sexta-feira, 25 de setembro de 2020

COMO A CORRUPÇÃO INFLUENCIA A RESPIRAÇÃO DA POPULAÇÃO

(Raphael Patrasso / Reuters)


ENFOQUE-Respiradores que nunca chegaram: como a corrupção dificultou o combate à Covid-19 no país


Enquanto pacientes com Covid-19 inundavam o sistema público de saúde do Rio de Janeiro do início de abril ao final de maio, o médico Pedro Archer tomava decisões angustiantes.
As pessoas com dificuldades para respirar precisavam de respiradores, disse ele, mas não havia o suficiente para todos; os que tinham pequena chance de recuperação foram preteridos.
“Todo turno era assim”, afirmou Archer, cirurgião de um hospital municipal do Rio. “Às vezes, eu dava sedativos apenas para que não sofressem. Por fim, eles morriam.”
Algumas dessas mortes, dizem agora promotores estaduais e procuradores da República, poderiam ter sido evitadas. Eles alegam que autoridades teriam embolsado até 400 milhões de reais por meio de esquemas de corrupção que conduziram a contratos inflacionados com aliados durante a pandemia. Os negócios, segundo eles, incluíram três contratos para 1.000 respiradores, sendo que a maioria nunca chegou.
O ex-secretário estadual de Saúde do Rio Edmar Santos foi preso em 10 de julho e acusado de corrupção em relação a esses contratos. Um advogado de Santos não respondeu a um pedido de comentário. Santos admitiu ter participado de vários esquemas ilícitos envolvendo licitações públicas fraudadas, de acordo com documentos judiciais confidenciais preparados por investigadores federais e analisados pela Reuters. Ele agora é uma testemunha que coopera na investigação, de acordo com os documentos.
Separadamente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), do cargo em 28 de agosto devido à preocupação de que ele pudesse interferir nas investigações. Witzel também está enfrentando um processo de impeachment por suposta corrupção na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Ele negou qualquer irregularidade em um comunicado à Reuters. O vice-governador Cláudio Castro (PSC), que assumiu a posição de Witzel em agosto, não respondeu a um pedido de comentário.
A América Latina foi duramente atingida pela pandemia, com mais de 8,6 milhões de casos confirmados de coronavírus até 21 de setembro, de acordo com uma contagem da Reuters. Só o Brasil registrou mais de 139.000 mortes por Covid-19, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.
Se a cidade do Rio fosse um país, sua taxa de mortalidade per capita por coronavírus seria a pior do mundo, segundo cálculos da Reuters baseados em dados da Universidade John Hopkins. Mais de 10.000 pessoas morreram de Covid-19 na capital fluminense, e mais de 17.000 em todo o Estado.
A resposta da região à pandemia foi prejudicada por vários fatores, dizem especialistas, incluindo pobreza e condições de vida urbanas superlotadas. Alguns líderes, incluindo o presidente Jair Bolsonaro, minimizaram a gravidade da pandemia.
Mas o vírus também foi ajudado pela ganância.
Assim como no Brasil, investigadores na Bolívia, no Equador, na Colômbia e no Peru também alegaram que as autoridades locais encheram seus bolsos por meio de esquemas de corrupção relacionados à pandemia.

Para ler na íntegra a matéria de Gram Slattery e Ricardo Brito para a Reuters, clique aqui.

domingo, 20 de setembro de 2020

ENCONTRO DA CNBB ARTICULA NO PAÍS O PACTO GLOBAL PELA EDUCAÇÃO


Da esquerda para a direita, Maria de Jesus Silva, Odete  Martins, Soraya Aragão, Alice Vieira, Dom João Justino Medeiros, Marilda Umbelina Santos (coordenadora da Pastoral da Educação, Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso (PEEDIR)  e  Frei Valdomiro Machado (assessor da PEEDIR) da Arquidiocese de Montes Claros*

O Minas e Gerais, traz hoje um breve relato sobre o Encontro Nacional da Pastoral da Educação, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que aconteceu, virtualmente, no final da semana passada. 

A pedagoga aposentada, Odete Martins de Oliveira Campos, que é agente da Pastoral da Educação, Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso, da Arquidiocese de Montes Claros - MG, apresenta, com exclusividade, para este blog, uma síntese do Encontro.


Logotipo da Pastoral da Educação, Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da Arquidiocese de Montes Claros*

Refletindo sobre o XX ENCONTRO NACIONAL 
DA PASTORAL da Educação da C.N.B.B  

                                                                                                                                     
Odete Martins*


Nos dias 11 e 12 de setembro de 2020, a Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da C.N.B.B, promoveu o XX Encontro Nacional da Pastoral da Educação, com o tema "Igreja em saída: a Pastoral da Educação na Escola Pública".
A proposta é baseada no apelo do Papa Francisco, em vista do Pacto Educativo Global. Devido a pandemia e as consequentes medidas preventivas de isolamento social o Encontro aconteceu por transmissão ao vivo pelo canal do YouTube, "Cultura e Educação" da C.N.B.B. Bispos de diversas regiões do país disponibilizaram vídeos focando o assunto como suporte e sensibilização aos mais de 1.500 participantes do evento.
O Encontro teve início, dia 11/ 09 , sexta- feira, às 20h, com a Cerimônia de Abertura à cargo de Dom João Justino Medeiros, Arcebispo de Montes Claros e presidente da Comissão de Cultura e Educação da C.N.B.B., seguido de painel sobre os desafios e esperanças da Escola Pública. No sábado, dia 12, às 9h aconteceu um painel com partilhas das experiências de pastorais da educação em algumas dioceses e às 15h, uma mesa de reflexão sobre as perspectivas da ação pastoral na Escola Pública. No encerramento do Encontro, Dom João Justino presidiu uma Celebração Eucarística, às 17h, na Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida de Montes Claros. 

Dom João Justino Medeiros*

A mensagem principal do Encontro, ressaltada por seus idealizadores e aclamada por todos os participantes é de que a Educação é um compromisso de católicos cristãos que, juntamente com todas as pessoas de boa vontade e bom coração, devem somar forças para construir uma sociedade mais justa, solidária, humana e fraterna.
Os cristãos/as, católicos/as, religiosos/as e leigos/as estão se colocando à disposição da escola pública, no sentido de se empenharem em favor de uma educação de qualidade em que todos sejam adequadamente e indistintamente valorizados.
O Papa Francisco, quer que a escola, seja uma escola em saída, assim como deve ser a igreja, indo ao encontro do outro, mesmo que este outro seja e pense diferente; dialogando e escutando, dentro de uma espiritualidade, que o conduza à fé, paz e luz, numa educação integral.
As propostas, temas e falas dos participantes do Encontro foram todos inspirados e ancorados nos ideais e objetivos do sumo pontífice para o Pacto Educativo Global: 
- que a escola, seja um lugar de missão, de testemunho cristão, onde a educação seja transcendente, as pessoas apaixonadas por seus irmãos, pela escola e por Jesus;
- que educadores e todos os envolvidos na educação, se pautem por uma maior interioridade, superando as diferenças, ignorâncias e individualismo, para que assim, os educandos, recebam o que há de melhor em cada um;
- que os jovens sejam acreditados e os educadores e funcionários, valorizados;
- e que o homem - seja criança, jovem ou adulto -, deve ser educado com um olhar para Deus, para a terra, sua casa comum e, para o mundo, respeitando suas origens, trabalhando nas três dimensões mais importantes de sua humanidade: a antropologia, a educação e a ecologia. Não podemos perder as raízes, as origens, pois o mundo é habitado por pessoas de diversas raças, cores, valores e espiritualidades.
Cabe à Pastoral da Educação, juntamente com educadores, instituições, famílias, enfim todos, respeitarem as diferenças culturais e promoverem o Ecumenismo do diálogo, para que as diferenças existentes, sejam para somar e não dividir, separar ou fragilizar.
Abraçando este projeto, estaremos todos, contribuindo para o legado que deixaremos para as novas gerações: um mundo melhor.
Esse abraço é um abraço global, de carinho e reconhecimento a todos os educadores e educadoras, que neste momento de pandemia, sem aulas presenciais, inventam e si reinventam, para que suas aulas e propostas educativas cheguem a seus educandos e às famílias brasileiras.
Todos nós, participantes do Encontro, Povo de Deus em Comunhão,  temos esperança de que todas as nossas articulações sensibilizem as autoridades políticas e eclesiásticas, instituições, famílias, comunidades escolares e a sociedade em geral, pois Educação é responsabilidade de todos.

A Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da C.N.B.B espera que toda a sociedade se mobilize para tornar realidade esse grande projeto global. Dioceses de todo o Brasil e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estão disponibilizando textos e vídeos com as diretrizes do Pacto Educativo Global. Maiores informações poderão ser obtidas no site da CNBB. Para ter acesso a esses subsídios, clique aqui.

* Todas as imagens são do arquivo pessoal de Odete Martins de Oliveira Campos.

Para ler mais sobre o tema, acesse: 



quarta-feira, 16 de setembro de 2020

SUBSERVIÊNCIA DO GOVERNO BRASILEIRO A TRUMP SÓ FERRA O PAÍS

 


(Foto: Getty Images)

As derrotas diplomáticas que o Brasil pode ter aceitado 
para ajudar Trump a se reeleger


Em um período de apenas 15 dias, o Brasil amargou três derrotas diplomáticas para os Estados Unidos. Mas, de acordo com pessoas com conhecimento direto das negociações, que conversaram reservadamente com a BBC News Brasil, o governo brasileiro não foi pego de surpresa pelos reveses: ao contrário, o Itamaraty teria atuado diretamente para promover o interesse dos Estados Unidos sobre os nacionais.
O motivo: ajudar o republicano Donald Trump em sua tentativa de reeleição à Casa Branca. Em desvantagem nas pesquisas eleitorais nacionais, Trump enfrentará as urnas em menos de 50 dias.
A sequência de ações é considerada "eleitoreira" e "mostra de subserviência", disseram diplomatas ouvidos pela reportagem.
No dia 28 de agosto, os americanos anunciaram que cortariam em mais de 80% a importação de aço brasileiro até o fim do ano. Ao fazê-lo, ainda agradeceram ao "diálogo construtivo" com o chanceler Ernesto Araújo. Treze dias mais tarde, o governo brasileiro decidiu expandir por mais três meses o prazo para importação de etanol americano com tarifas mais baratas, contrariando o interesse dos próprios produtores brasileiros.
As derrotas diplomáticas recentes do Brasil para os EUA não só tiveram conhecimento do Itamaraty, mas participação dele. Continue lendo a matéria de Mariana Sanches para a BBC News Brasil clicando aqui.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

DEPOIS DE TODOS OS ESTRAGOS BOLSONARO BRINCA DE PAPAI NOEL


Políticas públicas e estratégia eleitoral

Neste cenário de recessão, de aumento do desemprego e empobrecimento generalizado, o que vai acontecer quando o governo federal encerrar o auxílio emergencial? Mesmo considerando que o Renda Brasil se efetive, sobram 40 milhões de brasileiros que se habilitaram por sua condição de pobreza a acessar o auxílio emergencial e que não terão mais nenhum recurso para enfrentar as adversidades. O que vai acontecer com a popularidade de Bolsonaro?
Para ler a íntegra do texto de Silvio Caccia Bava para Le Monde Diplomatique Brasil, clique aqui.

sábado, 5 de setembro de 2020

DEUSES E ORÁCULOS

 

Robot hand touching fingertips with human hand
(Tumisu / Pixabay)

A impostura do digital*

Eugênio Magno

Há quem diga que a Comunicação Social – Jornalismo, Publicidade & Propaganda e Relações Públicas –, no formato que gerações com mais de 50 anos conheceram, morreu. Quem diz isso, em sua maioria, tem menos de 30 anos e fala meia verdade.

A Geração Z (mão no mouse), não reinventou a comunicação, muito menos inventou um novo marketing, apelidando-o de Marketing Digital, como apregoam por aí alguns apologistas digitais. Quase tudo continua como dantes no quartel de Abrantes, de forma piorada. E digo quase tudo porque não podemos negar a capacidade interativa das redes sociais, a precisão com que é possível fazer micro segmentação, a confiabilidade das métricas, a velocidade da distribuição da mensagem e a convergência de mídias. Sem contar a eliminação de uma grande quantidade de intermediários no processo comunicacional aliado a outros fatores, dentre eles, um que não pode ser desconsiderado por quem paga a conta, custos bem mais acessíveis. Mas essa é apenas uma das metades da verdade que é acessível apenas para quem dispõe dos meios tecnológicos e/ou do poder de pagar o alto custo dos mais sofisticados bots produzidos e gerenciados pelas megacorporações que dominam a indústria dos big data e monitoram as ações dos cidadãos mundo afora.

Tidos por muitos como Oráculos de Delfos, é preciso que nos atentemos para a impostura robótica. Diferentemente dos sacerdotes e sacerdotisas da Grécia antiga, os robôs não advinham o futuro. Através do monitoramento comportamental do indivíduo, os bots induzem o usuário dos meios informacionais a escolhas das quais extraem, a cada click, mais dados que, acumulados, transportam o novo homem cibernético para currais de segmentos virtuais, cujas movimentações, por mais livres que pareçam ao navegante, são quase que totalmente controladas, previstas e previsíveis. É assustadora, a influência sobre o comportamento humano e a forma como o capitalismo tecnológico explora, inclusive laboralmente, o internauta que, a todo instante, ao utilizar os sistemas digitais produz – como mão de obra gratuita –, mais e mais informações que alimentam o capital e cada vez mais nos enredam em uma relação de submissão a sofisticados padrões de controle social.

O que foi prometido ao cidadão como democratização e universalização do acesso à informação e à comunicação, assim como possibilidade de difusão de mensagens sem intermediação se transmutou muito rapidamente em um engodo. Existe sim maior capacidade de emitir mensagens, porém, sem nenhuma garantia de que estas sejam recebidas. O fluxo do processo de comunicação foi invertido. Se no passado, os grandes veículos de comunicação: TVs, rádios, jornais, revistas e agências de notícias, controlavam a emissão, atualmente, empresas como Google, Facebook, Whatsapp, YouTube, Instagram, Tik Tok, Telegram, Twitter e outros mais, com seus algoritmos e robôs, controlam a recepção.

As grandes plataformas digitais nos encurralaram em bolhas de “iguais”. Pilotamos nossos computadores e celulares como se fossemos poderosos emissores de mensagens para uma grande audiência, quando na realidade se quer conseguimos atingir o vizinho do apartamento ao lado do nosso. Em alguns momentos e circunstâncias seria mais apropriado dar alguns telefonemas ou recorrermos ao e-mail, isso para não sairmos da perspectiva do mundo virtual. Mas como continuamos acreditando no que nos prometeram, em um passado próximo, preferimos viver a ilusória impressão de sermos livres e poderosos navegadores do ciberespaço.  

Houve um tempo, não muito distante, em que como espectadores de nossos programas preferidos, no rádio ou na televisão, tínhamos a possibilidade de calcular até a hora de ir ao banheiro, fazer um lanche, dar um telefonema, ou coisa que o valha. O espaço para a programação era bem mais extenso e o momento do comercial, da propaganda era identificado como intervalo por vinhetas. No mundo digital, sem quê nem para quê, surgem comerciais aos borbotões, entrecortando falas de apresentadores, interrompendo raciocínios e desviando a atenção da audiência para verdadeiros testemunhais facilmente confundidos com notícias, informações ou disciplinas formativas pelos menos avisados.

Nem tudo que se anuncia como liberdade é deveras libertador. Baixo custo, acessibilidade, inclusão e letramento digital. Tudo é narrativa líquida. Desregulamentação, amadorismo maquiado por terminologias anglo-saxônicas, mensagens apócrifas, fake news, centrais de noticias odientas, etc. A imensa aldeia global está reduzida a minúsculas bolhas dispersas no caos das virtualidades.

* Esse artigo também foi publicado no jornal Pensar a Educação em Pauta.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

ENXURRADA DE FAKE NEWS

 

Captura de tela feita em 19 de agosto de 2020 de uma publicação no Facebook reproduzida pela AFP Chile

Como enfrentar as fake news

Para o bem e/ou para o mal, os meios de comunicação estão coalhados de fake news. O grande desafio é identificá-las, denunciá-las e evitar sua propagação.

A instantaneidade do digital deixa pouca margem para decodificar, apurar e refletir para depois agir. O estrago de reputações e a disseminação de mentiras, invenções, armações, picaretagens e até mesmo alertas, prevenções infundadas e esperanças falsas, tornaram-se fatos corriqueiros, principalmente nas redes sociais, mas também nos meios de comunicação tradicionais. 

Existem plataformas especializadas em confirmar e apontar notícias falsas e aplicativos para ajudar o internauta na análise de fake news, assim como alguns (ainda que poucos) mecanismos para denunciar e excluir esse tipo de postagem nas principais redes sociais. O mais importante, entretanto, é que cada um se reconheça na sua expertise e não fique por aí brincado de comunicador ou jornalista. O mundo já está conturbado o suficiente para que atos impensados, ainda que bem intencionados, tragam ainda mais conflitos e turbulências para esta sociedade em desordem.

Veja, por exemplo, este vídeo, anunciado pelo seu autor como "de utilidade pública familiar" que circula pelas redes sociais (já há algum tempo) alertando a população para os perigos de se deixar medir a temperatura por termômetros infravermelhos apontados para a testa. Tendo em sua abertura a chamada "é melhor prevenir do que remediar", a primeira imagem do vídeo é o desenho de perfil uma cabeça humana, destacando o cérebro e colocando em evidência a glândula pineal.

(Identificado como mídia da rede social Tik Tok) 

Embora aqui esteja sendo citado esse vídeo, a informação circulou de forma escrita, como mensagem de áudio e também em outros vídeos, partindo de vários perfis em quase todas as mídias sociais.

No caso específico dessa informação, indico a matéria que Marion Lfévre, da agência de notícias  AFP Argentina / Chile, realizou, cujo título é "Medir a temperatura com um termômetro infravermelho não danifica a glândula pineal". 

Não espalhe notícias sem checar sua veracidade. Para ler a matéria da AFP, na íntegra clique aqui.


terça-feira, 25 de agosto de 2020

REVIRAVOLTA NAS RELAÇÕES COMERCIAIS ENTRE BRASIL E ARGENTINA

 

(Foto: Getty Images)

'ArgenChina': por que a China desbancou Brasil como maior parceiro comercial da Argentina

O fato inédito ocorreu, quase desapercebido, em setembro e outubro de 2019, quando o país vizinho exportou US$ 74 milhões a mais para o país asiático do que para o mercado brasileiro. Em outubro, a diferença a favor da China foi menor, US$ 37 milhões.
Na época, pelo quase empate, os números não chamaram atenção. Fato que ocorre agora, depois de os chineses terem ultrapassado os brasileiros três meses seguidos, abril, maio e junho, e por um volume maior. Em abril, a Argentina exportou US$ 509 milhões para a China, principalmente em soja e carne bovina, um aumento de 50,6% em relação ao mesmo período de 2019.
Já para o Brasil, as vendas totalizaram US$ 393 milhões, enquanto no mesmo mês de 2019 tinham totalizado US$ 907 milhões, queda de quase dois terços, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística da Argentina (Indec).
No mesmo período, a Argentina importou mais do Brasil do que da China, mas os chineses encerraram o mês com saldo positivo de US$ 98 milhões no comércio bilateral, enquanto que o Brasil teve déficit de US$ 132 milhões.
Mas como a China conseguiu desbancar o Brasil como maior parceiro comercial da Argentina?

Para continuar lendo a matéria de Marcia Carmo, de Buenos Aires para a BBC News Brasil, clique aqui.

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

EX-GURU MIDIÁTICO DE TRUMP É PRESO NOS ESTADOS UNIDOS

Foto: Reprodução: DCM/Josías Teófilo/Instagram

Steve Bannon estrategista mundial da extrema direita 

acaba de ser preso

Televisões, rádios, jornais, portais e agências de notícias do mundo inteiro estão noticiando a prisão do ex-estrategista-chefe, da Casa Branca, Steve Bannon, que também é próximo da família Bolsonaro. 
O guru da extrema direita mundial e mais três associados foram indiciados por investigadores do Distrito Sul dos EUA (Nova York) nesta quinta-feira, sob acusação de fraudarem centenas de milhares de doares para a arrecadação de fundos para a campanha "Nós Construímos o Muro". Os responsáveis pela detenção de Bannon e seus comparsas alegam que as fraudes do grupo geraram “mais de US $ 25 milhões para construir um muro ao longo da fronteira sul dos Estados Unidos”.

sábado, 15 de agosto de 2020

PRIMEIRA MULHER NÃO BRANCA A CONCORRER EM CHAPA PRESIDENCIAL DE UM GRANDE PARTIDO NOS EUA

(Reuters)

 A obscura teoria que Trump encampa para questionar candidatura de Kamala Harris como vice-presidente


O presidente americano, o republicano Donald Trump, afirmou ter lido que a candidata à vice-presidente na chapa democrata, a senadora Kamala Harris, “não se qualifica” para o cargo que disputará na eleição de novembro.
A declaração amplifica uma teoria jurídica marginal que críticos de Trump consideram racista. O mandatário, aliás, promoveu por anos a falsa teoria de que o presidente Barack Obama não havia nascido nos Estados Unidos.
Filha de um jamaicano com uma indiana, Kamala nasceu em Oakland, no Estado da Califórnia, em 20 de outubro de 1964. Ao ser escolhida como vice do candidato Joe Biden, ela se tornou a primeira mulher não branca a disputar a eleição presidencial em um dos dois grandes partidos.
Para continuar lendo a matéria da BBC News Brasil, clique aqui.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O PSIU POÉTICO

(Arte do Psiu Poético 2020 - Criação: Gabriel Filpi)

Psiu Poético Festival de Arte Contemporânea

Estão abertas até 31 de agosto, as inscrições para o 34º Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético. Os poetas interessados em participar poderão se inscrever pelos e-mails: psiupoetico@gmail.com e psiupoetico.cinema@gmail.com.
A versão 2020 do Psiu acontecerá de 04 a 12 de outubro,  virtualmente.
Gabriel Filpi, autor da arte do Psiu Poético deste ano deseja aos participantes do evento que sua criação "suscite significados dentro de cada pessoa que a vir, que este estilingue nos lance além de tudo o que o psiu já foi. E, no vôo, antes de atingir a mira, que aprendamos juntos a voar".
A arte-logo da trigésima quarta edição do Psiu, DANÇAPALAVRA, é um desenho com finalização digital: grafite, lápis aquarelado, giz pastel oleoso, borra de café e marcador sobre papel, arte gráfica.
Aroldo Pereira aguarda todos os habitués do Psiu e conta também com a participação de novos poetas de todos os cantos do país. Participe!

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

HUMANISMO SOLIDÁRIO PELA VIA DA EDUCAÇÃO



(Imagem: Logotipo do Pacto Educativo Global)


Pacto pela Educação no Planeta*

Eugênio Magno

Os ataques de que a educação é vítima não são fatos novos. Ao longo da história, desde sua descoberta como possibilidade e sistematização como área de conhecimento, sobretudo, a partir da criação da escola, a educação vive a condição de ser portadora de contradições: avanços e retrocessos. Por essa e outras razões, tão criticada e, em certas circunstâncias, vilipendiada. De quando em vez observamos acenos alvissareiros que logo são sequestrados pelo capital ou dissolvidos por uma excessiva endogenia acadêmica.

Educação e escola vêm sendo confundidas, fundidas e amalgamadas de tal forma, por agentes internos e externos ao seu próprio campo, que no imaginário popular é senso comum interpretá-las como sinônimas. Apesar dos esforços de teóricos e gestores comprometidos com a causa educacional, a situação se agrava progressivamente e a correnteza que arrasta hora uma e hora outra, para o brejo, ofusca conquistas e achados importantes que poderiam, ao contrário, apoiá-las, reposicionando-as aos seus devidos e merecidos lócus. Se assim não fosse, mas é possível que esse quadro venha a se reverter, escola e educação poderiam ser interpeladas uma pela outra e, provocadas por uma sociedade que as distinguisse, fazer irromper uma pedagogia capaz de libertar a própria educação, a escola e, consequentemente, as instituições e seus líderes, dos vícios que as enredaram. São muitas as práticas sociais que são importantes demais para merecer apenas o cuidado de governos, de ministérios e dos experts.  A educação é um desses campos que não pode prescindir de uma ampla rede de contribuições, para além da pedagogia disciplinar, curricular. Carece de aportes que transcendam o universo acadêmico e contemplem saberes e fazeres – práxis – da ordem do familiar, do comunitário, do cultural, da terra – nossa casa comum –, da antropologia, da geopolítica, das artes, da ancestralidade, da ética, dos valores e virtudes e, porque não, do espiritual.

É, no mínimo, curioso observar de onde e com que pujança emerge o chamado planetário para repensar a educação. Ironicamente, ele vem justamente de uma das mais criticadas instituições mundiais, a Igreja Católica, que carrega ônus e bônus na condução de processos educativos pelos quatro cantos do mundo. Mas o que pode ser visto como paradoxal, é providencial e tem como protagonista o mais importante líder mundial da atualidade, o papa Francisco que, em visita aos países unidos dos Emirados Árabes assinou um documento sobre Fraternidade Humana, que propõe uma mudança de mentalidade em escala planetária por meio da educação.

No ano em que se comemora o quinto aniversário de lançamento da encíclica Laudato Si – documento que trata do consumismo e das questões climáticas e ambientais –, o sumo pontífice encaminha então mais uma das grandes ações contempladas no referido documento apostólico de apelo à unificação global. Neste ponto me refiro, precisamente, ao Pacto Educativo Global que, discutido em 2019, está sendo difundido mundialmente, pelo Vaticano, desde maio deste ano, de forma supraconfessional. Seu principal objetivo é recuperar o humanismo e posicionar a vida de todos os seres (humanos, animais, minerais e vegetais), da terra, da água, do ar e do céu, tendo a pessoa humana como centralidade do aprender, do educar, da partilha de saberes e conhecimentos.

Inspirado pelo provérbio africano “para educar uma criança é necessária uma aldeia inteira”, o papa propõe uma educação que permita relações abertas e fraternas, o que expressa a urgente necessidade de que toda a sociedade renove o compromisso de assegurar às gerações futuras uma educação voltada para a fraternidade e o diálogo. Escolas, universidades e a comunidade mundial estão sendo chamadas para promover estudos e reflexões sobre essa proposta. O Pacto Educativo Global, em essência, faz mais do que um apelo ou chamado, seu texto convoca e intima cada pessoa de bem para “se tornar protagonista desta aliança, assumindo compromisso pessoal e comunitário de cultivar, juntos, o sonho de um humanismo solidário, que corresponda às expectativas da humanidade e ao desígnio de Deus”.

É em boa hora que o Brasil, nestes tempos sombrios, recebe o anúncio dessa boa nova, para a qual deve abaixar a guarda e atendê-la, sem preconceitos e mi mi mis, mas de peito aberto, com “a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo”.

* Este artigo também foi publicado no jornal Pensar a Educação em Pauta.


                   

sábado, 1 de agosto de 2020

152 BISPOS CATÓLICOS MANIFESTAM DESCONTENTAMENTO COM GOVERNO BOLSONARO


Contra "descalabros" de Bolsonaro, intelectuais apoiam 
"Carta ao Povo de Deus"

(Foto: Marcos Corrêa/PR)

Projeto Brasil Nação, 
movimento de intelectuais e artistas, manifestou apoio a críticas feitas por 152 bispos brasileiros

As duras críticas a Jair Bolsonaro (sem partido) feitas por 152 bispos, arcebispos e bispos eméritos brasileiros na Carta ao Povo de Deus seguem recebendo manifestações de apoio. Na última sexta-feira intelectuais e artistas do Projeto Brasil Nação endossaram publicamente o posicionamento dos religiosos, criticando "descalabros" do governo federal e denunciando que Bolsonaro age de forma deliberada para "para destruir o Brasil e subordiná-lo aos interesses estrangeiros".

(Fonte: Site Brasil de Fato)

sábado, 25 de julho de 2020

"OS SATÉLITES DE ELON MUSK ESTRAGARAM O CÉU"


O cometa Neowise com os satélites Starlink interferindo na imagem
(Daniel López / elcielodecanarias.com)


 Tesla e SpaceX colocam dispositivos na órbita da Terra 
para comercializar serviços

Astrônomos alertam para o risco representado pelos projetos que colocam dispositivos na órbita da Terra para comercializar serviços.
“Isso me afeta muito, mas pode causar problemas a quem se dedica a procurar cometas, estrelas e outros astros por meio de telescópios, é sério mesmo para a ciência”, explica o astrofotógrafo Daniel López. Suas vistosas imagens de fenômenos astronômicos deram a volta ao mundo, mas na terça-feira à noite ele teve um problema inesperado ao tentar fotografar o cometa Neowise a partir dos cumes de Tenerife. Como se vê na imagem, um esquadrão de satélites da SpaceX, a companhia de Elon Musk, cruzou diante de seu alvo e provocou dezenas de “arranhões” luminosos em seu trabalho. Musk pretende ter lucros com o acesso privilegiado à órbita da Terra por meio de milhares desses dispositivos, o que será um cisco irritante nos olhos dos astrônomos. “A proliferação de constelações de satélites artificiais prejudica a observação astronômica”, alerta a Sociedade Astronômica Espanhola (AAE).

Para continuar lendo a matéria de Javier Salas para o El País, clique aqui

segunda-feira, 20 de julho de 2020

VACINA À VISTA


Primeiro teste em humanos de vacina contra Covid-19 
de Oxford é promissor

Alistair Smout

LONDRES (Reuters) - Uma vacina experimental contra a Covid-19 que está sendo desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford produziu uma resposta imunológica em testes clínicos de estágio inicial, mostraram dados do ensaio nesta segunda-feira, o que mantém a esperança de que possa ser usada até o final do ano.
A vacina chamada AZD1222 foi descrita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a principal candidata de uma disputa global para deter uma pandemia que já matou mais de 600 mil pessoas.
Mais de 150 vacinas em potencial estão em estágios variados de desenvolvimento. A farmacêutica norte-americana Pfizer e a chinesa CanSino Biologics também relataram reações positivas de suas candidatas nesta segunda-feira.
A vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford não apresentou efeito colateral grave e provocou reações imunes com anticorpos e células T, de acordo com resultados de testes publicados na revista médica The Lancet, e a melhor resposta foi vista em pessoas que receberam duas doses.

Para continuar lendo a matéria de Alistair Smout para a agência Reuters, clique aqui.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

CENTRAIS DE PRODUÇÃO DE FAKE NEWS ENCURRALADAS


(Foto: BBC News - Facebook/Reprodução)


Quem é Tercio Arnaud Tomaz, elo mais forte entre Bolsonaro e a rede de páginas derrubadas pelo Facebook sob acusação de espalharem notícias falsas


Elo mais forte entre o presidente Jair Bolsonaro e as páginas derrubadas pelo Facebook na última quarta-feira, Tercio Arnaud Tomaz saiu de Campina Grande, na Paraíba, para trabalhar com os Bolsonaro em Brasília. Agora, é apontado como parte de um esquema de publicações falsas nas redes que favoreceriam Bolsonaro.
Para ler a matéria de Juliana Gragnani, da BBC News Brasil em Londres, clique aqui.

domingo, 5 de julho de 2020

BRASIL VAI TESTAR VACINA



Anvisa autoriza teste para vacina contra coronavírus desenvolvida pela chinesa Sinovac
José de Castro
(Reuters)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o novo teste para potencial vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, conforme nota divulgada no site da agência na noite de sexta-feira.
O pedido foi realizado pelo Instituto Butantan, vinculado ao governo do Estado de São Paulo e que liderará os testes com a potencial vacina no Brasil. O acordo do Butantan com a Sinovac prevê transferência de tecnologia para produção da candidata a vacina pelo instituto paulista caso os estudos mostrarem que ela é eficaz contra o coronavírus.
A ideia é testar 9 mil pessoas nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, além do Distrito Federal.
Mais cedo na sexta, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), havia afirmado que não existia nenhuma razão para a Anvisa não conceder autorização para testes da potencial vacina e que aguardava aprovação a qualquer momento.
Além do agora autorizado teste com a vacina da Sinovac, já está sendo testada no Brasil uma potencial vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. Esse estudo está sendo liderado no Brasil pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e o Ministério da Saúde já anunciou acordo para produzi-la localmente, caso se mostre eficaz.
Segundo país mais afetado no mundo, atrás apenas dos EUA, o Brasil registrou na sexta-feira 42.223 novas infecções pelo novo coronavírus, o que elevou o total a 1.539.081, informou o Ministério da Saúde na sexta. A pasta relatou ainda 1.290 novas mortes diárias pelo vírus, com o total indo a 63.174.
(Fonte: Reuters)


quarta-feira, 1 de julho de 2020

LUZ NO HORIZONTE


(Print de tela do III Ato do movimento Direitos Já )

Democracia fala mais alto e governo baixa a bola

 

Eugênio Magno

 

A reprovação do governo Bolsonaro é alta e cresce na crise, mesmo entre os brasileiros que receberam o auxílio emergencial. Mas a luta contra o obscurantismo desse governo ainda não chegou ao fim. A batalha tem sido renhida.

As disputas por votos e os embates entre familiares, amigos, colegas de trabalho, de escola e contatos de redes sociais, durante as eleições de 2018, foram intensas, polêmicas e polarizadas a extremo. O que era para ser pontual, datado, em um momento de disputa política acalorada, se estendeu por um longo tempo e ainda tem dado pano pra manga. Até poucos dias atrás ainda éramos vítimas constantes do encaminhamento de mensagens apócrifas, replicadas nas redes sociais, alardeando a cura miraculosa do novo coronavírus, demonizando a política e atacando a educação, a cultura e os poderes da república.

É com tristeza que assistimos a irresponsável politização da pandemia. Quantas vezes tivemos que recorrer a textos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e à opinião de cientistas para esclarecer os desinformados que o coronavírus foi batizado com esse nome desde o início dos anos 2000 e que é bem provável que o vírus até já existisse antes disso sem um nome que o identificasse. Era e continua sendo necessário ressaltar que estamos vivendo a pandemia do novo coronavírus (COVID-19). A China, os Estados Unidos, o Brasil, o mundo, todos sabiam de sua existência, como sabiam que o vírus sofreu mutação e, por falta de controle, voltou com altos índices de letalidade em todos os continentes. Não existem testes suficientes, nem equipamentos e medicamentos para combater a doença, assim como ainda não existem fármacos para imunizar a população mundial. Os especialistas afirmam que uma vacina para ser validada necessita de, no mínimo, dois anos de aplicação em massa, para fazer parte de um protocolo internacional de saúde. Mas o hipercapitalismo oportuniza sempre o lucro para os detentores do poder e do capital, reforçando esse famigerado pacto pela desigualdade que persiste entre nós e, em tempos de pandemia se intensifica empurrando os mais pobres para a morte. São vexatórios os flagrantes da corrupção praticada por agentes públicos nas várias instâncias de poder, durante a pandemia, envolvidos com superfaturamento de equipamentos de saúde e a exploração indevida de medicamentos e leitos de hospitais.

A crise brasileira na atualidade é multissetorial, o que revela mais do que incompetência política e falta de conhecimento sobre gestão pública, mas também e, principalmente, deficiência cognitiva dos nossos dirigentes, como já apontaram alguns estudiosos. Vejamos a questão da cloroquina, por exemplo, propagandeada e defendida pelo presidente da república a ponto de trocar ministros da saúde como se troca de roupa em plena crise pandêmica, em razão dos ministros discordarem da adoção do medicamento como solução no combate a covid-19. Vários estudos revelam que esse remédio só deve ser administrado nas doses propostas para combater o corona, em pacientes que estejam em estado gravíssimo, pois seus efeitos colaterais são extremamente danosos. Aliás, vale lembrar que esse medicamento não é nenhuma novidade, já é utilizado para combater outros males, como artrite, malária, etc., há algum tempo. Não podemos negar a existência de uma grande corrida mercadológica entre os laboratórios da indústria farmacêutica para ver quem chega à frente com a descoberta dos fármacos preventivos e curativos. Mas precisamos reconhecer que a polarização política em torno da pandemia chegou ao extremo de acirrar os ânimos entre as oposições no Brasil, a ponto dos bolsonaristas acusarem de contra a vida, todos que se posicionaram a favor da ciência. Quanta insensatez... Arrisco dizer que não haveria um único brasileiro que deixasse de festejar a cura comprovada dessa doença, mesmo que o receituário fosse o portentoso e inflacionado grão de feijão do pastor Waldomiro.

Nunca vi o Brasil tão desprestigiado e desacreditado, interna e externamente como nos últimos tempos. Já fomos colônia, império, subdesenvolvidos, terceiro-mundistas, passamos por ditaduras, mas agora estamos desgovernados. Até poucos dias atrás testemunhávamos ataques exacerbados contra os poderes legislativo e judiciário, num claro sintoma de desespero político por parte do executivo que vinha acenando com a possibilidade de governar sozinho, sem os contrapesos dos demais poderes da república. Com todas as críticas cabíveis aos três poderes, não existe nenhum registro de que o legislativo ou o judiciário tenha atacado ou ameaçado o poder executivo. O que tem ocorrido são manifestações de membros dos dois poderes e de vários setores da sociedade brasileira contra o chefe do executivo nacional. Existem mais de 40 pedidos de impeachment para barrar Bolsonaro.

É preciso muito, muito mais que força e voluntarismo para ser um chefe de estado. A Presidência da República não é para estagiários. Além de bagagem, inteligência e maturidade política, há que se ter o lombo curtido para ocupar tal posição. Leva-se muita pancada naquela cadeira – e quem não as levou? Getúlio, Jânio, JK, Jango, os militares (de Castelo Branco a Figueiredo), Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula (que chegou a ser preso), Dilma e Temer (?). Agora, vem o senhor Jair Messias Bolsonaro com uma equipe da pior qualidade, achar que pode passar ileso e que vai resolver tudo de forma autoritária, mandando a imprensa calar a boca, sobrevoando manifestações populares de helicóptero, ameaçando as instituições e se fazendo de vítima de um complô? Se ele tivesse vocação para estadista buscaria resolver as coisas de forma republicana e aceitaria os ônus do cargo. Mas o presidente e seus correligionários sempre pareceram estar deslocados no tempo. É impossível saber se ainda estão em 2018 ou se deram um salto temporal e já se encontram em 2022, disputando nova eleição. O certo é que o capitão venceu as eleições e permanece com a mesma retórica de campanha eleitoral, esquecendo de que é preciso governar e governar para todos não só para aqueles que nele votaram, mas, inclusive e, também, para os que já se arrependeram de terem lhe dado o voto.

O que vivemos no atual momento requer articulações suprapartidárias e comportamento republicano. Se os três poderes não fizerem seu dever de casa e o presidente não aprender a conviver com os contrários, que na política e na democracia é o que de mais precioso deve existir para que não haja totalitarismos e autoritarismos nem à direita, nem à esquerda, daremos com os burros n’água. Quero crer que o presidente tenha tomado tento e que busca agora garantir seu mandato, sair do isolamento político, tirar a cara da vidraça e deixar de insultar e insuflar os ânimos de seus opositores. A indústria das fake news políticas diminuiu consideravelmente sua produção de conteúdo após o início da investigação dos suspeitos de gerenciar e distribuir por meio de robôs informações falsas, incitar o ódio e promover a desinformação. A prisão do Queiroz, ao que parece, também contribuiu para essa baixada de bola. É grande o número de milicianos digitais que, amedrontados pela ação da Polícia Federal, fecharam seus QGs ou entraram em recesso, deixando internautas militantes – os arautos do caos –, sem munição para seus disparos tresloucados. São notórios os sinais de arrefecimento dos extremistas frente às reações que começam a surgir de vários grupos econômicos e instituições republicanas, depois das insistentes manifestações populares contra a onda que vinha ameaçando agressiva e sistematicamente a democracia e a república brasileira.

Para além dos arrependidos – confessos e velados –, existem os ressentidos consigo mesmos. Estes que no calor do seu entusiástico apoio a Bolsonaro no período da campanha eleitoral se indignavam contra o espectro político-partidário do qual divergiam e, de forma ensandecida tripudiavam de quem não partilhava de suas convicções. Uma pequena parte desse grupo ainda persiste na defesa do indefensável. Órfãos de uma liderança coerente com as bandeiras levantadas durante as eleições presidenciais de 2018 e das promessas descumpridas de construção de um novo Brasil, teimam, ainda hoje, em defender as suas equivocadas decisões passadas, despejando todo o ódio de suas pesadas consciências contra aqueles que não ficaram do lado errado da história. Não estou convicto de que continuam defendendo Bolsonaro. Ouso inferir que o orgulho não lhes permite admitir o equívoco e que se debatem na areia movediça em que se chafurdaram.

Apesar do naufrágio iminente, a debandada total ainda não se concretizou e a república, o estado democrático de direito, a vida, a saúde, a economia, os direitos humanos e sociais e a liberdade estão minados e necessitam, urgentemente, serem salvos e reconstruídos.

Mas nem tudo está perdido. Muitas ações, e mobilizações estão sendo deflagradas em todo o país, online e offline. Na semana passada, por exemplo, aconteceu um evento virtual de grande envergadura. Durante quase 5 horas, o III Ato do movimento Direitos Já, com o tema “Em defesa da democracia, da vida e proteção Social”, reuniu, algo em torno de 130 das mais importantes lideranças e personalidades da política e da sociedade brasileira, para dar um recado ao governo e à nação. Unidos na diferença, os participantes da live foram unânimes em afirmar que não há espaço no Brasil para outro regime político que não seja a democracia. E, no dia 29 de junho veio outro recado importantíssimo: Pesquisa Datafolha revelou que a democracia segue majoritária na preferência da população. Entre os brasileiros adultos, 75% - três em cada quatro brasileiros – têm a democracia como a melhor forma de governo. Será que já não é o bastante?

Este artigo também foi publicado no jornal Pensar a Educação em Pauta e no site do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara.


quinta-feira, 25 de junho de 2020

ENCONTRO VIRTUAL DA PRIMEIRA TURMA DE ALUNOS DO CEFEP


(Print de tela de um momento do encontro)

1ª Turma do Curso Nacional de Política do CEFEP faz encontro virtual

A primeira turma (2006-2007) do Curso de Formação Política para Cristãos Leigos e Leigas, do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP), se encontrou virtualmente no dia 21 de junho.

Com o objetivo de refletir sobre a conjuntura atual nos campos político e eclesial, em tempos de pandemia, o encontro da turma aconteceu na tarde do último sábado e durou cerca de três horas, com a participação de 28 ex-alunos. Áurea Emília, Cida de Jesus, Luiz Henrique Ferfoglia e Tales Lemos, formados pela primeira turma, organizaram e mediaram as participações no evento virtual, realizado com o suporte da plataforma digital zoom que possibilitou reunir colegas de várias regiões do país.

Para continuar lendo, clique aqui.


sábado, 20 de junho de 2020

JORNAL NACIONAL: QUEIROZ, MARIELLE, FAMÍLIA BOLSONARO



Bonner promete voltar hoje ao JN e agita a rede: 
“Vem mais bomba contra Bolsonaro?”

Joaquim de Carvalho


William Bonner não apresenta o Jornal Nacional aos sábados, mas, ao se despedir ontem à noite, indicou que estará à frente da bancada do JN hoje.

Ele disse:

“Uma boa noite para você…

E dedo em riste, depois de uma breve pausa, emendou:

E até amanhã!”

Renata Vasconcelos olhou para ele e sorriu como se tivesse entendido o recado.

Vem bomba por aí?

Pode ser.

A internet está agitada com o enigma lançado pelo apresentador e editor-chefe do JN.

Nos últimos dias, o jornal tem passado a família Bolsonaro na máquina de moer carne.

Até a crítica Barbara Gancia está aprovando o massacre.

“Tá impossível esse JN hoje! Nível Marcelo Adnet de graça, ousadia e satisfação garantida!”, disse, por meio da rede social.

Será um sábado de satisfação garantida?

E o advogado Frederick Wassef, hein? Quando é que vai falar? Ele anda muito calado, como não é costume dele.

(Fonte: DCM)

segunda-feira, 15 de junho de 2020

ECONOMIA BRASILEIRA DESCE A LADEIRA


Contração da economia brasileira é esperada em 6,51% este ano, projeção para Selic em 2021 cai

Camila Moreira
(Agência Reuters)

A projeção para a contração da economia brasileira neste ano chegou a 6,51% e o mercado passou a ver a taxa básica de juros mais baixa em 2021, de acordo com a pesquisa Focus que o Banco Central divulgou nesta segunda-feira.
O cenário para o Produto Interno Bruto (PIB) agora é de contração de 6,51% em 2020, contra queda de 6,48% na semana anterior, enquanto a expectativa de crescimento em 2021 de 3,50% foi mantida.
O levantamento semanal mostrou ainda que a Selic deve terminar este ano em 2,25% depois de um corte de 0,75 ponto percentual esta semana. Mas a projeção para o final de 2021 caiu a 3,0%, de 3,50%.
Entretanto o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, vê a taxa básica de juros ainda mais baixa no próximo ano, terminando tanto 2020 quanto 2021 a 2,25%, respectivamente de 2,13% e 2,75% no levantamento anterior.
Para a inflação, o mercado elevou a previsão para a alta do IPCA este ano a 1,60%, de 1,53%, mas para o ano que vem caiu a 3,0%, de 3,10%.
O centro da meta oficial de 2020 é de 4 por cento e, de 2021, de 3,75 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Já a expectativa para o déficit em conta corrente caiu a 13,95 bilhões de dólares em 2020, de um saldo negativo de 20,50 bilhões esperado antes. Para 2021 é esperado um déficit de 20,88 bilhões de dólares, contra saldo negativo de 32,75 bilhões antes.
(Fonte: Reuters)


quarta-feira, 10 de junho de 2020

34º FESTIVAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA PSIU POÉTICO



Inscrições começam nesta terça

O Grupo de Literatura e Teatro Transa Poética, em parceria com a Prefeitura de Montes Claros, abriu inscrições, até 31 de julho, para o 34º Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético.
Interessados devem enviar seus textos poéticos para os e-mails psiupoetico@gmail.com e psiupoetico.cinema@gmail.com. Esse ano serão aceitos de um a três poemas. Os textos devem ser enviados em pdf, docx ou doc. É obrigatória a identificação do autor no poema.
O artista interessado em inscrever um trabalho em vídeo deverá enviar o mesmo para psiupoetico.cinema@gmail.com, com permissão de acesso. Os trabalhos audiovisuais devem ter duração de um a dez minutos. Se o material exceder 25Mb, é necessário o compartilhamento do mesmo através de plataformas não-pagas, tais como: iTransfer, WeTransfer e Send-file. Poderão participar poetas e artistas de qualquer parte do país.
Nesse ano, por causa da pandemia, o 34º Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético, que terá como tema “Dançapalavra”, acontecerá de maneira virtual, através das plataformas digitais, redes sociais do Psiu Poético e YouTube. O evento está agendado para acontecer de 4 a 12 de outubro, e seu propósito é celebrar a poesia, promovendo o encontro (desta vez, virtual) de poetas, dançarinos, escritores e artistas de todos os lugares.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

SÓ MESMO USANDO MÁSCARAS


Máscaras de Tecido (Vera Davidova - Unsplash)


Pandemônio na República Federativa do Brasil

Eugênio Magno

Quando a vida é ameaçada por um inimigo mortal, como o coronavírus, há que se dispor de governantes e técnicos preparados e ágeis para orientar e socorrer adequadamente o seu povo, de forma universal, sem acepção de qualquer natureza. Entretanto, o que temos testemunhado no Brasil é bizarro.

A falta de entendimento entre as autoridades e a disputa política em torno da pandemia que é tema do campo científico é algo vexatório. Chegou-se ao ponto de termos um presidente que, posando de médico, receita remédio em cadeia nacional e ouvirmos horrores de uma reunião ministerial. Em vídeo, recentemente divulgado, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, disse com todas as letras que o governo deveria aproveitar que a imprensa só fala em coronavírus e passar toda a “boiada”: desregulamentações das reservas indígenas e de normas de exploração dos recursos naturais brasileiros, entre outros despropósitos. Ainda bem que o ministro do STF, Celso de Mello, teve a prudência de não permitir a divulgação de certos trechos da malfadada reunião ministerial, nos quais, alega o decano da suprema corte brasileira, conter afirmações que ferem a diplomacia internacional e que poderiam gerar sérias represálias ao Brasil.

Internamente, a situação do país é calamitosa: a economia vai de mal a pior, a constituição não para de ser rasgada, ao longo dos anos, governo e aliados radicais ameaçam rupturas com os poderes da república, ministros da suprema corte do país são insultados e constrangidos cotidianamente. Enquanto isso, continuamos sem testar a população para o coronavírus, corremos o risco de ocupar os últimos lugares na fila da vacina quando ela estiver disponível e galopamos na frente (atrás apenas dos Estados Unidos) em contaminação e letalidade pandêmica. Se desde o início de março tivéssemos cumprido os protocolos recomendados pelas autoridades mundiais de saúde já teríamos maior controle sobre a contaminação. Certamente não atingiríamos essa triste marca de mais de 33 mil óbitos, nem tampouco ocuparíamos as constrangedoras primeiras posições em contaminação e mortes pela covid-19 (dados do início da semana). Isso, sem que a doença tenha chegado ao seu pico em nosso país.

São tempos difíceis que precisam ser enfrentados com mais inteligência e disposição cooperativa, patriótica também; mas, sobretudo, humanitária. Contudo, o obscurantismo grassa no governo e, pelo menos, 30% da população brasileira ainda não acordou do delírio coletivo a que se submeteu servilmente, de forma néscia, nos últimos quatros anos, trocando o que não ia bem pelo pior. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já informou aos desavisados que o novo coronavírus é de origem natural e não uma criação de laboratório. Muito menos tem nacionalidade, como andou sendo especulado por certos arautos do caos. As imagens do vírus aparecem na maioria das publicações na cor vermelha, mas o corona não é comuna e, embora, tenha surgido em Wuhan, não tem cidadania chinesa. E mais, a China não é comunista, nos moldes do que foi a União Soviética, no passado. A República Popular da China pratica o chamado capitalismo estatal. Sua economia é tão capitalista quanto a estadunidense e, a propósito do hipercapitalismo, vale lembrar que as implicações mais dramáticas do novo coronavírus, para os grupos de risco, o povo e as nações mais pobres, têm origem justamente na mão invisível do livre mercado. Esse senhor, sem nome e sem rosto, e todo poderoso é quem inviabiliza o acesso de uma expressiva parcela da população mundial infectada, aos equipamentos de tratamento que estão sendo disputados a peso de ouro. E no que diz respeito à prevenção, mais uma vez é o fator econômico e a concentração de riquezas que aparecem como definidoras das condições de saúde e higiene das populações mais vulneráveis a contaminações de toda espécie.

No caso do Brasil, além da própria questão pandêmica que por si só já é bastante trágica e complexa, estamos mergulhados em uma crise sem precedentes na história recente de nosso país. Em outros períodos históricos, vicissitudes de grandes proporções como esta funcionaram como cortina de fumaça para escamotear instabilidades de várias naturezas. De modo reverso, agora, o coronavírus colocou uma grande lupa sobre as entranhas das nossas instituições e, como se não bastasse essa visão horripilante, não há perfume que dê conta de disfarçar a inhaca que infesta nossa atmosfera tropical.

Aliás, por falar do ar que respiramos, aproveito para ressaltar aqui uma virtude do povo brasileiro, sempre presente em momentos decisivos, a sua criatividade. Uma das primeiras e principais medidas de proteção e prevenção contra a contaminação do vírus não veio de nenhum setor especializado. Ao arrepio da indústria, do setor sanitário e da lassidão e imperícia do governo de plantão, a gente simples do povo paramentou a população com máscaras caseiras, artesanais, customizando – inclusive – esse novo adereço, que ao que parece, veio para ficar por um bom tempo entre nós. Não faltaram tutoriais nas redes sociais ensinando a confecção dos mais variados modelos da proteção, utilizando de uma ampla gama de materiais.

Mas isso, apesar de sua importância, é só um pequeno detalhe. Afinal, é muita histeria pra uma gripezinha. Será que já chegamos ao fundo do poço ou o pior ainda está por vir?

O artigo também foi publicado no jornal Pensar a Educação em Pauta.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

PROTESTOS FECHAM MAIO DE 2020


O que é o artigo 142 da Constituição, 
que Bolsonaro citou por intervenção das Forças Armadas

Bolsonaro andou a cavalo em manifestação a seu favor em Brasília
(Foto: Reuters)

O vídeo da reunião ministerial do governo Bolsonaro foi divulgado em meados de maio, mas continua a ter desdobramentos. Um dos principais envolve a referência que o presidente Jair Bolsonaro fez ao artigo 142 da Constituição Federal, citando a possibilidade de "intervenção" no país.
"Nós queremos fazer cumprir o artigo 142 da Constituição. Todo mundo quer fazer cumprir o artigo 142 da Constituição. E, havendo necessidade, qualquer dos Poderes pode, né? Pedir às Forças Armadas que intervenham para restabelecer a ordem no Brasil", disse Bolsonaro na reunião.
Depois disso, o artigo começou a ser citado por apoiadores do presidente para defender a tese de que as Forças Armadas seriam uma espécie da mediador da queda de braços entre o presidente e o STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou investigações envolvendo filhos de Bolsonaro. Nessa visão, o presidente poderia convocá-las para intervir no poder judiciário.
O advogado Ives Gandra Martins também defendeu essa tese. No entanto, essa interpretação é considerada totalmente equivocada por juristas e professores de direito não ligados ao governo.
Mas afinal, o que diz o artigo e o que ele significa?
Para ler a matéria de Letícia Mori para a BBC News, clique aqui.