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domingo, 15 de abril de 2018

CORRIDA ELEITORAL 2018

Mesmo preso, Lula continua no centro do tabuleiro eleitoral: lidera em todos os cenários


Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Lula, mesmo cumprindo pena, derrota qualquer adversário nos cenários de segundo turno propostos pelo Datafolha na pesquisa divulgada neste domingo, 15: 59% contra 41% de Marina, 64% x 34% de Geraldo Alckmin e 61% x 39% de Jair Bolsonaro.
Isso ajuda a explicar os fogos e os buzinaços da noite da prisão de Lula, no sábado, 7 de abril: os adversários políticos dele se beneficiam enormemente de uma eventual retirada da candidatura do ex-presidente, que o PT pretende registrar em agosto.
Também é por isso que a direita trata de naturalizar o fim da carreira política de Lula.
Embora a leitura da Folha é de que o apoio a Lula tenha enfraquecido — num cenário de primeiro turno, caiu de até 37% para 31% –, o fato é que muitos eleitores já consideram o ex-presidente carta fora do baralho e exercem outras escolhas, o que é absolutamente natural.
Isso não significa que Lula perderia os votos, se de fato concorrer.
Está aí justamente o nó da questão e o maior desafio diante do PT: com a extensão da prisão de Lula, que pode permanecer encarcerado durante alguns anos, impedido de contato com eleitores, como mantê-lo ativo através de intermediários no cenário eleitoral?
De olho nisso, os conservadores tentam isolar o ex-presidente completamente, impedindo-o de receber visitas de políticos e atacando o acampamento que mantém o foco dos militantes em Curitiba — e no próprio Lula.
No cenário em que Lula aparece como candidato em primeiro turno, ele tem 31%, contra 15% de Bolsonaro, 10% de Marina Silva e 8% de Joaquim Barbosa, 6% de Geraldo Alckmin e 5% de Ciro Gomes.
Sem Lula, Bolsonaro lidera com 17%, Marina tem 15%, Ciro Gomes e Joaquim Barbosa aparecem com 9%.
Os dados indicam que Lula é capaz de transferir até 2/3 de seus votos, o que continua sendo suficiente para levar um candidato indicado por ele ao segundo turno — algo crucial numa eleição tão pulverizada.
Hoje, pelos números, o mais factível seria o pedetista Ciro Gomes.
Os candidatos Fernando Haddad, Jacques Wagner, Manuela DÁvila e Guilherme Boulos ainda aparecem dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2% para mais ou para menos.
A maior surpresa da pesquisa é o considerável apoio ao ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, que ainda não confirmou sua candidatura pelo PSB.
Para complicar ainda mais o cenário dos tucanos, ele cresce tirando votos de Geraldo Alckmin.
Apesar da prisão, a eleição de 2018 continua tendo o ex-presidente Lula no centro do tabuleiro. E desenha um cenário devastador para os tucanos, promotores de primeira hora do golpe de 2016.
Também demonstra que a especulada chapa Joaquim Barbosa-Marina teria futuro, por juntar o apelo da luta contra a corrupção com o dos que saíram de baixo e ascenderam socialmente.
(Fonte: Site Vi O mundo)

quinta-feira, 20 de abril de 2017

LULA É O PRÉ-CANDIDATO COM MAIOR CHANCE DE GANHAR AS ELEIÇÕES EM 2018


Lula é o presidenciável 
com maior potencial de votos, afirma Ibope


Pesquisa inédita do Ibope mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a ser o presidenciável com maior potencial de voto entre nove nomes testados pelo instituto. Desde o impeachment de Dilma Rousseff, há um ano, a rejeição a Lula caiu 14 pontos.
Os três principais nomes do PSDB, por sua vez, viram seu potencial de voto diminuir ao longo do último ano e meio. Desde outubro de 2015, a soma dos que votariam com certeza ou poderiam votar no senador Aécio Neves (PSDB-MG) despencou de 41% para 22% O potencial do senador José Serra (PSDB-SP) caiu de 32% para 25%, e o do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) foi de 29% para 22%. Os três tucanos aparecem na pesquisa com taxas de rejeição superiores à de Lula.
Assim como os nomes tradicionais do PSDB, a ex-ministra Marina Silva (Rede) sofreu redução de potencial de voto e aumento da rejeição.
(Fonte Jornal O Tempo)

domingo, 9 de agosto de 2009

SUCESSÃO PRESIDENCIAL

Às vésperas do encontro de seus líderes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para alavancar a estratégia de lançamento da pré-candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) para o governo de São Paulo, dia 12, PT e PSB paulistas dão sinais claros da dificuldade de acordo. O próprio Ciro deixou claro ao PT, quarta-feira passada, que não está muito empenhado no projeto.
A reportagem é de Soraya Aggege e publicada pelo jornal O Globo, 09-08-2009.
No PT paulista, crescem as ar ticulações em torno de uma eventual candidatura do deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP). No PSB, a bancada na Assembleia Legislativa afirma que apoiará os planos políticos do governador José Serra (PSDB), tanto no estado quanto nacionalmente, em vez de oferecer palanque à chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à sucessão de Lula, ou ao próprio Ciro.
— Não vamos apoiar a bancada petista contra o Serra de jeito nenhum. Vamos lutar para eleger o Serra presidente e o candidato dele no estado — afirmou o líder da bancada do PSB na Assembleia, deputado Luciano Batista.
A bancada do PSB integra a base de Serra no Legislativo e ocupa inclusive a vice-liderança do governo.
— A não ser que Ciro converse conosco e nos convença do contrário. Não estamos vendo sentido nessa oposição a Serra em prol de um acordo com o PT — diz Batista.
Os cinco deputados pessebistas preferem uma candidatura própria do partido à proposta de Ciro se candidatar a governador do estado:
— Com todo o respeito ao Ciro, aqui temos bons nomes também, como Luiza Erundina, Jacó Bittar, Willian Dib, Márcio França — diz Batista.
No PT, os líderes continuam querendo que o PSB faça oposição a Serra antes de selar o acordo proposto pelas direções nacionais dos dois partidos.
O líder do PT na Assembleia, deputado Rui Falcão, passou a semana convidando os colegas da base aliada nacional na Assembleia para construir um programa de oposição a Serra:
— Não há resposta nesse sentido. Não vi qualquer disposição para o fechamento de um acordo, muito pelo contrário — afirmou Falcão. (Fonte: IHU - Instituto Humanitas Unisinos)