Comunicação é coisa séria
Certamente você conhece
aquele velho ditado: “quem conta um conto aumenta um ponto” e também já deve
ter participado da dinâmica do “telefone sem fio” e está cansado de saber que
informação precisa de confirmação e para se ter confirmação é necessário que haja
uma fonte confiável ou, no mínimo, identificável. O que significa que tal fonte
tem que ter uma marca, um nome verdadeiro, uma identidade, um CNPJ, um CPF, um
endereço e, de preferência, conhecimento do que fala e responsabilidade sobre o
que divulga. E isso só é possível se o órgão ou a pessoa que divulga puder ser
encontrado, ter expertise no assunto ou estar habilitado na área de comunicação
para estabelecer a mediação entre o especialista, a fonte primária ou os
sujeitos da ação e o público. E ainda, estar submetido às legislações do país e
aos códigos e estatutos próprios, tanto do setor de comunicação, quanto das
áreas sobre as quais a informação ou a propaganda estejam vinculadas.
Partindo-se desse
princípio, gostemos ou não, jornais, revistas, rádios, tv’s
(abertas e fechadas), agências de notícias e, mais recentemente, portais de informação, canais do Youtube, podcasts e blogs de jornalistas e comunicadores profissionais, são os meios mais indicados para se buscar informação.
Dito isso, precisa ficar
claro pra todo mundo que, almoço de domingo, mesa de boteco da esquina, Copa ou
Cafezinho da empresa, telefone, redes sociais e o Whatsapp são ótimos para a
nossa interação, para partilhar nossa vida pessoal, familiar e profissional. Mas
daí, qualquer um se meter a publicitário, relações públicas, jornalista,
comunicador e achar que porque tem um instrumento de comunicação à sua
disposição, tem o direito de produzir ou replicar propaganda enganosa e desinformação
aos quatro ventos, irresponsavelmente, destruindo reputações e levando outras
pessoas a formar opinião equivocada sobre tal ou qual assunto é um absurdo.
Assim como é absurdo levar à sério toda e qualquer informação que recebe, sem
se ter a mínima ideia da fonte original daquilo que lhe é dito ou repassado,
mesmo que seja alguém próximo a você, mas que não detém o mínimo de
conhecimento sobre o tema e muito menos tem ideia de onde surgiu aquilo que ele
ou ela repassa.
Você acaba de ler a transcrição de um pequeno trecho do vídeo Comunicação é coisa séria, do canal do YouTube, produzido por Eugênio Magno. Para ter acesso à integra desse conteúdo, clique aqui. E se quiser quiser se aprimorar em comunicação, inscreva-se no canal, Laboratório de Comunicação e Cultura e explore os demais vídeos da playlist.

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