sábado, 5 de novembro de 2016

CONCURSO DE POESIA



13o CONCURSO ROGÉRIO SALGADO DE POESIA
                        41 ANOS DE CARREIRA POÉTICA
                                      ÚLTIMA CHAMADA
 
Promoção: Virgilene Araújo – Promotora Cultural                                 
 
Poderão participar poetas de todos os estados do país, inscrevendo até três poemas, que deverão estar digitados ou datilografados, de no máximo 30 linhas, incluindo espaços de uma linha para outra, e enviados em 03 vias cada umOs poemas não poderão ter identificação de sua autoria, sendo que no rodapé da página deverá constar apenas o pseudônimo do autor. Anexar à parte, envelope lacrado contendo em seu interior o nome, endereço e e-mail para contato (se tiver). Por fora do envelope, constar o(s) título(s) do(s) poema(s) e pseudônimo do autor. No ato da inscrição será cobrada uma taxa de R$ 10,00 (dez reais) para despesas de manutenção do concurso, enviada em forma de cheque nominal a Virgilene Ferreira de Araújo. Caso ache mais prático enviar o valor em espécie e caso solicite, poderá ser enviado recibo para o poeta inscrito, desde que nos seja remetido junto, um selo de 1º porte para envio do recibo.
As inscrições deverão ser enviadas para a Caixa Postal 836 – Belo Horizonte/MG – Cep: 30.161-970, até o dia 30 de novembro de 2016, fazendo valer a data da postagem.
Serão selecionados por um júri composto de dois poetas, convidados pela organização do concurso, além do poeta homenageado, três primeiros lugares.
Premiação: Primeiro lugar, participação em 2017, da coletânea “Cena Poética 3” sem nenhum ônus, recebendo dos organizadores, 30 exemplares do livro e para o segundo e terceiro lugares, um pacote literário composto de livros e Cds, como incentivo a uma maior incidência de leitura. Caso os jurados achem necessário, serão conferidas menções honrosas. Os três primeiros lugares e menções honrosas receberão certificados.
As inscrições poderão ser feitas também por e-mail: Deposite no Bradesco – ag; 81 – CC: 91915-2 ou na Caixa Econômica Federal – ag: 89 – conta poupança 119307-1 – op: 13, a taxa de inscrição. Envie para belopoetico@yahoo.com.br anexo 2 arquivos, sendo o primeiro com os 3 poemas e pseudônimo e o segundo arquivo com dados pessoais. Na mensagem informe dia, horário e Banco que fez o depósito.
 
            Maiores informações pelo telefone: (31) 98421.6827.
 
            Obs: as inscrições enviadas que não obedecerem o regulamento, serão automaticamente desclassificadas.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

REAÇÕES AOS NOVOS GOLPES DOS GOLPISTAS


Nota do Conselho Nacional do Laicato do Brasil sobre a ameaça aos direitos dos Brasileiros

AOS HOMENS E MULHERES DE BOA VONTADE
“É preciso não perder de vista, (...), que a ação política e econômica só é eficaz quando é concebida como uma atividade prudencial, guiada por um conceito perene de justiça e que tem sempre presente que, antes e para além de planos e programas, existem mulheres e homens concretos, iguais aos governantes, que vivem, lutam e sofrem e que muitas vezes se vêem obrigados a viverem miseravelmente, privados de qualquer direito”. (Papa Francisco, discurso da ONU)

A Assembleia Geral Ordinária do Conselho Nacional do Laicato do Brasil - CNLB ocorrida em Aracaju neste ano aprovou um texto no qual desenvolvia a tese de que vivemos momentos vergonhosos de um Golpe Constitucional, no qual, um governo eleito legitimamente foi derrubado pela união de membros do Ministério Público, da Polícia Federal, do Poder Judiciário mancomunados com uma maioria do Poder Legislativo, do setor empresarial em especial a FIESP e a grande mídia. O absurdo comportamento dos parlamentares na votação do dia 17 de abril nos envergonhou diante do mundo e no dia 31 de agosto, os senadores concluíram o “julgamento” numa encenação burlesca do “teatro da lei” consumando a entrega definitiva do cargo ao Vice-Presidente que, desde a aceitação da denúncia pela mesma casa legislativa, já ocupava a cadeira.
Hoje, observando a geopolítica mundial, sabemos que a mudança de comando do Governo Federal foi arquitetada de modo a entregar nossas riquezas, principalmente nosso Pré-sal e nossa Petrobrás ao capital internacional, além de reduzir e até acabar com as políticas públicas na área da saúde, da educação e da previdência (PEC 241/16). Em última instância, o que se busca é o fim do SUS pela sua substituição por planos de saúde e a substituição radical da Educação Pública pelo ensino privado.
A flexibilização dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, colocando o negociado acima do legislado é, na prática, acabar com a Consolidação da Leis Trabalhistas - CLT. O que se busca com o projeto dito de “regulamentação da terceirização” é permitir o não cumprimento dos direitos como férias, FGTS, licença-maternidade, 13º salário e previdência social (PL 4193/2012 – Câmara). Liberar a terceirização de trabalhadores e trabalhadoras para qualquer setor da sociedade é concordar com a redução de salários e direitos, diminuir a segurança do trabalho e ampliar a sua jornada.
Quanto à aposentadoria, a proposta em análise eleva a idade mínima para aposentadoria dos atuais 55 anos (mulheres) e 60 anos (homens) para 70 anos de idade.
O salário mínimo vigente deixará de ser o piso para o valor mínimo do salário do aposentado. Além disso, reduzem-se e até acabarão com as aposentadorias diferenciadas como, por exemplo, a dos professores e trabalhadores rurais.
O mais grave, entretanto, é que com tais medidas busca-se aumentar o superávit primário, a fim de que os imensos pagamentos ao capital financeiro, aos investidores da banca e aos banqueiros não sofra qualquer redução. É o improdutivo capital financeiro controlando o Estado e determinando as leis que querem ver aprovadas.
Por outro lado, o grupo parlamentar já fez aprovar leis que colocam em risco a saúde dos brasileiros, como a lei dos transgênicos, além de militarizar a área rural, criminalizando sem-terra e povos indígenas.
Um dos princípios da Doutrina Social da Igreja é o valor fundamental da pessoa humana, que, nesses projetos, está sendo vilipendiado. Além disso, todo o agir dos novos donos do poder deixa para trás o que denominamos de Bem Comum, motivo do Estado da política, e busca o bem daquelas empresas que os fizeram parlamentares, através do financiamento empresarial das campanhas, que prometem trazer de volta.
Ainda no cenário de manipulações e maldades, apresentam o problema do déficit fiscal do nosso país como legado de um governo e não como consequência da submissão de todos os nossos governos ao sistema da dívida, em sua fase de financeirização do capital, e da crise iniciada em 2008 nos EUA.
E como se não bastasse tanta maldade, omitem a possibilidade de outras saídas para equilíbrio do déficit fiscal, tais como reforma tributária com taxação de lucros e dividendos, de grandes fortunas e heranças, tributação progressiva, combate à sonegação fiscal e à corrupção, redução dos custos com os poderes legislativo, executivo e judiciário, auditoria da dívida pública e desenvolvimento sustentável.   
Por tudo isso, dizemos NÃO a todas essas propostas que denunciamos, bem como NÃO à PEC 241/16 e a todos os demais projetos que reduzem os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, levando-os à condição de semiescravos do capital. E conclamamos a todos os homens e mulheres deste país a cerrarem fileiras contra os desmandos que estão sendo perpetrados.
Brasília, 25 de outubro de 2016.
Marilza José Lopes Schuina
Presidente do CNLB
(Fonte: Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara - CEFEP)

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A JUDICIARIZAÇÃO NO BRASIL ATINGE A TUDO E A TODOS


É duro de admitir, dado o conjunto da obra, 
mas Renan Calheiros está certo

Kiko Nogueira

(Foto: BFFs)

É duro admitir, dada a folha corrida do cidadão e o papel desprezível no golpe, mas Renan Calheiros está certo.
Em sua refrega com Carmen Lúcia, a ministra perdeu uma excelente oportunidade de discutir de maneira elevada a questão da batida no Senado e preferiu um corporativismo com poesia (“Onde um juiz for destratado, eu também sou” etc).
Ele, que havia chamado Vallisney de Souza Oliveira, o homem que autorizou a prisão dos agentes da Casa, de “juizeco de 1ª instância”, não se acoelhou.
“Enquanto esse juiz ou qualquer juiz continuar a usurpar a competência do Supremo Tribunal Federal contra o Legislativo, eu sinceramente não posso chamá-lo no aumentativo”, apontou.
Para Renan, “faltou reprimenda” de Carmen a Oliveira. Faltou, mesmo. Por que ela não adota esse mesmo tom quando o colega Gilmar Mendes acusa juízes de fazer chantagem, por exemplo?
Renan avisou que vai recomendar a Rodrigo Maia a votação da PEC que acaba com a aposentadoria compulsória com recebimento dos vencimentos para magistrados e membros do Ministério Público acusados de delitos graves.
Anunciou que entrará com uma reclamação contra Vallisney. “Lá, no Conselho Nacional de Justiça, ele terá uma oportunidade para dizer as razões pelas quais, através de um mandado de prisão, suprimiu prerrogativas do Congresso Nacional”, afirmou.
Para o ex-ministro Eugênio Aragão, num excelente artigo, Calheiros “expressou nada mais que seu protesto institucional contra aquilo que entendeu ser um abuso de magistrado incompetente para tanto, pois o alvo da diligência da polícia judiciária eram agentes da polícia legislativa que tinham procedido a varreduras eletromagnéticas em locais de trabalho e residência de senadores que seriam alvos de investigação criminal”.
O impeachment nos atirou no Paraguai. A maior piada nacional é o mantra “as instituições estão funcionando”. Funcionando para quem? O Judiciário não pode virar um monstro maior do que já é.
(Fonte: site do DCM)

sábado, 22 de outubro de 2016

E VAMOS DE CULTURA


Assisti ao ensaio aberto da peça e já gostei muito, imagine agora, na terceira semana de temporada, a beleza que deve estar este espetáculo de Pedro Paulo Cava...
Prestigie


EDUCAÇÃO É O MANTRA


Formação Docente na UFMG: história e memória


Luciano Mendes de Faria Filho
João Valdir Alves de Souza
Nelma Marçal Lacerda Fonseca

Esta publicação é resultado do projeto integrado de pesquisa “Formação de Professores para a Educação Básica na Universidade Federal Minas Gerais: história, memória e modelos atuais”, financiando pela FAPEMIG e pelo CNPq. O objetivo central foi investigar o processo pelo qual a UFMG se constituiu como instituição formadora de professores para a educação bá­sica, bem como os modelos de formação debatidos, elaborados e operacionalizados pela instituição ao longo de sua história.
O vetor para a elaboração do projeto foi a inquietação acadêmica sobre as graves questões existentes no campo da educação básica brasileira, tomando como variável importante de investigação e intervenção aquela que toca diretamente à uni­versidade em sua relação com a escola básica: a formação inicial de professores. Há na atualidade o consenso de que tanto essa formação quanto o nível básico de ensino no Brasil estão muito aquém do desejado pelas famílias, do merecido pelos alunos e do necessário à consolidação do processo de desenvolvimento sustentável nos dias que correm, de modo a forjar o país que se quer democrático e responsável pela edu­cação de cidadãos preparados para atuarem no mundo moderno globalizado. Nesse sentido, o projeto que está na origem deste livro buscou compreender também os elementos que devem estar presentes na (re) organização dos cursos de licenciatura, responsáveis pela formação de professores na atualidade, condizentes com a necessi­dade de elevação da qualidade da escola pública no Brasil.
O projeto foi integrado por subprojetos delimitados em temas e marcos temporais significativos na trajetória da formação de professores na UFMG de modo a favorecer uma análise longitudinal dada a abrangência do tema. Proce­deu-se a uma ampla investigação desde os primórdios da Universidade de Minas Gerais (UMG/1927), com ênfase na criação da Faculdade de Filosofia de Minas Gerais, em Belo Horizonte (1939), sua incorporação à UMG (1948), até a fe­deralização desta em 1949. Outro marco temporal importante foi referente ao Curso de Pedagogia da Faculdade de Filosofia de Minas Gerais, seus currículos e programas, as sucessivas legislações que lhe ditaram novas estruturas. A Refor­ma Universitária de 1968, os movimentos sociais e políticos que a antecederam, sua implantação na UFMG no período da ditadura civil-militar, a extinção da Faculdade de Filosofia, a criação da Faculdade de Educação (FaE/UFMG) e sua nova estrutura foram amplamente pesquisados. O Curso de Pedagogia na FaE, a questão das licenciaturas e suas configurações modeladas pelas Leis de Diretri­zes e Bases da Educação Nacional (LDB) foram alvo de profundas análises dos processos históricos de formação docente.
O desenvolvimento do projeto teve como sede o Centro de Memória e Docu­mentação (CEDOC) da FaE/UFMG, que fez parte de um intenso movimento para transformá-lo no Centro de Pesquisa, Memória e Documentação em seu sentido pleno. Foram constituídas duas equipes formadas por historiadores da educação, professores da FaE e de outras Escolas da UFMG, graduandos e bolsistas em duas frentes de ação. Uma equipe se responsabilizou pela pesquisa a partir do extenso levantamento bibliográfico, busca em arquivos da UFMG e de outras instituições, seleção de documentos e realização de sessões de conversas gravadas em áudio com professores aposentados da UFMG, atuantes em períodos diversos da história da universidade. Outra equipe cuidou do acervo do CEDOC, sua reorganização com base nos preceitos da arquivologia, seu novo arranjo, tratamento e armaze­namento. Essa equipe realizou um magnífico trabalho, não apenas higienizando e reorganizando todos os fundos pessoais e coleções que constituem o acervo, mas também realizando várias exposições temáticas e seminários de discussão da espe­cificidade dos acervos acadêmico-científicos. Parte desse trabalho foi publicado no livro Universidade, memória e patrimônio, organizado pelos professores da UFMG, Andrea Moreno e Adalson Nascimento (Editora Mazza, 2015).
Importante registrar que a pesquisa significou uma tarefa de fôlego para a equipe por ser uma história institucional de grande monta, envolvendo volume enor­me de documentos, registros de fatos e eventos com informações muitas vezes con­troversas, o que promoveu entre nós uma instigante busca pelo entendimento do que veio sendo agregado durante esses 4 anos de trabalho. Nesse período, consolidamos a ideia da grande relevância histórica, acadêmica e político-pedagógica da UFMG que, em setembro de 2017, completará 90 anos, uma instituição não só testemunha da passagem de quase um século, mas protagonista nas profundas mudanças sociais e políticas ocorridas em Minas Gerais e no Brasil.

* Esse texto foi publicado como Introdução ao livro.
(Fonte: Pensar a Educação em Pauta)

terça-feira, 18 de outubro de 2016

SOBRE O TEMPO E AS ESTAÇÕES



Outono
 Eugênio Magno

No tempo da colheita,
o arbusto se desnuda
para trocar de roupas.

As folhas que caem,
alimentam o chão.
E a terra dá a luz.

Para se engravidar,
novamente.

De mudas e brotos,
que farão os frutos e as flores
de uma outra estação.

(Do Livro Minas em Mim, 2005, pág. 34)

terça-feira, 11 de outubro de 2016

A IGREJA SE MOVIMENTA CONTRA MEDIDAS NEOLIBERAIS DO DESGOVERNO TEMER


Dom Angélico faz duras críticas ao capitalismo e a retirada de direitos dos trabalhadores brasileiros


Dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito da Diocese de Blumenau, fez um sermão, no dia 7 de setembro, em defesa dos trabalhadores e repleto de críticas ao sistema capitalista, que classificou como “explorador e sem vergonha, responsável pela miséria de milhões no mundo”. Durante missa no Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, ele chamou a atenção para a desigualdade de renda no país e o quadro que se delineia de ataque aos direitos trabalhistas e previdenciários no país.
“Jesus quer que a gente tenha vida, vida de gente, em plenitude. (...) isso significa casa, comida, trabalho e salário digno. É uma vergonha que os executivos ganhem 30, 40 mil por mês e, além disso tenham mordomias, e o salário mínimo nem chegue a 900 por mês. Dá para dormir diante da injustiça? ”, questionou.
Sem citar nomes, ele disse ainda que os que agora ocupam cargos de poder sinalizam mudanças prejudiciais aos trabalhadores. “[querem] até que leis trabalhistas, conquistadas com suor e sangue através dos anos, sejam deixadas de lado para favorecer aqueles que detêm o poder econômico. E tem mais: cuidado com aquilo que vão fazer com a Previdência.
Que peguem os privilegiados, e não os que já sofrem no dia a dia! ”, defendeu, diante de centenas de fiéis.
Assista a homilia completa neste link.

(Fonte: Boletim Informativo do Centro Nacional de Fé e Política "Dom Helder Câmara" - CEFEP-DF)


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O DESMEDIMENTO DA HIPOCRISIA


Temer diz não se preocupar com popularidade 
enquanto faz campanha milionária para justificar fiasco

Kiko Nogueira



Perguntar a Michel Temer sobre o que ele acha de sua falta de popularidade é tão inútil quando questionar o papa sobre a existência da Santíssima Trindade.
Michel tem um texto padrão para seu fiasco. À Jovem Pan, ele disse que não leva em conta os resultados. O Ibope aponta aprovação de 14% do cidadão.
Para uma rádio de Salvador, garantiu que considera “natural” o baixo índice. “Você sabe que de vez em quando eu falo de brincadeira que se eu chegar no final do governo e tiver 2% de popularidade, mas o povo brasileiro estiver satisfeito, eu me dou por satisfeito”, afirmou.
Na semana passada, num evento da Exame, quando desfiou a tese da herança maldita, contou que “troca popularidade por crescimento econômico” e que não se importa com isso desde que o Brasil volte a crescer.
Temer e sua gente acham que ele está sendo humilde, sincero ou algo que o valha. Na verdade, está admitindo que não precisa ser aprovado pela maioria dos brasileiros porque não foi assim que chegou ao poder e não é assim que sairá de lá.
Um sujeito que assume montado num impeachment fraudulento, chancelado pelo Congresso e pelo STF, que nunca foi campeão de votos na vida deveria se preocupar? Vocês, otários, que se danem.
O cinismo fica mais explícito diante dos gastos em publicidade num momento em que o governo alardeia a necessidade de cortes e ajustes.
A campanha “Vamos tirar o Brasil do vermelho para voltar a crescer”, veiculada maciçamente na mídia amiga, elenca as causas e consequências da crise.
Como sugere o título, a responsabilidade é do “lulodilmismo”, como se o PMDB tivesse sido oposição nos últimos catorze anos. As desgraças vão de obras públicas inacabadas por falta de recursos a prejuízos de empresa estatais.
agência Lupa listou algumas das falácias do anúncio. O gasto do Ministério da Educação não é aquele (“subiu 285% acima da inflação entre 2004 e 2014”), a extinção de cargos de confiança está sob suspeita, entre outras.
Se o chefe do bando se declara tão blasé com a impopularidade e o fato de viver clandestino, por que uma campanha milionária para se justificar?
Quanto custou? Por quanto tempo ela será veiculada?
Não faz sentido cobrar de Temer considerações acerca de sua impopularidade porque ele carrega uma mentira de bolso. Melhor se preocupar com o dinheiro que você está pagando para que ele diga isso enquanto seu governo tenta salvar o golpe que ele deu.
(Fonte: Site DCM)

sábado, 1 de outubro de 2016

O POVO TEM O LÍDER QUE MERECE???


BH terá João Leite e Kalil 
no segundo turno, apontam pesquisas

Na véspera do dia das eleições municipais, pesquisas divulgadas neste sábado (1º) apontam para um segundo turno entre o tucano João Leite, que vem mantendo a liderança na corrida pela Prefeitura de Belo Horizonte desde agosto, e Alexandre Kalil (PHS). 
Na pesquisa Datafolha, o candidato do PSDB aparece com 39% dos votos válidos, seguido pelo ex-presidente do Atlético, que tem 23%. Na pesquisa de votos válidos, não são contabilizados os eleitores que dizem votar em branco, nulo ou os indecisos. Levando em conta esta parcela dos eleitores, João Leite ficaria com 31% e Kalil com 19%. Já na Ibope, Leite apareceu com 41% dos votos válidos e Kalil com 29%. 
No caso da Datafolha, o candidato do PSDB aparecia com 32% das intenções de voto na pesquisa anterior, enquanto o ex-presidente do Atlético vinha com 18%. Os dois se mantiveram na liderança desde a primeira pesquisa, feita em agosto, com uma boa distância dos outros nove candidatos. Mais atacado entre os candidatos, Kalil aparece como o mais rejeitado (37%), seguido de João Leite (26%). 
Essa é a matéria de capa do Jornal O Tempo. Você pode conferir clicando aqui
Agora, leitor, venhamos e convenhamos, eleição não é futebol e, no caso, não se trata de João Leite contra Kalil. O eleitor não é obrigado a votar somente em um deles. Até porque, temos muitas opções. E, mesmo em termos futebolísticos, os dois candidatos são ligados a um único time, o Atlético Mineiro e, Belo Horizonte não tem só eleitores atleticanos. Vale destacar ainda que as eleições de amanhã não é para eleger o melhor goleiro do Atlético de todos os tempos, nem tampouco seu melhor presidente. Inclusive, porque, tenho dúvidas se algum dos dois ganharia um desses títulos.
Devemos ter cuidado com a indução que a divulgação dessas pesquisas representam, especialmente nas vésperas do sufrágio, e votar a partir de nossas convicções, independentemente do nosso candidato estar entre os favoritos apontados por tal ou qual pesquisa.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO...


Contra mudanças no Ensino Médio, estudantes realizam ato em São Paulo

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

VALE TUDO


Todos são iguais perante a lei?


No Estado Democrático de Direito, o artigo 5° da Constituição Brasileira garante:



“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.
 
A Constituição Brasileira também prevê o princípio da presunção de inocência no inciso LVII do mesmo artigo: "Ninguém será culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.
 
Garante, ainda, habeas corpus, no inciso LXVIII: "conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder".

Isto posto, como explicar a notória seletividade da Justiça brasileira em investigações contra partidos e personalidades que atuam no campo da esquerda e a isenção de partidos e personalidades que atuam no campo da direita?
 
Trata-se de um flagrante desrespeito à Carta Maior, no caso, a carta constitucional brasileira.
 
A estratégia, todos conhecemos. Surge uma denúncia em um dos veículos do oligopólio midiático. Se for contra membros da base de apoio do governo de “plantão”, os anteriores, ela se torna instrumento de investigação e permanece durante semanas, meses, anos nas manchetes desses jornalões massacrando qualquer princípio de presunção de inocência. 
 
O inverso é verdadeiro e se encaixa nas denúncias contra o governo de “plantão”, o atual, as notícias ganham as manchetes em um dia e somem no outro, sem qualquer investigação.

Existem denúncias também contra vários outros políticos de diversos partidos. Eles serão investigados e indiciados ou nem todos são iguais perante a lei. Continue lendo a matéria do site Carta Maior, clicando aqui.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

MEDO DE AMAR



Timidez

Eugênio Magno



                            seu medo de amar
                            inibe meu canto

                            aborta tantos versos
                            quantos quis falar

(Do Livro Minas em Mim, 2005, pág.: 33)

ESPETÁCULO MIDIÁTICO


Desde quando powerpoint é prova?

Fala do procurador: "Não temos provas, mas convicção".

A Operação Lava Jato a cada dia perde credibilidade diante do brasileiro médio e agora começa a se submergir de vez, depois do espetáculo malfadado de ontem daquele grotesco show de terceira categoria, em powerpoint, com cobertura especial daquela que se diz a maior TV da América Latina.
Seria cômica se não fosse trágica essa insistente tentativa de tirar Lula e o PT das disputas eleitorais de 2018.
Se a proposta é combater a corrupção, que se combata de forma justa, com a punição de todos os culpados - até a 5ª geração política. Agora o que não dá é fazer julgamentos seletivos e inverter a máxima da justiça condenando antecipadamente quem quer que seja, julgando-o culpado até que se prove a inocência. Isso é uma aberração judicial. E coisa pior está acontecendo: fazer trucidamento público de quem incomoda as elites, antes mesmo de julgar e de haver condenação. Antes mesmo de provas, indiciamento e condenação judicial, o "réu" escolhido é julgado, irresponsavelmente e de forma antecipada, pela opinião pública, após seu achincalhamento pela mídia plutocrática.

Muitos de nós, assim como o procurador, também temos nossas convicções, algumas delas estão nos jornais de hoje do mundo inteiro: 


ou aqui: 
http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/lava-jato-fez-espet%C3%A1culo-judicial-e-midi%C3%A1tico-diz-defesa-de-lula-1.1371380

Para ficar somente com dois veículos nacionais...

sábado, 10 de setembro de 2016

POLÍTICA E EDUCAÇÃO


Sobre a política: o que pode, afinal, a educação?

Marcus Aurélio Taborda de Oliveira
Professor da Faculdade de Educação (FaE/UFMG)

Apesar de propostas horrendas e claramente retrógradas, como a tal Escola sem Partido que, afinal, queiramos ou não, representa o pensamento de parte da população brasileira, as iniciativas de intervenção do governo golpista são avassaladoras. Seja quando tenta afetar a discussão da Base Nacional Comum Curricular ou interferir “via decreto” na constituição da Comissão Nacional da Verdade, o que se observa é uma sanha autoritária que não se esconde por detrás de nenhuma aura tecnocrática. É pura e simplesmente, intervencionismo! Isso faz pensar que, mais do que as “reformas” econômicas que afetarão a vida da grande maioria da população brasileira, inclusive a parte ensandecida da classe média – sim, porque o 1% mais rico dessa população venceu o jogo! – o atual governo espera afetar, via tacape e golpes legislativos, também os corações e as mentes dos brasileiros. Se assistimos nas últimas décadas alguns avanços – tímidos – em relação ao descalabro que é a desigualdade brasileira, em todas as suas formas, os atuais mandatários não deixam dúvidas que apostam nas trevas, na dissimulação, na disseminação da dúvida e do erro para atingir os seus objetivos. Trata-se de uma guerra sutil contra todas as formas de esclarecimento em nome do obscurantismo que só favorece a poucos.
Para continuar lendo o artigo do professor Marcus Taborda para o boletim Pensar a Educação, clique aqui.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

IMPOPULARIDADE DE TEMER É INCONTESTÁVEL


Protesto contra Temer reúne mais de cem mil na Paulista

Foto: Mídia Ninja

Mais de cem mil pessoas participaram do protesto contra o governo Temer (PMDB) neste domingo (4), na Avenida Paulista. A manifestação, organizada de forma unitária pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, criticava o processo de ruptura institucional no país e a agenda de retirada de direitos anunciada pelo peemedebista.
Cada uma das frentes articula diversos movimentos populares, entidades sindicais, organizações feministas, estudantis e de juventude. 
Os manifestantes começaram a se concentrar em frente ao Masp e, de lá, se dirigiram ao Largo da Batata, na zona Oeste da cidade de São Paulo.
O número de pessoas que compareceram ao ato foi divulgado pelos organizadores. A PM não divulgou estimativa.
Para ler na íntegra a matéria de Rafael Tatemoto para o site Brasil de Fato, clique aqui.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

CENA POÉTICA 2


A poesia resiste


A poesia e o poeta não se cansam. Rogério Salgado, sempre na luta, na batalha, pela poesia e pelos poetas, lança mais uma de suas já tradicionais coletâneas. Sucesso, meu caro!

PARA ONDE VAI O BRASIL ...


Anistia a Dilma racha a base, que vê 'dízimo' ao PT


A fim de minimizar os efeitos da cassação do mandato de Dilma Rousseff, aliados da ex-presidente se articularam para separar a votação do impeachment da decisão sobre seus direitos políticos. A pedido do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que comandou o julgamento de Dilma, acatou o pedido. Capitaneada por Renan, uma ala com 15 senadores do PMDB votou para manter o direito de Dilma a ocupar cargos públicos.

A anistia à petista criou um profundo racha na base do governo de Michel Temer no Congresso e desagradou parlamentares do PSDB, do DEM e de demais partidos que militaram fortemente pelo impeachment. Eles acusaram parte do PMDB de ter “traído todo o trabalho desenvolvido até aqui”.

A decisão também foi criticada por ser considerada um precedente para que a Câmara Federal proceda da mesma forma ao julgar seu ex-presidente, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para continuar lendo a matéria de capa do Jornal O Tempo de hoje, clique aqui.