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sábado, 12 de setembro de 2026

TESE DE DOUTORADO VIRA LIVRO E BUSCA APOIO PARA PUBLICAÇÃO

 (Maria Helena Cunha - Foto: Eugênio Magno)


Livro fruto de tese de doutorado

está em campanha de financiamento coletivo 

        A pesquisadora, professora e gestora cultural, Maria Helena Cunha (Lena Cunha), está em campanha para o financiamento coletivo do livro Artes da Cena: criação e gestão em vivências coletivas.

O livro é resultado do seu doutorado na Escola de Belas Artes da UFMG. A tese, defendida em 2025, foi desdobrada em dois volumes para essa publicação. O Volume 1 – Diálogos e Percursos Reflexivos, investiga a gestão colaborativa e os processos de criação coletiva em grupos de teatro do século XXI e o Volume 2 – Metodologia de Pesquisa Participativa,  apresenta de forma aberta e livre os percursos metodológicos utilizados pela autora, que poderão servir a qualquer coletivo de produção cultural para estruturar um trabalho criativo que também considere o aspecto organizacional.

Lena Cunha, com mais de duas décadas de dedicação ao planejamento e gestão cultural, há muito está convencida de que gestão cultural não é atividade para se desenvolver de forma individual e solitária. Pensando nisso se propôs, em sua pesquisa de doutorado, “ir a campo e exercitar uma escuta ativa com o propósito de resgatar memórias e trajetórias comuns de cada um dos grupos pesquisados”. O trabalho, colaborativo, foi realizado com 11 grupos de teatro em Minas Gerais, no Ceará e em Portugal, utilizando metodologias participativas para investigar processos de criação e gestão coletiva.

A campanha de financiamento coletivo do livro foi deflagrada no dia 25 do mês passado e tem encerramento previsto para o próximo dia 28 de setembro de 2026. Estive com Lena no início desta semana e ela se mostrou bastante otimista com os resultados da campanha até aquele momento, mas fez questão de frisar que, naquela data, ainda faltava um pouco mais da metade dos recursos necessários para fechar o orçamento do projeto.  Destacou ainda que esse é o modelo “Tudo ou Nada”, da plataforma de financiamento: se a meta não for atingida, todo o dinheiro investido volta para os apoiadores. Portanto, esta é a hora de contribuir para que o projeto se viabilize.

Os apoios poderão ser feitos em oito modalidades diferentes, que variam entre 40 reais e 8 mil reais. Cada apoio dá direito a um pacote de recompensas proporcionais à contribuição e quem não fizer questão de nenhuma recompensa e queira contribuir pode fazer a doação de qualquer valor abaixo do mínimo estipulado.

Interessados em apoiar o projeto devem fazê-lo pela plataforma Benfeitoria, acessando o link www.beiteitoria.com/artesdacena, onde encontrarão todas as informações sobre as várias formas de participação.

Certa de contar com o apoio de sua rede de amigos, clientes e parceiros da área cultural, Maria Helena Cunha, pretende lançar o(s) livro(s) em dezembro deste ano. Artes da Cena: criação e gestão em vivências coletivas integra a Coleção de Artes Cênicas/UFMG tem o apoio da Editora Javali (Belo Horizonte/MG), dedicada à publicação de livros de teatro e cinema, e do selo SIM! Edições (Campinas/SP).

sexta-feira, 24 de maio de 2019

TEATRO EM SANTA LUZIA


Santa Luzia tem Teatro e tem história

A ROUPA NOVA DO IMPERADOR

(Foto: Eugênio Magno)

Há poucos dias tive o privilégio de assistir a pujança do teatro de Santa Luzia com a apresentação, em praça pública, da peça teatral "A Roupa Nova do Imperador", uma produção da Companhia Teatral Solares, para a adaptação livre, inspirada no conto homônimo de Hans Christian Andersen, com texto e direção de Edsel Duarte; Direção Musical: Saimon Rodrigues; Cenário: Arthur Duarte; Figurino e Caracterização Cênica: Edsel Duarte; Produção Executiva: Leticia Araújo; Identidade visual: Arthur Duarte. No elenco, Maiara Lima, Débora Apolinário, José Mateus Soares, Fran Gonçalves, Amara Rubia, Karen Costa, Val Santos, Leila Moraes e Saimon Rodrigues.
Brevemente a peça será encenada na Praça da Juventude, no São Benedito. Vale a pena ver.


TEATRO SÃO FRANCISCO, EM TAQUARAÇU DE BAIXO


(Foto: Eugênio Magno)

Encontra-se em estado de abandono, o Teatro rural São Francisco, em Taquaraçu de Baixo, distrito de Santa Luzia, MG.
O teatro, um dos poucos exemplares do mundo, com tais características, foi tombado pelo município de Santa Luzia, por meio do Decreto nº 2.131/2008 e integra o patrimônio histórico da cidade, todavia sem merecer a devida atenção por parte da administração municipal.
Convidado para dar aulas de música, com o objetivo de formar uma banda em Taquaraçu, o jovem ex-seminarista, Raimundo Nonato da Costa, resolve montar ali uma peça de teatro. E é assim que, em 28 julho de 1954, Raimundo, apelidado de Du, estréia a peça teatral "Mundo Velho sem Quintino", no curral da Fazenda Taquaraçu, adaptando o compartimento dos bezerros para palco e a cocheira como espaço para a platéia.
No mesmo ano, o então dono da fazenda, Nelson Gonçalves Marques, mobilizou a comunidade e, em mutirão, adaptaram o curral e construíram o Teatro São Francisco que foi palco de muitas apresentações teatrais, com texto, direção e atuação dos próprios moradores de Taquaraçu que se revezavam em várias funções.
Uma enchente de grandes proporções, no final dos anos 1990, atingiu o Teatro São Francisco, obrigando-o a ficar fechado por um longo período, até que em 2007 a Prefeitura Municipal de Santa Luzia promoveu a restauração da edificação. Atualmente o teatro se encontra em péssimas condições e necessita de uma nova reforma, urgentemente, sob pena de desaparecer, como já desapareceu a sede da Fazenda Taquaraçu.


 (Foto: Eugênio Magno)