamente para a presidência do país de 209 milhões de habitantes e um PIB de 6,56 trilhões de reais. Navegou nos mares revoltos pelas investigações da Lava Jato e a economia deprimida dos anos Dilma com um discurso antiesquerda, reavivando a Guerra Fria do século 20. "Longe de mim querer ser o salvador da pátria, mas o Brasil não podia continuar flertando com o comunismo, o socialismo, o populismo e o desgaste dos valores familiares”, disse ele alguns dias depois de ser confirmado presidente nas urnas.
Reforçou a sua posição ao anunciar que estava retirando o convite feito pela diplomacia do presidente Michel Temer aos líderes da Venezuela, Cuba e Nicarágua para comparecerem a sua posse neste dia 1º. Seus ministros e os parlamentares de seu partido, incluindo três filhos que atuam na política, endossam a narrativa de ataque aos “vermelhos”, a cor do PT no Brasil, que associam à corrupção e ao debacle na economia.
O Brasil não teme mais os militares como nos tempos da ditadura que durou 21 anos, e Bolsonaro chega ao poder cercado por eles, como prometeu durante a campanha. Seu vice, Hamilton Mourão, é um general de reserva. Sete de seus 22 ministros que assumem oficialmente o cargo em 2 de janeiro também são militares ou tiveram formação no Exército. Outros governos democráticos também tiveram militares como ministros, mas com Bolsonaro estão em maior proporção e alguns reforçam outros ministérios. Um deles, o general da reserva Carlos Alberto Santos Cruz, vai ocupar o cargo de ministro da Secretária de Governo, e dividir com outro ministro, Onyx Lorenzoni, um civil, o poder de articulação com o Congresso, o que representa um maior controle das negociações com os parlamentares. "Qual deputado vai atrever-se a retardar as negociações com o Governo na presença de um ministro militar?", diverte-se um observador político.
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terça-feira, 25 de dezembro de 2018

OS QUADROS DO NOVO GOVERNO


Ministros de Bolsonaro: quem são os nomes que irão compor o gabinete do novo presidente


No dia da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, 1º de janeiro, começam a trabalhar também os novos ministros e altos funcionários que farão parte de sua equipe de governo. Atualmente, o desenho da Esplanada divulgado pela equipe de transição conta com 22 ministérios.
Entre eles, há três generais da reserva do Exército e um almirante. Outros três ministros, Luiz Henrique Mandetta, Marcos Pontes e Wagner de Campos Rosário, passaram pelas Forças Armadas durante sua formação ou ocupando postos menores.
A esplanada de Bolsonaro também terá duas mulheres: Damares Alves, à frente do novo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, e Tereza Cristina, comandando o Ministério da Agricultura.
Para saber mais sobre cada um deles, clique aqui.
(Fonte: BBC News Brasil)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

EM VEZ DE MAIS, MENOS MÉDICOS


Enfrentar a cheia sem médico, 
um drama no Amazonas sem os cubanos

Postos de saúde fluviais que atendem populações ribeirinhas na Amazônia
  (aGÊNCIA BRASIL)

Com só um quarto das vagas do Mais Médicos ocupadas por brasileiros, municípios do Estado temem pico de doenças comuns no período. Profissionais condicionaram ida a benefícios como TV a cabo.

Isolada no extremo oeste do Amazonas, a cidade de Japurá leva um mês sem nenhum médico trabalhando nos quatro postos de saúde mantidos pela prefeitura. A rede de atenção básica do município, onde só é possível chegar de barco ou avião, dependia integralmente dos profissionais cubanos do programa Mais Médicos, que deixaram o país após o Governo de Cuba discordar das condições do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para a continuidade do programa. Há semanas a prefeitura espera repor essas vagas, mas não conseguiu atrair o interesse dos médicos brasileiros, os únicos aptos a participar da primeira fase do edital lançado pelo Governo federal no dia 20 de novembro. Como o prazo de apresentação dos médicos formados no Brasil terminou na última terça-feira, a esperança agora é que a cidade consiga atrair os profissionais graduados no exterior. Em todo o país, 31% das 8.517 vagas deixadas pelos cubanos não foram substituídas por brasileiros, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde, mesmo com todos os esforços da pasta em prorrogar os prazos de apresentação e contatar os milhares de profissionais inscritos para incentivá-los a efetivar a ocupação das vagas.
Para continuar lendo a matéria de Beatriz Jucá para o El País, clique aqui.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

CINEMA PARA TODOS


Filmes para todos os gostos



O cineclube da Casa de Cássia vai apresentar neste sábado, 15.12, às 17h, o filme "O  Caso dos Irmãos Naves" (Brasil, 1967, 1h32), de Luís Sérgio Person, com Juca de Oliveira, Raul Cortez e Anselmo Duarte. Durante a ditadura Vargas, na cidade mineira de Araguari, dois irmãos são acusados, torturados e condenados por um crime que não cometeram. Domingo, 16.12, às 17h, o cineclube exibe, em comemoração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o filme "A Grande Ilusão" (La Grande Illusion) (França, 1937, 1h54), de Jean Renoir, com Jean Gabin, Pierre Fresnay e Erich von Stroheim. Soldados franceses tentam escapar de um campo de prisioneiros alemão na Primeira Guerra Mundial.
O cineclube Casa de Cássia funciona na Associação Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, na rua Meyer, 105. Vila Suzana, em Mateus Leme, M.G. Mais informações pelo telefone (31)99247-6574.


Já o Centro de Estudos Cinematográficos,na esteira da memória dos 50 Anos do AI-5 está com a seguinte programação:






segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

ESQUERDA, DIREITA, VOLVER!


México e Brasil 2018: a vitória da alegria 
e a tristeza dos ressentidos

Luciano Mendes de Faria Filho
Professor da Faculdade de Educação (FaE/UFMG) e
Coordenador do Projeto Pensar a Educação, pensar o Brasil


  Jair Messias Bolsonaro                    Andrés Manuel López Obrador

Tenho comentado com amig@s e colegas o quanto o México e o Brasil se parecem, tanto em suas qualidades quanto em seus defeitos. Em ambos os países a violência grassa, as desigualdades são imensas*, a presença do narcotráfico é ostensiva em várias regiões do país, a corrupção é enorme, a religiosidade é profunda, a alegria é contagiante, as belezas são imensas, as diversidades estão presentes em todas as partes, etc, etc, etc.
No entanto, hoje, 1o. de dezembro de 2018, Brasil e México, são países muitos diferentes. No México, no dia de hoje, dia da posse do Presidente Andrés Manuel Lopes Obrador, as ruas da capital do país estavam coloridas de rostos felizes e em festa. É grande a expectativa de que seja o início de um novo tempo para o país. E para melhor!
Não se trata apenas da vitória e, hoje, da posse de um governo de “esquerda” depois de décadas de domínio do PRI ou, eventualmente, muito eventualmente, do PAM. Trata-se um enorme voto de confiança no novo Presidente para enfrentar os grandes problemas do país. Algo que é compartilhado por boa parte da população, das crianças e jovens aos/às idos@s. Ao meu lado, na praça central da cidade do México, um homem gritava que, diferentemente dos putos presidentes anteriores, ele reconhecia a Lopes Obrador como seu “chefe”.
Na festa cívica na praça pública enquanto a multidão esperava a presença do Presidente, houve apresentação cultural de todos os estados da República. Neste momento a festa era dirigida por vári@s “apresentador@s”, uma das quais sempre falava “todos, todas e todxs”.
Quando o Presidente chegou à praça, quem tomou o comando da festa foram @s lideranças dos povos originários. Foi uma linda cerimônia em que 68 povos originários e representantes afromexicanos entregaram o Bastão de Mando a Lopes Obrador, uma cerimônia que não ocorrida há muito tempo. Foi uma grande reverência à ancestralidade e às suas crenças e modos de vida.
Num certo momento, muito emocionada, uma liderança, de joelho, tentava fazer um discurso, ao mesmo tempo em que tentava entregar um presente para o Presidente. Vendo a emoção da pessoa, Lopes Obrador se ajoelhou na frente dela e recebeu o que ela queria lhe entregar.
Esse gesto do Presidente Mexicano é parte do imenso contraste que existe hoje entre nossos países. No caso brasileiro, o Presidente eleito e sua “família” batem continência para os “americanos” e espezinham os povos originários. E isto é apenas uma das inúmeras mostras de como, no Brasil, a vitória dos ressentidos e do ressentimento joga o Brasil numa tristeza profunda e num cada vez mais profundo abismo.
Os ressentidos ganharam roubando, mentindo, enganando e querendo, é claro, se vingar. Por isso também não há alegria, nunca houve, na campanha e na vitória de Bolsonaro. E nisso também e, talvez, sobretudo, há um profundo contraste com a vitória “morenista” no México”.
Certamente Lopes Obrador terá grandes dificuldades de cumprir o que prometeu na campanha, e que foi reafirmado nos discursos de hoje. Os seus adversários, os adversários da democracia e de um país menos violento e menos desigual são muitos. Os problemas estruturais, imensos. No entanto, na dia de hoje, e oxalá isso se repita nos dias, meses e anos vindouros, boa parte da população mexicana acompanhou com muita alegra e positiva expectativa a posso de seu novo presidente. Duvido muito que isso venha ocorrer, no Brasil, no dia 01 de janeiro!

* Também no México, como no Brasil, as desigualdades têm cor: uma coisa que notei, na praça, é que havia uma nítida diferença entre a cor da pele das poucas pessoas que estavam sentadas no espaço reservados aos/às convidad@s – branc@s, quase tod@s – e a imensa maioria que estava de pé.
(Fonte: Boletim Pensar a Educação, Pensar o Brasil)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

"CENÁRIOS ECONÔMICOS: BRASIL 2019 - 2020"




O Conselho de Presidentes promoveu, no último dia 4 de dezembro, o evento "Cenários Econômicos: Brasil 2019 - 2020".
Compareceram ao auditório da Localiza, empresários e diretores de importantes empresas mineiras, para ouvir a economista da Icatu Seguros e professora da PUC-SP, Victoria Werneck. A palestrante, convidada de Júlio Miranda e Paulo de Vasconcellos Filho traçou um panorama dos últimos 12 anos da economia brasileira, destacando aspectos da política econômica dos Governos Lula (2º mandato), Dilma e Temer e fez projeções para o Governo que se inicia em 2019, com o capitão reformado, Jair Bolsonaro. Segundo a economista, a confiança do empresariado no novo governo é grande. 
Embora a fala de Victoria Werneck e de grande parte do empresariado ser de grande expectativa positiva em torno do futuro governo, os próprios números apresentados por ela, nem sempre coincidiam com a sua fala entusiasta. Um exemplo disso é a projeção extremamente tímida de crescimento do PIB, de apenas 2,5%  para os anos de 2019, 2020, 2021 e 2022.
Outros dados que me chamaram a atenção foram os da Previdência. A palestrante apresentou números que apontam um déficit de R$90 mil/ano para cada militar e R$70 mil para cada funcionário público dos três poderes (executivo, legislativo e judiciário). Já na iniciativa privada, o déficit da Previdência para cada trabalhador é de apenas R$7 mil por ano. 
As contas públicas do país devem fechar 2018 com um rombo bem próximo de R$150 bilhões e o Bolsa Família, programa que atende cerca de 15 milhões de famílias, tão criticado por alguns setores, não consome nem R$2,5 bilhões das despesas da União.
Senti falta, na fala da economista, de uma discussão das questões sociais, uma vez que, em se tratando de um país de grandes desigualdades e de IDH tão baixo como o Brasil, falar de economia sem preocupação com a agenda social, não faz o menor sentido.
Ainda no que diz respeito à Economia, um aspecto preocupante do Governo Bolsonaro que vem sendo tão celebrado pelo setor empresarial, é a falta de sinalização por parte de sua equipe e do próprio presidente eleito, da participação/interlocução de economistas com trabalhadores. Afinal, a campanha eleitoral já acabou e um presidente deve governar para todos. 
E mais, desenvolvimento econômico só se faz com a parceria empresa/trabalhadores e, nessa onda de euforia bolsonarista, não tenho visto nem ouvido por parte de empresários e do futuro governo, nenhuma intenção de promover um diálogo franco e producente entre os empresários e a classe trabalhadora, além da incômoda falta de representantes do mundo do trabalhado na equipe do novo governo.



sábado, 1 de dezembro de 2018

ANCINE DESVINCULADA DE AGENDA IDEOLÓGICA


Uma nova agenda para o audiovisual

(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A indústria do cinema e do audiovisual no Brasil movimenta mais de 25 bilhões de reais por ano e emprega hoje cerca de 100.000 profissionais. Sua cadeia econômica é complexa e atravessa um processo de acelerada transformação, com o surgimento de novos modelos de negócios e oportunidades inéditas de geração de valor, criadas pela tecnologia digital. O próprio comportamento dos espectadores está mudando, à medida que se multiplicam os canais de distribuição e consumo de conteúdos audiovisuais.
O papel do Estado nesse processo também precisa ser constantemente aprimorado, principalmente como indutor do desenvolvimento. Como principal responsável pela execução das políticas públicas para o setor e como gestora do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), a Ancine (Agência Nacional do Cinema) enfrenta o desafio de criar as condições para o crescimento real e sustentado do mercado, com ênfase na tecnologia, na criação de propriedade intelectual e na atração de investimentos privados — sem prejuízo daqueles mecanismos de fomento direto e indireto de eficácia comprovada no uso responsável e estratégico de recursos públicos.
Para continuar lendo o texto de Christian de Castro para o El País, clique aqui.