terça-feira, 29 de outubro de 2013

REFORMA AGRÁRIA


Governo desapropria primeiras terras das 100 prometidas

A presidenta Dilma Rousseff assinou oito decretos de desapropriação de terras para a reforma agrária em seis estados. As propriedades, declaradas de interesse social, somam pouco mais de 4,7 mil hectares e estão localizadas nos estados da Bahia, de Sergipe, do Tocantins, de São Paulo, Santa Catarina e Goiás. 
Na semana passada, durante a cerimônia de lançamento do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica - Brasil Agroecológico, a presidenta e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, anunciaram que, até o fim de 2013, serão publicados 100 decretos de desapropriação de terras para a reforma agrária no país.
Integrantes de movimentos sociais, trabalhadores rurais e servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) fizeram protestos em vários estados, na semana passada, pedindo a retomada das desapropriações. Segundo eles, a Presidência não havia assinado nenhum decreto de desapropriação de terra com esse fim em 2013, sendo o menor índice desde 1992, quando foram publicados quatro decretos (Fonte: Agência Brasil).

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

COMBATE À FOME

Alimento e Nutrição no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio é tema de Simpósio



Aproximadamente 40 pessoas participaram, na tarde da segunda-feira, 21-10-2013, do lançamento do XV Simpósio Internacional IHU - Alimento e Nutrição no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que ocorrerá no entre os dias 05-05-2014 e 08-05-2014. O simpósio tem como proposta central incentivar o debate e indicar perspectivas para o direito ao alimento e à nutrição no contexto brasileiro, observando as dimensões sociais, econômicas, ambientais, culturais e políticas.
O simpósio tem como público-alvo os trabalhadores e trabalhadoras das políticas de segurança alimentar, da alimentação e da nutrição, gestores e gestoras, conselheiros e conselheiras de direitos, organizações e movimentos sociais urbanos e rurais, agricultores e agricultoras familiares, comunidades tradicionais, estudantes, pesquisadores e pesquisadoras, professores e professoras. A participação é gratuita. A realização deste evento é uma parceria entre UnisinosInstituto Humanitas Unisinos – IHU, o Instituto Hárpia Harpyia – INHAH e outras entidades. Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

sábado, 19 de outubro de 2013

MARCO REGULATÓRIO PARA ONGS E OSCIPS



Novo marco legal da parceria 
entre governo e ONGs é aprovado pela CAE

Um novo marco legal para a relação do poder público com organizações da sociedade civil, como ONGs e Oscips, foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A proposta segue para exame da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em decisão terminativa.
O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), e já acolhido na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). Rollemberg foi relator da proposta também na CAE.
Com 125 artigos, distribuídos por 12 capítulos, a proposta original (PLS 649/2011), do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), foi reduzida para 88 artigos, em seis capítulos. O substitutivo determina que, no início de cada ano civil, a administração pública publique os valores, aprovados na lei orçamentária anual vigente, para execução de programas e ações que poderão ser executados por meio de parcerias.
(Fonte: Agência Senado)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A VIDA COMO ELA É



Profetizando

Eugênio Magno


Na preguiçosa tarde

primeira de outubro

orando sentada estava

a escura senhora

de claros traços de fada

profetizando como que hipnotizada

o que lhe espera

ao final 

da longa 

jornada.


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, Eugênio Magno. Ed. pelo autor. Belo Horizonte: 2005.)

sábado, 12 de outubro de 2013

TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

Papa discretamente recebe 

o líder da Teologia da Libertação

O papa Francisco recebeu discretamente no Vaticano, há cerca de um mês, a visita do principal líder da Teologia da Libertação, o religioso peruano Gustavo Gutierrez. Integrante da Ordem Dominicana, o padre Gustavo tornou-se, nos anos 70, o primeiro teólogo a sistematizar essa corrente no interior da Igreja Católica Romana. A sua visita ao Papa aconteceu de modo informal, fora da agenda oficial do pontífice. Contudo o significado político dessa reunião é evidente e representa o apoio explícito dos teólogos da libertação à opção pelos pobres, já oficializada por Francisco como a diretriz fundamental de sua gestão como chefe da Igreja.

O apoio ao atual Papa vem sendo articulado desde antes da eleição vaticana. Quando o nome do cardeal Bergoglio foi anunciado, bispos. teólogos e outras personalidades ligadas à Teologia da Libertação deram publicamente declarações em que afirmavam a sua expectativa de uma administração que pudesse tirar o Catolicismo de sua pior crise desde o século 19. Para ler a matéria na íntegra clique aqui.

sábado, 5 de outubro de 2013

PROTESTOS DA JUVENTUDE INDÍGENA BRASILEIRA

Nos 25 anos da Constituição,
jovens índios protestam em Brasília


Meirena, 16 anos, Mangaba, 18, e Josiane, 14, da etnia pataxó, são o retrato da nova juventude indígena brasileira, que se reuniu em Brasília, esta semana, em defesa da chamada “Constituição Cidadã”, que está completando 25 anos. Mesmo com mais acesso à saúde e à educação do que seus antepassados, elas afirmam que esperam muito mais do Estado brasileiro. Em especial, o direito ao território. Para ler a reportagem na íntegra, clique aqui.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

PROFESSORES A CADA DIA SÃO MAIS HUMILHADOS


Não basta ganhar mal, tem que apanhar também

Uma categoria da maior importância para o desenvolvimento de qualquer município, estado, nação, recebe no Rio entre R$ 1.200 e R$ 3.500 mensais, um dos piores salários pagos a um profissional com esse nível de capacitação para exercício da profissão. A prefeitura acena com um reajuste de míseros 8%, enquanto a categoria pede 19%. 
Não bastam os salários aviltados, é preciso bater, humilhar e impor um plano de cargos e salários que deverá piorar ainda mais a vida dos professores. Esquece o prefeito que aumentar a carga horária para 40 horas semanais vai transformar o professor em mero aplicador de provas e exercícios já prontos e que, provavelmente, deverão ser elaborados por alguma empresa privada “especialista nesse tipo de serviço”, cobrando o inimaginável para ser pago pelo contribuinte carioca, enquanto a educação da população vai piorando cada vez mais. 
Uma solução excelente do ponto de vista da secretária de Educação, Cláudia Costin, ex-funcionária de construtora e sem a menor capacidade para estar à frente da secretaria. Sua proposta de cargos e salários foi recusada por ser considerada pior do que a situação atual dos professores. O que já é péssimo ficaria pior. Parece piada, mas é a pura realidade. Uma luta que deveria ser de todos, mas infelizmente não vem contando com muito apoio.
(Fonte: Site do Instituto Humanitas Unisinos - IHU)
 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

ABAIXO O CORPORATIVISMO PERVERSO: QUEREMOS SAÚDE, QUEREMOS MÉDICOS!


Sete em cada dez brasileiros
apoiam a vinda de médicos estrangeiros

De um lado, o governo federal defende a vinda de médicos do exterior para suprir a demanda por esses profissionais no país; do outro, a classe médica discorda da forma encontrada pelo Ministério da Saúde para resolver o problema. Em meio a essa disputa está a população, que aparentemente já escolheu de que lado ficar. Levantamento nacional do Instituto Paraná Pesquisas revela que 70% dos brasileiros são favoráveis à chegada dos médicos estrangeiros. Em relação aos profissionais cubanos, 68% defenderam a contratação.
A reportagem é de Caroline Olinda e publicada pela Gazeta do Povo, 20-09-2013.
A pesquisa ainda questionou o que os brasileiros pensam do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). A maioria (60%) disse considerá-lo ruim ou péssimo. Entre aqueles que se declararam usuários do SUS, 88% disseram que o número de médicos na rede pública é insuficiente.
Para o diretor do Paraná Pesquisas Murilo Hidalgo, o levantamento resume o seguinte pensamento: “É melhor ter um médico, mesmo que estrangeiro, do que não ter”. É o que pensa a diarista Áurea Silva, usuária da Unidade de Saúde do Bairro Novo, em Curitiba, que vai receber um dos médicos formados no exterior trazidos pelo programa Mais Médicos. “Eu me consultaria sem problemas [com um estrangeiro]. O importante é ter médico e ser atendido”, afirma.
A agente educacional Marilza Aparecida da Costa também se diz favorável ao programa. Ela conta que morou em uma cidade onde não havia médico e que “a situação era triste”. Marilza está entre os 83% de brasileiros que conhecem ou já ouviram falar do Mais Médicos. Em relação à polêmica envolvendo o governo e os Conselhos Regionais de Medicina sobre o registro dos estrangeiro, ela afirma que isso “é apenas uma burocracia”.
Fiscalização
Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), porém, não é bem assim. No início da semana, o presidente do CFM, Roberto Luiz d´Avila, afirmou que informações adicionais – como a lotação dos profissionais e os nomes do tutor e supervisor do médico estrangeiro – continuarão a ser exigidas para conceder o registro provisório. A argumentação é que essas informações são necessárias para fiscalizar a atuação desses médicos, o que é função dos Conselhos de Medicina.
Segundo Gérson Zafalon, representante do Paraná no CFM, a preocupação é ter segurança acerca da formação do médico que irá atuar no país. “O que batalhamos é que o médico estrangeiro ofereça um atendimento de qualidade. Por isso, insistimos para que fosse feito o Revalida [exame nacional para a revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições do exterior] ou outro teste. Se o médico formado no exterior não fez um exame para mostrar seus conhecimentos, eu não sei se ele é bom”, explica.
Após avaliação, governo reprova só um dos 682 intercambistas
Folhapress
Depois de três semanas de aulas e avaliações em oito universidades públicas, o governo reprovou apenas um dos 682 médicos intercambistas – incluídos os 400 cubanos – selecionados na primeira rodada do programa Mais Médicos. Após aulas e avaliações de português e conceitos básicos de saúde brasileira, 670 intercambistas foram aprovados, 11 ficaram em recuperação e um foi reprovado, informou o Ministério da Saúde.
A pasta não soube dizer, porém, de qual nacionalidade é o médico reprovado, que voltará ao país de origem e terá de ressarcir a União pelos gastos com a viagem. Os 11 em recuperação tiveram desempenho entre 30% e 50%, e terão duas semanas de aulas adicionais em Brasília.
Rio Grande do Sul
Em respeito a uma decisão judicial, o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) liberou ontem os primeiros 19 registros provisórios do país para médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior, tornando-se o primeiro estado a fornecer o documento a profissionais do programa Mais Médicos. Os registros são para cinco brasileiros e três estrangeiros, sendo dois uruguaios e um palestino. Ao todo, o Cremers tem 40 pedidos em análise.
Ontem, a Advocacia-Geral da União informou que estuda ir à Justiça para cobrar dos Conselhos de Medicina os dias parados dos estrangeiros que não tiverem obtido os registros legais até amanhã.

(Matéria extraída do site: Instituto Humanitas Unisinos - IHU)

domingo, 15 de setembro de 2013

PÁTRIA AMADA


Montes Claros

Eugênio Magno

 Estrela

Céu

Poeira

Chão

Sol

Chuva, não

Sertão

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)
 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

FRONTEIRAS DA VIDA

Drama humano

O campo de refugiados de Yayladagi, na Turquia, na fronteira com a Síria e a população atravessando a fronteira com a Turquia, em Bab Al Salam.


(Fotos: Gregorio Borgia - Ap / Lapresse e Molhem Barakat - Reuters / Contrasto)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

CINEMA EM MATEUS LEME


Nelson Gonçalves, animações mineiras e italianas, 
Cornélio Penas e José Lins do Rego no Cineclube 
da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida

O cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida apresenta a sua programação de setembro, que começa com a exibição, no dia 7, sábado, às 17 horas, do curta "Funcionário do Mês" (2011), de Ramon Faria, e do longa "Nelson Gonçalves" (2001), de Elizeu Ewald, com Alexandre Borges, Julia Lemmertz e Taumaturgo Ferreira. O curta é uma animação que ilustra uma canção da banda Pedra Letícia, de Belo Horizonte. O longa é um "docudrama", misto de ficção e documentário, constituído de cenas dramatizadas, filmes de arquivo e depoimentos de contemporâneos (Sérgio Cabral, Adelino Moreira, Lobão e outros) sobre a vida e a carreira de um dos maiores cantores do Brasil, cuja projeção se deveu ao rádio e ao disco. As canções são cantadas pelo próprio Nelson Gonçalves. 
No dia 14, sábado, às 17 horas, o cineclube apresenta a série Animazioni 2, constituída de 12 filmes curtos de animação, apresentada antes pelo projeto Curta Degustação, realizado em Belo Horizonte pelo Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC-MG), o Instituto Humberto Mauro e a Imprensa Oficial de Minas Gerais. Criados com a utilização de técnicas variadas (stop motion, caneta esferográfica, pixilation, rotoscopia etc), os curtas constituem um recorte da produção contemporânea da animação italiana, caracterizada por um alto nível de sofisticação.  
No dia 21, sábado, às 17 horas, o programa é um curta, "Breves Instantes" (2010), de Mirian Rolim, e um longa, "Fronteira" (2008), de Rafael Conde, com Débora Gomez, Alexandre Cioletti, Berta Zemel, Antonio Naddeo, Grace Passô, João das Neves, Yara de Novaes e Geraldo Peninha. O curta se apropria, para contar uma história, da técnica de construção dos tapetes de serragem feitos para as procissões religiosas em Ouro Preto e outras cidades. Baseado na obra literária de Cornélio Penna, o longa aborda o conflito vivido, numa cidadezinha do interior mineiro, por uma jovem com fama de santa, dividida entre um viajante por quem se apaixona e uma tia empenhada em lhe preparar um grande milagre. Premiado pela Academia Brasileira de Letras.  
No dia 28, sábado, às 17 horas, o cineclube apresenta o curta "Quindins" (2010), de Giuliana Danza e David Mussel, e o longa "O Engenho de Zé Lins" (2005), de Vladimir Carvalho, um dos mais importantes documentaristas brasileiros. O curta é uma animação baseada num conto de Luis Fernando Veríssimo sobre a vida de um casal idoso, utilizando várias técnicas. O longa é um documentário que investiga a personalidade de José Lins do Rego, autor de "Menino de Engenho" e "Fogo Morto", escritor que melhor descreveu o mundo dos engenhos de açúcar e a decadência da que foi a primeira atividade industrial do Brasil. Prêmio especial do júri no Festival de Brasília de 2006.
Todos os domingos, também às 17 horas, prossegue o projeto Cinepreciosidades, com curadoria do escritor e cinéfilo Matheus Matheus, constituído da apresentação de filmes raros, entre primitivos, undergrounds ou contemporâneos, garimpados em coleções particulares, na internet e outras fontes.
Os filmes são apresentados com projeção e som digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 23 lugares. Os ingressos, gratuitos, são distribuídos com 30 minutos de antecedência.
O Cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida é um projeto do Instituto Humberto Mauro e funciona na rua Meyer, 105. Vila Suzana (Reta), em Mateus Leme, M.G. Maiores informações pelos telefones (31)3535-1721 9247-6574 e 7579-7815 ou no site www. casadecassia.blogspot.com.

domingo, 1 de setembro de 2013

É PRECISO MAIS MÉDICOS, MUITO MAIS MÉDICOS...


Mais Médicos proíbe prefeituras 
de demitir profissionais já contratados

Depois de denúncias de que prefeituras estariam demitindo médicos para receber profissionais do Mais Médicos, pagos pelo governo federal, o Ministério da Saúde esclareceu que o termo de adesão ao programa proíbe os municípios de demitir os profissionais contratados. "Os municípios que descumprirem essa regra serão excluídos do programa, com remanejamento dos médicos participantes para outras cidades", declarou em nota a pasta.
De acordo com o Ministério da Saúde,  o controle está sendo feito pelo sistema do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (Cnes), que impede que o médico participante do programa seja direcionado a postos que estavam ocupados antes da adesão do município. Os médicos já cadastrados na atenção básica foram impedidos de se inscrever no programa para atuar no município onde já trabalha, o que impede a migração de profissionais para a bolsa do Mais Médicos em uma mesma cidade.  
(Fonte: Agência Brasil).

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

AQUELES DIAS COM MARTIN LUTHER KING




Martin Luther King falava olhando para o céu. Parece incrível agora, enquanto falamos a respeito como que em um livro de história, que naquele palco do Lincoln Memorial de Washington dois rapazes brancos, Bob Dylan e Joan Baez, tenham logo conquistado a multidão, na imensa praça e em toda a América que acompanhava "ao vivo".








quinta-feira, 22 de agosto de 2013

CONFLITOS AGRÁRIOS



Massacre de Felisburgo:
o que não pode ser esquecido

“Enquanto estavam no campo, Caim se lançou contra o seu irmão Abel e o matou. Então Javé perguntou a Caim: “Onde está o seu irmão Abel?” Caim respondeu: “Não sei. Por acaso eu sou o guarda do meu irmão?” Javé disse: “O que foi que você fez? Ouço o sangue do seu irmão, clamando da terra para mim. Por isso você é amaldiçoado por essa terra que abriu a boca para receber de suas mãos o sangue do seu irmão.” (Da Bíblia, Livro de Gênesis 4,8-11)

"Estes fatos ganharam repercussão nacional e internacional, mas não são isolados. Eles se inserem no bojo dos 112 conflitos agrários no estado de Minas Gerais, registrados pela CPT em 2004. Estes conflitos, além dos nove assassinatos acontecidos em Minas Gerais, foram responsáveis por 32 tentativas de assassinatos, 27 ameaças de morte, 24 torturados, 75 presos e 56 feridos. Em 25 de novembro de 2004, a CPT de Minas entregou ao Governo do Estado e à Assembleia Legislativa de Minas Gerais um dossiê denunciando a existência de milícias armadas atormentando a vida dos sem-terra acampados no estado. A CPT/MG também registrou 26 ataques de jagunços a acampamentos em Minas nos anos de 2003 e 2004", escreve em nota a Comissão Pastoral da Terra – CPT/MG, sobre o julgamento do Massacre de Felisburgo.

sábado, 17 de agosto de 2013

TRILOGIA DA NOITE

Noite -3
Eugênio Magno

A noite despenteada coberta pelos mesmos gafanhotos da colheita passada faz rssuscitar demônios. A necessidade de luz encontra você. E só em você amor, a mágica capaz de transformar a hedionda elocubração noturna em visível e clara esperança de um outro amanhecer.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

DOCUMENTOS DA DITADURA


Documentos revelam laços 
entre Itamaraty e Operação Condor



Exclusivo: 

Documentos – um elaborado por um agregado militar na Embaixada do Brasil em Buenos Aires, e o outro redigido por um quadro do Centro de Informações no Exterior do Itamaraty – descrevem o rapto do coronel Cardim Osorio, considerado um inimigo do general Geisel. Para ler na íntegra a matéria de  Dario Pignotti, clique aqui.


domingo, 4 de agosto de 2013

RIO SÃO FRANCISCO


Integração do São Francisco será concluída até 2015

O projeto de integração do Rio São Francisco vai garantir a segurança hídrica do Nordeste com 220 km de extensão no eixo leste e 260 km no eixo norte. Já em 2014 estarão disponíveis 100 km de transposição em cada trecho e todo o empreendimento estará pronto no final de 2015. As afirmações foram dadas pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra.
“A obra da transposição inaugura um novo momento na política de infraestrutura hídrica do Nordeste. É um primeiro grande passo. E a obra da transposição, sim, vai assegurar aquilo que a gente sonhou por tantas gerações que é legar ao Nordeste a segurança hídrica que o Nordeste precisa para conviver melhor com períodos de estiagem,” afirmou o ministro. 
(Fonte: planalto.gov.br).

sábado, 20 de julho de 2013

PEQUENOS E POBRES, MAS SOLIDÁRIOS


Uma menina dá de comer a sua irmãzinha na favela de Nkaneng, nas proximidades da fábrica de fundição de Lonmin, em Marikana, no noroeste de Johannesburg, África do Sul, onde no dia 16 de agosto do ano passado a polícia abriu fogo contra trabalhadores em greve, matando 34 pessoas.


(Foto: Odd Andersen / AFP)

TRILOGIA DA NOITE


Noite - 2

Eugênio Magno

Ventos tortuosos. Incerto amanhecer distante. Dizei-me oh forças opacas dessa negritude titubeante! Onde estás aurora? Ninfa protetora de todos os loucos. Amantes incrédulos me mostrem o labirinto por onde se enveredaram. A minha infelicidade é tanta que ainda vivo. A tenaz procura consegue me trazer momentos de alegria que infernizam o meu ser. Os destroços e a infelicidade humana são os estigmas de um amanhecer.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

terça-feira, 9 de julho de 2013

CINEMA DE GRAÇA PRA QUEM GOSTA DE COISA BOA


Cineclube de Mateus Leme 
no Circuito Nacional Alternativo ao Cinemão

De um informe do Conselho Nacional de Cineclubes: 90% das salas de cinema no Brasil são ocupados por "blockbusters" norte-americanos. Sobra 10% do espaço para os filmes brasileiros. 9% dele é ocupado pelos filmes da Globo. 1% é o que resta para os filmes independentes. Estes estreiam e são retirados de cartaz com uma semana de exibição. 
Mas os filmes mais autênticos e autorais não encontram seus públicos nessas salas. O público dos shoppings, onde 99,9% delas estão situadas, tem um gosto específico formado por um certo tipo de filmes. De 83 filmes brasileiros lançados em 2012, só cinco fizeram 1 milhão ou mais de espectadores. 80% dos lançamentos não alcançaram 99 mil pessoas. Dois terços não chegaram a 10 mil espectadores em todo este país de 200 milhões de habitantes. 
Na TV, a exibição do filme brasileiro é mínima. A TV Brasil, que é campeã da exibição de filmes brasileiros, tem audiência de 0,1% e a Rede Globo, vice-campeã, só exibe filmes da Globofilmes. As demais redes de TV não exibem ou exibem apenas um filme brasileiro por ano. 
"Se temos a possibilidade de fazer uma corrente, um movimento real e forte para mudar esse paradigma, oferecendo um circuito alternativo (durante apenas 2 horas por semana), por que não?" O cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, em Mateus Leme, o Instituto Humberto Mauro e o Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais, em Belo Horizonte, em parceria com a Imprensa Oficial de Minas Gerais, fazem parte dessa corrente. 
No dia 13, sábado, às 17 horas, a propósito da comemoração do Dia Internacional do Rock, o cineclube exibe "Botinada - A Origem do Punk no Brasil", de Gastão Moreira. Composto de depoimentos e material de arquivo, alguns raros e inéditos, o documentário aborda a chegada do punk rock ao Brasil e como os punks brasileiros encararam a ditadura militar e lhe ofereceram resistência, através de sua ideologia, irreverência e música. O filme apresenta a versão dos que vivenciaram essa história de corpo, alma e jaqueta de couro. O curta é "Fantasmas", de André Novais: dois amigos aguardam numa esquina que reapareça a antiga namorada de um deles. 
No dia 20, sábado, às 17 horas, "São Bernardo", de Leon Hirszman, com Othon Bastos, Isabel Ribeiro, Mário Lago, Jofre Soares e outros. Trilha sonora de Caetano Veloso. Baseado na obra de Graciliano Ramos. Filme de 1972, ficou retido pela censura da ditadura militar durante um ano e isso levou a produtora de Hirszman à falência. O diretor negou-se a atenuar o discurso político e social de seu filme, que trata da trajetória de um homem que não mede sacrifícios para ascender de mascate a fazendeiro no Nordeste brasileiro. O curta, "Nelson em Ouro Preto", de Fábio Carvalho, surpreende o cineasta Nelson Pereira dos Santos em uma visita a Ouro Preto.
Dia 27, sábado, às 17 horas, serão exibidos "O Aleijadinho" e "O Padre e a Moça", ambos de Joaquim Pedro de Andrade. O primeiro é um documentário sobre a obra de Antônio Francisco Lisboa em Congonhas e Ouro Preto, narrado por Ferreira Gullar. O segundo, de 1966, se baseia num poema de Carlos Drummond de Andrade e é uma das obras mais representativas do Cinema Novo. Aborda o amor proibido entre um jovem padre e a única moça de um vilarejo perdido no tempo. Com Helena Ignez, Paulo José e Mário Lago. Filmado em Minas, do filme participaram os mineiros Carlos Alberto Prates Correia, Flávio Werneck e Geraldo Veloso.
Em todos os domingos do mês, também às 17 horas, o cineclube da Casa realiza o projeto Cinepreciosidades, com curadoria do escritor e cinéfilo Matheus Matheus, constituído da apresentação de filmes raros, entre primitivos, undergrounds ou contemporâneos, garimpados em coleções particulares, na internet e outras fontes.
Na Sala Multimídia da Imprensa Oficial, na avenida Augusto de Lima, 270, Centro, em Belo Horizonte, prossegue o projeto Curta Degustação, com curadoria de Lourenço Veloso, constituído da exibição de filmes de curta-metragem, todas as terças-feiras, às 13 horas.
No cineclube da Casa, os filmes são apresentados com projeção e som digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 23 lugares. Os ingressos são distribuídos com 30 minutos de antecedência.
A Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida fica na Rua Meyer, 105. Vila Suzana (Reta). Mateus Leme, M.G. Maiores informações pelos telefones: (31) 3535-1721, 9247-6574 e 7579-7815, ou no blog www.casadecassia.blogspot.com.

terça-feira, 2 de julho de 2013

PROPAGANDA PRESIDENCIAL ANTECIPADA POR TUCANO


Ministério Público aciona Aécio Neves 
por propaganda eleitoral antecipada

O Ministério Público entrou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por propaganda eleitoral antecipada ao cargo de presidente da República. Segundo a vice-procuradora-geral Eleitoral, Sandra Cureau, os fatos ocorreram durante o Programa do Ratinho exibido pelo SBT em 23 de maio.
Segundo Cureau, o programa fez referências explícitas à candidatura de Aécio e exaltou as características pessoais dele, desequilibrando a disputa entre os candidatos. A procuradora pede a aplicação de multa a Aécio, ao apresentador Carlos Massa e ao SBT no valor máximo de R$ 25 mil.
(Fonte: Agência Brasil)

terça-feira, 25 de junho de 2013

POVO BRASILEIRO NAS RUAS


A grande oportunidade

O Brasil está diante de uma grande oportunidade diante da iniciativa da presidenta Dilma, que reconheceu a energia democrática que vinha das ruas. Esse movimento pode ser o motor do aprofundamento da democracia no novo ciclo político que se aproxima. Caso contrário, a direita tudo fará para que o novo ciclo seja tão excludente quanto os velhos ciclos que durante tantas décadas protagonizou. E não esqueçamos que terá a seu lado o big brother do Norte, a quem não convém um governo de esquerda estável em nenhuma parte do mundo. Para ler na íntegra o artigo do sociólogo português, Boaventura de Sousa Santos, clique aqui.

terça-feira, 18 de junho de 2013

CORRUPÇÃO SERÁ COMBATIDA


Empréstimo de US$ 18 milhões para combate à corrupção

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado autorizou a União a contratar empréstimo de US$ 18 milhões (cerca de R$ 38,6 milhões) junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). De acordo com a Mensagem 43/2013, os recursos destinam-se ao financiamento parcial do Programa de Fortalecimento da Prevenção e Combate à Corrupção na Gestão Pública Brasileira (Proprevine), que visa a aumentar a capacidade institucional da Controladoria-Geral da União (CGU) na prevenção e no combate à corrupção.
De acordo com o relator Francisco Dornelles (PP-RJ), estão previstos gastos totais no montante de US$ 30 milhões, a serem desembolsados em cinco anos. Além dos recursos provenientes do empréstimo de US$ 18 milhões, o Programa contará com contrapartida do Tesouro Nacional no valor de até US$ 12 milhões.
(Fonte: Agência Senado)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

CINEMA NA FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA UFMG




Cineasta chileno na Faculdade de Educação (UFMG)

A Faculdade de Educação – FAE / UFMG o evento “Cinema Documental e Educação Linguagem e leitura do mundo (encontros com Ignacio Aguero cineasta e professor chileno)”.
A programação é a seguinte:
DIA 19 DE JUNHO - 17:00 - HALL DE EXPOSIÇÃO DA FAE/ PRÉDIO ANTIGO - ABERTURA DA EXPOSIÇÃO "A ESCOLA E O CINEMA ABRAÇAM AS ARPILHEIRAS".
DIA 19 DE JUNHO 19:00 ÀS 22:30 HORAS AUDITÓRIO NEIDSON RODRIGUES CRIANÇAS ESPERANDO UM (CHILE 1988). Exibição do documentário e conversa com o diretor Ignacio Aguero.
DIA 20 DE JUNHO 8:30 ÀS 11:30 HORAS - AUDITÓRIO NEIDSON RODRIGUES: EXIBIÇÃO DE DOCUMENTÁRIOS E CONVERSA COM IGNACIO AGUERO.
DIA 20 DE JUNHO: 15 ÁS 18 HORAS AUDITÓRIO LUIZ POMPEU: CINEMA DOCUMENTAL E EDUCAÇÃO: LINGUAGEM E LEITURA DE MUNDO - PALESTRA E DEBATE COM IGNACIO AGUERO.

"Cien niños esperando um tren" (Cem crianças esperando um trem), de1988 é um documentário chileno que Ignacio Aguero realizou a partir do trabalho de Alicia Vega, em um lugarejo do Chile. Um belo trabalho com crianças, iniciando-as na linguagem do cinema.
Ignacio Agüero nasceu em 1952, no Chile. É professor adjunto da Universidad de Chile e diretor de arte com especialização em cinema na Escola de Artes da Comunicação da Pontífica Universidade Católica do Chile. Seus trabalhos mais conhecidos são "No olvidar" (1982), "Sueños de hielo" (1993), "Aquí se construye" (2000), “La mamá de mi abuela Le conto a mi abuela (2004) El diário de Agustin” (2008).

As atividades são gratuitas e serão concedidos certificados mediante presença regular.

A promoção do evento é do Grupo de Pesquisas sobre Condição e Formação Docente (PRODOC), Projeto da vida, telas da docência: os professores e o cinema, com apoio do Cenex/FAe / Doutorado Latino-americano em Educação do PPGE/FaE/UFMG, Observatório da Juventude e NEPEI - Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Infância e Educação Infantil.

terça-feira, 11 de junho de 2013

ECONOMIA SOCIOAMBIENTAL


Em vez de desperdício, um reino de abundância

Ricardo Abramovay* 

Um mundo de abundância, em que a concepção criativa e o uso adequado dos produtos representam o caminho para superar as fronteiras em que o desenvolvimento sustentável está hoje enclausurado. Um mundo em que cidades funcionam como florestas, recuperando o que é comumente tratado como lixo, em que a melhor energia é a que vem do sol, do vento, e onde as emissões fósseis ainda remanescentes convertem-se em alimentos para nutrientes biológicos e não em aquecimento global. Uma economia que não se restringe a reduzir danos, a fazer menos mal, mas tem como objetivo central regenerar os ecossistemas degradados e, por aí, oferecer novas fontes de dinamismo às sociedades humanas, cultivando aquilo que Emerson, o precursor americano do ambientalismo contemporâneo, chamava de profusão calculada. Em suma, um mundo em que a matéria, a energia e os recursos bióticos dos quais dependemos não respondem a uma lógica linear (extrair-produzir-usar-jogar), nem mesmo a uma lógica circular de ciclo fechado, mas a um movimento em espiral em que a atividade econômica resulta num conjunto de nutrientes técnicos e biológicos para a produção de novos bens e serviços.
O arquiteto americano William McDonough e o químico alemão Michael Braungart tornaram-se ícones do movimento socioambiental global por uma expressão célebre, que dá título a seu primeiro livro, publicado em 2002. "Do Berço ao Berço - Refazer o Modo como Fazemos as Coisas" ("Cradle to Cradle - Remaking the Way We Make Things"). O conceito é usado por oposição à rota convencional, que vai do berço à sepultura e que as políticas de resíduos sólidos, em todo o mundo, tentam superar. Só que, para fazê-lo, a trajetória não pode mais limitar-se à famosa tríade: reduzir, reusar, reciclar. É muito mais promissor o horizonte de redesenhar, renovar e regenerar.
A reciclagem, por exemplo, de garrafas PET para a fabricação de tecidos apoia-se, quase sempre, no emprego de materiais químicos tão poluentes que só podem, uma vez descartados, destinar-se aos aterros ou à incineração. Essa reciclagem corresponde, na verdade, a uma espécie de subciclagem ("downcycling"). O desafio é, ao contrário, inserir materiais e energia num ciclo que permita sua revalorização, e não a degradação. O mais complicado, quando se trata dessa revalorização, são os produtos complexos, como automóveis, telefones celulares, computadores ou lâmpadas fluorescentes: empregam imensa quantidade de recursos minerais, ligas metálicas e compostos químicos, cuja separação torna-se muitas vezes impossível. Esse desperdício de recursos deve ser enfrentado não quando o produto é descartado e sim quando é concebido.
Quem oferece bens e serviços não pode limitar-se a saber se "alguém quer ou alguém vai comprar". A pergunta central é: e depois? O que será feito dos componentes biológicos e técnicos dos produtos, uma vez consumidos? Vão entupir os aterros, alimentar os caríssimos incineradores, ou poderão ser a base para novos processos produtivos, propiciando, assim, menos exploração mineral e solos nutridos por elementos que até então iam para o lixo?
A responsabilidade pós-consumo, a logística reversa (estratégicas, por exemplo, na Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada no Brasil em 2010) só podem ir além da remediação efêmera se forem pensadas no design do produto, não como forma de atenuar seus danos. A expressão "what's next" forma a espinha dorsal do "Upcycle". Ir além da sustentabilidade, como propõe o subtítulo do livro, significa imaginar e propor bens e serviços sempre a partir do princípio de que suas partes integrantes nada mais são que ingredientes para novos bens e produtos capazes de, por sua vez, fecundar a biosfera (e o que os autores chamam de tecnosfera) com elementos destinados a enriquecê-la.
Não se trata de ignorar as leis da termodinâmica, nem, é claro, de suprimir a entropia inerente ao uso de energia e materiais por parte das sociedades humanas. Mas o grau de desperdício atual é tanto e tão generalizado que abre um espaço extraordinariamente grande para esse reino da abundância. Aí a contribuição de McDonough e Braungarté decisiva: a abundância a que se referem não corresponde a celebrar simplesmente a minimização dos danos, como se faz, na maior parte dos relatórios socioambientais do mundo corporativo atual. Ao contrário, é necessário transformar radicalmente não só a maneira como são produzidos os bens e serviços, mas, sobretudo, seu próprio sentido social.
Por isso, o ponto de partida dos tomadores de decisão sobre os recursos de que dispõem não pode estar nas métricas a respeito de seus impactos. O começo de tudo são valores, ou seja, o que se quer com aquilo que é oferecido à vida social. Dos valores nascem princípios, daí resultam objetivos, estratégias, táticas e somente então é que as métricas têm lugar. Reduzir emissões, melhorar o uso da energia ou poluir menos não servem como parâmetro para julgar a maneira como se comportam os agentes econômicos. Mais importante é o que os autores chamam de intencionalidade, que se exprime justamente na capacidade de imaginar e realizar produtos, obras, edificações, estradas, plantações e cidades não apenas por suas oportunidades de ganho econômico, mas mas pelo conjunto de seu ciclo de vida e pelos benefícios que ao longo do tempo vão produzir para a vida social, para os ecossistemas e, em função disso, para as empresas.
Não podemos continuar na roleta russa de introduzir componentes químicos e materiais desconhecidos na biosfera, para depois tentar reduzir seus efeitos perniciosos. Temos que reconstruir a saúde dos solos e isso não se consegue com mais agrotóxicos, associados a sementes melhoradas. "Upcycle" oferece fundamentos técnicos persuasivos a essas afirmações e sua mensagem chega hoje a algumas das mais importantes corporações (Philips, Ford, Puma, Walmart, Steelcase, entre outras) e aos governos de municipalidades da importância de Chicago e Pequim, por meio de "Cradle to Cradle" (C2C), que se tornou uma certificação global.
* Professor titular do departamento de economia da FEA/USP 
e coordenador do Núcleo de Economia Socioambiental (NESA)

(Fonte: Site do IHU: Instituto Humanitas Unisinos)


domingo, 2 de junho de 2013

O EUROCENTRISMO REINA DESCARADAMENTE

 
Brasil e Reino Unido:
o duplo tratamento do Financial Times
 

Em um editorial sobre a economia brasileira, o Financial Times qualifica uma série de dados aparentemente positivos como uma “mera fachada” que esconderia um pobre crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e medidas equivocadas do governo de Dilma Rousseff que estariam paralisando a economia. Surpreende a aplicação de critérios tão inapeláveis para o Brasil quando os graves problemas da política econômica britânica são tratados com indulgência. Por Marcelo Justo, de Londres. Para ler na íntegra a matéria de Marcelo Justo, clique aqui.

terça-feira, 28 de maio de 2013

MOTOS TERÃO FAIXA EXCLUSIVA



Projeto cria faixa exclusiva para motos 
em vias urbanas com muito tráfego

A Câmara analisa projeto que obriga os órgãos municipais de trânsito a reservar faixa ou pista exclusiva para a circulação de motocicletas nas vias com tráfego pesado. O texto altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) e também aumenta o rigor da punição contra quem transitar na faixa ou pista da direita, regulamentada como de circulação exclusiva para determinado tipo de veículo. Pela proposta (PL 5007/13), a infração que hoje é tratada como leve, passará a ser considerada média.
No caso do trânsito de motocicleta fora da faixa exclusiva, onde houver, a infração será considerada grave e o condutor ainda será punido com multa. “Soluções desse tipo são fundamentais para conter a escalada dos acidentes envolvendo automóveis e motociclistas nos principais corredores das grandes cidades”, defendeu o senador Jorge Viana (PT-AC), autor da proposta.
O projeto foi apensado ao PL 1517/11, do deputado Newton Lima (PT-SP), e ambos serão analisados em caráter conclusivo pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O PL 1517 proíbe o trânsito de motocicletas entre as faixas. Íntegra da proposta: PL-1517/2011; PL-5007/2013
(Fonte: Agência Câmara)

terça-feira, 21 de maio de 2013

PENTEADO AFRO


Em Cali, na Colômbia, uma mulher mostra o seu penteado durante a nona edição do meeting organizado pela Associação "Tejiendo esperanzas", um evento que visa o reforço da identidade cultural e étnica da comunidade afro-colombiana.


(Foto: Christian Escobar Mora - EPA)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

TRILOGIA DA NOITE


Noite - 1

Eugênio Magno

Ventos endiabrados sopram contra a ferida exposta. O sangue corre, escorre, turva a visão e cobre a face. O silêncio e a escuridão. Fragmentos de loucura sobrepõem a razão - em tons sombrios. Miragens fantasiosas de trilhas inacabadas remetem ao nada. Sobre os ombros a chuva fria fura como espinhos. O corpo no barro e o barro no corpo são lamas da mesma tempestade.

(Do livro IN GÊ NUA) IDA DE - versos e prosa, 2005)

domingo, 12 de maio de 2013

O PARADOXO DO CRISTIANISMO


Tornar-se cristão, o núcleo do pensamento de Kierkegaard 
 
“O tornar-se cristão não é um tema entre outros na obra de Kierkegaard, mas o núcleo de seu pensamento, o fio vermelho, por assim dizer, que atravessa toda a sua obra”, pondera o filósofo Jonas Roos* na entrevista que concedeu por e-mail à IHU On-Line. Nesse pensador, a fé “é entendida como um processo que envolve dois movimentos complementares, o de resignação, o abandono da realidade finita e temporal, e o de retomada da finitude e temporalidade. A fé só se realiza na conjunção dos dois movimentos, de modo que não é entendida como negação do finito e temporal, mas sua ressignificação”.
Contudo, questiona Roos, como é possível “chegar a uma construção de sentido que tenha um valor eterno para o indivíduo, mas que esteja fundamentada em relatos históricos como são, por exemplo, os evangelhos?”
E acrescenta: “O paradoxo do cristianismo é justamente o de que a verdade eterna irrompe na história e na finitude. Neste entendimento a verdade não é um conceito, mas uma pessoa, uma vida; a verdade cria corpo, é encarnação. Este é o sentido de Jesus Cristo, a rigor o único paradoxo do Cristianismo”. Para ler a entrevista clique aqui.

*Jonas Roos é graduado em Filosofia pela Unisinos, mestre e doutor em Teologia pelo Instituto Ecumênico de Pós-Graduação em Teologia com a tese Tornar-se cristão: o paradoxo absoluto e a existência sob juízo e graça em Soren Kierkegaard, com pós-doutorado em Filosofia pela Unisinos. É professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF e autor de Razão e fé no pensamento de Soren Kierkegaard: o paradoxo e suas relações (São Leopoldo: Editora Sinodal; Escola Superior de Teologia, 2006).

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A TV FALA MAIS ALTO QUE O CINEMA NO SISTEMA AUDIOVISUAL BRASILEIRO


Em busca de (bons) contadores de histórias
Em entrevista à Folha de S. Paulo, na semana passada, o cineasta e sócio da produtora O2, Fernando Meirelles, declarou que “a TV é hoje mais interessante do que o cinema”. Segundo o diretor de seis longas (dois dos quais acumulam oito indicações ao Oscar), a televisão é um espaço “onde a inventividade é mais possível”. “A TV ainda não paga a qualidade (de produção) que o cinema paga. Mas acho que é por pouco tempo”. A constatação de Meirelles acontece em um momento crucial no mercado de produção publicitária brasileira. Por conta da nova lei da TV por assinatura, em vigor desde setembro, a obrigatoriedade da cota de produção nacional irá gerar uma demanda de 7,6 mil horas de conteúdo inédito por ano nos diversos canais pagos em operação no País. Esse processo representa uma injeção de nada menos do que aproximadamente R$ 2 bilhões no mercado audiovisual brasileiro. Uma verdadeira corrida ao ouro que, como sempre acontece em qualquer disputa, privilegia os mais preparados.
Ao longo das últimas décadas, as produtoras tiveram na publicidade a sua maior fonte de receita e por algum tempo, ainda o será. No entanto, com essa janela de oportunidade que se abre com a nova lei, há grandes chances de o perfil de negócios das empresas do setor sofrer modificações e a produção de conteúdo para TV ganhar um peso inédito. Contudo, levará ainda algum tempo para que isso de fato se concretize. E o maior gargalo para que haja oferta no mercado para atender a essa demanda está na essência dessa indústria. Faltam boas histórias e, principalmente, quem saiba contá-las. Nunca antes os roteiristas foram tão valorizados como agora.
Fazemos parte de um mercado cuja presença da TV aberta é absoluta a ponto de ditar uma linguagem que influencia o próprio cinema. Ao mesmo tempo (e até por conta disso) a grande escola de redatores publicitários está no comercial de 30 segundos. E o que mais se vê atualmente nos breaks comerciais são anúncios visuais, filmes sem grandes locuções, ideias cheias de truques nas quais se reproduz uma cultura rasa e ciclotímica da Archive.
Ou seja, há uma grande avenida a ser ocupada por contadores de história que ainda serão formados. Profissionais que não virão necessariamente, como se pode imaginar, nem da publicidade nem da TV aberta, mas que terão perfis mais autorais e que saibam lidar com um meio que está em mutação, sob forte influência de outras telas e dos desdobramentos transmídia.
Estimativas do mercado dão conta de que para cada 25 diretores de cena disponíveis, haja apenas um roteirista. É um número que representa uma realidade muito peculiar do Brasil: sua alta capacidade de realização. E a publicidade é uma grande escola nesse sentido.
O salto que se espera que aconteça agora é mais profundo. Exige uma volta às origens, quando os recursos eram mais escassos, e o essencial fazia a diferença. Algo que a escola argentina aprendeu na marra por conta de toda a crise que tem enfrentado ao longo das duas últimas décadas. Isso explica também por que o cinema brasileiro nunca levou um Oscar. Se este é o grande momento da TV, como diz Fernando Meirelles, espera-se que seja também uma grande oportunidade para reverter essa situação.
(Fonte: Blog da Regina Augusto no Site de Meio & Mensagem)

sábado, 4 de maio de 2013

PSDB-2014

Um Plano Collor requentado em forno mineiro 

O economista Edmar Bacha, um dos formuladores do PSDB, apontado como interlocutor credenciado do presidenciável Aécio Neves, resumiu em debate promovido esta semana pelo jornal Valor, algumas prioridades tucanas na eventual volta ao poder. São elas: a) retomar a Alca; b) supressão robusta das tarifas que protegem a indústria local; c) redução do tamanho do Estado, com desmonte da Previdência, por exemplo; d) fim das políticas indutoras de industrialização, a exemplo do conteúdo nacional imposto às encomendas da Petrobrás. O suposto é que isso, associado a forte desvalorização cambial, injetará eficiência à indústria brasileira, hoje cambaleante. Faltou dizer quantas unidades fabris e de emprego sobreviverão a esse Plano Collor de bico longo, agora requentado em forno mineiro. O importante a reter é a coerência do PSDB. O partido quer voltar ao poder para terminar o que começou nos anos 90: o desmonte completo do papel do Estado na agenda do desenvolvimento.  Para fortalecer seus alicerces, trouxe ao Brasil, Vito Tanzi, ex-FMI, 'amigo' do país desde a crise da dívida, nos anos 80. Tanzi veio demonstrar, em carne e osso, como a ideologia não muda. Independente dos vexames de sua prática. E por uma razão muito forte: por trás das ideias, melhor dizendo, à frente delas, caminham os interesses. Felizmente há quem discorde deles. E com decibéis intelectuais suficientes para evidenciar que, subjacente à gororoba do contracionismo-expansionista,  defendida pelos Rogoffs, Tanzis e similares locais  existe um déficit. Não propriamente fiscal. Mas de coordenação estatal da economia. Quem explica é o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, o interlocutor de Bacha, no  debate promovido pelo Valor.  Para ler a matéria completa do postada no site cartamaior.com.br, clique aqui.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

MEIA-ENTRADA PARA ESTUDANTES E IDOSOS


CCJ aprova regulamento da meia-entrada

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou o Projeto de Lei 4571/08, do Senado, que regulamenta a meia-entrada para estudantes e idosos em cinemas, teatros, competições esportivas e espetáculos culturais. Pelo texto, a concessão do direito é assegurada a 40% do total dos ingressos disponíveis para cada evento.
O deputado Ademir Camilo (PSD-MG) apresentará um recurso para que o projeto seja analisado pelo Plenário. Ele já obteve 125 assinaturas de apoio, muito mais do que os 10% necessários para que o recurso seja acatado.
O deputado Esperidião Amin (PP-SC), que apresentou um dos destaques à proposta, acredita na ação do Executivo para alterar o projeto. Ele lembrou que a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República foi contra a limitação do direito à meia-entrada para idosos em 40% do total. O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) não prevê limite para a aquisição de meia-entrada por idosos.
A CCJ rejeitou os destaques para retirar os idosos do projeto, entre eles o de Amin. “Estamos reduzindo em 60% a possibilidade de o idoso exercer um direito que ele tem”, disse o parlamentar. Íntegra da proposta: PL-4571/2008
 (Fonte: Agência Câmara)M

domingo, 28 de abril de 2013

O CINEMA E A TEOLOGIA NEGRA


A cruz e a árvore do linchamento

Rosino Gibellini*
Tradução: Moisés Sbardelotto


O cinema está propondo  – com dimensão internacional – o tema da escravidão praticada em particular nos Estados do sul dos Estados Unidos antes da Guerra Civil (1860-1865) com dois filmes.
O duro filme de Tarantino, Django Livre, que, através da ficção de um célebre escravo, ao qual são removidas as correntes, permite uma revisitação dos campos de trabalho de algodão e tabaco, e das fazendas, onde os escravos trabalhavam, submetidos também a práticas de extrema e perversa desumanidade, reconstruídas no filme com realismo.
Continua sendo um documento contra o racismo cruel da América branca. Um historiador escreveu: "Um reino de terror prevalecia em muitas partes do Sul" (cf. alguns livros que retornaram à atualidade historiográfica, do dossiê sobre a Teologia Negra, Giornale de Teologia, 109, 1978).
O douto filme de Spielberg – quase um contraponto ao filme de Tarantino –, de seco título Lincoln, reconstrói todo o processo, até mesmo tortuoso, para chegar, no fim da Guerra Civil, à aprovação da famosa 13ª Emenda à Constituição norte-americana, que abole a escravidão (1865) em todos os Estados Unidos, incluindo os 13 Estados norte-americanos secessionistas do Sul (Alabama, Arkansas, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Flórida, Geórgia, Louisiana, Mississippi, Tennessee, Texas, Virgínia).
O filme termina com o som dos sinos, pela dupla vitória anunciada – fim da guerra (600 mil mortos) e abolição da escravidão –, mas também com a morte do presidente Lincoln, três dias depois da vitória.
Certamente, outros cadáveres seguirão no tempo – em conexão com a causa dos negros –, Martin Luther King, Malcolm X, o presidente Kennedy.
A luta pela dignidade dos negros nos EUA da arrogante supremacia dos brancos também é um capítulo da teologia do século XX – a Black Theology – que eu ilustrei em um capítulo escrito na biblioteca especializada em Black Studies, do International Theological Center, de Atlanta (Geórgia), para a Teologia do Século XX (1992, 2007, 6, 411-445).
A teologia negra está agora comprometida, culturalmente, com o estudo das slave narratives, os relatos do tempo da escravidão, que contêm uma teologia, em que a fé em Deus e em Cristo é expressada pela comunidade negra com a linguagem ancestral da cosmovisão africana.
Entre os textos recentes da black theology deve-se incluir o livro de James Cone, dedicado a uma sofrida comparação, A Cruz e a Árvore do Linchamento (New York, 2011).
O linchamento era uma forma de bárbaro suplício para os escravos, que, por punição (fora de qualquer regulamentação de lei), eram mortos enforcados em uma árvore, para o escárnio dos brancos. Os historiadores da escravidão enumeram em alguns milhares os casos de prática do linchamento de negros.
Agora, James Cone, o principal representante da teologia negra, autor de Uma Teologia Negra da Libertação (1970) e de O Deus dos Oprimidos (Queriniana, 1978), desenvolve no seu novo livro a história do linchamento, com ampla documentação histórica, acompanhada de uma intensa reflexão teológica.

* Teólogo, doutor em teologia pela Universidade Gregoriana de Roma e em filosofia pela Universidade Católica de Milão.

(Fonte: Site do Instituto Humanitas Unisinos)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

SEMANA DE AÇÃO GLOBAL PELA EDUCAÇÃO


Más y mejores docentes para todos


Pablo Gentili

1.700.000 nuevos docentes serían necesarios para atender a los 61.000.000 de niños y niñas que no reciben educación primaria en todo el mundo. Aunque la falta de maestros se concentra fundamentalmente en el continente africano, donde el déficit es de más de 1.000.000 de docentes, el problema también se extiende a las naciones más ricas y opulentas del planeta.
La situación se torna mucho más grave cuando se observa que los maestros y maestras en ejercicio, tanto en el Norte como en el Sur, ven deteriorarse sus condiciones de trabajo, mientras sus perspectivas de estabilidad en los cargos se vuelven inciertas y su reconocimiento social se desvanecerse bajo una lluvia de acusaciones que, sin demasiadas pruebas, les imputan la responsabilidad plena sobre todos los males que se ciernen en el futuro de nuestras naciones.
Casi todas los países del mundo están de una forma u otra en crisis, sea por dirigirse de manera certera al abismo económico y social o, contrariamente, por estar en una expansiva onda de crecimiento. Aquí y allá, cuando se pretende explicar por qué una nación está en problemas, la causa fundacional suele atribuírsele a la educación y, dentro de ella, a los docentes, quienes, por su falta de visión estratégica, de formación académica, por su alta politización o, simplemente, por su defensa de los derechos laborales que deberían protegerlos, son incriminados como uno de los factores más estructurales de las crisis existentes. Nada de lo que hace un maestro parecería merecer reconocimiento público. Una simple revisión de las noticias de educación que aparecen en cualquier periódico del mundo podría comprobarlo. El ataque a los maestros se realiza hoy con munición pesada, desmoralizando a los que ejercen la docencia y, naturalmente, desalentando a los que podrían animarse a ejercerla.
Estamos, pues, en problemas. Faltan maestros y maestras en todo el mundo. Y los que tenemos no parecen estar a la altura de los desafíos con que nos interpela el futuro.
Estos son algunos de los asuntos abordados en las numerosas actividades que componen la Semana de Acción Global “Todo niño y niña necesita un maestro", promovida por la Campaña Mundial por la Educación (CME)y replicada en los diversos continentes por diversas organizaciones de defensa de la escuela pública.
Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

AMÉRICA LATINA LIVRE E DEMOCRÁTICA

A ‘escalada democrática’


Episódios recentes na vida política da América Latina indicam que estamos diante de uma ‘escalada democrática’ . Em junho de 2012, numa sexta-feira, deu-se o golpe democrático’ contra Fernando Lugo, presidente eleito do Paraguai. Processado e derrubado pelo Congresso em 33 horas, seu afastamento consolidou-se na eleição deste domingo, que devolveu o poder à direita paraguaia. Três anos antes, a modalidade já havia sido testada em Honduras.
O Presidente Manuel Zelaya foi ‘impedido legalmente' em 29 de junho de 2009. Seis meses depois, uma nova eleição dava sua vaga ao conservador Porfírio Lobo, derrotado por Zelaya em 2005. Enfim, se você perde nas urnas o jeito é afastar quem ganha para liberar o caminho.
Isso lembra alguma coisa chamado 'mensalão'? Deflagrado em 2005 com o objetivo de levar Lula ao impeachment e impedir sua reeleição no ano seguinte, a AP 470 mantém sua 'funcionalidade eleitoral' e é assim que entra em fase decisiva de recursos esta semana (leia o editorial de Carta Maior: "Mais 250 dias ou Fux vai matar no peito?").
A contrapelo do cerco conservador, Lula foi reeleito em 2006 e repeliu o golpe contra Zelaya, em 2009. A embaixada brasileira em Honduras concedeu asilo ao presidente deposto.
O conjunto foi duramente criticado pelo dispositivo midiático. No caso de Lugo, as emissões conservadoras se alvoroçaram de maneira ainda mais ostensiva. A frente pró-golpe manifestar-se-ia, primeiro, no Congresso brasileiro.Expoentes tucanos e emissários do agronegócio brasileiro, que anexou extensões escandalosas de terras do país vizinho, em prejuízo dos camponeses locais, desfraldariam o lobby. Queriam o ‘reconhecimento imediato do novo governo amigável’ por parte da Presidenta Dilma. Rechaçados, entrou em campo a cavalaria midiática.
A Folha disparou um editorial sugestivamente intitulado ‘Paraguai soberano’(26-06). Curioso que não tenha produzido título equivalente no caso recente da Venezuela.
O texto esbravejava antecipadamente contra a reunião do Mercosul que ocorreria em Mendoza, três dias depois, para examinar a crise. O jornal da família Frias recomendava , quer dizer, ordenava: ‘o melhor que o Itamaraty tem a fazer é calar-se e respeitar a soberania do vizinho’.
Como os presidentes do Brasil, Argentina e Uruguai não se pautaram pelos editoriais e, ademais de suspender o Paraguai golpista, incorporaram a Venezuela ao bloco, as cepas e esporões direitistas passaram a reproduzir-se com furor lacerdista no noticiário. A política externa brasileira foi reduzida à posição de linha auxiliar do chavismo e do kichnerismo.
No caso recente da eleição venezuelana, o diapasão conservador arremeteu direto contra as urnas A margem estreita que marcou a vitória de Nicolas Maduro contra o direitista Enrique Capriles foi a senha para a contestação do processo democrático.
A ordem unida veio dos EUA: não legitimar Maduro enquanto uma recontagem não ‘esclarecesse melhor o quadro’. Para continuar lendo a matéria de Saul Leblon, clique aqui.