quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

"PRESOS TRANSFORMADOS EM MOEDA NA MÃO DO ESTADO"


Massacre em Manaus deixa claro 
que terceirização não valeu a pena



Maria Marques, da Pastoral Carcerária do Amazonas, que há 19 anos atua no sistema prisional, minimiza a importância do conflito entre as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e Família do Norte (FDN) na origem do massacre. “A maioria dos que morreram não foi assassinada porque pertencia a uma facção. Eram presos que estavam separados dos outros, em outro pavilhão, por serem acusados daqueles crimes que sofrem grande rejeição entre os internos, como estupro ou morte de criança”, afirmou em entrevista à Ponte. “Morreram aqueles que, numa rebelião, são sempre os primeiros a morrer.”
Para Maria, uma das principais causas do massacre é o sistema de gestão do presídio, que desde 2014 está a cargo de uma empresa privada, a Umanizzare. “O massacre deixou bem claro que a terceirização não valeu a pena. O governo terceiriza porque não é capaz de administrar, mas aí coloca outros que só fazem aumentar a corrupção e a violência”, diz. “Os presos se transformaram em moeda nas mãos do Estado.”
Além da terceirização da gestão e do conflito entre facções, a representante da Pastoral Carcerária também chama a atenção para as falhas do Estado, tanto na administração penitenciária “no âmbito federal e nacional” quanto no Judiciário.
“Se o Judiciário cumprisse seu papel, não haveria tantas mortes, porque as cadeias não estariam tão lotadas. A Lei de Execução Penal não é seguida. Há muitas pessoas que poderiam estar cumprindo pena em liberdade, mas continuam presas”, denuncia.
As promessas feitas pelo governo após o massacre — o segundo pior da história do sistema prisional brasileiro, atrás apenas dos 111 mortos no Carandiru, São Paulo, em 1992 — só reforçam a sensação de que nada vai ser resolvido, na visão de Maria.
“O governo só fala em construir mais presídios e desse jeito o problema nunca vai acabar, porque não existe uma política de ressocialização para o homem e a mulher que comete delito”, afirma. “Essas pessoas têm seus direitos desrespeitados todos os dias pelo Estado, e agora perderam também o direito à vida.”
(Fonte: Site do Instituto Humanitas Unisinos - IHU)

domingo, 1 de janeiro de 2017

2017 VAI PAGAR O PREÇO DA IMPOSTURA


Turbulência política não deve dar trégua em 2017

Impeachment da presidente da República, cassação do presidente da Câmara dos Deputados, recessão econômica sem precedentes e o envolvimento de dezenas de políticos em uma investigação de corrupção – a operação Lava Jato. Depois de um turbilhão de notícias negativas no cenário político-econômico, 2016 dá adeus, mas sem que alguns dos fatos mais marcantes tenham tido seu desfecho.
O novo ano dá as caras, mas ainda com interferência de questões remanescentes do ano anterior. Os desdobramentos de algumas questões remanescentes de 2016 podem impactar em cheio o Palácio do Planalto e, com isso, prolongar a crise política e dificultar a melhoria dos indicadores econômicos.
A lista de fatos que podem incendiar o cenário político inclui a delação de executivos da Odebrecht, o desenrolar de processo que pode culminar na cassação do mandato do presidente Michel Temer, as negociações para aprovar a reforma da Previdência e as eleições dos presidentes da Câmara e do Senado. Para continuar a ler a matéria de Pedro Rocha para o jornal O Tempo, clique aqui.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

ASSASSINATO DA ESPERANÇA


2016: 
o ano em que se tentou matar a esperança do povo brasileiro

Foto: Agência Brasil
Leonardo Boff

A situação social, política e econômica do Brasil mereceria uma reflexão severa sobre a tentativa perversa de matar a esperança do povo brasileiro, promovida por uma corja (esse é o nome) de políticos, em sua grande maioria corruptos ou acusados de tal, que, de forma desavergonhada, se pôs a serviço dos verdadeiros forjadores do golpe perpretado contra a Presidenta Dilma Rousseff: a velha oligarquia do dinheiro e do privilégio que jamais aceitou que alguém do  andar de baixo chegasse a ser Presidente do Brasil e fizesse a inclusão social de milhões dos filhos e filhas da pobreza.
Obviamente há politicos valorosos e éticos, bem como  empresários da nova geração, progressitas que pensam no Brasil e em seu povo. Mas estes não conseguiram ainda acumular força suficiente para dar outro rumo à politica e um sentido social ao Estado vigente, de cariz neoliberal e patrimonialista.
Ao se referir à corrupção todos pensam logo no Lava Jato e na Petrobrás. Mas esquecem ou lhes é negada, intencionalmente pela mídia conservadora e legitimadora do establishment, a outra corrupção, muito pior, revelada exatamente no dia de Natal que junto com o nascimento de Cristo se narra a matança de meninos inocentes pelo rei Herodes, hoje atualizado pelos corruptos que delapidam o país.
Wagner Rosário, secretário do Ministério da Transparência, nos revela que nos últimos treze anos esquemas de corrupção, de fraudes e desvios de recursos da União, repassados aos Estados, municípios e ONGs e direcionados a pequenos municípios com baixo Indice de Desenvolvimento Humano podem superar um milhão de vezes o rombo na Petrobrás descoberto na Lava Jato. São 4 bilhões mas camuflados que podem se transformar, num estudo econométrico, em um trilhão de reais. As áreas mais afetadas são a saúde (merenda) e a educação (abandono das escolas).
Diz o Secretário: “A gente chama isso de assassinato da esperança. Quando você retira merenda de uma criança, você tira a possibilidade de crescimento daquele município a médio e a longo prazo. É uma geração inteira que você está matando”.
A nação precisa saber desta matança e não se deixar mentir por aqueles que ocultam, controlam e distorcem as informações  porque são anti-sistêmicas.
Mas não se pode viver só de desgraças que macularam grande parte do ano de 2016. Voltemo-nos para aquilo que nos permite viver e sonhar: a esperança.
Para entender a esperança precisamos  ultrapassar o modo comum de vermos a realidade. Pensamos que a realidade é o que está aí, dado e feito. Esquecemos que o dado é sempre feito e não é todo o real. O real é maior. Pertence ao real também o potencial, o que ainda não é e que pode vir a ser. Esse lado potencial se expressa pela utopia, pelos sonhos, pelas projeções de um mundo melhor. É o campo onde floresce a esperança. Ter esperança é crer que esse potencial pode se transformar em real, não automaticamente, mas pela prática humana. Portanto, a utopia que alimenta a esperança não se antagoniza com a realidade. Ela revela seu lado potencial, o abscôndito que quer vir para fora e fazer história.
Faço meu o lema do grande cientista e físico quântico Carl Friedrich von Weizsäcker, cuja sociedade fundada por ele me honrou em final de novembro em Berlim com um prêmio pelo intento de unir o grito da Terra com o grito do pobre:”não anuncio otimismo, mas esperança”.
Esperança é um bem escasso hoje no mundo inteiro e especialmente no Brasil. Os que mudaram ilegitimamente os rumos do país, impondo um ultraliberalismo, estão assassinando a esperança do povo brasileiro. As medidas tomadas penalizam principalmente as grandes maiorias que veem as conquistas sociais históricas sendo literalmente desmontadas.
Aqui nos socorre o filósofo alemão (Ernst Bloch) que introduziu  o “princípio esperança”. Esta, a esperança, é mais que uma virtude entre outras. É um motor que temos dentro de nós que alimenta todas as demais virtudes e que nos lança para frente, suscitando novos sonhos de uma sociedade melhor.
Esta esperança vai fornecer as energias para a população afetada poder resisitir, sair às ruas, protestar e exigir mudanças que façam bem ao país, a começar pelos que mais precisam.
Como a maioria é cristã valem as palavras do sábio Riobaldo de Guimarães Rosa:”Com Deus existindo, tudo dá esperança, o mundo se resolve…Tendo Deus é menos grave se descuidar um pouquinho, pois no fim, dá certo. Mas se não tem Deus, então, a gente não tem licença para coisa nenhuma”.
Ter fé  é ter saudades de Deus. Ter esperança é saber que Ele está ao nosso lado, ainda que invisível, fazendo-nos esperar contra toda a esperança.
(Fonte: Portal Carta Maior) 

sábado, 24 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL


Apesar de todos os pesares, que não foram poucos, é preciso que lutemos sempre e mantenhamos viva a chama da esperança em dias melhores. Eles certamente virão, a partir de nossa luta e de nossa fé.
Não deixemos que os comportamentos canalhas nos tirem da trilha do amor, da camaradagem, do senso de justiça, de solidariedade e do respeito às diferenças.



Desejo a todos os amigos, leitores, colaboradores e fontes um Natal harmonioso e um 2017 de muitas conquistas!

Abraços,
MinaseGerais
Eugênio Magno

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

BRINDE À SACANAGEM COM O POVO


Trabalho intermitente e golpismo constante


Os golpistas querem que os trabalhadores fiquem 24 horas 
por conta da venda da força de trabalho, potencializando o estado de necessidade dos trabalhadores.

Desde que tomaram de assalto o poder, o governo ilegítimo de Temer, uma parte do setor econômico, a grande mídia e os políticos que deram sustentação ao golpe de Estado vêm, de forma constante, declarando guerra aos direitos que historicamente foram conquistados pela classe trabalhadora. Para ler na íntegra a matéria de Jorge Luiz Souto Maior, para o portal Carta Maior, clique aqui.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

PROPAGANDA ENGANOSA



                                                    Negação
                           
Eugênio Magno
                       Não faço poemas pra ti beijar
                            Seus lábios escondem outros versos
                            De uma métrica que desatina
                           
                            Palavra rouca que entoca promessas
                            Fala, não faz, mas combina
                            O que sempre vai me negar

(Do livro Minas em Mim, pág. 36)

domingo, 11 de dezembro de 2016

É TUDO FICÇÃO OU NÃO ESCAPA NINGUÉM MESMO ...


Repasses de R$ 75 mi 
e 50 políticos no anexo


O anexo da delação de Cláudio Melo Filho traz menções, em 82 páginas, a ministros de Estado e parlamentares. No total, cerca de 50 políticos são citados pelo executivo, que é ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht em Brasília. Na lista de nomes mencionados, além do presidente da República, Michel Temer, e dos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL), o executivo cita 3 ministros de Estado, 1 secretário do núcleo duro do governo, ao menos 7 ex-ministros, além de senadores, deputados, ex-parlamentares e assessores.
Todos os pagamentos citados na delação contabilizam pouco mais de R$ 75 milhões de reais em repasses para agentes políticos.
Há relatos de doação oficial para campanha política e outros pagamentos não contabilizados perante a Justiça Eleitoral. Na delação, o executivo detalha pagamentos feitos a partir do Setor de Operações Estruturadas da Empresa, conhecido como departamento de propina. Para ler na íntegra a matéria da Agência Estado para o Portal O Tempo, de 11.11.2016, clique aqui.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

PARA LUTAR, NECESSITA-SE SABER QUEM É O INIMIGO

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Um boneco pedindo “Fora Renan Calheiros” e o Lula Inflado estavam no cruzamento entre a Alameda Ministro Rocha Azevedo e a Avenida Paulista, a poucos metros do MASP.
Nenhum inflado contra Michel Temer. Nenhum discurso pedindo seu impeachment. O novo vilão da turma é Renan Calheiros, enquanto as porradas contra o ex-presidente servem pra lembrar que eles continuam antipetistas, mesmo com o PT fora do governo.
Se alguém tinha dúvida ou esperança de que os coxinhas finalmente se tocaram das falcatruas do governo golpista ou mesmo sobre a seletividade do juiz Moro, 15 minutos eram suficientes para desfazer a esperança.
As pautas eram claras e estavam num carro de som do movimento Vem Pra Rua: apoio irrestrito à Lava Jato, fim do foro privilegiado e defesa das 10 Medidas Contra a Corrupção criadas e por Deltan Dallagnol e cia.
“Tivemos milhões de dinheiro público desviados que foram para fora do país. Temos que tirar todos eles. A Lava Jato não pode parar! Teremos orgulho de encher essa Avenida Paulista quando Renan e Lula forem presos”, berrou Carla Zambelli, do NasRuas.
O Vem Pra Rua, que convocou a manifestação, concentrava a maior parte do povo que defendida o combate à corrupção. Mas, ao contrário do esperado, não havia união entre todos os verde-amarelos.
“Nós não estamos aqui para defender a intervenção militar e nem as forças armadas. Queremos que a Justiça funcione”, gritavam os militantes.
Para ler na íntegra a matéria de Pedro Zambarda de Araújo, para o DCM, clique aqui.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

TEMER: UM GOVERNO VULNERÁVEL E INSUSTENTÁVEL



Denúncias derrubam 
um ministro de Temer a cada mês

Desde quando assumiu o poder no lugar de Dilma Rousseff, que foi derrubada pelo Congresso em maio, Michel Temer teve seis baixas em seu quadro de ministros, o que dá uma média de um afastamento por mês, número que já é considerado um recorde na história política recente do país. Pela ordem, deixaram o governo Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Fábio Osório (Advocacia Geral da União), Marcelo Calero (Cultura) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo). O que essas baixas tem de comum é que decorreram de denúncias de desvios éticos ou de corrupção.
Esse cenário tornou-se ainda mais preocupante por causa do envolvimento do próprio presidente da República em graves acusações. É o que resultou nas saídas de Geddel Vieira Lima e Marcelo Calero. O ex-ministro da Cultura pediu demissão do cargo há pouco mais de 10 dias. Em entrevista, Calero afirmou que saiu do governo após ter sido pressionado pelo então secretário de governo da Presidência da República, Geddel Vieira Lima, para que as obras de um edifício em Salvador no qual o próprio Geddel teria um imóvel fossem liberadas pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional), órgão subordinado ao Minc. Geddel assumiu ter conversado com Calero sobre o assunto, mas negou ter feito “pressão”. Dias depois, Calero citou o próprio Temer na história, ao dizer que o presidente chegou a pedir que o processo fosse enviado para a Advocacia Geral da União (AGU), numa manobra para modificar a decisão do Iphan. Foi o estopim para que Geddel pedisse demissão do governo na tentativa de diminuir o desgaste de Temer. 
O ex-ministro Marcelo Calero chegou a gravar conversas com o presidente, além de Geddel e Eliseu Padilha (Casa Civil), mas os áudios, que já estão nas mãos da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República, ainda não vieram a público. Se vierem, devem incendiar ainda mais a crise no governo. Por causa disso, o PSOL já ingressou na Câmara com pedido de impeachment contra Temer. PT e movimentos sociais devem fazer o mesmo nas próximas semanas.  
Para conferir as outras demissões de ministros no governo Temer apontadas na matéria de Pedro Rafael Vilela para o Brasil de Fato, de 1º de dezembro de 20165, clique aqui.

domingo, 27 de novembro de 2016

E O MUNDO VAI PERDENDO SUAS GRANDES LIDERANÇAS...


As manifestações dos líderes mundiais 
à morte de Fidel Castro


Dirigentes de todas as partes do mundo lamentaram ou expressaram de forma discreta seus pêsames pela morte do líder cubano Fidel Castro, ocorrida na noite da última sexta-feira, dia 25, aos 90 anos.
Presidente Michel Temer
"Fidel Castro foi um líder de convicções. Marcou a segunda metade do século XX com a defesa firme das ideias em que acreditava".

Ex-presidente Lula
"Seu espírito combativo e solidário animou sonhos de liberdade, soberania e igualdade. Nos piores momentos, quando ditaduras dominavam as principais nações de nossa região, a bravura de Fidel Castro e o exemplo da revolução cubana inspiravam os que resistiam à tirania".

"Sinto sua morte como a perda de um irmão mais velho, de um companheiro insubstituível, do qual jamais me esquecerei".
Ex-presidente Dilma Rousseff
"A morte do comandante Fidel Castro, líder da revolução cubana e uma das mais influentes expressões políticas do século 20, é motivo de luto e dor. Fidel foi um dos mais importantes políticos contemporâneos e um visionário que acreditou na construção de uma sociedade fraterna e justa (...) Hasta siempre, Fidel!"

Presidente do Senado brasileiro Renan Calheiros
"Em nome do Congresso Nacional, lamento a morte de Fidel Castro que, a despeito de suas convicções e ideologias políticas, foi um homem que marcou a história mundial".

Presidente dos EUA Barack Obama
Os Estados Unidos estendem a "mão da amizade ao povo cubano" após a morte de Fidel Castro.

"A história registrará e julgará o enorme impacto de sua personalidade singular no povo e no mundo em volta dele".
Presidente eleito dos EUA Donald Trump
"Fidel morreu!"

"Embora as tragédias, as mortes e a dor provocadas por Fidel Castro não possam ser apagadas, nossa administração fará tudo o possível para assegurar que os cubanos possam finalmente começar seu caminho rumo à prosperidade e à liberdade que tanto merece."
Papa Francisco
"Expresso meus sentimentos de pesar a vossa excelência e aos demais familiares do falecido dignatário, assim como ao governo e ao povo desta amada nação", manifestou o papa Francisco em um telegrama enviado ao presidente Raúl Castro.

Presidente da China Xi Jinping
"O povo chinês perdeu um camarada bom e sincero. O camarada Castro viverá eternamente. Era um grande homem da nossa época".

Presidente da Rússia Vladimir Putin
"O nome deste distinto homem de Estado é com razão considerado o símbolo de uma era na história mundial contemporânea".

Ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev
"Fidel resistiu e fortaleceu seu país durante o bloqueio americano mais duro, quando havia uma pressão colossal sobre ele e, mesmo assim, tirou seu país desse bloqueio para um caminho de desenvolvimento independente".

Presidente da França François Hollande
"Fidel Castro encarnou a revolução cubana, nas esperanças que criou e depois nas desilusões que provocou. (...) Por ocasião da morte de Fidel Castro quero insistir para que o embargo que pune Cuba seja definitivamente suspenso".

Rei da Espanha Felipe VI
"Fidel Castro é uma figura de indiscutível significado histórico. Por isso, neste momento, quero recordar muito especialmente seus laços familiares e vínculos com a Espanha", afirmou o monarca a respeito do líder cubano, filho de pai espanhol e mãe de ascendência espanhola.

Presidente do governo da Espanha Mariano Rajoy
"Minhas condolências ao governo e às autoridades cubanas pelo falecimento do ex-presidente Fidel Castro, uma figura de porte histórico".

Primeiro-ministro da Grécia Alexis Tsipras
"Adeus, comandante. Hasta la victoria siempre".

Presidente das Filipinas Rodrigo Duterte
"Foi um revolucionário que, alémm de assumir o poder político da ilha (...), se alçou contra o Ocidente e o capitalismo".

Premiê da Índia, Narendra Modi
"Foi um dos personagens mais icônicos do século XX. A Índia lamenta a morte de um grande amigo".

Presidente do Sri Lanka Maithripala Sirisena
"O icônico líder de uma era de revolução recebe o adeus do mundo inteiro. Descanse em paz, camarada Fidel Castro".

Primeiro-ministro do Canadá Justin Trudeau
"Fidel Castro, um líder fora do comum, esteve há quase meio século a serviço do povo cubano. Revolucionário e orador lendário, Castro fez importantes avanços nos âmbitos da educação e da saúde em sua ilha natal".

Presidente sírio Bashar al-Assad
"O grande líder Fidel Castro comandou a luta de seu povo e de seu país contra o imperialismo e a hegemonia durante décadas".

"Sua resistência tornou-se lendária e inspirou líderes e povos do mundo inteiro [...] Cuba, um país amigo, pôde, graças aos seus líderes, resistir às sanções mais duras e às campanhas mais injustas da nossa história moderna".
Presidente da Colômbia Juan Manuel Santos
"Lamentamos a morte de Fidel Castro. Acompanhamos seu irmão, Raúl, e sua família neste momento. Nossa solidariedade com o povo Cubano".

Presidente da Venezuela Nicolás Maduro
"A tod@s @s Revolucionari@s do Mundo corresponde seguir com seu Legado e sua Bandeira de Independência, de Socialismo, de Pátria Humana" (Twitter).

Presidente da Bolívia Evo Morales
"Em nome do povo boliviano expresso condolências e solidariedade à familia, governo e ao povo cubano pela perda de um gigante da história" (Twitter).

Ex-presidente argentina Cristina Kirchner
"Fidel e Cuba entrando definitivamente na História Grande. Junto de seu povo, exemplo de dignidade e soberania" (Twitter).

Presidente do México Enrique Peña Nieto
"Fidel Castro foi um amigo do México, promotor de uma relação bilateral baseada no respeito, no diálogo e na solidariedade" (Twitter).

Presidente do Equador Rafael Correa
"Se foi um grande. Morreu Fidel. Viva Cuba! Viva América Latina!" (Twitter).

Presidente de El Salvador Sánchez Cerén
"Com profunda dor, recebemos a notícias do falecimento de um querido amigo e eterno companheiro, comandante Fidel Castro" (Twitter).

Presidente do Chile Michelle Bachelet
"Minhas condolências ao presidente Raúl Castro pela morte de Fidel, um líder pela dignidade e justiça social em Cuba e na América Latina".

Ministro das Relações Exteriores do Reino Unido Boris Johnson
"O Reino Unido expressa suas condolências ao governo e ao povo de Cuba, e à família do ex-presidente. A morte de Fidel Castro marca o fim de uma era para Cuba e o início de uma nova para o povo cubano", falou o ministro em nota.
Ministro das Relações Exteriores do Brasil José Serra
"Entra para a história como uma das lideranças políticas mais emblemáticas do século XX. Não é possível entender a história de nosso continente sem referência a Fidel, suas ideias e ações à frente da revolução cubana e do governo de seu país".
(Fonte: AFP)

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

BLACK FRIDAY NA UFMG


Tempos Sombrios III: UFMG Invadida pela PM!*

Em tempo de menos política e de incitação ao ódio, da raiva e da violência de forma sistemática pelos meios de comunicação e, quando isso é incentivado pelo governo, tolerado pelo judiciário e aplaudido por parte da população, a polícia ocupa os espaços públicos.
Foi isso que aconteceu, hoje, no Campus Pampulha da UFMG: diante de uma manifestação de estudantes secundaristas e universitários, os policiais militares reagiram com bombas de gás lacrimogêneo e com balas de borracha. Não satisfeitos, na perseguição aos estudantes, invadiram o Campus da UFMG, território federal fora da jurisdição direta da PM, força de (in) segurança estadual.
Os tempos de arbítrios e de insegurança quanto aos direitos e de criminalização dos movimentos sociais nos fazem lembrar os tempos mais sombrios da Ditadura civil-militar no Brasil. E, do mesmo modo, os meios de comunicação, de um modo geral, tratam como se fossem ações legítimas, necessárias e urgentes contra baderneiros e jovens desocupados.
A invasão da UFMG, pelo seu caráter simbólico e inconstitucional, merece não apenas a repulsa daqueles que defendem o estado democrático e de direito, mas precisa ser respondida à altura pelo Governador Fernando Pimentel, que é também professor da Universidade e conhecedor das formas de estruturação, legitimação e atuação das forças de repressão antidemocráticas e ilegais.
A devida punição dos responsáveis pela operação militar que resultou na invasão da NOSSA UNIVERSIDADE e na violência praticada contra NOSSOS ALUNOS e ALUNAS, sejam eles universitários ou secundaristas, é o mínimo que se espera do Governador. Se tal não fizer, estará legitimando e autorizando as ações violentas das forças militares que, é fundamental que se diga, em última instância estão sob o seu comando e de ninguém mais!

* Editorial da última sexta-feira, dia 18 de novembro de 2016, do boletim eletrônico Pensar a Educação em pauta.

GOVERNO TEMER: INCOERÊNCIAS, CONTRADIÇÕES, ETC., ETC., ETC...


Governo não pratica o teto



Mordomia. Mendonça Filho abriu licitação para comprar lanches nos voos que ele fizer pela FAB

Michel Temer quer aprovar limite de gastos durante 20 anos, 

mas abre a torneira em 2016
























Apesar de defender que a única saída para a crise econômica do país seja um planejamento de austeridade e de corte de gastos, o governo de Michel Temer (PMDB) tem adotado medidas que contradizem o discurso de contenção de despesas públicas.
O aumento dos valores despendidos em publicidade, compras luxuosas, reajustes salariais a servidores e criação de novos cargos comissionados contrasta com o que é pregado pelo Palácio do Planalto.
Segundo estudo da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados, as despesas feitas pelo governo federal neste ano serão quase 14% maiores do que os gastos feitos em 2015. No ano passado, os gastos do governo ficaram em R$ 1,05 trilhão. Neste ano, a previsão é que alcancem R$ 1,2 trilhão. A diferença representa aproximadamente R$ 150 bilhões a mais nos gastos pela gestão de Temer. Para continuar lendo a matéria do jornalista Lucas Ragazzi para o jornal O Tempo, clique aqui.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

NOSSOS AFOGAMENTOS



Lágrimas de alegria

 Eugênio Magno

Por quê choro?
Porque ris
Pois o choro é metáfora do medo
Ou desculpa da dor
Mas se rio
Não é porque choras
O mar é grande
E mesmo que o pranto molhe meus lábios
Não me afogarei em soluços

(Do livro Minas em Mim, 2005, pág. 35)

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

CRIME AMBIENTAL


Vale e BHP devem depositar R$ 1,2 bi 
para medidas em Mariana



A Vale informa sobre ação civil pública contra a Samarco, da qual é acionista junto com a BHP Billiton, que determinou, entre outras medidas, o depósito de R$ 1,2 bilhão para acautelar futuras medidas reparatórias em 30 dias.



Para ler mais, clique aqui.

(Fonte / Fotos: Agência Estado e Portal do jornal O Tempo)