da mina de Pau Branco da empresa Vallourec
A natureza não perdoa
Blog de Eugênio Magno
A natureza não perdoa
Louvado sejas, meu Senhor
Este ano de 2022 que está iniciando hoje será um ano de muitos debates políticos: partidários, eleitorais, ideológicos, muitas falas acaloradas. Um ano em que, muito especialmente, nós brasileiros, estaremos sendo convocados a uma maior politização, para que possamos redefinir os rumos do nosso país, compreender melhor as nuances da política e as implicações tanto do nosso voto e dos nossos posicionamentos quanto de nossa apatia ou neutralidade. Futebol, exceto para os grandes craques, técnicos e cartolas, não muda a vida de ninguém e, sinceramente, não sei se vale à pena discutir. Agora, política e religião necessitam ser debatidos intensamente e sabiamente, sem fundamentalismos e, de preferência, sem trazer a esdrúxula lógica da torcida futebolística para esse campo.
Com a pretensão de iniciarmos o ano com um pensamento que vá um pouco além da preocupação com nossos próprios umbigos, o episódio # 28 UNIDOS POR UMA PREOCUPAÇÃO COMUM, do podcast Política com Fé, destaca algumas palavras do papa Francisco, da sua encíclica Laudato Si, sobre o cuidado da nossa casa comum: a terra, o planeta.
Para acessar todos os episódios do podcast clique aqui.
Abaixo alguns trechos do último episódio do ano do podcast Política com Fé.
Assim como muitos
companheiros, abnegados, temos lutado, na trincheira que nos é própria, sem
esmorecimento e assim pretendemos continuar. Afinal, escolher essa luta ou ser
escolhido e se ver constantemente nela já se tornou rotina, cotidiano, prática
de vida. Entretanto, não podemos deixar de fazer as críticas, as autocríticas
e, porque não, falar das decepções, em nossas próprias trincheiras, que são
enormes. O corporativismo de alguns grupos é tamanho que fica escancarado o
jogo, aético, praticado por seus representantes: atores-autores dessa
dramaturgia tragicômica. As instituições que mais criticam e atacam
comportamentos, políticas e procedimentos não conseguem mais sustentar, para a
plateia, o teatro a que se impuseram. É difícil dizer se é a hipocrisia que
cresceu a ponto de fazer grandes sombras sobre seus cultivadores ou se eles
realmente passaram a acreditar tanto nos papéis que representam que, presos em
jaulas de ouro, autônomos e autômatos, consomem-se entre si e a si mesmos, num
banquete de autocanibalismo referencial e narcísico de insignificâncias que é
deprimente. O cinismo grassa e qualquer nesga de poder vem se transformando em
balcão de troca, espaços para a prática de nepotismos cruzados e diretos.
Apontar e falar contra
quem se encontra no outro espectro sempre é mais fácil. Difícil mesmo é cortar
na própria carne. Dos neoliberais e da direita ultrarradical, recém saída do
armário, nem há o que falar, nem vou gastar minha energia com palavrórios do
tipo que topo constantemente nos meios que circulo. Enquanto os capitalistas
ricos, mas também os pobres iludidos com a ideia de uberização profissional
fazem proselitismos da prosperidade liberal, alguns setores que se autodenominam
de esquerda, encarapitados nos sindicatos, nas universidades, nas religiões, na
mídia, nas artes e, mesmo nos partidos, usam o discurso de defesa dos pobres
para garantir a estabilidade de seus status.
Dois anos de pandemia foi
mais do que suficiente para ver a profusão de inutilidades que é produzida,
embalada pela lógica produtivista que invadiu o mundo intelectual. Ver e sentir
debaixo do nariz todo o odor desse populismo adornado pela razão cínica, com
romantização da pobreza, identitarismos que pautam pela defesa de protagonismos
e empoderamentos seletivos é nauseante. É imperioso que se recupere a
sobriedade progressista, se é que ela já existiu algum dia.
Para ouvir o episódio completo, que está imperdível, # 27 - BEM VINDO 2022!, clique aqui.
Poema Inacabado
Eugênio Magno
Só restava a
esperança em
Um dia distante que
nunca chegava.
Não havia fim e
Os começos também
cessaram.
Algo foi emudecendo
em nós.
Ficamos inertes.
E gélidos, fomos nos
definhando.
A palavra, afiada,
mal dita,
Precipitava ainda
mais a desintegração,
Até mesmo aquela,
Da solidez insípida
Em que nos
transformamos.
Agora,
Como gotas de água da
chuva,
Somos
Náufragos
Em mar aberto.
(Foto: Twitter/Stella Moris)
(Corrente Escravidão Opressão - Pixabay)
Opressão X Libertação
O antagonismo entre Libertação e Opressão é claro e
desde as primeiras manifestações de opressão por parte dos poderosos que o povo
oprimido resistiu e reagiu, lutando por libertação, ainda que lhe fossem
impostas duras penas. Não existe vencedor sem vencido o que, conseqüentemente,
confirma a existência de uma luta mesmo que desigual entre as partes. E, são as
lutas – vencidas e perdidas –, do passado e do presente, que estimulam outras e
novas batalhas que fazem perpetuar o ideal de liberdade.
A primeira edição de novembro do podcast Política com Fé* traz, além dos informes do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP), uma breve reflexão Opressão versus Libertação: denúncia e anúncio, apoiada no profetismo de Leonardo Boff e Paulo Freire.
Para ouvir o episódio # 26 - OPRESSÃO X LIBERTAÇÃO, clique aqui.
*Visite a plataforma do nosso podcast. Conheça e ouça todos os nossos episódios e se inteire das temáticas de Fé e Política: anchor.fm/eugenio-magno.
No próximo dia 25 de novembro, às oito da noite, tem sarau no Bar do Museu Clube da Esquina, em homenagem ao cantor e compositor cearense, Belchior (1946-2017) e ao poeta montes-clarense, Aroldo Pereira.
O evento será regado a canções inesquecíveis do autor de Apenas um Rapaz Latino Americano e a um recital poético sob a égide dos poemas e parangolés do catrumano, Aroldo Pereira, idealizador e curador do Salão Nacional de Poesia Psiu Poético.
Bar do Museu: Rua Paraisópolis, nº 738, esquina com Divinópolis, no bairro Santa Tereza, Belo Horizonte, MG - telefone: (31) 2512.5050.
Muskismo, o capitalismo extraterrestre
(Imagem: sindicato dos Jornalistas de São Paulo)
O podcast "Política com Fé", produzido e apresentado por Eugênio Magno está comemorando seu primeiro aniversário. Em 5 de novembro de 2020, com o episódio # ZERO - Fé, Espiritualidade e Política, trouxemos para a plataforma Anchor/Spotify, a primeira edição do podcast, enfrentando todas as dificuldades que um estreante em uma mídia com a qual não tem intimidade enfrenta.
(Créditos da imagem: Nando Motta / Brasil 247)
Educadores e Educandos: uma relação de amor e coragem
Neste mês de outubro de 2021, dedicamos dois episódios do nosso podcast, Política com Fé, às comemorações do Dia do Professor e da Professora e ao Centenário de Paulo Freire, o patrono da educação brasileira.
O episódio # 22 - CENTENÁRIO DE PAULO FREIRE E DIA DOS PROFESSORES, que foi disponibilizado nas plataformas de podcast no dia 1º de outubro, trata da diversidade das condições de vida dos professores no Brasil e da utilização de Freire como escudo, por parte de setores da sociedade.
Já no dia de hoje (15 de outubro), o podcast apresenta fatos e feitos de Paulo Freire. No episódio # 23 - QUEM TEM MEDO DE PAULO FREIRE?, falamos das conquistas e das perseguições sofridas pelo mestre dos mestres.
Ouça, curta, siga e compartilhe o Política com Fé, o podcast que educa e contribui para diminuir o número de analfabetos políticos no Brasil.
Para ouvir o podcast clique nos links abaixo:
#22, #23, POLÍTICA COM FÉ e Todos os episódios.
Não digam que não foram avisados
Na quarta-feira de "cinzas" da grande trapalhada bolsonarista, o day after do 7 de setembro - que começou com comemorações, pompa e circunstância nas trincheiras do radicalismo da extrema direita brasileira -, foi dia de chororô, xingamentos e desembarques da canoa que sempre esteve furada.
Os jornalistas compromissados com a verdade e com o país (não apenas com grupos econômicos), intelectuais e até mesmo pessoas com o mínimo de formação e informação política cansaram de alertar a população, familiares e amigos ingênuos sobre as ameaças que Jair Messias Bolsonaro representava para o país. Mas não foram ouvidos. Arrivistas e marinheiros de primeira viagem superlotaram com fervor juvenil a embarcação avariada de um ex-capitão que prometia enfrentar mares bravios e muitas emoções em uma rota suicida espetacular.
Sob todos os aspectos ele cumpre o que prometeu: por um lado, no campo da ação, destroçou o país nas esferas diplomática, econômica e institucional; sem contar o negacionismo que levou quase 600 mil brasileiros à morte na pandemia da covid-19. Por outro lado, no campo do palavrório populista, age como sempre agiu: dorme pensando em algo que possa afirmar de manhã para desmentir à tarde.
Não foi diferente no fatídico 7 de setembro de 2021. Portanto, como dizia o saudoso locutor esportivo, Fiori Gigliotti, "agora, não adianta chorar", todos foram avisados. É patético assistir esses marmanjos soluçando com lágrimas nos olhos, vociferando contra quem sempre seguiu à risca o seu script.
Só acredita em papai noel quem gosta do autoengano.
Quer um conselho? Não mande mais cartas para o bom velhinho. Vá à luta, companheiro!
Filosofia da tolerância
O ser humano se faz mediante a capacidade de criar o que o liga a Deus, a si próprio e aos outros, ao que ele cria e à história.
O episódio # 20 - FILOSOFIA DA TOLERÂNCIA do podcast Política com Fé continua com os apontamentos e reflexões sobre o livro “TOLERÂNCIA: Por uma ética de solidariedade e de paz”, de Bernhard Häring e Valentino Salvoldi.
Nessa edição os comentários e citações são do quarto, quinto e sexto capítulos do livro. De forma didática e gradativa, mas profunda, os autores conduzem o leitor à reflexão sobre temas fundamentais para a compreensão, o exercício e a construção ou o aprendizado da tolerância. Cronologicamente os capítulos abordados são, respectivamente: Pessoas e valores: para uma filosofia da tolerância, Do particularismo ao universalismo: uma abordagem bíblica e A tolerância e os seus desafios: a verdade e as suas religiões.
Dentre outras coisas, aprendemos sobre verdade e dogmatismos e somos alertados em relação aos equívocos que levam ao comportamento intolerante.
O ser humano é em si mesmo um valor e, por isso mesmo, necessita cultivar valores morais e princípios éticos. Aliás, nunca é demais lembrar que o cultivo da ética, dos valores e dos princípios morais contribui para promover o valor próprio do ser humano.
Você pode ouvir o podcast Política com Fé, clicando aqui.
Caminhando rumo à tolerância
Companheiras constantes nesse caminho em direção à tolerância são as nossas inteligências intelectual, emocional e físico-motora, além do conhecimento e da prática da democracia, de quem a tolerância é irmã siamesa.
É imprescindível compreendermos a necessidade de uma integração desse nosso ser tão fragmentado, para que não fiquemos apenas na intenção. Empreender essa viagem, na compreensão de Bernhard Häring e Valentino Salvoldi, é muito mais do que um trabalhoso processo histórico, mas, fundamentalmente, um desafio cotidiano em que os seres humanos estão totalmente envolvidos nas diferentes esferas do ser e do viver.
O podcast Política com Fé está dedicando uma série de episódios à leitura comentada do livro “TOLERÂNCIA: Por uma ética de solidariedade e de paz”, de Häring e Salvoldi. O episódio # 19 - Caminhando rumo à tolerância, traz apontamentos sobre o segundo capítulo, intitulado As raízes da intolerância, cujos tópicos são: Premissas a uma ‘antropologia da intolerância’, Elementos biológicos úteis à compreensão da gênese do comportamento intolerante e Medo, simplificação, sentido de pertença.
Ouça o podcast clicando aqui.
Novo episódio do Podcast "Política com Fé" traz mais apontamentos e reflexões sobre o livro Tolerância
"A história humana é recheada de exemplos de conflitos variados que remontam à antiguidade, ao mesmo tempo em que são registrados, desde tempos remotos, os esforços humanos para administrar de forma pacífica a convivência, todavia incorrendo em equívocos como a exclusão ou a marginalização, tendo em vista controlar determinados grupamentos sociais, definindo-os com base na atividade econômica, na riqueza, na ascendência e/ou na raça."
Esse é um dos trechos do episódio # 18 - As várias faces da intolerância explorando o primeiro capítulo do livro de Bernhard Häring e Valentino Salvoldi, “TOLERÂNCIA: Por uma ética de solidariedade e de paz”, onde os autores identificam a rigidez, a impaciência e o desencontro como algumas das principais características de manifestação da intolerância.
O episódio traz ainda o quadro "CEFEP Informa", com informações sobre as principais ações do Centro Nacional de Fé e Política.
Para ouvir o podcast, clique aqui.
Um retrato das atuais sociedades distópicas