quinta-feira, 7 de agosto de 2014

CINEMA EM MATEUS LEME

 
 Cineclube da Casa de Cássia retoma programação

O 1º Festival de Inverno de Mateus Leme, promovido pela Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, foi um sucesso. Agora, a Casa de Cássia  retoma suas atividades normais, aos sábados e domingos, com destaque para o cineclube e o projeto Cinepreciosidades. 
 A programação que começou sábado passado, dia 2 de agosto, prossegue no próximo sábado, dia 9, às 17 horas, com o longa "Mataram Meu Irmão" (2013), de Mataram Meu Irmão, e o curta "A Hora Vagabunda" (1998), de Rafael Conde, cineasta mineiro de quem já já foi exibido o longa "Fronteiras". O longa é uma história familiar, a do irmão do cineasta, assassinado, aos 22 anos, por envolvimento com o tráfico de drogas e o roubo de carros, no Capão Redondo, bairro da periferia de São Paulo. O curta,  com Cynthia Falabella e Guará Rodrigues, passa-se num dia da vida de um cineasta em dificuldades para filmar.  
No dia 16, também sábado, às 17 horas, será a vez do longa "Luz, Anima, Ação" (2013), de Eduardo Calvet, e do curta "Rua da Amargura" (2003), também de Conde. O longa aborda a história quase centenária do filme de animação brasileiro. Uma ficção, o curta trata das peripécias de dois irmãos tentando quitar suas dívidas.
No dia 23, sábado, às 17 horas, serão exibidos o longa "Nas Terras do Bem-Virá" (2007), de Alexandre Rampazzo, e o curta "Musika" (1989), do mesmo Rafael Conde, com Bete Coelho e Antônio Abujamra. O longa trata dos conflitos no sul do Pará por causa da posse da terra, apresentando imagens do massacre de Eldorado dos Carajás e do assassinato da irmã Dorothy Stang. O curta é um experimento sobre cinema, som e a cidade.
 No dia 30 de agosto,  sábado, às 17 horas, será apresentado o longa "Encontro com Milton Santos - O mundo global visto do lado de cá" (2006), de Sílvio Tendler, e o curta "A Chuva nos Telhados Antigos" (2006), de Conde. O longa discute os problemas da globalização na perspectiva das periferias do mundo, sendo conduzido pelo geógrafo Milton Santos, falecido em 2001. O curta aborda o encontro de um casal e suas lembranças.
Aos domingos, às 17 horas, prossegue o projeto Cinepreciosidades, curado pelo escritor e cinéfilo Matheus Matheus, apresentando a cada sessão uma surpresa, entre filmes raros, "cults", "undergrounds" e modernos.
Os filmes são exibidos em sala dotada de projeção e som digital e tela de 70 polegadas. O espaço tem 23 lugares e os ingressos são distribuídos 30 minutos antes da sessão.
O cineclube da Casa de Cássia fica na rua Meyer, 105. Vila Suzana (Reta). 35670-000, em Mateus Leme, M.G. Maiores informações: (31)3535.1721, 9247-6574 , ou www.facebook.com/casadecassia, www.casadecassia.com, www.casadecassia.blogspot.com e casaculturamateusleme@gmail.com .

AS IGREJAS E A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

 A Grande Guerra e os cristãos nas trincheiras

A um século da Grande Guerra, multiplicam-se as reflexões sobre o papel das Igrejas no primeiro conflito mundial na aurora do "século breve". Participam dessa memória fóruns de teólogos, de eclesiásticos, de publicações católicas de aprofundamento. Com uma dupla consciência. A de um "tempo" que – como também disse o Papa Francisco – é sempre superior ao "momento" e, definitivamente, sobre o "espaço". E a de um dever da recordação a compartilhar, também em uma leitura purificadora da história.   

Para ler, na íntegra, a matéria de Marco Roncalli, publicada no jornal Avvenire, em 05-08-2014, com  tradução  de Moisés Sbardelotto, clique aqui.

 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

JUSTIÇA PARA TODOS (???)


Ministério publica diretrizes de programa 
para facilitar acesso à Justiça

Ter um direito nem sempre garante ao cidadão o acesso a ele. Principalmente para pessoas em situação de vulnerabilidade, sem condições de pagar os honorários de advogados. A fim de facilitar o acesso à  Justiça e estimular o exercício pleno da cidadania, o governo criou o Programa Casa de Direitos. Por meio desse programa –  cujas diretrizes gerais foram publicadas no último dia 30, no Diário Oficial da União –, o cidadão em situação de vulnerabilidade terá apoio técnico visando a prevenir e solucionar conflitos na Justiça.

Tendo como propósito a promoção de políticas e serviços públicos de acesso à Justiça e a direitos, o Casa de Direitos tem como foco territórios ou comunidades em situação de vulnerabilidade. As pessoas serão atendidas em espaços multifuncionais onde serviços como aconselhamento e representação jurídica poderão ser ofertados por órgãos como Defensoria Pública ou mesmo por faculdades de Direito, "de maneira permanente ou itinerante". 
 (Agência Brasil)

domingo, 27 de julho de 2014

CINEMA NAS ESCOLAS


Tanto nessa matéria quanto em outra (cuja chamada está postada aqui, mais abaixo), realizada pelo jornal Hoje em Dia, para as quais fui entrevistado, os editores omitiram falas importantes. Por exemplo: que a lei era muito bem-vinda e deveria ser celebrada tanto por cineastas, quanto pelas escolas, alunos e educadores. Falei que sentia muito o fato de que, muitas das vezes, determinados ganhos, no Brasil, terem que surgir por força de leis, como é o caso da lei das cotas nas universidades. Mas que o fato de ser através de lei não tirava o seu mérito. 
Eu não sou candidato a nenhum cargo político e não entendi o enfoque dado ao assunto, tanto pelo Jornal Hoje em Dia, quanto pela TV Canção Nova que se posicionaram claramente contra a lei numa atitude que, ao meu ver, soa como partidarista, com interesses eleitoreiros, de oposição ao governo federal. 
Ao fazer a defesa da lei, chamei a atenção para alguns pontos de análise que julgo importante e me posicionei pelo "Partido da Escola e do Cinema". Entre outras coisas, disse que não podemos cinematizar a escola, assim como não podemos escolarizar o cinema. Que o cinema deve ser recebido como uma alteridade na escola. Falei da importância das escolas se aparelharem e dos educadores se prepararem para receber o cinema nas escolas. Mas disse que isso já está acontecendo, através da capacitação e especialização de muitos profissionais que estão se dedicando ao assunto. Citei a KINO: Rede Latino-americana de educação, cinema e audiovisual, da qual fazem parte diversos profissionais e pesquisadores de vários países e de diversas regiões do Brasil que estão se empenhando para oferecer formação e capacitação aos professores. Perguntado se o cinema brasileiro dava conta de responder com uma cinematografia à altura dessa exigência, eu disse que sim, mas que os bons filmes, de qualquer nacionalidade, desde que de qualidade e de formação, seriam bem-vindos. E, destaquei que nos casos em que não tenhamos filmes que cubram determinados temas, com o enfoque que o professor deseje, poderiam ser usados outros filmes, pois a exigência da lei é que o cinema nacional ocupe, no mínimo, duas horas mensais, de exibição nas escolas. Assim, sobra tempo mais do que suficiente para que outras cinematografias sejam incluídas, como já vem sendo feito livremente pelos educadores.
A Canção Nova teve a ousadia de colocar na boca do apresentador e da repórter que a lei sofreu críticas de alunos, professores e especialistas. Quanto aos professores e alunos, eu não sei quantos eles entrevistaram, quais foram os excluídos e o teor de suas respostas. Todavia, no que diz respeito a mim, o especialista, sei muito bem o que disse. E me senti desrespeitado, até porque sou comunicólogo, jornalista e ficou claro que fui usado, como especialista no assunto, em uma edição irresponsável de um trecho da minha fala, tirada do contexto geral, para reiterar seus interesses. Acesse também a matéria do Jornal Hoje em Dia, clicando aqui.

LEI DA FICHA LIMPA

 
Projeto obriga candidato a informar 
eventual situação de 'ficha suja' na propaganda eleitoral

As restrições impostas às candidaturas a cargos eletivos pela Lei da Ficha Limpa  podem se tornar mais abrangentes. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) apresentou, na semana passada, projeto que exige a inclusão de aviso na propaganda do candidato incurso em situação de inelegibilidade após o momento de formalização do registro de sua candidatura.
Pela proposta, todas as peças usadas na propaganda eleitoral dos candidatos considerados inelegíveis após o registro da candidatura deverão conter, de maneira perceptível para o eleitor, os seguintes dizeres: “Este candidato foi incurso na Lei Complementar 64/1990 e considerado ficha suja”. A Lei trata de casos de inelegibilidade, prazos de recursos e outros assuntos relacionados à eleição. 
(Agência Senado)

domingo, 20 de julho de 2014

EDUCAÇÃO E CINEMA

Lei torna filmes obrigatórios nas escolas

A lei federal (13.006/14) que pretende levar o cinema nacional para as salas de aula, em vigor desde 26 de junho, ainda não é efetiva em Belo Horizonte. As redes de ensino público municipal, estadual e até mesmo a privada, mesmo equipadas tecnologicamente, ainda não planejaram como se adequar à nova legislação. Segundo especialistas, mais do que tapar buracos na grade curricular e facilitar o ensino, os filmes precisam estar integrados aos conteúdos para complementar o aprendizado.

"(...) antes de pensar em inserir os filmes na grade curricular, é preciso qualificar os educadores para compreensão da linguagem cinematográfica. É fundamental que se analise as questões de linguagem e os formatos de produção. E isso só é possível com a formação do educador nessa área. 

Além disso, outras questões são importantes para que os filmes não sejam usados para preencher a programação das aulas e substituir a explicação do professor. 
A Escola não pode ser cinematizada (nem o cinema escolarizado). Senão, deixa de contribuir com uma formação para usar de instrumentos didáticos que somente facilitam o aprendizado.”

Estas são algumas reflexões do doutorando em Educação e mestre em artes visuais, pela UFMG, Eugênio Magno, que falou sobre o tema em matéria do Jornal Hoje em dia, de 18.07.14. Para ler o texto de Letícia Alves, clique aqui. 
 

terça-feira, 15 de julho de 2014

UM LUGAR PARA SE VÊ


A janela do meu quarto

Eugênio Magno


da janela do meu quarto

não vejo a minha rua


vejo outras ruas


da janela do meu quarto

vejo a minha vizinha nua


vejo as estrelas


da janela do meu quarto

não vejo a lua


pela janela do meu quarto

 não se vê luz


não se vê nada


pela janela do meu quarto

muito menos se vê ______ .

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

sábado, 12 de julho de 2014

FUTEBOL, PODER E O IMAGINÁRIO DE UMA JOVEM NAÇÃO

A derrota e a disputa pelo imaginário brasileiro*


A seleção brasileira foi mastigada  até a alma pelas mandíbulas alemãs nesta 3ª feira, na disputa das semifinais da Copa do Mundo.
Depois de tomar quatro gols em seis minutos no primeiro tempo, a equipe montada por Felipe Scolari  tirou o uniforme e vestiu o manto de um zumbi coletivo. Morta, arrastou-se  pelo gramado do Mineirão,  de onde saiu carregando o fardo de  uma goleada histórica por 7 x 1.
A derrota atinge a estrutura do futebol brasileiro. A exemplo  do que ocorreu  na economia nos últimos trinta anos, o futebol viveu um processo de primarização. Clubes que deveriam ser fontes de talentos, com forte investimento em categorias de base,  tornaram-se exportadores  de brotos verdes. Ao ensaiarem seu diferencial nos gramados, garotos  já são monetizados e remetidos a clubes do exterior,  que cuidam de completar sua formação. Alguns, caso de  David Luiz, só para citar um exemplo, voltam depois consagrados, quase desconhecidos aqui, para compor uma seleção que convive mais tempo no avião do que nos gramados. Nas cadeias da globalização da bola, o Brasil se rendeu ao papel de fornecedor de matéria-prima. A dependência financeira dos clubes em relação às cotas de transmissões esportivas dos grandes campeonatos regionais e nacionais é outro torniquete da atrofia que explodiu no Mineirão. As redes de tevê  ficam com a parte do leão da publicidade milionária das transmissões futebolísticas – fonte de uma das maiores audiências da televisão brasileira. Donas do caixa, redes como a Globo, fazem gato e sapato dos clubes, obrigando jogadores a uma ciranda insana de tabelas e competições que se sobrepõem em ritmo alucinante, para servirem à conveniência das grades e da receita publicitária. É praticamente impossível sobreviver fora da ciranda e, dentro dela, impera o imediatismo: não há tempo,  nem recurso,  para investir em formação de atletas nas categorias de base. A pressão brutal por resultados –-se  não ‘subir’  ou, pior, se  ‘cair’, o clube perde a cota da tevê--  obriga dirigentes à caça insaciável por jogadores tarimbados, em detrimento da revelação própria nos quadros juvenis. A reiteração entre audiência e cotas premia os clubes maiores criando um círculo de ferro que condena o grosso das demais agremiações  à marginalização. No triênio 2016/19, por exemplo, a Globo prevê pagar  R$ 4,11 bi por direitos de transmissão no Brasil. Desse total, três clubes, Corinthians, Flamengo e São Paulo ficarão com quase R$ 500 milhões. O restante será rateado pelas agremiações  do resto do país.
No futebol inglês e no alemão, o critério é mais equânime. Na Alemanha a verba é  dividida em cotas iguais entre todos os clubes. Na Inglaterra, 70% do total é dividido em partes iguais, ficando 30% para ‘prêmios’ por classificação e audiência. Na Alemanha, ademais, há uma rede capilarizada de escolas de futebol, que compõe um sistema nacional  de formação de atletas, revelação de talentos, bem como preparação de técnicos e juízes.
Centros de treinamento de alto nível  focados em categorias de base, como o do São Paulo FC, são raros no Brasil, que viu morrer o celeiro do futebol de várzea sem que se pusesse nada no lugar. Adestradas na lógica da mão para a boca, as torcidas se transformam em certificadoras dessa engrenagem sôfrega. Não raro com o uso da violência, cobram resultados e contratações  milionárias  dos cartolas, que usam o álibi das uniformizadas para a rendição incondicional ao mercantilismo esportivo.
Ao contrário da equidistância que seus candidatos cobravam de Dilma ainda há pouco, quando o time de Felipão avançava na classificação, a derrota nacional na Copa do Mundo certamente será explorada pelo conservadorismo. A disputa pelo imaginário brasileiro ganhará decibéis redobrados a partir de agora, na tentação rastejante de  transformar  a humilhação esportiva  na metáfora de um Brasil  corroído pelo ‘desgoverno petista’. O tiro pode sair pela culatra. A tese não é apenas  oportunista. Ela é errada. O que acontece é simplesmente o oposto. A estrutura do futebol brasileiro, na verdade, está aquém dos avanços sociais e políticos assistidos  no país nas últimas décadas. Há um descompasso entre a sociedade e o gramado.
A caixa preta da Fifa  --reafirmada no intercurso entre cambistas e filhos de dirigentes, como se viu em episódio recente no Rio de Janeiro-- é apenas a expressão global do sistema autoritário e nada transparente dominante em várias ligas nacionais. A do Brasil, com a CBF, é um caso superlativo. Dominada por um punhado de coronéis da bola,  requer um corajoso  processo de oxigenação, equivalente à  reforma  preconizada por Dilma para o sistema político brasileiro. Trata-se de democratizar os centros de decisão, bem como as legislações relativas à compra e venda de atletas, evitar sua venda precoce ao exterior, ademais de remodelar os circuitos das competições e libertar o caixa dos clubes da tutela asfixiante das tevês, para que possam, de uma vez por todas, converterem-se, de fato, em  academias de formação e difusão esportiva.
O conjunto atinge diretamente o núcleo duro dos interesses e valores com os quais o conservadorismo compactua  para voltar ao poder. A quem desdenha da necessidade de um planejamento nacional em qualquer esfera – da industrialização, ao direcionamento do crédito, passando pelo controle de capitais e do câmbio -  cabe perguntar: se não temos uma política nacional para o futebol, como se pode pleitear uma seleção nacional à altura das  nossas expectativas?
Enquanto ficamos na dependência de um Neymar, o grupo  da Alemanha joga junto há 10 anos. Pode-se manipular o imaginário da derrota na catarse das próximas horas. Mas será difícil sustentar o oportunismo  se ele for confrontado com uma visão clara e desassombrada das linhas de passagem que podem devolver ao futebol brasileiro o brilho que ele já teve um dia, e ao seu torcedor, a alegria trincada neste sombrio oito de julho de 2014.

* Reprodução do Editorial do site Carta Maior

domingo, 6 de julho de 2014

COPA DO MUNDO E ELEIÇÕES 2014


Disputas acirradas

Sem Neymar e Thiago Silva, a Seleção brasileira enfrenta a poderosa Seleção alemã, valendo uma vaga para a final da Copa do mundo. Enquanto isso, a disputa para as eleições de 2014 
vão tomando corpo e a disputa entre Eduardo Campos e Aécio Neves vão se acirrando 
sob a liderança da candidata à reeleição, Dilma Rousseff.





terça-feira, 1 de julho de 2014

AS REFORMAS NÃO ACONTECEM


Minirreforma eleitoral não se aplica às Eleições 2014, decide TSE

A Minirreforma Eleitoral (Lei nº 12.891/2013) não é aplicável às Eleições Gerais de 2014. O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou esse entendimento, ao responder a consulta feita pelo então senador Sérgio de Souza sobre a aplicação total ou parcial da lei para o pleito de outubro.
A maioria do Plenário (4 votos a 3) acompanhou a divergência inaugurada pelo ministro Gilmar Mendes em voto-vista. Segundo o ministro, a nova lei não pode valer para estas eleições por ter sido aprovada em dezembro de 2013, ou seja, menos de um ano antes da data de realização do pleito, que ocorrerá em 5 de outubro. Conforme o artigo 16 da Constituição Federal, “A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”. 
(Fonte: Site TSE)

RAMADÃ ISLÂMICO


Em Peshawar, no Paquistão, rapazes lêem o Corão durante o primeiro dia do Ramadã, mês abençoado para os muçulmanos, dedicado à purificação. Nono mês do calendário lunar islâmico, durante o qual os fiéis se devem abster dos alimentos, do fumo, das bebidas e do sexo, desde o amanhecer até o entardecer. O jejum do Ramadã é o quarto dos cinco pilares do Islã.


(Foto: Bilawal Arbab)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A VIRTUALIDADE CHEGA À EDUCAÇÃO COM FORÇA TOTAL


MEC estuda criar política nacional 
de conteúdos digitais para as escolas 

O Ministério da Educação (MEC) estuda criar uma política nacional de conteúdos digitais para as escolas. A secretária de Educação Básica do MEC, Maria Beatriz Luce, adiantou à Agência Brasil que a ideia é incentivar as universidades a produzir esses conteúdos. 
Para a secretária, o ensino precisa de inovações; de desenvolvimento científico e tecnológico. "Precisamos trabalhar na formação de pessoas e fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação no campo da educação. Pensar não apenas na aquisição [de conteúdos digitais], mas principalmente em fomentar o desenvolvimento de produtos que cheguem à escola", disse.
Para que isso seja feito, a secretária destaca a necessidade de mais recursos, o que já está previsto no Plano Nacional de Educação (PNE), que deve ser sancionado ainda neste mês.
(Fonte: Agência Brasil)
 

domingo, 15 de junho de 2014

ESTILHAÇOS


(Des) Pe daçando

Eugênio Magno


os pés de vidro

trituram o chão

o pó entre cortado

tortura-se e nada


(Do Livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

12 DE JUNHO: DIA DOS NAMORADOS


BRASIL X CROÁCIA


Abertura da Copa do Mundo de 2014

Logo mais às 17:00 horas (hora de Brasília, acontece a abertura da Copa do Mundo de 2014, na Arena Corinthians ("Arena São Paulo"), em São Paulo, SP, com o primeiro jogo do Grupo A, em que o Brasil enfrenta a Croácia.
As prováveis escalações das duas seleções são as seguintes:

Seleção Brasileira: Julio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Neymar e Fred. 

Seleção da Croácia: Stipe Pletikosa, Darijo Srna, Vedrán Corluka, Dejan Lovren, Danijel Pranjic, Ivan Rakitic, Luka Modric, Ivan Perisic, Mateo Kovacic, Ivica Olic, Mario Mandzukic -Técnico: Nico Kovac

sábado, 7 de junho de 2014

DIA INTERNACIONAL DO AMBIENTE

Um evento no dia Dia Internacional do Ambiente, nas proximidades de Katmandu, Nepal, onde se reuniram mais de duas mil pessoas.
(Foto: Niranjan Shrestha, Ap/Lapresse) 

 
Um jovem indiano recolhe material reciclável num lixão na periferia de Mumbai, Índia.
(Foto: Divyakant Solanki - Epa)
  
Uma mulher a bordo de um shikara, uma espécie de gôndola, atravessa um arroio poluído nas proximidades do Lago Dal, capital estiva do Kashmir indiano.
(Foto: Farooq Khan) 

terça-feira, 3 de junho de 2014

TRABALHO ESCRAVO

Lei brasileira 

contra trabalho escravo é referência para OIT


Nesta semana, o Congresso deve promulgar a PEC contra o trabalho escravo, que desapropria áreas e bens onde se verifique o de regime de escravidão.

Com a proposta, o Brasil deve ser o destaque na 103ª Conferência da Organização Internacional do Trabalho, Suíça (Genebra, 28 de maio a 12 de junho), que discute o tráfico de pessoas e o trabalho escravo . Tanto a PEC quanto a chamada "Lista Suja", que impede que condenados pela prática de trabalho escravo recebam financiamentos governamentais, são considerados avanços que poderiam ser disseminados por outros países.

A Câmara dos Deputados deve finalizar, também esta semana, a votação do Plano Nacional de Educação e da PEC do orçamento impositivo, além da proposta que torna automática a perda de mandato de parlamentares com condenação por crimes contra a administração pública.
Também está na pauta do plenário da Câmara aprovar a proposta de criação e desmembramento de municípios e o marco legal das organizações não governamentais (Ongs).
Junho é o mês da Copa e das convenções partidárias que escolherão os candidatos que concorrerão à eleição de 5 de outubro.
Até o final de semana, chega a maior parte das seleções estrangeiras. As convenções partidárias ocorrem na segunda metade do mês.



(Fonte: Site Carta Maior)

sexta-feira, 30 de maio de 2014

DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO OU EDUCAÇÃO DE MASSA (???)


MEC autoriza 34 cursos de graduação 
que vão oferecer mais de 4 mil vagas anuais

O Ministério da Educação (MEC) autorizou o funcionamento de 34 cursos de graduação em instituições privadas. Serão mais de 4 mil vagas anuais. 
Entre os cursos que serão oferecidos estão arquitetura e urbanismo, administração, pedagogia, enfermagem, educação física, engenharia civil e engenharia de produção. A maior parte dos cursos está nas regiões Sudeste e Nordeste.
Para serem autorizados, os cursos devem preencher uma série de requisitos quanto ao projeto pedagógico, corpo docente e infraestrutura, e ainda passar por uma visita no local.
O MEC também reconheceu 50 cursos de graduação de instituições públicas e privadas. Para serem reconhecidos, os cursos precisam ser autorizados e ter pelo menos um ano de funcionamento, quando é verificado o cumprimento dos requisitos legais para prestação do serviço educacional.
(Fonte: Agência Brasil)

terça-feira, 20 de maio de 2014

EDUCAÇÃO PARA PAIS

Entre os dias 29 de Maio e 01 de Junho, a equipe dos Centros Etievan: Educação para a vida de Belo Horizonte promove um evento de Educação para Pais, conduzido pelo casal José Ramon Navarro e Marie Helene Laurent de Navarro (Marion), na Escola da Serra.


O evento será voltado prioritariamente para casais que sejam ou desejam de tornar pais. Na quinta-feira (29), às 19h30, será realizada a palestra “Como educar filhos fortes em tempos difíceis?”, aberta ao público em geral. Na sexta-feira (30), às 19h30, e no sábado (31), às 09h30, acontecerá o Workshop – para casais – dividido em duas partes (1ª parte: Estrutura familiar e novas tradições e 2ª parte: Regras, limites e disciplina). No domingo (01), às 09h30, uma atividade especial será realizada com os casais que participarem do Workshop e seus filhos (06 a 10 anos).

Confiram mais informações no site www.centrosetievan.com.br e no flyer virtual (abaixo). Inscrições pelo email bh@centrosetievan.com.br ou pelo telefone (31) 8798-4647.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

FESTIVAL DO MINUTO


Mateus Leme é uma das 150 cidades do Brasil 
que vai apresentar, no Cineclube Casa de Cássia, 
o Festival do Minuto 2014

O cineclube da Casa de Cássia apresenta neste sábado, 17, às 17 horas, dois programas do Festival do Minuto 2014, criado em 1991 pelo cineasta Marcelo Masagão, diretor do famoso "Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos". Serão apresentados os  programas Minuteen 2013, composto de vídeos realizados por crianças e adolescentes até 14 anos de todo o mundo, com até um minuto de duração, e  Melhores Minutos de 2013, constituído de vídeos de até um minuto procedentes de diversos países. 
O festival surgiu propondo aos realizadores a criação de um filme ou video com duração de até um minuto. A partir do Brasil, outros festivais do gênero foram criados em mais de 50 países. Atualmente, o festival é permanente e online, recebendo milhares de trabalhos através de seu portal. Os cineastas Fernando Meirelles, Beto Brant, Tata Amaral e Anna Muylaert  começaram no minuto. 
Aos domingos, às 17 horas, prossegue o projeto Cinepreciosidades, curado pelo escritor e cinéfilo Matheus Matheus, apresentando o Minuto Animação, uma seleção de vídeos de animação do acervo do Festival do Minuto. 
Os filmes são exibidos em sala dotada de projeção e som digital e tela de 70 polegadas. O lugar tem 23 lugares. Os ingressos são distribuídos 30 minutos antes da sessão.
O Cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, fica na rua Meyer, 105. Vila Suzana (Reta). 35670-000 - Mateus Leme, M.G. Maiores informações pelos telefones: (31) 3535.1721,  9247.6574 e 7579-7815.
 

PARA VERA FISCHER


Peixa


Eugênio Magno


 RE NO VA TE VE RA

TI VE VE RA TI VE RA

VE RA TE VI NA TE VE

AMO TE VE NA TE VE


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

sábado, 10 de maio de 2014

MENINAS RAPTADAS NA NIGÉRIA


Um protesto em Johannesburg, África do Sul, para pedir a libertação das meninas raptadas, 
na Nigéria, pelo grupo extremista islâmico Boko haram.


(Foto: Ap / Lapresse)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS E COMUNICADORES


Conselho de Comunicação Social 
debate violência contra jornalistas

O Conselho de Comunicação Social realiza hoje (05.05.14), às 14h, audiência pública interativa para debater a violência praticada contra jornalistas, radialistas e comunicadores em geral. O público poderá acompanhar o debate, a ser realizado no Plenário 6 da ala Nilo Coelho, por meio do portal e-Cidadania do Senado, que transmitirá o evento em tempo real.
Para discutir o tema, foram convidadas a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti; e a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Maria Miki. Também estão convidados: o diretor-geral da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert), Luís Roberto Antonik; e o coordenador da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (Fitert), José Antonio Jesus da Silva.
Na mesma reunião, o Conselho deverá definir a data de realização de audiência pública para instrução do Projeto de Lei do Senado (PLS) 19/2011, que confirma a obrigatoriedade de transmissão do programa A Voz do Brasil em seu atual horário de veiculação - de segunda a sexta-feira, das 19h às 20h - e propõe que a atração se torne parte do patrimônio imaterial do país. A proposta, já aprovada na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), tramita na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), e tem como relatora a senadora Ana Rita (PT-ES).
(Fonte: Agência Senado)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

LULA E AS ELITES


Quem tem medo do Lula

Emir Sader

Lula incomoda. Basta ele falar sobre algo, que as que se creem “autoridades” deitam falação para contestá-lo, criticá-lo, acusá-lo, denunciá-lo, homenageando-o como a ninguém se homenageia, com sua atenção, sua energia, seu rancor, suas insônias.
Lula nasceu do nada, do quase nada, de uma região que era para não dar nada ao país, de uma mãe amorosa, que lutava para que seus filhos sobrevivessem e, se pudessem, chegassem à escola – como o extraordinário filme sobre o Lula recorda. Ele foi chegando: da sobrevivência à escola, da formação profissional ao emprego industrial, do operário metalúrgico ao líder sindical, do desafio à vida para sobreviver ao desafio aos patrões e à ditadura. Se houve um milagre brasileiro, foi ele.
Entre paternalismo e temor, lideres políticos tradicionais e meios da  imprensa tiveram que reconhecer seu papel, que tentavam restringir a um dirigente corporativo, com um papel determinado num certo momento, que mereceria carinho e compreensão. Mas quando ele foi se transformando em dirigente político, em fundador de um partido dos trabalhadores começou a incomodar não apenas ao Dops e à ditadura, mas aos que pretendiam restringi-lo a um papel limitado.
Até que aquele nordestino, operário, que perdeu um dedo na máquina, mas que nunca perdeu a esperança, ousou ser candidato a presidente e a quase ganhar. Denunciando a desigualdade e a injustiça, apontando que um Brasil melhor era possível e necessário. Até que um dia, depois de fracassarem bacharéis e políticos de profissão, o Lula se tornou presidente.
Ia fracassar, tinha que fracassar, para que as elites pudessem governar com calma o Brasil – como chegou a dizer um ex-ministro da ditadura. Haviam fracassado a ditadura, Sarney, Collor, FHC, ia fracassar Lula e a esquerda e o movimento popular estariam condenados por décadas – como ameaçou um outro ex-procer da ditadura.
Mas Lula encontrou a forma de dar certo. Em meio à herança maldita de uma década de desarticulação do Estado, da sociedade e das esperanças nacionais, Lula foi o responsável por uma arquitetura que permite ao Brasil resgatar a esperança, combater a desigualdade e a miséria, resgatar o Estado, projetar um Brasil soberano e solidário. Lula preferiu enfrentar os desafios de construir uma alternativa a partir do pais realmente existente do que dormir tranquilo com seus sonhos nunca realizados,  em meio a um povo sem sonhos.
Lula saiu dos 8 anos mais formidáveis de governos no Brasil com mais de 90% de referências negativas da mídia e mais de 80% de apoio do povo. Não pode haver maior consagração. Elegeu sua sucessora, está prestes a conseguir que ela tenha um segundo mandato, mas ele não dá trégua aos que achavam que eram donos do Brasil, que ainda acham, apesar de terem perdido as três ultimas eleições presidenciais e estarem em pânico pelo risco iminente de perderem uma quarta, ficando já quase duas décadas sem dispor do Estado que construíram para perpetuar-se como donos do Brasil.
Lula incomoda. Uma forma de tentar neutralizá-lo é especular que ele vai ser candidato de novo agora. Ele nega, mas não aceita comprometer-se a que não volte a ser candidato. E quando abre a boca, quando escreve, quando aparece em publico, as elites tradicionais entram em pânico. Porque sabem que atrás daquelas palavras, daquela figura, está o maior dirigente político, o maior líder popular que o Brasil já teve, que quando se pronuncia, suas palavras não são palavras que o jornal amanhecido leva pro lixo, mas expressam realidades pelas quais ele é responsável.
Quando ele fala de miséria e de desigualdade, fala com a autoridade de quem mais contribui para sua superação. Quando fala da construção de um outro tipo de Brasil, se pronuncia a partir de mais de uma década de passos nessa direção, iniciados por seu governo. Quando critica as elites tradicionais – sua mídia, seus juízes, seus partidos e seus políticos – fala como quem é um contraponto real e concreto a essas elites. Fala como quem é reconhecido pelo povo como um dos seus, como alguém em quem confiam – ao contrario da mídia, de juízes, de partidos que já mostraram ao que  vieram e em quem o povo não confia.
Lula incomoda. Não apenas pelo que foi, pelo que é, pelo que pode vir a ser. Mas por sua vida, argumento contra o qual ninguém pode contrapor nada. Ele é a prova viva que se pode nascer na pobreza e se tornar um dos maiores estadistas do mundo atual, se pode nascer na miséria e se tornar quem mais faz para superar a miséria. Se pode enfrentar as maiores dificuldades na vida e na política e manter a dignidade, a grandeza, o sorriso franco e o espírito de solidariedade. Se pode ser de esquerda e enfrentar os desafios de construir uma vida melhor para o povo, em meio a aliados e instituições que foram feitos para outra coisa. Se pode topar os desafios de receber um país desfeito e recuperar a esperança, a auto-estima, uma vida melhor para dezenas e dezenas de milhões de pessoas. Se pode prometer que ia fazer com que todos os brasileiros teriam três refeições diárias e cumprir.     Isso é insuportável para quem promoveu sempre a miséria e a passividade do povo, para quem governou para as elites e foi sempre recompensado pelas elites, enganando o povo e se enganando que iam ficar para sempre no controle do Estado e da política. 
Lula incomoda. Por isso é atacado, atacado, atacado. Ninguém é mais atacado do que o Lula, ninguém causa mais temor nas elites tradicionais do que o Lula, pela força política e moral que ele adquiriu e que o povo reconhece nele.
Lula mostrou que se pode governar sem falar inglês, sem almoçar e jantar com os donos da mídia, sem ter medo das elites tradicionais, sem temor a aliar-se com quem se faz necessário para fazer o que é necessário e fundamental para o povo e para o Brasil. Lula mostrou que se pode defender os interesses do Brasil e ao mesmo tempo ser solidário com os outros países e com os outros povos.
Lula desmentiu mitos, sua vida é uma afirmação de que um outro mundo é possível, de que as  elites podem falar todos os dias contra os interesses populares, mas quando o povo consegue visualizar uma política diferente e lideres que as defendem, se pronuncia contra as elites.
Lula tinha que dar errado, na vida e na política. E deu certo. Isso é insuportável para as elites tradicionais, isso gera medo neles, acordam e dormem com o fantasma do Lula na cabeça, nas redações dos jornais, revistas  televisões, nas reuniões dos especuladores e dos seus partidos, nos organismos que pregam um mundo de poucos e para poucos.
Quem tem medo do Lula, tem medo do povo, tem medo das alternativas populares, tem medo que o Brasil vá se tornando, cada vez mais uma democracia social, de forma irreversível. Por isso cada palavra do Lula, cada sorriso, cada viagem, cada homenagem, cada abraço que dá e recebe do povo, incomoda tanto a alguns e provoca esse sentimento de confiança que o Brasil está dando certo em tanta gente. 
Ter medo ou esperança no Lula é a própria definição de onde está cada um no Brasil e no mundo de hoje.
(Fonte: site Carta Maior)

terça-feira, 22 de abril de 2014

O ADEUS A GABO


No Palácio das Belas Artes, na Cidade do México, a comemoração pública para recordar o grande escritor morto. Milhares de pessoas e muitíssimas personalidades do mundo da política e da cultura homenagearam Gabriel Garcia Marquez.


 

(Foto: AFP)

terça-feira, 15 de abril de 2014

AS DEMORAS E AS PRESSAS


Engarrafado

Eugênio Magno 

Apertado no trânsito

obrou ali mesmo


em fluxo lento


Atendeu ao apito do guarda

pedindo para evacuar


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)