terça-feira, 19 de maio de 2015

PRÁTICAS POLÍTICO-PEDAGÓGICAS


Seminário 
“Cinema, Cineclubismo e Educação em Direitos Humanos”
 
Na próxima quinta-feira, 21 de maio, acontece o 1º Seminário Cinema, Cineclubismo e Educação em Direitos Humanos, que tem por objetivo ampliar a discussão sobre a relação entre esses três temas. Voltado para a difusão de práticas político-pedagógicas que envolvem cinema e educação em direitos humanos, o seminário conta com uma programação de painéis expositivos, grupos de trabalho e uma sessão cinematográfica especial.
Durante o dia, convidados apresentam discussões conceituais a partir de experiências realizadas por ONGs, universidades e governos. Na parte da tarde, com o intuito de ampliar a interlocução do público participante com os expositores do seminário, serão organizados cinco grupos de trabalhos para o aprofundamento das questões apresentadas durante a manhã. Por fim, no início da noite haverá a estreia do filme Sabotage – o Maestro do Canão, seguida de um debate com Sabotinha, filho do rapper, e o Diretor Ivan Ferreira.
O seminário é uma ação do projeto Cineclube Sabotage, da Oficina de Imagens, que promove sessões de cinema comentadas em escolas públicas municipais de Belo Horizonte.
O evento ocorre a partir das 8h, no Plug Minas (Rua Santo Agostinho, 1441 – Horto). A exibição do filme Sabotage – o Maestro do Canão está marcada para 18h30. Para participar, é preciso inscrever-se aqui. As vagas são limitadas e as inscrições, gratuitas.

Difundindo o cineclubismo
Iniciado em 2009, o projeto Cineclube Sabotage acontece de forma permanente na Escola Municipal Professora Alcida Torres, no bairro Taquaril, onde já foram realizadas cerca de 400 sessões.
Além de propiciar aos alunos o acesso à produção cinematográfica brasileira do circuito não comercial, a iniciativa insere no ambiente escolar, por meio do cineclubismo, uma cultura de cinema articulada à promoção dos direitos humanos. As sessões comentadas visam suscitar reflexões, sensibilizar o público para a cultura e a linguagem cinematográfica, apresentar olhares plurais sobre essa expressão artística e educar. Assim, o cineclube é compreendido como uma estratégia político-pedagógica de promoção de direitos humanos.
Incorporando o cinema à dinâmica escolar, a Oficina de Imagens contribui para proporcionar interfaces entre a produção cinematográfica e as políticas de educação, além de fortalecer a rede cineclubista do estado de Minas Gerais.


sexta-feira, 15 de maio de 2015

TEMPO DE ESTIO



Do líquido e do sólido


Eugênio Magno


o suor do céu

inundou meu coração

secou feridas

e solidificou minhas lágrimas.


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

O SUCESSO DO PROGRAMA

Brasileiros preenchem todas as vagas de edital do Mais Médicos

Profissionais brasileiros com diploma no exterior preencheram todas as 387 vagas remanescentes do último edital do Programa Mais Médicos, descartando a necessidade de convocar estrangeiros. Com a expansão, o governo federal garantirá a permanência de 18.240 médicos nas unidades básicas de saúde do País.
O Programa, do Ministério da Saúde, foi criado em 2013 para levar médicos às periferias de grandes cidades e aos municípios do interior do país que não dispunham de atenção básica de saúde. Com o preenchimento das novas vagas, agora serão 63 milhões de brasileiros atendidos em 4.058 municípios, cobrindo 72,8% das cidades brasileiras e 34 Distritos Sanitários Indígenas.
O ministério informou também que das 4.139 vagas em 1.298 cidades e 12 Distritos Indígenas este ano, profissionais com CRM Brasil (fiscalizados por Conselho Regional de Medicina do País) preencheram 3.752 vagas. Foi a maior adesão de brasileiros desde o início do Mais Médicos. 
(Fonte: Planalto.gov)

sábado, 9 de maio de 2015

SERVIÇOS DE ATENDIMENTO ÀS VÍTIMAS DE AGRESSÕES


Casa da Mulher Brasileira oferece 
serviços especializados 24 horas por dia
Um dos compromissos do Governo Federal para as brasileiras é ampliar a promoção de políticas públicas de combate à violência contra a mulher. Entre as ações pioneiras, a Casa da Mulher Brasileira é um espaço público que oferece os principais serviços especializados e multidisciplinares de atendimento às vítimas de agressões.
O projeto integra o programa Mulher, Viver sem Violência, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), e prevê a implantação de 27 unidades distribuídas pelo país. A primeira unidade foi inaugurada em fevereiro deste ano em Campo Grande (MS).
(Fonte: Planalto.gov)

terça-feira, 5 de maio de 2015

TERCEIRIZAÇÃO TEM LIMITES


Impor limites para as terceirizações é o que está em jogo. Entrevista especial com Clemente Ganz Lúcio

“Os direitos que foram consignados na negociação para os trabalhadores terceirizados podem virar pó se a legislação disser que pode se terceirizar qualquer coisa”, avalia o sociólogo, Clemente Ganz Lúcio que é sociólogo, diretor técnico do DIEESE e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – CDES..
Cercado de embates e discussões a respeito dos pontos que devem regulamentar o regime de terceirizações no país, o Projeto de Lei 4330 segue para o Senado depois de ter sido aprovado em votação realizada dia 22-04-2015 na Câmara dos Deputados.
Em trâmite há dez anos, o projeto volta para a pauta do governo cheio de pontos dissonantes, de acordo com as visões do governo, de empresários e trabalhadores. Um dos pontos mais nevrálgicos é a limitação da quantidade e dos tipos de serviços que podem ser terceirizados. “O resultado desse processo decorre de uma pressão do setor empresarial para a votação e, ao mesmo tempo, de uma resistência colocada pelos movimentos sociais, especialmente pelo movimento sindical, para que não houvesse essa votação, ou para que a votação não referendasse essa posição de total liberdade para a terceirização de qualquer tipo de atividade”, afirma Clemente Ganz Lúcio em entrevista por telefone à IHU On-line.
A partir de sua experiência no acompanhamento de pesquisas como diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESEClemente Ganz Lúcio analisa os entraves e avanços que a possível aprovação do PL 4330 pode trazer para o contexto do mundo do trabalho e, de uma maneira geral, para a conjuntura social e econômica do Brasil. O sociólogo avalia que as mobilizações do movimento sindical, dos trabalhadores e dos movimentos sociais estão gerando um efeito positivo nas pressões para o governo incorporar pontos importantes no projeto que protejam a classe trabalhista. Uma reivindicação fundamental para que traga benefícios ao contexto socioeconômico do país. “Se nós queremos uma lei que crie um ambiente favorável, ela precisa ser alterada. Do jeito que está posta, no meu entendimento, ela acirrará os conflitos, que já não são pequenos nesse campo, e provavelmente continuará gerando insegurança para as empresas e precarização para os trabalhadores”, frisa.
Para ler, na íntegra, a entrevista realizada pelo IHU, com o sociólogo, clique aqui.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

MINHA VOZ, MINHA VIDA


Hoje, 1º de maio, Dia do Trabalhador, 
completa 35 anos que eu falei pela primeira vez, 
em um microfone de rádio, como profissional da voz

Rádio Educadora AM, Montes Claros, MG,  Ago./1980.

Programa Sinopse - Rádio Geraes FM, Belo Horizonte, MG, Jun./1995.

Primeiro foi o Teatro, depois a Rádio Educadora AM de Montes Claros, em seguida Rádio Alvorada FM de BH e, na sequência, Rádio Capela Nova FM de Betim, Rádio Cultura AM de BH, Rádio Cidade FM de BH, TV Bandeirantes, Rádio Extra FM, Rádio 97 FM, Rádio 98 FM, Rádio Alvorada FM novamente, Rádio Geraes FM e, atualmente, TV Globo Minas, Rádio UFMG Educativa e Vozes de Minas (locução de propaganda). No meio disso tudo: teatro, poesia, artigos científicos e de opinião, livros, coletâneas, cinema, publicidade, relações públicas, cerimoniais, bacharelado, especializações, docência universitária, mestrado e doutoramento (em andamento), assessorias, palestras, consultorias, filhos, família(s), muitas amizades e vida que segue... 
Para mais um pouco de história clique nos links do: Vozes de Minas, LinkedIn e no Quase Tudo Etc. Obrigado a todos que direta ou indiretamente, ajudaram a escrever minha história.

Na oportunidade, mando um abraço fraterno a todo(a)s trabalhadore(a)s desse nosso Brasil.

PROGRAMAÇÃO DA CASA DE CULTURA DE MATEUS LEME


Confira o que o que o Cineclube Casa de Cássia 
oferece ao público no mês de maio

A programação do Cineclube Casa de Cássia, de Mateus Leme, para o mês de maio é a seguinte: 
Dia 2, sábado, 19 horas: “Meus Oito Anos” (1956) e “Braza Dormida” (1928), de Humberto Mauro, com Nita Ney, Luiz Soroa e Máximo Serrano. Com base na poesia homônima de Casimiro de Abreu, o curta evoca o mundo das fazendas, dos engenhos e das cachoeiras do interior do Brasil. No longa, um jovem é mandado estudar no Rio, mas gasta o dinheiro do pai na esbórnia. Sem dinheiro, consegue emprego numa usina de açúcar no interior fluminense, onde se apaixona pela filha do proprietário.   
Dia 9, sábado, 19 horas:  “Venha, Doce Morte” (1967), de Sérgio Bernardes, e “A Casa de Alice” (2007), de Chico Teixeira, com Carla Ribas, Berta Zemel e Vinicius Zinn. No curta, a câmara adentra a Casa São Luiz, tradicional asilo para idosos do Rio. O longa adentra a casa de uma manicure quarentona, que mora com a mãe, os três filhos e o marido taxista e infiel. 
Dia 16, sábado, 19 horas: “A Miss e o Dinossauro” (2005), de Helena Ignez, e “Grande Sertão: Veredas” (1965), de Geraldo e Renato Santos Pereira, com Maurício do Valle, Sonia Clara e Jofre Soares. O curta registra a festa de despedida da produtora Belair, em 1970, antes de Rogério Sganzerla, Helena Ignez e Júlio Bressane partirem para o exílio. O longa é a primeira adaptação da obra-prima de Guimarães Rosa, que depois gerou uma mini-série televisiva e inúmeros curtas sobre passagens e paisagens do sertão.
Dia 23, sábado, 19 horas: “Blá, Blá, Blá” (1968), de Andrea Tonacci, com Paulo Gracindo, Nélson Xavier e Irma Alvarez, e “Fabricando Tom Zé” (2006), de Décio Matos Júnior, com Caetano, Gil e David Byrne. No curta, um ditador faz um longo pronunciamento pela TV, até que é tirado do ar. No longa, o início de carreira nos anos 1960, o ostracismo nos anos 1970 e o ressurgimento nos anos 1990 de um dos mais originais músicos brasileiros, para quem um baixo e um esmeril têm a mesma importância melódica.
Dia 30, sábado, 19 horas: “Histórias em Quadrinhos” (1969), de Rogério Sganzerla e Álvaro de Moya, e “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), de Glauber Rocha, com Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães e Othon Bastos. No curta, é traçada a evolução das histórias em quadrinhos, utilizando a técnica do quadro a quadro. Em versão restaurada, o longa é um dos filmes fundadores do Cinema Novo, elogiado por Fritz Lang e Buñuel quando foi apresentado em Cannes. Drama existencial e alegoria política, o filme retrabalha elementos históricos como o cangaço e o messianismo no Nordeste brasileiro, utilizando uma linguagem épica inspirada em Eisenstein e John Ford.
CINEPRECIOSIDADES
Domingos, 17 horas, exceto no último domingo do mês. A cada sessão, uma surpresa: filmes raros, “cults”, “undergrounds” e modernos.
A entrada é franca. 
A sala de exibição tem projeção e som digital e tela de 75 polegadas. Com 23 lugares, os ingressos são distribuídos 30 minutos antes da sessão.
O Cineclube da Casa de Cássia fica na rua Meyer, 105. Vila Suzana (Reta), em Mateus Leme, M.G.
Maiores informações pelos telefones: (31)3535-1721, 9247-6574 e 9786-4465 e pelos endereços eletrônicos: casaculturamateusleme@gmail.comwww.casadecassia.blogspot.comwww.casadecassia.com/www.facebook.com/casadecassia .

domingo, 26 de abril de 2015

PAULO FREIRE, PATRONO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

 

Carta aberta: educadores brasileiros
se opõem aos ataques contra Paulo Freire

Ana Maria Saul

O Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no qual Paulo Freire atuou como docente, pelo período de 17 anos, desde sua volta do exílio a que foi forçado, tem discutido, com indignação, os fatos que ocorreram nos meses de março e abril, no Brasil, que visavam a atacar e deturpar a obra desse educador, Patrono da Educação Brasileira.
Os educadores desse Programa repudiam as manifestações ideológicas que se insurgiram contra Freire e que evidenciam que sua presença incomoda. Suas ideias foram consideradas “perigosas”, no Brasil, durante a ditadura militar, porque desafiavam o autoritarismo. Hoje elas continuam a incomodar e fustigar grupos que, equivocada e deliberadamente, buscam impor e legitimar propostas autoritárias e conservadoras. 
Freire é reconhecido em muitos países do mundo por ser autor de uma pedagogia que tem compromisso com a humanização, e que se opõe a todo tipo de opressão, comprometendo-se com a construção de uma sociedade mais justa e mais democrática.
Por defender uma pedagogia que afirma a não neutralidade da educação, denuncia a cumplicidade do sistema educativo com a desigualdade socioeconômica e política e anuncia compromissos com a dialogicidade, a solidariedade e a justiça social, Paulo Freire será sempre questionado por aqueles que se opõem a essa opção político-educativa.
Para Freire, o ensino-aprendizado se faz com diálogo crítico entre educadores e educandos, mediados por objetos de conhecimento, com os objetivos de ampliar a consciência sobre as razões da opressão que limita o potencial de “ser mais” dos seres humanos e desencadear processos de mobilização que permitam a superação desses limites. Ao propor o diálogo, como conceito fundante e radical de sua pedagogia, ele rejeita qualquer possibilidade de doutrinação por meio da educação. Sua pedagogia demonstra o valor de educadores e educandos desenvolverem um pensamento autônomo que lhes permita uma leitura cada vez mais crítica da realidade.
Freire continua sendo, hoje, uma alternativa ao fatalismo e ao dogmatismo. Sua filosofia advoga a não passividade diante das injustiças e da opressão e assume que a realidade pode ser transformada.
Diante do exposto entendemos que é hora de organizar, novamente, a resistência, em busca da garantia de uma educação democrática, com qualidade social. Isso implica  lutar pelo acesso e permanência de crianças, jovens e adultos em  escolas dignas e bem equipadas; respeitar o saber e a cultura dos educandos, como ponto de partida da prática educativa;  produzir conhecimentos com rigorosidade metódica, jamais separando o ensino dos conteúdos do desvelamento  da realidade;  garantir a formação permanente dos educadores  e a estrutura da carreira docente e opor-se aos processos que causam desigualdades e opressão, trabalhando com práticas solidárias e humanizadoras.
Enfim, urge retomar a proposta de escola defendida por Freire, uma escola séria, competente, justa e curiosa, onde os educandos tenham condições de aprender e de criar, com alegria e sejam estimulados a se arriscar para crescer. Uma escola na qual se pratique uma pedagogia da pergunta, garantindo a todos o direito de voz e a participação das famílias na educação de seus filhos.
Professores do Programa de Pós-Graduação em Educação:Currículo da PUC-SP.
Apoie e divulgue essa carta, expressando sua indignação com os ataques a Paulo Freire e a necessidade de valorizar a pedagogia desse importante educador brasileiro.
CARTA DIRIGIDA AO MINISTRO DA EDUCAÇÃO / PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO.
(Fonte: Boletim do Projeto "Pensar a Educação, Pensar o Brasil")

domingo, 19 de abril de 2015

HOJE É DIA DO ÍNDIO



Todo dia era Dia de Índio

Composição: 
Jorge Ben Jor

Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar

Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar

Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio

Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim

Antes que o homem aqui chegasse
Às Terras Brasileiras
Eram habitadas e amadas
Por mais de 3 milhões de índios
Proprietários felizes
Da Terra Brasilis

Pois todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio

Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril

Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril

Amantes da natureza
Eles são incapazes
Com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar

Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra,fauna e flora

Pois em sua glória,o índio
É o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia
Da fraternidade e da alegria

Da alegria de viver!
Da alegria de viver!

E no entanto,hoje
O seu canto triste
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz
Pois antigamente

Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio

Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim

Terêrê,oh yeah!
Terêreê,oh!

Para ver o clipe da música TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO, com Baby Consuelo (Baby do Brasil), acompanhada por Jorge Ben Jor na guitarra, clique aqui.


quarta-feira, 15 de abril de 2015

NOVOS HORÁRIOS DE FILMES NA CASA DE CULTURA DE MATEUS LEME


Cineclube em novo horário

O cineclube da Casa de Cultura está funcionando, neste mês de abril, com sessões que começam às 19 horas dos sábados, e não mais às 17 horas, como antes. A programação dos próximos finais de semana são as seguintes:
Dia 18:  Coincidindo com a presença do músico Tavinho Moura na Casa de Cultura, onde inaugurará uma exposição de fotos e participará de uma roda de leitura, o cineclube apresentará o média-metragem “Castelar e Nelson Dantas no País dos Generais” (2007), de Carlos Alberto Prates Correia, com Tavinho Moura e, em imagens de arquivo, os cineastas Schubert Magalhães, Joaquim Pedro de Andrade, Alberto Graça, Humberto Mauro, Andrea Tonnacci e o próprio Carlos, realizador de “Cabaré Mineiro” e “Noites do Sertão”. O filme trata dos filmes feitos em Minas durante os anos da ditadura como se fosse um musical coreografado pela câmera e iluminado por imagens cinematográficas do passado. Premiado como melhor filme em Gramado.
Dia 25: “Sanã” (2013), de Marcos Pimentel, e “Estômago” (2007), de Marcos Jorge, com João Miguel e Paulo Miklos. O curta foca num menino e suas buscas na imensidão da paisagem no interior do Maranhão. O longa é uma fábula sobre poder, sexo e comida, vivida por um migrante nordestino que descobre que tem mão boa para a cozinha, praticada num boteco, num restaurante chique e numa prisão, onde ele aprende que quem não devora, é devorado.
Entrada franca. Sala de exibição com projeção e som digital e tela de 75 polegadas. Com 23 lugares, os ingressos são distribuídos 30 minutos antes da sessão.
O Cineclube da Casa de Cássia, fica na rua Meyer, 105. Vila Suzana (Reta). 35670-000 – Mateus Leme, M.G. Maiores informações no site www.casadecassia.com/ ou pelos telefones: (31)3535-1721, 9247-6574 e 9786-4465.

O SI, NO SER




Unidade


Eugênio Magno


eu

                    sou vários

Eu

                 sou 1 no

                                            [{Todo}]


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

O PENSAMENTO LATINO-AMERICANO ESTÁ MAIS POBRE


Morreu Eduardo Galeano


"O escritor e jornalista uruguaio, Eduardo Germán Hughes Galeano, autor de livros emblemáticos como As veias abertas da América Latina, Memória do Fogo, e O Livro dos Abraços, faleceu na última segunda-feira, 13 de abril, em Montevidéu, aos 74 anos. O juri que lhe entregou o doutorado honoris causa da Universidade de Havana, em 2001, o definiu como um recuperador da memória real e coletiva sul-americana e um cronista do seu tempo.
Sua visão foi refletida em sua narrativa de uma América Latina unida e da busca de um mundo onde não imperasse os valores do capital." Para ler, na íntegra, matéria sobre a morte de Gaelano, clique aqui.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A INFLUÊNCIA DA PUBLICIDADE NO JORNALISMO


No jornalismo, mentira não tem vez

Peter OborneCrédito: Christ's College Cambridge/Divulgação

"O que não se pode na regra do bom jornalismo é mentir. Londres foi abalada pelas declarações do ex-colunista político Peter Oborne, que deixou o The Daily Telegraph em janeiro. Oborne alega ter pedido contas por interferência direta da direção do jornal britâncio para proteger o HSBC. A direção orientou a redação a 'pegar leve' nas reportagens sobre o banco, apesar das denúncias de contas secretas na Suíça e na Ilha Jersey - notícia em toda a mídia internacional. O HSBC, vale dizer, é um dos maiores anunciantes do Telegraph". Para ler, na íntegra, o aretigo de Eduardo Tessler, sobre o assunto, clique aqui.

sábado, 4 de abril de 2015

O SAL DA TERRA


A epifania da criação



Vou indicar aqui no blog, um filme que está em cartaz e que é co-dirigido e co-produzido por um dos cineastas vivos que eu mais admiro, o alemão, Wim Wenders um dos ícones do Novo Cinema alemão, ao lado de Werner Herzog e Fassbinder. Wenders realizou vários clássicos do cinema como “Paris, Texas”, “O amigo americano”, “Estrela Solitária”, “Asas do desejo”, “Tão longe, tão perto” e tantos mais, entre documentários, ficções e filmes minimalistas, sempre deixando sua marca de gênio criativo e pensador atento aos movimentos da vida. Seus filmes são belos e profundos e, ao mesmo tempo leves, uma vez que não carregam nenhum tipo de afetação típica de várias produções de cineastas ególatras.
Se o cineasta é Wim Wenders e o filme, eu disse que está em cartaz, fica fácil saber que eu estou falando de “O Sal da terra”, uma produção de 2014, que recebeu um Prêmio Especial na mostra Un Certain Regard em Cannes 2014 e foi o filme de abertura do Festival do Rio do ano passado e é o filme brasileiro indicado ao Oscar de 2015, como melhor documentário.
O filme é um retrato, ou melhor, são retratos da obra e da vida desse grande fotógrafo brasileiro, conhecido em todo o mundo, Sebastião Salgado, nascido em Aimoré, Minas Gerais, que lutou pelas liberdades democráticas no Brasil, nos anos de chumbo e acabou tendo que abandonar o país com sua esposa Lélia, com quem fixou residência na França e de lá viajou para várias partes do mundo, como economista, a serviço do Banco Mundial. Sua esposa, que era artista, passou a se interessar por arquitetura e para tanto comprou uma máquina fotográfica da qual Sebastião se apropriou, tomou gosto e resolveu abandonar o emprego tecnocrata-burguês, no Banco Mundial, para se aventurar na fotografia. O filme revela que no início da carreira como fotógrafo, Salgado fez fotos esportivas, propaganda, moda, casamento e até mesmo nus, para conhecer o ofício e sobreviver. Mas foi somente com o início dos projetos de correr o mundo para retratar o social que ele encontrou definitivamente o seu caminho e se celebrizou no mundo da fotografia. No documentário, contemplamos na telona, as imagens que Salgado eternizou com sua câmera fotográfica e que, os que visitaram sua exposição que tem percorrido várias galerias, teve oportunidade de ver. Tudo o que se viu nessa sua exposição está no filme: Comunidades e tribos latino-americanas, indígenas da Nova Guiné, Campos de Refugiados na Etiópia, África, Amazônia, Garimpo de Serra Pelada... E as belezas naturais retratadas em seu último projeto “Gêneses”, que revela a exuberância da criação: pássaros, animais terrestres e marinhos, e os santuários sagrados de água pura e mata virgem. Soberbos personagens desse projeto que tem ingredientes de catarse, ou obra testamentária, do fotógrafo que parece ter acalmado o seu espírito atormentado pelas imagens da degradação humana e do planeta, com este último trabalho, cujo nome “Gênesis” homenageia a epifania da criação.
 O filme foi conduzido com maestria por Wim Wenders e pelo seu co-diretor, o estreante Juliano Ribeiro Salgado, filho de Sebastião.
Senti falta das fotografias de mendigos brasileiros, feitas por Salgado e tão criticadas por moradores de rua e agentes de pastorais sociais de São Paulo, no filme “À margem da imagem”, do diretor brasileiro Evaldo Mocarzel. Outra ausência sentida em “O Sal da Terra”, foi a das fotos tiradas por Sebastião no atentado sofrido pelo presidente norte-americano, Ronald Reagan, em 1981. Mas, essa história do Reagan, segundo Juliano “é muito factual, e qualquer pessoa poderia ter tirado essa foto”.
E, por falar em Juliano, ele também revela em entrevista, que tem dificuldades de relacionamento com o pai. Parte dessas dificuldades, ao assistir o filme, inferimos que tenha sido fruto das grandes ausências de Sebastião Salgado. Outros motivos só a família Salgado poderá nos revelar. Tem mais curiosidades no filme: mais uma revelação do jovem Juliano Salgado - que diz ter tido dificuldades também com Wim Wenders, ao dirigirem o filme a 4 mãos. Como espectadores, no entanto, não vemos isso traduzido no filme. E, se houve tensão entre os co-diretores, ela só colaborou, no sentido de que encontrassem as melhores soluções. Assim como a dificuldade de Juliano com o seu pai, Sebastião, ao meu ver, só ajudou os realizadores a buscar compreender, de forma menos passional, o ofício e a alma desse homem e artista, chamado Sebastião Salgado. 
Fica aí então a dica do longa-metragem documental, de 110 minutos, realizado em 2014, uma co-produção França-Brasil sobre o fotógrafo brasileiro, Sebastião Salgado, dirigido por Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado. Não deixe de ver “O Sal da Terra”, em cartaz nos cinemas do país.


Juliano Ribeiro Salgado, Sebastião Salgado e Wim Wenders

UM NOVO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (???)


Educação Brasileira: os desafios do novo Ministro

A escolha do prof. Renato Janine Ribeiro para comandar o Ministério da Educação foi uma grata surpresa que ultrapassa em muito o campo educacional. Observador arguto da realidade brasileira, teórico refinado e de reconhecida erudição, Renato Janine transfere ao ministério Dilma certa aura de idoneidade e permite pensar que a época da balcanização da educação pode ter sido superada neste governo.
Indicado, certamente o novo Ministro já começou a mapear os seus grandes desafios na pasta. E estes, como sabemos, não são poucos.  Em primeiro lugar, há que se reconhecer que o próprio Ministro precisa aprender mais sobre a educação brasileira, sobretudo a básica, se quiser governar com os professores e com os movimentos sociais que disputam o sentido da educação no espaço público. A sua competência no campo da filosofia, do pensamento social brasileiro e, mesmo sobre ensino superior e sobre pós graduação, não o capacita, por si só, para dirigir o mais amplo e complexo serviço público do estado brasileiro: a educação básica.
Em segundo lugar, já falando de seu plano de governo da educação, nele não pode faltar um compromisso inarredável com a execução do Plano Nacional da Educação. Nesse terreno, não há que se inventar nada. O grande desafio é mobilizar as estruturas de Estado e a sociedade civil brasileira para implementação do Plano, de suas Metas e Estratégias. Em terceiro lugar, e na mesma direção posta acima, é preciso que o MEC deixe para traz a tradição, já quase centenária, de campanhas e planos pontuais e mirabolantes e articule políticas contínuas e bem estruturadas que visem o enfrentamento dos obstáculos estruturais que impedem a elevação da qualidade da escola pública básica no Brasil.
Qualquer plano de governo da educação fracassará se não foi ancorado, se não tiver como prioridade absoluta, a valorização dos professores e professoras da escola básica brasileira. E, obviamente, não estamos falando que devemos intensificar ainda mais os inúmeros programas de formação de professores, por mais que estes sejam importantes. Estamos falando, isso sim, de construirmos carreiras, de pagarmos salários e criarmos condições de trabalho dignas do e para o professorado brasileiro. Professor da mais importante universidade brasileira que é, o Ministro bem sabe que essas três condições são primordiais para manter a USP entre as melhores do mundo, e, certamente, sabe também que o mesmo se aplica à escola básica.
Em quinto lgar, o novo Ministro não poderá descuidar do sistema federal de ensino superior. A rápida expansão propiciada pelo Reuni e, agora, o corte de verbas para a educação - que a crise econômica, os problemas da Petrobrás e a queda do preço do petróleo no mercado internacional, dentre outros, deixam entrever que não será passageiro - criam um barril de pólvora a ameaçar a manutenção dos níveis de qualidade das universidades federais, as principais responsáveis, ao lado das estaduais paulistas, pela produção de conhecimentos científicos e tecnológicos no país.
Mas não menos importante será, também, que o Ministro volte seu olhar para a rede de Institutos Federais de Educação Tecnológica criada recentemente e ainda em implantação no país. Assegurar a sua efetiva operacionalização é um grande desafio. Mas será desafiador para o ministério assegurar que tais Institutos venham a cumprir a sua missão institucional de formação técnico-científica e não sejam capturados, seja pelo seu corpo docente em direção à cultura acadêmica das universidades, seja pelas classes médias locais em direção à preparação de seus filhos para prestar o ENEM em condições mais favoráveis do que o conjunto da população brasileira.
Pensamos, ainda, que o Ministro deveria cuidar mais do que seus antecessores da constituição de Redes e Programas de Pesquisa que tenham uma vinculação direta com as necessidades de conhecimentos postas pelas práticas dos professores e pela gestão das políticas educacionais. Um sistema e um serviço de tamanha extensão e complexidade não podem ser geridos e praticados amadoristicamente. Essa articulação entre a pesquisa e a escola básica e os impactos positivos que dela se espera, não se faz com editais erráticos e sem diálogo com o que já se sabe e com o que já se conhece da realidade educacional brasileira.
Finalmente, mas não menos importante, é preciso que o Ministro enfrente o desafio de repactuar a relação do Estado brasileiro com a iniciativa privada, no campo da educação.  Não é mais possível tolerar o repasse de recursos públicos para a iniciativa privada em educação no montante em que se faz no Brasil e, ademais, sem que as mantenedoras e/ou empresas privadas que se ocupam do setor demonstrem maior preocupação com a qualidade do ensino ofertado às nossas crianças e à juventude.
Diante desses desafios e de muitos outros que não foram aqui elencados, resta saber se o novo Ministro terá a humildade para aprender com aqueles que sabem sobre a educação, se conseguirá frear o ímpeto de “criação de novidades” que assalta a quase todos que passam pelo ministério, se terá capacidade e disponibilidade para dialogar franca e abertamente com os ocupantes das próprias estruturas de Estado e com os movimentos sociais diversos que disputam a educação, se conseguirá mobilizar as estruturas de Estado e a sociedade civil brasileira em torno de um tema que há muito os setores mais ricos e de classe média brasileiros renegaram: a qualidade da escola pública como um direito social e uma condição para a vida democrática. Se conseguir isso, certamente estaremos criando as condições para uma efetiva contribuição da educação pública ao desenvolvimento científico, cultural, econômico e social dos brasileiros e das brasileiras.
(Fonte: Informativo do Projeto Pensar a Educação, Pensar o Brasil)

quarta-feira, 1 de abril de 2015

CRIANÇA SÍRIA SE "RENDE" À MÁQUINA FOTOGRÁFICA


Milhares de pessoas compartilharam a imagem de uma criança síria com as mãos para cima, 
como se estivesse se entregando, ao confundir 
câmera fotográfica com o cano de uma arma


A imagem - foto tirada pelo fotógrafo turco, Osman Sağırlı, em 2014 - começou a viralizar no Twitter na terça-feira da semana passada, quando foi tuitada por Nadia Abu Shaban, uma fotógrafa baseada em Gaza.
A mensagem original foi retuitada mais de 11 mil vezes. "Estou chorando", "muito triste" e "a humanidade fracassou" foram alguns dos comentários.
Na sexta-feira, a imagem foi compartilhada no Reddit, onde recebeu mais de 5 mil votos positivos e 1,6 mil comentários.
Não demorou para que surgissem acusações de que a foto era falsa. Muitos no Twitter questionaram quem seria o autor da foto e porque a imagem havia sido postada sem crédito.
Nadia confirmou que não tinha tirado a foto, mas não sabia explicar quem havia feito a imagem.
No Imgur, um site de compartilhamento de imagens, um usuário pesquisou a origem da fotografia - um clipping de um jornal - e disse que ela era real, mas tirada "por volta de 2012". A mensagem também nomeou o fotógrafo: o turco Osman Sağırlı.
A BBC conversou com Sağırl, que agora trabalha na Tanzânia, e desvendou o mistério.
A criança é uma menina, Hudea, de 4 anos. A imagem foi tirada no campo de refugiados de Atmeh na Síria, em dezembro do ano passado. Hudea viajou ao campo - a cerca de 10 km da fronteira turca - com a mãe e dois irmãos, a 150 km da cidade deles, Hama.
"Eu usei uma lente de telefoto e ela pensou que fosse uma arma", disse Sağırlı.
"Depois que eu tirei eu olhei (para a foto) e percebi que ela (a criança) estava assustada, porque ela mordeu os lábios e levantou as mãos. Normalmente, crianças correm, escondem os rostos ou sorriem quando veem uma câmera", disse.
Ele diz que fotos de crianças dos campos de refugiados são especialmente reveladoras.
"Você sabe que há pessoas que foram desalojadas nos campos. Faz mais sentido ver o que elas sofreram através das crianças e não dos adultos. São as crianças que refletem os sentimentos com a inocência que têm".
A imagem foi publicada inicialmente no jornal Türkiye em janeiro e foi amplamente compartilhada pelas redes sociais em turco, mas só na semana passada tornou-se viral em mídias na língua inglesa.
(Fonte: Site da BBC Brasil)

sábado, 28 de março de 2015

DESCULPAS E PRECONCEITO


IBGE derruba a tese preconceituosa de que “pobres fazem filhos para conseguir bolsa família”

A tese defendida pelos eleitores conservadores de que o programa Bolsa Família estimularia o nascimento de filhos entre os mais pobres, em busca de recursos do governo, acaba de cair por terra. Levantamento realizado pelo IBGErevela que foi exatamente junto aos 20% mais pobres do país que se registrou a maior redução no número médio de nascimentos.
A reportagem é do portal Brasil29, 27-03-2015.
Nos últimos dez anos, o número de filhos por família no Brasil caiu 10,7%. Entre os 20% mais pobres, a queda registrada no mesmo período foi 15,7%. A maior redução foi identificada entre os 20% mais pobres que vivem na Região Nordeste: 26,4%.
Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e têm como base as edições de 2003 a 2013 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento mostra que, em 2003, a média de filhos por família no Brasil era 1,78. Em 2013, o número passou para 1,59. Entre os 20% mais pobres, as médias registradas foram 2,55 e 2,15, respectivamente. Entre os 20% mais pobres do Nordeste, os números passaram de 2,73 para 2,01.
Para a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, os dados derrubam a tese de que a política proposta pelo Programa Bolsa Família estimula as famílias mais pobres do país a aumentar o número de filhos para receber mais benefícios.
“Mesmo a redução no número de filhos por família sendo um fenômeno bastante consolidado no Brasil, as pessoas continuam falando que o número de filhos dos pobres é muito grande. De onde vem essa informação? Não vem de lugar nenhum porque não é informação, é puro preconceito”, disse.
Entre as teses utilizadas pela pasta para explicar a queda estão os pré-requisitos do programa. “O Bolsa Família tem garantido que essas mulheres frequentem as unidades básicas de Saúde. Elas têm que ir ao médico fazer o pré-natal e as crianças têm que ir ao médico até os 6 anos pelo menos uma vez por semestre. A frequência de atendimento leva à melhoria do acesso à informação sobre controle de natalidade e métodos contraceptivos”.
A demógrafa da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE Suzana Cavenaghi acredita que o melhor indicador para se trabalhar a questão da fecundidade no país deve ser o número de filhos por mulher e não por família, já que, nesse último caso, são identificados apenas os filhos que ainda vivem no mesmo domicílio que os pais e não os que já saíram de casa ou os que vivem em outros lares.
Segundo ela, estudos com base no Censo de 2000 a 2010 e que levam em consideração o número de filhos por mulher confirmam o cenário de queda entre a população mais pobre. A hipótese mais provável, segundo ela, é que o acesso a métodos contraceptivos tenha aumentado nos últimos anos, além da alta do salário mínimo e das melhorias nas condições de vida.
“Sabemos de casos de mulheres que, com o dinheiro que recebem do Bolsa Família, compram o anticoncepcional na farmácia, porque no posto elas só recebem uma única cartela”, disse. “É importante que esse tema seja estudado porque, apesar de a fecundidade ter diminuído entre os mais pobres, há o problema de acesso e distribuição de métodos contraceptivos nos municípios. É um problema de política pública que ainda precisa ser resolvido no Brasil”, concluiu.


(Fonte: Site do Instituto Humanitas Unisinos - IHU)