segunda-feira, 20 de setembro de 2021

RECURSOS NATURAIS ENTREGUES AO CAPITAL

 

(Foto: site Outras Palavras)

A furiosa e disfarçada guerra pela Água no Brasil


Milhares de municípios, abastecidos por empresas públicas, serão forçados a considerar propostas de privatização. Maiores mananciais do mundo são cobiçados por corporações como Coca-Cola e Nestlé. Congresso entrega – e mídia cala-se.

O país atravessa uma crise hídrica que afeta diretamente o nível dos reservatórios dos subsistemas elétricos. De acordo com o último boletim divulgado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), divulgado em 10/09/21, os reservatórios das Usinas Hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste estão operando com apenas 22,7% de sua capacidade de armazenamento. Esses reservatórios, que são responsáveis por cerca de 70% da geração hídrica do país, apresentam os níveis mais baixos dos últimos 91 anos. Os especialistas mencionam redução do nível dos reservatórios que pode chegar à 10%, o que seria muito grave, já que o sistema elétrico brasileiro nunca operou abaixo de 15%.
Para ler, na íntegra, a matéria de José Álvaro de Lima Cardoso para o site Outras Palavras, clique aqui.

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

PRESIDENTE BRASILEIRO NÃO ESTÁ VACINADO

(Foto: Marcos Correa / PR)


ONU deve decidir amanhã se exigirá vacinação para Assembleia-Geral, o que poderia barrar Bolsonaro

Os Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) devem deliberar nesta quinta-feira (16/9) se exigirão que todos os presentes à Assembleia-Geral do órgão, na próxima semana, apresentem comprovantes de vacinação contra a covid-19 para serem admitidos ao prédio da ONU, em Nova York.
Caso decidam pela obrigatoriedade da imunização, isso poderia barrar a participação do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que oficialmente não está vacinado. Tradicionalmente, o chefe de Estado brasileiro faz o primeiro discurso entre os líderes no evento, marcado para o próximo dia 21.
Há dois dias, em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a repetir que não havia tomado imunizantes contra a doença, que já matou 580 mil brasileiros. Ele citou um suposto resultado do exame IGG, que mede a quantidade de anticorpos para uma dada doença no corpo, como justificativa para não ter se vacinado.
Leia a matéria completa de Mariana Sanches para a BBC News Brasil, clicando aqui.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

BOLSONARO NÃO É TRAIDOR

 

(Foto obtida de Google Imagens - creditada ao Brasil de Fato)


Não digam que não foram avisados

Na quarta-feira de "cinzas" da grande trapalhada bolsonarista, o day after do 7 de setembro - que começou com comemorações, pompa e circunstância nas trincheiras do radicalismo da extrema direita brasileira -, foi dia de chororô, xingamentos e desembarques da canoa que sempre esteve furada.

Os jornalistas compromissados com a verdade e com o país (não apenas com grupos econômicos), intelectuais e até mesmo pessoas com o mínimo de formação e informação política cansaram de alertar a população, familiares e amigos ingênuos sobre as ameaças que Jair Messias Bolsonaro representava para o país. Mas não foram ouvidos. Arrivistas e marinheiros de primeira viagem superlotaram com fervor juvenil a embarcação avariada de um ex-capitão que prometia enfrentar mares bravios e muitas emoções em uma rota suicida espetacular. 

Sob todos os aspectos ele cumpre o que prometeu: por um lado, no campo da ação, destroçou o país nas esferas diplomática, econômica e institucional; sem contar o negacionismo que levou quase 600 mil brasileiros à morte na pandemia da covid-19. Por outro lado, no campo do palavrório populista, age como sempre agiu: dorme pensando em algo que possa afirmar de manhã para desmentir à tarde. 

Não foi diferente no fatídico 7 de setembro de 2021. Portanto, como dizia o saudoso locutor esportivo, Fiori Gigliotti, "agora, não adianta chorar", todos foram avisados. É patético assistir esses marmanjos soluçando com lágrimas nos olhos, vociferando contra quem sempre seguiu à risca o seu script. 

Só acredita em papai noel quem gosta do autoengano. 

Quer um conselho? Não mande mais cartas para o bom velhinho. Vá à luta, companheiro!


domingo, 5 de setembro de 2021

A "VERDADE" E A INTOLERÂNCIA

 

(A imagem é do site Ciência e Filosofia - Trabalhos Escolares)

Filosofia da tolerância

O ser humano se faz mediante a capacidade de criar o que o liga a Deus, a si próprio e aos outros, ao que ele cria e à história.

O episódio # 20 - FILOSOFIA DA TOLERÂNCIA do podcast Política com Fé continua com os apontamentos e reflexões sobre o livro “TOLERÂNCIA: Por uma ética de solidariedade e de paz”, de Bernhard Häring e Valentino Salvoldi.

Nessa edição os comentários e citações são do quarto, quinto e sexto capítulos do livro. De forma didática e gradativa, mas profunda, os autores conduzem o leitor à reflexão sobre temas fundamentais para a compreensão, o exercício e a construção ou o aprendizado da tolerância. Cronologicamente os capítulos abordados são, respectivamente: Pessoas e valores: para uma filosofia da tolerância, Do particularismo ao universalismo: uma abordagem bíblica e A tolerância e os seus desafios: a verdade e as suas religiões.

Dentre outras coisas, aprendemos sobre verdade e dogmatismos e somos alertados em relação aos equívocos que levam  ao comportamento intolerante.

O ser humano é em si mesmo um valor e, por isso mesmo, necessita cultivar valores morais e princípios éticos. Aliás, nunca é demais lembrar que o cultivo da ética, dos valores e dos princípios morais contribui para promover o valor próprio do ser humano.

Você pode ouvir o podcast Política com Fé, clicando aqui.


quarta-feira, 1 de setembro de 2021

POUCOS LABORATÓRIOS CONTROLAM A PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE IMUNIZANTES NO MUNDO

 

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)


Bolsonaro tem até quinta (2) para sancionar PL da "quebra de patentes"; veja o que está em jogo


Termina nesta quinta-feira (2) o prazo para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionar o Projeto de Lei (PL) 12/2021, que autoriza licenças compulsórias para insumos em saúde em situações de emergência sanitária como a pandemia de covid-19.
Embora o texto do senador Paulo Paim (PT-RS) seja comumente chamado de PL da “quebra de patentes”, não se trata de uma apropriação indevida. O licenciamento compulsório está previsto na Lei da Propriedade Industrial 9.279/96 e foi criado para enfrentar eventuais abusos cometidos por detentores de patentes.
A própria Organização Mundial do Comércio (OMC) permite a adoção desse mecanismo em casos de emergência sanitária ou de interesse público.
Em 2007, por exemplo, o governo brasileiro licenciou compulsoriamente um dos medicamentos do coquetel Anti-Aids, o Efavirenz, reduzindo o preço do medicamento a um terço do que era negociado pelo laboratório estadunidense.
Entidades pressionam para que não haja vetos ao projeto, que pode reduzir preços e aumentar disponibilidade de insumos.
Para continuar lendo a matéria de Daniel Giovanaz para o site Brasil de Fato, clique aqui.

(Fonte: Brasil de Fato)

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

POVOS INDÍGENAS PROTESTAM EM BRASÍLIA

 

(Foto: APIB)

Com algo em torno de 6 mil pessoas em Brasília, povos indígenas realizam a maior mobilização após a promulgação da Constituição de 1988.
Vindos de todas as regiões do país, mais de 170 nações indígenas estão mobilizadas na capital federal, desde o último dia 22, pela garantia de seus direitos originários e contra o marco temporal que está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
O acampamento "Luta pela Vida", está previsto para durar até o próximo dia 28 e é considerado pelo movimento indígena, o processo mais importante do século sobre a vida dos povos indígenas.

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

TOLERÂNCIA TEM LIMITES (?)

Caminhando rumo à tolerância

Companheiras constantes nesse caminho em direção à tolerância são as nossas inteligências intelectual, emocional e físico-motora, além do conhecimento e da prática da democracia, de quem a tolerância é irmã siamesa.

É imprescindível compreendermos a necessidade de uma integração desse nosso ser tão fragmentado, para que não fiquemos apenas na intenção. Empreender essa viagem, na compreensão de Bernhard Häring e Valentino Salvoldi, é muito mais do que um trabalhoso processo histórico, mas, fundamentalmente, um desafio cotidiano em que os seres humanos estão totalmente envolvidos nas diferentes esferas do ser e do viver.

O podcast Política com Fé está dedicando uma série de episódios à leitura comentada do  livro “TOLERÂNCIA: Por uma ética de solidariedade e de paz”, de Häring e Salvoldi. O episódio # 19 - Caminhando rumo à tolerância, traz apontamentos sobre o segundo capítulo, intitulado As raízes da intolerância, cujos tópicos são: Premissas a uma ‘antropologia da intolerância’, Elementos biológicos úteis à compreensão da gênese do comportamento intolerante e Medo, simplificação, sentido de pertença.

Ouça o podcast clicando aqui.

 

domingo, 15 de agosto de 2021

IPCC: JÁ NÃO HÁ MAIS TEMPO PARA UMA ECOLOGIA SUTIL


Relatório da ONU aponta: frear a crise climática exigirá novo paradigma ecológico e de bem-estar, que se sobreponha ao cálculo econômico. Um dos entraves será a indústria do cimento, altamente poluidora, que prepara novo boom da construção

Projeto “+1,5ºC Muda Tudo” , entre o Museu do Prado e a WWF, que atualiza obras clássicas sob a catástrofe climática

Nada indica que os mais importantes tomadores de decisão do planeta estejam preparados para enfrentar o horizonte traçado nesta semana pelo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que analisa a evolução e as perspectivas da relação entre as sociedades humanas e o sistema climático do qual a vida na Terra depende. Uma das mais importantes e promissoras conclusões do relatório é que ainda existe uma estreita janela de oportunidades para que a temperatura global média não suba além de 1,5ºC até o final do século.

Mas esta janela converte-se numa quase invisível fresta quando o mais importante jornal de economia do mundo, o Financial Times, retrata o entusiasmo de Jan Jenisch, presidente do maior grupo produtor global de cimento (Holcin), com o que ele chama de boom da construção, em função das necessidades de infraestrutura dos países em desenvolvimento. Sua alegria é compartilhada por Fernando Gonzales, o CEO da Cemex mexicana que fala em superciclo da construção.

Para ler a íntegra da matéria de Ricardo Abramovay, na coluna Terra e Antropoceno, do site Outras Palavras, clique aqui.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

PEC DO VOTO IMPRESSO DERROTADA

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Câmara dos Deputados 
rejeita e arquiva proposta de Bolsonaro

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso, em eleições, plebiscitos e referendos, de autoria da deputada, Bia Kicis, do PSL-DF e defendida pelo presidente, Jair Bolsonaro, não passou na Câmara.
Para ser aprovada, a proposta necessitava de, no mínimo, 308 votos, mas o placar geral foi o seguinte:
- 229 votos à favor;
- 218 votos contra;
- 001 abstenção (de Aécio Neves);
- 064 ausências.
Embora a derrota da proposta esteja sendo comemorada - e com razão -, pela oposição, é preciso colocar as barbas de molho com relação às reservas de força de Bolsonaro. Afinal, o resultado traiu as expectativas de quem acreditava que a derrota seria acachapante.
Teria sido o que se configurou depois como vexatória "tanquesseata" o que intimidou os deputados, ou Bolsonaro ainda tem fôlego para outros embates?
A grande mídia e os jornalistas de direita zombam da esquerda dizendo que todos os anos, nessa data, acontece esse desfile de blindados para entregar o tal convite de Exercício Militar da Marinha ao presidente. Dizem que foi uma mera coincidência. Será?
O que não vi, não li, nem ouvi dos comentaristas políticos foi a pergunta da dita coincidência feita por outro ângulo: Porque o presidente da Câmara, Arthur Lira, teria marcado a votação da PEC, justamente nesse dia em que tradicionalmente ocorre o tal desfile?

sábado, 7 de agosto de 2021

POR UMA ÉTICA DE SOLIDARIEDADE E DE PAZ

 


(Capa do livro)

Novo episódio do Podcast "Política com Fé" traz mais apontamentos e reflexões sobre o livro Tolerância

"A história humana é recheada de exemplos de conflitos variados que remontam à antiguidade, ao mesmo tempo em que são registrados, desde tempos remotos, os esforços humanos para administrar de forma pacífica a convivência, todavia incorrendo em equívocos como a exclusão ou a marginalização, tendo em vista controlar determinados grupamentos sociais, definindo-os com base na atividade econômica, na riqueza, na ascendência e/ou na raça."

Esse é um dos trechos do episódio # 18 - As várias faces da intolerância explorando o primeiro capítulo do livro de Bernhard Häring e Valentino Salvoldi, “TOLERÂNCIA: Por uma ética de solidariedade e de paz”, onde os autores identificam a rigidez, a impaciência e o desencontro como algumas das principais características de  manifestação da intolerância.

O episódio traz ainda o quadro "CEFEP Informa", com informações sobre as principais ações do Centro Nacional de Fé e Política.

Para ouvir o podcast, clique aqui.


domingo, 1 de agosto de 2021

MEDO DESESPERO E ANGÚSTIA:

Um retrato das atuais sociedades distópicas



Olgária Matos 
(Foto: FFLCH-USP)

Para a professora Olgária Matos, vivemos no que seria caracterizado como uma anticidade, sob o domínio do medo e da descrença nas instituições que compõem a sociedade.

Simone Lemos
(para o Jornal da USP)

Uma sociedade distópica e sua forma de governo pode ser verificada em vários momentos da nossa história, mas o que caracteriza essa sociedade, seus governantes, forma de convívio e leis? Olgária Matos, professora titular do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP caracterizou esse tipo de sociedade como “aquela que contrariasse a ideia de cidade que se estabeleceu segundo a tradição aristotélica/grega como um espaço em que os indivíduos se reúnem para viver bem e cada vez melhor com valores comuns compartilhados, segundo o laço de um sentimento afetivo, que auxilia a amizade, indivíduos unidos pela confiança e pela lealdade”.

Arte de Lívia Magalhães - Imagem: Pixabay


Segundo a professora, essa definição, mesmo sendo utópica, constitui a fonte de orientação na vida e no pensamento. Assim, uma sociedade distópica seria aquela em que as instituições que medeiam as relações entre as pessoas — como a escola, a igreja e a família — não mais seriam socializadoras, no sentido em que existem elementos realistas nas utopias e elementos utópicos no realismo. Os valores que dominariam seriam aqueles como a desconfiança, a deslealdade e a injustiça.

O Brasil apresenta algumas características deste tipo de sociedade. “É a tendência em quase todos os países na contemporaneidade, passa por uma desinstitucionalização das instituições. Quer dizer, pela descrença em sua efetividade e capacidade de fazer valer direitos e responsabilidades”, destaca Olgária.

De acordo com ela, há uma grande descrença nas instituições tradicionais do País, como o Parlamento, os partidos políticos, a escola, a família, a justiça, a polícia, entre outros. Vivemos no que seria caracterizado como uma tendência antipólis, ou seja uma anticidade. Segundo Olgária essa anticidade é o contrário de uma cidade, pois se vive sob o domínio do medo, do desemprego, das epidemias, da criminalidade, do autoritarismo, da tirania e da perda dos pertencimentos simbólicos e estruturantes.

A distopia

A distopia produz um sentimento de angústia generalizada e os desenvolvimentos da ciência e das técnicas contrastam com as regressões espirituais da sociedade. Para a professora, uma distopia seria aquela que distribui ameaças por todos os lados, produzindo um sentimento de angústia generalizado, que pode se traduzir num ressentimento e em um desejo de vingança. Principalmente em um mundo de particularismos — sejam eles éticos, religiosos ou sexuais —, que não possuem mais como referência elementos simbólicos externos, permitiriam as mediações entre o sofrimento que os preconceitos provocam e o sentido de uma progressiva resolução e superação deles dada justamente a falência das instituições políticas e a presença do Estado.

“Nesse sentido, o mundo dos distópicos seria aquele em que o princípio de realidade vacila”, afirma a professora e completa: “Uma vez que os extraordinários desenvolvimentos das ciências e das técnicas contrastam com as regressões espirituais da sociedade, uma vez que nos fazem ver o que ganhamos, mas não o que perdemos”.

No perfil de um tipo de governo distópico há elementos antidemocráticos, mesmo nas democracias consideradas como bem avançadas e sólidas em suas instituições. Geralmente se caracteriza por decisões autocráticas, que tendem a não respeitar as instituições vigentes, indo diretamente “ao povo” e daí seu caráter populista e oportunista. Na história mais recente, Olgária cita, como exemplo de governos autoritários, os soviéticos na época do comunismo, o da China durante a Revolução Cultural, o da Alemanha nazista, as ditaduras da América Latina, da África, Oriente Médio e as ditaduras em geral.

A professora acredita que o abandono da educação contribuiu para essa realidade, a partir dela é possível mudar e criar a utopia de um ensino humanista. Essa situação distópica não é produto de poucos anos, mas é algo que vai se estabelecendo e se desenvolvendo ao longo do tempo pelo abandono da importância civilizatória e da educação, tanto formal quanto informal. De acordo com Olgária, progressivamente, as instituições foram destituídas de valor, e da educação, principalmente, a tal ponto que a cultura dos esportes e a indústria da euforia dos megaeventos substituíram os valores formadores das instituições que existem justamente para criar os sentimentos de solidariedade e de compaixão.

Para ela, a educação humanista tem papel fundamental como forma de escapar de tendências distópicas e como meio de renovar a sociedade. Uma educação salientada em uma leitura atenta e concentrada no estudo da literatura nacional e universal, no estudo da história das línguas clássicas e vernáculas, das humanidades em geral, das ciências e das artes. “Utopia de uma educação humanista, que sozinha, é claro, não é capaz de criar o mundo ideal, mas pelo menos permite a uma sociedade ser capaz de se idealizar”, conclui a professora Olgária.

(Fonte: Jornal da USP)

domingo, 25 de julho de 2021

POVO MAIS UMA VEZ NAS RUAS



(Foto: Carl de Souza / AFP)


"Seguiremos nas ruas pelas vítimas de Bolsonaro"

Pela quarta vez em menos de dois meses, a população foi às ruas em centenas de cidades no Brasil e no mundo em protesto contra o governo Jair Bolsonaro (sem partido), pela aceleração do programa de vacinação e em defesa da democracia.

Para além da importância das reivindicações feitas por meio de manifestações pacíficas, justas e democráticas, o que se viu nas ruas neste sábado (24) por todo o país e também em cidades espalhadas pelo mundo foi a maneira forte, digna e inspiradora com que a população levou sua mensagem a público. Foram cerca de 600 mil pessoas nas ruas de mais de 500 cidades.

Brasil de Fato tentou condensar em pouco mais de dois minutos de imagens e vídeos qual o recado que os brasileiros levaram às ruas. "Vamos continuar nas ruas em nome das vítimas de Bolsonaro", disse uma das centenas de milhares de pessoas que participou dos protestos. Suas palavras ecoam em todo país. Confira o vídeo abaixo, clicando aqui.


(Fonte: Portal Brasil de Fato)



terça-feira, 20 de julho de 2021

CRISE CIVILIZATÓRIA



Mbembe, necropolítica e crise da democracia


É sempre interessante quando as escritas acadêmicas passam a atingir o grande público. Nem toda pesquisa, é claro precisa ter esse objetivo, mas é excelente quando grandes obras cumprem este papel. Com os desastres anunciados do governo Bolsonaro, por exemplo, a obra do camaronês Achille Mbembe tem sido cada vez mais citada nas redes sociais, principalmente seu conceito de “necropolítica”. Como todo conceito amplamente difundido (ou, talvez, como tudo aquilo que cai nas redes), porém, há sempre o risco de esvaziamento de conteúdo.

Afinal, o que seria, então, a necropolítica? Uma primeira citação do próprio Mbembe dá o pontapé inicial para seu entendimento:

“A ideia segundo a qual a vida em democracia é, no seu fundamento, pacífica, policiada e desprovida de violência (nomeadamente sob a forma da guerra e da devastação) não nos convence. (…) a brutalidade das democracias nunca foi senão abafada. Desde as suas origens, as democracias modernas mostraram tolerância perante uma certa violência política, inclusive ilegal. Integraram na sua cultura formas de brutalidade levadas a cabo por uma série de instituições privadas agindo como mais-valia do Estado, sejam elas corpos francos, milícias ou outras formações militares corporativistas”.

A citação acima é recheada de sentidos. Percebe-se, por exemplo, que, para Mbembe, as democracias modernas não devem ser enxergadas como sistemas teoricamente perfeitos que, vez ou outra, são atingidos por violências e falhas externas. Para o autor, seja ela estatal, seja ela privada (ainda que igualmente ligada aos mesmos interesses do Estado), a violência é parte integrante da própria democracia. E isto não é fruto de alguma degeneração ou crise dos Estados democráticos, mas característica original e fundante dos mesmos.

Para continuar lendo a matéria de Almir Felitte para Outras Palavras, clique aqui.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

ATÉ AONDE VAI A TOLERÂNCIA?

 

No Brasil, uma questão incômoda é a constatação de que Bolsonaro e seu séquito, além de todos os malefícios que vêm causando ao país, ao povo brasileiro e à nossa inteligência, de forma direta, parecem ter aberto as portas da insensatez e do descompromisso com a ética, a verdade e a dignidade. O bolsonarismo produziu não somente bolsomínions de raiz. Cresceu assustadoramente a desonestidade intelectual e o número de pessoas que passou a desconsiderar a materialidade dos fatos e que apostam repetida e estupidamente em narrativas distorcidas, arrebanhando seguidores tão maldosos ou incautos quanto eles próprios. 

Uma frase de Dostoiévski foi o leitmotiv para a reflexão, do novo episódio do podcast Política com Fé que já está circulando na internet. Diante de tantos fatos e acontecimentos que nos atropelam a todo instante, em várias situações, abordo a questão da tolerância: seus limites e possibilidades. Ouça o podcast clicando aqui.

sábado, 10 de julho de 2021

"CAGUEI PARA A CPI"

 

(Foto: Evaristo Sa / AFP)

Bolsonaro fez para a CPI aquilo que ele já tem feito para o Brasil há anos

Na noite da última quinta-feira, Jair Bolsonaro realizou uma transmissão ao vivo em rede social para toda a população brasileira, a fim de responder a um questionamento da CPI da Covid. O questionamento era sobre denúncias de corrupção envolvendo o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR). "Sabe qual a minha resposta? Caguei. Caguei para a CPI, não vou responder nada!",, disse.

Para ler a matéria de Maira Gomes, para o site Brasil de Fato, clique aqui.


segunda-feira, 5 de julho de 2021

PODCAST "POLÍTICA COM FÉ" EM PARCERIA COM O CEFEP




O podcast “Política com Fé”, a partir do episódio #16 - Tolerância: novo nome para a paz, passa a oferecer mensalmente - no dia primeiro de cada mês - o quadro "CEFEP Informa", um espaço para a divulgação das principais manchetes do Boletim Informativo do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara, órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A iniciativa é parte de acordo firmado entre a produção do podcast e o CEFEP. Com a parceria, tanto o podcast quanto o CEFEP ganham novos canais de distribuição de conteúdos para as suas comunidades cujos interesses giram em torno do tema Fé e Política. 

Para conhecer melhor o CEFEP, acesse o seu site, clicando aqui. E, para ouvir todos os episódios do podcast "Política com Fé", aqui está o link: https://anchor.fm/eugenio-magno.


quinta-feira, 1 de julho de 2021

CPI, SUPER IMPEACHMENT E POVO NA RUA


Quem sustenta Bolsonaro no poder(?)


É difícil entender como um dos governos mais desastrosos da nossa história republicana conseguiu completar 2 anos e meio no poder com tantos escândalos, dentre eles a forma como vem tratando a maior tragédia brasileira de todos os tempos: a pandemia do coronavírus que já matou mais de 500 mil pessoas.

Outros presidentes, como Collor e Dilma, caíram por muito menos. Mas quem e o que sustenta Bolsonaro? As revelações da CPI da Covid-19 são estarrecedoras e se as denúncias das testemunhas se confirmarem, só mágica pode livrar o governo não só do impeachment do presidente, como do indiciamento criminal de vários integrantes do governo federal.

No último dia 30 de junho, foi protocolado na Secretaria-Geral da Câmara dos deputados um novo pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. O documento foi entregue na Câmara com 45 assinaturas e vem recebendo novas adesões. Esse que está sendo chamado de "superpedido" unifica argumentos constantes dos demais 123 pedidos de impeachment já apresentados à Câmara. O mais recente dos argumentos e que ganha destaque nesse pedido é o de que o presidente teria prevaricado no caso da suspeita de corrupção na compra da vacina Covaxin.

As manifestações "Fora Bolsonaro", estão se multiplicando em todo o país. Além dos vários atos pontuais, a população foi às ruas, recentemente, em dezenas de cidades do Brasil e do mundo, nos dias 29 de maio e 19 de junho. No próximo sábado, 3 de julho, o povo estará de volta às ruas para protestar contra o governo.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

AS PRIVATIZAÇÕES E OS PROBLEMAS ENVOLVENDO FORNECIMENTO E COBRANÇA DE ÁGUA E LUZ


A contradição entre o dia do mês e a data da leitura de consumo
(Foto: Eugênio Magno)


Cemig e Copasa: 
lucros cada vez maiores, serviços a cada dia piores

Duas empresas que quando estatais foram modelares na prestação de serviços aos consumidores e excelentes empregadoras vêm perdendo credibilidade junto ao público.
Contas de água e luz estão a cada dia mais caras e a aferição do consumo nem sempre é confiável. A imagem acima ilustra episódio ocorrido dois dias antes da publicação desta matéria. No dia 23 de junho de 2021 quando voltava de minha caminhada matinal avistei de longe o leiturista da Copasa que havia acabado de fazer a leitura do hidrômetro em minha residência deixar a conta na caixa de correio. Ao chegar em casa e consultar a fatura me dei conta de que a data da leitura e de apresentação da mesma estava adiantada em um dia no calendário, marcava 24.06.2021. Achei melhor não incomodar o leiturista, certamente ele iria dar razão para a máquina, como a maioria das pessoas e, principalmente, das empresas, tem feito na atualidade. No entanto, entendi que seria mais adequado fazer uma denúncia pública da forma que faço aqui neste espaço. Afinal, grande parte da população anda insatisfeita com esses serviços e com a forma como a tese da privatização das estatais brasileiras vêm sendo defendida pelos governos federal, estaduais e municipais e pela grande mídia. A privatização de serviços essenciais, de matrizes energéticas, abastecimento e saneamento é um grande equívoco para o qual são necessários alertas constantes.
A Cemig se tornou uma Companhia de capital aberto com mais de 140 mil acionistas em 38 países e suas ações são comercializadas nas bolsas de São Paulo, Nova York e Madri. Já a Copasa se constitui como sociedade de economia mista e, embora o Estado de Minas Gerais seja o maior acionista, a participação de outros acionistas já chega a 49,96%. 
As duas principais empresas de abastecimento de Minas Gerais, Cemig e Copasa, há tempos vêm terceirizando grande parte de seus serviços para empreiteiras. Com isso, os serviços de excelência, pelos quais tanto prezaram no passado, estão perdendo em qualidade e confiança, ao mesmo tempo em que proporcionam altos lucros aos seus acionistas e pesam cada vez mais no bolso dos consumidores.
Ao contrário do que sempre foi prometido e continua sendo alardeado pelos privatistas, os serviços dessas duas empresas só vêm piorando e encarecendo, à despeito dos lucros e dividendos pagos aos investidores. No caso da energia elétrica, por exemplo, já entramos na famigerada bandeira vermelha novamente e os gestores estão falando até em apagão, para defender o indefensável que é a privatização da Eletrobras e de outras empresas de energia, como se a privatização fosse a solução para os problemas econômicos brasileiros. 
Isso é um absurdo que precisa ser denunciado, especialmente em se tratando de empresas monopolistas, ou por acaso a população poderá escolher entre três ou quatro prestadoras de serviços para definir qual delas será sua fornecedora de água, luz ou coletora de esgoto?

domingo, 20 de junho de 2021

ATOS CONTRA BOLSONARO EM TODOS OS ESTADOS, DISTRITO FEDERAL E NO EXTERIOR

 

Manifestantes ocupam a Avenida Paulista, em São Paulo, para protestar contra o governo Bolsonaro no último sábado
 (Foto: Ronaldo Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas no último sábado, dia 19 de junho, em manifestações contra o desastroso governo de Jair Messias Bolsonaro.

Houveram manifestações em 25 capitais brasileiras e em mais de 100 cidades do interior, além de atos no exterior, realizados tanto por brasileiros residentes em outros países, quanto por estrangeiros que abominam o governo Bolsonaro. Todos os atos foram pacíficos e as pessoas foram às ruas usando máscaras. 

Ainda que tenha havido aglomerações, os atos se justificam em razão da incapacidade do atual governo de lidar com a pandemia que, justamente no dia das manifestações, atingiu a marca de 500 mil mortes por covid-19, de uma economia em frangalhos e do grande retrocesso no campo dos direitos humanos e sociais.


terça-feira, 15 de junho de 2021

FUTURO DE APOSENTADOS NAS MÃOS DO STF


O episódio # 15 Futuro dos aposentados nas mãos do STF chama a atenção da população para o que ocorre por trás da cortina de fumaça que está sendo orquestrada por parte da mídia que dá palco para o circo macabro do presidente Bolsonaro, enquanto Câmara, Senado e STF votam e aprovam matérias que ferram com os brasileiros. Um desses casos é a Revisão da Vida Toda, dos aposentados e pensionistas do INSS que está em votação no Supremo Tribunal Federal (STF) e não tem merecido a atenção e a repercussão devidas.

O placar da peleja terminou na semana passada em 5 X 5 e o ministro Alexandre de Moraes é quem vai decidir a vida de muitos aposentados depois de amanhã (17.06.2021).

Tem que haver algum tipo de pressão, para que não tenhamos mais nenhum gol contra, se não, vamos para mais uma derrota...

Para ouvir o mais novo episódio do podcast Política com Fé, clique aqui.


quinta-feira, 10 de junho de 2021

BOLSONARO QUER DESOBRIGAR VACINADOS DE USAR MÁSCARA

 

(Foto de divulgação da solenidade no Palácio do Planalto)


Na contra-mão das recomendações dos especialistas, o presidente, Jair Bolsonaro, declarou em solenidade no Palácio do Planalto que solicitou ao ministro da saúde, Marcelo Queiroga, um parecer (estudo no entender do ministro) que desobriga o uso da máscara para vacinados e pessoas que já contraíram a doença. 
Isso num momento em que o Brasil está na marca dos 480 mil mortos por Covid-19, tendo registrado mais de 2 mil e 300 mortes, nas últimas 24 horas. Sem contar que menos de 12% da população tomou as duas doses da vacina e que seremos sede de um megaevento, a Copa América.
Esses fatos alarmantes estão sendo noticiados em todo o mundo.
Que país é esse?

sábado, 5 de junho de 2021

NOVO EPISÓDIO DO PODCAST "POLÍTICA COM FÉ"


Sinais de esperança na América Latina

Eugênio Magno

Aos poucos, a América Latina vai recuperando a liberdade e a participação popular avança em alguns países de nosso continente.

Depois de décadas de neoliberalismo e ditadura, o Chile empunha mais uma vez a bandeira da liberdade. O vai e vem entre esquerda e direita com dois mandatos de Michelle Bachelet, de 2006 a 2010 e de 2014 a 2018, entremeados por dois mandatos do candidato da direita, Sebastián Piñera que governou o país de 2010 a 2014 e é o atual presidente, parece apontar para uma nova forma de fazer política. Pelo menos é o que foi demonstrado nas últimas eleições para Delegados Constituintes, onde os candidatos independentes obtiveram uma grande e significativa vitória sobre os partidos tradicionais e, especialmente sobre a direita de Piñera que tem feito um governo desastroso e perdeu o apoio dos próprios eleitores, elegendo apenas 37 dos 155 delegados. Os resultados deixaram a direita chilena longe de um terço dos delegados, que seria o mínimo necessário para que tivesse a possibilidade de vetar artigos constitucionais. 

           No episódio: # 14 – SINAIS DE ESPERANÇA NA AMÉRICA LATINA, conto com a participação do meu colega, especialista em América Latina, o professor e historiador Felipe Zurita que fala diretamente de Santiago do Chile, sobre a derrocada da direita neoliberal nas eleições para a Constituinte e da nova força política que emerge do povo naquele país.

Para ouvir o podcast Política com Fé, clique aqui.

terça-feira, 1 de junho de 2021

POVO UNIDO NAS RUAS: "FORA BOLSONARO"


Manifestações pacíficas, com protocolos 

e sem palanques

Em várias cidades do mundo, não apenas no Brasil, houveram protestos contra o Governo de Jair Messias Bolsonaro. O povo nas ruas, usando máscaras, álcool em gel e mantendo distanciamento gritou em uníssono: "Fora Bolsonaro!", no último sábado, dia 29 de maio.


De forma pacífica, o povo gritou por vacina e denunciou as mais de 450 mil mortes por Covid-19. Haviam vários grupos de diversos segmentos sociais, mas todos unidos em torno de uma única causa: dar um basta ao Governo de Bolsonaro.


Apesar de milhares manifestando, em mais de 200 cidades em todos os Estados Brasileiros e em 14 países pelo mundo afora, as pessoas mantiveram distância e estavam de máscaras, dando exemplo de civilidade.


O povo foi às ruas de forma espontânea. Não houveram convocações partidárias, nem sindicais. Não havia militância partidária aguerrida, não teve palanque, tampouco discurso de quem quer que fosse, apenas palavras de ordem, muitos cartazes, bandeiras, camisetas, faixas, bandanas, máscaras temáticas, bonecos e bandas. 
As manifestações de 29 de maio, lotaram as ruas e repercutiram em todo o mundo. Isso é só o começo do que vem por aí, se o governo não atender às reivindicações da população e não tratar os cidadãos com o respeito e a dignidade que merecem. 

As fotos e o texto são de Eugênio Magno.

terça-feira, 25 de maio de 2021

PROJETO SOMAR PREVÊ GESTÃO COMPARTILHADA DE ESCOLAS PÚBLICAS COM A INICIATIVA PRIVADA

 

Escola Estadual Francisco Menezes Filho, em BH, é uma das escolas que, a princípio, 
terão o projeto implantado 
(Créditos da foto: Reprodução)


Gestão privada das escolas, proposta de Zema, tem histórico negativo no país

Proposto pelo governo de Romeu Zema (Partido Novo), o projeto Somar pode piorar a educação pública de Minas Gerais. A avaliação, de trabalhadores da educação e de especialistas, é que a medida pode levar à privatização das escolas estaduais. A medida foi apresentada pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) de Minas Gerais e tramita na Assembleia Legislativa e Minas Gerias (ALMG).
O projeto Somar prevê a gestão compartilhada das escolas estaduais que oferecem ensino médio, com organizações da sociedade civil que são, na prática, representantes da iniciativa privada. A medida, segundo Denise Romano, coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), fere os princípios constitucionais e é uma forma de privatização das escolas e da educação pública.
Para ler a matéria de Larissa Costa para o Brasil de Fato, clique aqui.
(Fonte: Brasil de Fato MG)

quinta-feira, 20 de maio de 2021

MINISTRO DO MEIO AMBIENTE É INVESTIGADO POR VENDA ILEGAL DE MADEIRA PARA EUA E EUROPA


Ministro Ricardo Salles ao lado do presidente Jair Bolsonaro
(Foto: EPA)

Ricardo Salles no alvo da PF: manter ministro ameaça acordos do Brasil com o mundo, diz pesquisador de instituto alemão


A operação da Polícia Federal (PF) que teve o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, como um dos alvos, nesta quarta-feira (19/05), torna mais difícil para o Brasil firmar acordos com o resto do mundo, na avaliação do pesquisador Carlos Rittl, do Instituto de Estudos Avançados em Sustentabilidade de Potsdam, na Alemanha.
Rittl considera também que a ação contra o ministro pode complicar ainda mais o processo de entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, considerada o "clube dos países ricos") e a ratificação do acordo entre Mercosul e União Europeia, anunciado há quase dois anos e até hoje em "banho-maria".
"O impacto disso é enorme. Inclusive, acho que as conversas com o Brasil no sentido de fechar novos acordos serão suspensas ou, no mínimo, colocadas banho-maria sem prazo para terminar", disse o pesquisador à BBC News Brasil.
A operação da PF foi ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em uma ação que investiga a venda ilegal de madeira para os Estados Unidos e para a Europa.

Para ler a íntegra da matéria de Felipe Souza parra a BBC News Brasil, clique aqui.

sábado, 15 de maio de 2021

CENSURA NÃO!

 

(da Web - autoria não identificada)

Neste post quero falar da minha indignação em razão deste blog, o minasegerais.blogspot.com, ter sofrido censura e ser bloqueado, dia 14 de maio de 2021, por algumas horas, sem que eu sequer tenha sido notificado de qualquer irregularidade com ele. O blog está na web desde 2009, batalhando por audiência e, apesar dos números não serem tão expressivos, como já deveriam ser, em razão da qualidade do que fazemos, temos audiência qualificada e somos acessados em todo o Brasil e, em vários países do mundo tais como: Alemanha, Áustria, Canadá, Emirados Árabes, Estados Unidos, França, Países Baixos, Peru, Portugal, Reino Unido, Romênia, Rússia, São Tomé e Príncipe, Suécia, além do que o relatório do Google chama de "Região Desconhecida" e "Outro". Daí pergunto: O que se passa? É o bafo do autoritarismo que espraia seu odor sobre a comunicação no Brasil, cerceando a liberdade de imprensa? Obra das milícias digitais, mais uma operação do Gabinete do Ódio, firulas do Google ou atitude anônima, de algum covarde, de quem odeia a verdade e faz cara de paisagem para o negacionaismo e os arbítrios que grassam em nosso país? Gostaria muito de saber de onde partem essas coisas.


segunda-feira, 10 de maio de 2021

AS CONSTANTES CRISES DA DEMOCRACIA NA AMÉRICA LATINA


Magali Cunha
(Foto: Iser Assessoria)


Fundamentalismo religioso galvaniza massa de apoio de católicos e evangélicos ao governo Bolsonaro e coloca democracia em Crise

Embora nossa tendência seja a de pensar a democracia como uma constante, ao menos na América Latina isso não ocorre de forma contínua, mas sempre por meio de uma tensão por parte dos setores conservadores. “Importa demarcar que ‘democracia’ não é regra na América do Sul, mostra-se sempre como intervalos de predomínios de governos autoritários. Isto decorre da estrutura de sociedade estabelecida na América Latina, assentada em três forças impostas pelo colonialismo: patriarcalismo, latifúndio e escravização, concretizadas na autoridade do homem branco, na grande propriedade e no racismo”, pondera a professora doutora e pesquisadora Magali Cunha, em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos - IHU. 
Neste contexto, grupos religiosos cristãos passaram a ocupar progressivamente um espaço mais ostensivo nas instâncias de poder de Estado. “Observa-se o fortalecimento da articulação entre lideranças políticas evangélicas, lideranças evangélicas midiáticas, lideranças católicas e políticos/as não religiosos/as, empresários/as e ruralistas, afinados com as pautas reacionárias, formando um conglomerado de lideranças que compõem um quadro de reverberação de pautas conservadoras, com amplo apoio do eleitorado”, complementa.
Ocorre, no entanto, que o fundamentalismo político não é, nenhum pouco, exclusividade de grupos religiosos. “A intolerância e o fanatismo que podem manifestar-se nos fundamentalismos também estão presentes na mentalidade e ações dos grupos políticos de esquerda e de centro”, afirma a pesquisadora. Nesse sentido, ao propor alternativas ao atual cenário, projeta que um “desafio específico para igrejas é a criação de novos programas de leitura popular da Bíblia contextualizada e ecumênica, colocando as Escrituras Sagradas no centro de projetos de formação de lideranças cristãs que superem a lógica dos fundamentalismos no manejo do texto bíblico”.
Para acessar a entrevista realizada por Ricardo Machado, para o IHU, clique aqui.
(Fonte: Instituto Humanitas Unisinos - IHU)

sábado, 1 de maio de 2021

VOZES DE MINAS ATINGE A MAIORIDADE

 

Vídeo Comemorativo: 18 Anos Vozes de Minas 


Vida longa ao Vozes de Minas

No dia 30 de abril de 2021 o Vozes de Minas - Grupo de Profissionais da Voz atingiu a maioridade. Já são 18 anos de uma história de sucesso construída como muito empenho dedicação e profissionalismo.
Às 9 da manhã, do dia 30 de abril de 2003, o Vozes de Minas, juntamente com a AMAV - Associação Mineira do Audiovisual, recebia seus convidados: agências de propaganda, anunciantes, veículos de comunicação, jornalistas e formadores de opinião para o evento de lançamento das duas entidades.
À época, como articulista-colaborador do jornal o Tempo e, na condição de fundador e primeiro presidente do Vozes de Minas, escrevi o artigo que reproduzo abaixo:

QUEM TEM OUVIDOS OUÇA

Eugênio Magno M. Oliveira
Comunicador Social 

         A voz é um instrumento muito importante. É com ela que as pessoas estabelecem seus contatos. Ela ajuda a posicionar marcas e a fazer tilintar o caixa das empresas. Convence cidadãos e consumidores, seduz, elogia, adverte, esclarece, informa.

         Estou falando das vozes que são colocadas a serviço do mercado. São as vozes dos locutores e atores de propaganda que, de tanto falar dos outros e, a partir de outros, desconfiaram que havia chegado a hora de falar por si e de si mesmos. Descobriram que era necessário compartilhar o que verdadeiramente fazem e como se sentem, quando as marcas, as instituições, os serviços, as ideologias e outros produtos, levam consigo, como seus defensores junto ao consumidor, uma parte deles. Algo de suas identidades – suas vozes.

         Estou falando do Grupo de Locutores Especializados em Gravação – Vozes de Minas (primeira denominação do Grupo), do qual tenho a honra de ser um dos fundadores e primeiro presidente.

         Desde dezembro do ano passado que estamos nos reunindo para pensar e repensar qual é nosso papel na sociedade e, mais especificamente, na cadeia do processo de produção publicitária. Descobrimos coisas incríveis e falamos dessas descobertas, primeiro para nós mesmos, depois para os produtores. Agora estamos na fase de falar do nosso trabalho para o pessoal das agências de propaganda: diretores de RTV e de criação, redatores e presidentes. E não vamos parar por aí, queremos também que o cliente que nós anunciamos, saiba quem somos, o que fazemos, e como fazemos.

         A sociedade, a partir de agora, vai poder nos identificar como categoria profissional organizada. Estamos nos preparando para isso. E não estamos olhando somente para o nosso próprio umbigo, pois não queremos mais continuar a sermos tratados como coadjuvantes no mercado publicitário nacional. Estou falando de envidar esforços juntamente com o Governo do Estado e da Capital, agências, produtoras e anunciantes, para sairmos da vergonhosa posição que ocupamos no ranking dos investimentos em publicidade no Brasil.

         Queremos nos aliar às forças pró-ativas, que pretendem quebrar o silêncio de Minas. Temos em nosso estado, homens públicos dinâmicos, com perfil e potencial para assumir as posições de maior destaque no cenário político nacional. Minas Gerais é um grande celeiro de empresários arrojados, terra de banqueiros, mestres da política, grandes artistas e excelentes comunicadores. Portanto o que não nos falta é profissionalismo, seriedade, competência, talento, criatividade e, até mesmo recursos financeiros, no entanto o que se vê e se faz não corresponde a este potencial.

         Lembrando Otto Lara Resende, diria que se formos solidários, para além das nossas misérias e juntos lutarmos por ideais nobres e metas mais audaciosas, não envergonharemos nossos irmãos inconfidentes, aos quais não faltou ousadia para gritar por independência.

         Para esta nobre tarefa a comunicação é imprescindível. E dentre os recursos utilizados pela comunicação, colocamos à disposição de quem interessar possa um dos mais poderosos destes recursos comunicacionais de que dispomos: nossas vozes, as Vozes de Minas. (Texto publicado no jornal O Tempo, 30.04.2003, pág. 8, Editoria de Opinião)

Para conhecer melhor o Vozes de Minas e os talentos do grupo, visite o nosso site, clicando aqui.