Mostrando postagens com marcador Ciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ciência. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de março de 2022

O MONOPÓLIO DOS GRANDES LABORATÓRIOS FARMACÊUTICOS


EUA ignoraram vacina sem patente e financiaram imunizantes de grandes marcas, diz pesquisadora

Apesar das seguidas tentativas de organizações internacionais e de alguns entes governamentais de quebrar as patentes das vacinas contra a covid-19 e facilitar sua aquisição por países que não dispõem de recursos, os monopólios dos grandes laboratórios farmacêuticos se impuseram ao bem comum.

Contudo, nadando contra a maré, uma equipe de cientistas do Hospital Infantil da Escola Baylor de Medicina de Houston, no Texas, Estados Unidos, desenvolveu uma vacina não patenteada contra a covid-19, a Corbevax.

Os cientistas criaram a fórmula do insumo, que pode ser distribuída a qualquer laboratório interessado. As células produtoras são como uma receita que permite produzir a vacina em uma escala de dez litros. Vários países, a maioria do sudeste asiático, já adquiriram a fórmula.

A pesquisadora da Escola Baylor de Medicina de Houston, Dra. María Elena Bottazzi é uma das criadoras da Corbevax. A cientista foi entrevistada pelo Portal Brasil de Fato.

Acesse a entrevista e leia a matéria completa de José Eduardo Bernardes para Brasil de Fato, clicando aqui.

(Fonte: Brasil de Fato)

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

QUEDA DE BRAÇO COM A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

 

(Imagem reproduzida do site Outras Palavras)


A batalha contra as patentes farmacêuticas chega à OMC

Índia e África do Sul pedem o óbvio: a Ciência necessária para lutar contra a pandemia deve ser propriedade Comum da humanidade. Mas as corporações farmacêuticas e os países ricos resistem. Brasil prepara-se para a omissão

Começou hoje a reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) que vai debater a proposta de Índia e África do Sul sobre a quebra temporária das patentes de todas as tecnologias de saúde necessárias ao enfrentamento da pandemia. A ideia será debatida no Conselho TRIPS – sigla para o acordo que protege patentes no comércio internacional, mas prevê exceções em casos específicos. 

As chamadas “flexibilidades do TRIPS” foram introduzidas em 2001, na esteira de um debate sobre outra grande crise de saúde pública: a epidemia de HIV-Aids. Na época, o Brasil se uniu a outros países para defender mudanças que permitiram a fabricação e importação de medicamentos genéricos ou biossimilares – algo que, inclusive, se tornaria a principal marca do governo Fernando Henrique Cardoso na saúde, sob o comando de José Serra. 

O princípio que rege o debate hoje é o mesmo de 20 anos atrás: durante emergências, deve prevalecer a proteção da saúde da população. Em outras palavras, a vida deve prevalecer sobre o lucro; e a soberania dos Estados sobre os interesses privados – até porque a restrição do acesso a vacinas, por exemplo, terá efeitos também sobre a economia, aprofundando ainda mais as desigualdades entre nações ricas e pobres.

“A maioria dos países ainda adere às regras globais de patentes e faz uso das ‘flexibilidades do TRIPS’ muito criteriosamente porque pode enfrentar reivindicações na OMC – ou outros tipos de pressão e represália de países que sediam as empresas farmacêuticas que detêm as patentes originais. Como resultado, a OMC continua a controlar quando e em que medida as proteções de propriedade intelectual são aplicadas, ou negligenciadas”, resume uma excelente reportagem do site Health Policy Watch, situando a importância da reunião que vai até amanhã.

Para continuar lendo a matéria de Maíra Mathias e Raquel Torres para o site Outras Palavras, clique aqui.