sábado, 28 de março de 2015

DESCULPAS E PRECONCEITO


IBGE derruba a tese preconceituosa de que “pobres fazem filhos para conseguir bolsa família”

A tese defendida pelos eleitores conservadores de que o programa Bolsa Família estimularia o nascimento de filhos entre os mais pobres, em busca de recursos do governo, acaba de cair por terra. Levantamento realizado pelo IBGErevela que foi exatamente junto aos 20% mais pobres do país que se registrou a maior redução no número médio de nascimentos.
A reportagem é do portal Brasil29, 27-03-2015.
Nos últimos dez anos, o número de filhos por família no Brasil caiu 10,7%. Entre os 20% mais pobres, a queda registrada no mesmo período foi 15,7%. A maior redução foi identificada entre os 20% mais pobres que vivem na Região Nordeste: 26,4%.
Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e têm como base as edições de 2003 a 2013 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento mostra que, em 2003, a média de filhos por família no Brasil era 1,78. Em 2013, o número passou para 1,59. Entre os 20% mais pobres, as médias registradas foram 2,55 e 2,15, respectivamente. Entre os 20% mais pobres do Nordeste, os números passaram de 2,73 para 2,01.
Para a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, os dados derrubam a tese de que a política proposta pelo Programa Bolsa Família estimula as famílias mais pobres do país a aumentar o número de filhos para receber mais benefícios.
“Mesmo a redução no número de filhos por família sendo um fenômeno bastante consolidado no Brasil, as pessoas continuam falando que o número de filhos dos pobres é muito grande. De onde vem essa informação? Não vem de lugar nenhum porque não é informação, é puro preconceito”, disse.
Entre as teses utilizadas pela pasta para explicar a queda estão os pré-requisitos do programa. “O Bolsa Família tem garantido que essas mulheres frequentem as unidades básicas de Saúde. Elas têm que ir ao médico fazer o pré-natal e as crianças têm que ir ao médico até os 6 anos pelo menos uma vez por semestre. A frequência de atendimento leva à melhoria do acesso à informação sobre controle de natalidade e métodos contraceptivos”.
A demógrafa da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE Suzana Cavenaghi acredita que o melhor indicador para se trabalhar a questão da fecundidade no país deve ser o número de filhos por mulher e não por família, já que, nesse último caso, são identificados apenas os filhos que ainda vivem no mesmo domicílio que os pais e não os que já saíram de casa ou os que vivem em outros lares.
Segundo ela, estudos com base no Censo de 2000 a 2010 e que levam em consideração o número de filhos por mulher confirmam o cenário de queda entre a população mais pobre. A hipótese mais provável, segundo ela, é que o acesso a métodos contraceptivos tenha aumentado nos últimos anos, além da alta do salário mínimo e das melhorias nas condições de vida.
“Sabemos de casos de mulheres que, com o dinheiro que recebem do Bolsa Família, compram o anticoncepcional na farmácia, porque no posto elas só recebem uma única cartela”, disse. “É importante que esse tema seja estudado porque, apesar de a fecundidade ter diminuído entre os mais pobres, há o problema de acesso e distribuição de métodos contraceptivos nos municípios. É um problema de política pública que ainda precisa ser resolvido no Brasil”, concluiu.


(Fonte: Site do Instituto Humanitas Unisinos - IHU)

segunda-feira, 23 de março de 2015

DOIS IMPORTANTES EVENTOS NA FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA UFMG


OFICINAS E RODAS DE CONVERSA DE FORMAÇÃO DOCENTE
PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA


O Programa de Apoio a Laboratórios Interdisciplinares de Formação de Educadores (LIFE) e o PIBID, da Faculdade de Educação da UFMG, realizarão nos dias 26, 27 e 28 de março, o “Colóquio: Formação Docente para a Educação Básica: como avançar?”.
A conferência de abertura do colóquio “Configuração histórica, cenário atual e perspectivas para a formação de professores”, será proferida pela professora Bernadete Angelina Gatti, da Fundação Carlos Chagas, e acontece no dia 26 de março, de 19 às 22 h, no Auditório Neidson Rodrigues, da Faculdade de Educação, da UFMG. O evento contempla ainda Rodas de Conversa e Círculo de Estudos PIBID/PRODOC, no dia 27 e Oficinas simultâneas de Cinema e Educação e do PIBID, no dia 28.
A organização do colóquio está sob a responsabilidade do Grupo Mutum de Educação, Docência e Cinema, coordenado pela professora Inês Teixeira e conta com o apoio do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio – PNEM/UFMG, Observatório da Juventude da UFMG, GEINE, Projeto Pensar a Educação, Pensar o Brasil e PRODOC.
Para participar, basta solicitar a ficha de inscrição pelo e-mail: mutumcinedocen@gmail.com. A programação detalhada das rodas de conversa e das oficinas estarão indicados no saguão de entrada do prédio novo da FaE/UFMG.


DOUTORANDOS LATINO-AMERICANOS TÊM 
ENCONTRO MARCADO NA UFMG

Nos dias 26, 27 e 28 de março de 2015, acontece o “I  Encontro  Acadêmico  Internacional  de Doutorado  Latino-americano  em  Educação”.
O evento configura-se, principalmente como espaços e momentos de encontros presenciais de estudantes e professores do Doutorado Latino-americano em Educação, para pensar e refletir sobre as políticas públicas de educação na América Latina, formação acadêmica e o desenvolvimento de atividades extracurriculares, além do intercâmbio de experiências e confraternização entre  estudantes  e  professores dos vários países que se farão representados.
Participarão do encontro que tem uma vasta programação, docentes e discentes das seguintes instituições: Universidade Federal de Minas Gerais; Universidad Pedagógica Nacional de Mexico; Universidad Pedagógica Experimental Libertador de Venezuela; Universidad Pedagógica Nacional de  Colômbia  e Universidad Nacional de San Luis de Potosi de México.
O “I  Encontro  Acadêmico  Internacional  de  Doutorado  Latino-americano  em  Educação” acontecerá na Faculdade de Educação (FaE/UFMG) e a organização local do evento é de responsabilidade da professora Maria de Fátima Cardoso Gomes (Mafá), que é a Coordenadora do Doutorado Latino-americano na FaE/UFMG.

As inscrições para estudantes da UFMG poderão ser feitas no dia 25 de março, das 13h às 17h, na sala 1622, DECAE/FaE/UFMG e para o público em geral, no dia 26 de março em frente ao auditório Luiz Pompeu, da Faculdade de Educação, da UFMG, de 8h às 12h, ao preço de R$ 30,00. Maiores informações pelos telefones: (31) 3409.6177 / 34095310, Fax: (31) 340905326, e pelos e-mails: colpgsec@fae.ufmg.br, lorenagouveiam@gmail.com, luisamejia88@gmail.com.

MOVIMENTOS LIBERTÁRIOS


Paulo Freire: por um movimento a favor de um diálogo amoroso!

Paulo Freire certamente estaria na fileira das lutas daqueles que de forma honesta e sincera buscam uma transformação na sociedade que a torne mais justa, não entre aqueles que apenas estão ocupados em espalhar gritos carregados de ódio e revanchismo pela perda de privilégios... Para ler na íntegra o artigo escrito a quatro mãos por Conceição Clarete Xavier Travalha e Mácio Antônio da Silva, clique aqui.

quinta-feira, 19 de março de 2015

O TIRO SAIU PELA CULATRA


Quero fazer coro com Almir Sales: 
eu também sou mais Minas 

Com a sua licença, Almir, reproduzo aqui o seu artigo - na íntegra - e abaixo, faço algumas considerações ao que me cabe nesse latifúndio.


Concordo com tudo o que foi posto por Almir, mas queria dizer, entretanto, que tudo tem um começo e um fim. Espero que este não seja o fim e, que acordemos a tempo para não sermos apenas espectadores passivos de um fim trágico.
O começo de tudo isso se deu no (e com) o elo mais fraco da corrente: os fornecedores. Principalmente com locutores, atores e cantores. Isso, para falar apenas do segmento que conheço melhor, no qual atuo e há mais de 10 anos quando criamos e fui fundador e primeiro presidente do Vozes de Minas, associação que congrega os locutores, atores e cantores que atuam na publicidade mineira, advertia sobre o perigo de uma prática, no mínimo esquizofrênica que era contratar atores e locutores para atuar em produções mineiras, especialmente àquelas de órgãos públicos: secretarias, autarquias e publicidade oficial de prefeituras e do Governo do Estado. A algumas instituições, que nos receberam, fizemos visitas. Outras, se quer conseguimos agenda. Grande parte das agências de propaganda também não nos ouviram e algumas produtoras de áudio e vídeo adotaram a contratação de locutores, atores e cantores de outras regiões como uma prática constante. Uma das poucas exceções, merece ser citado: Paulo Joel Bizarria, Paulinho, do Stúdio HP, que sempre brigou pelo nosso mercado.
Há cerca de uma década temos ouvido, constantemente, nos intervalos comerciais do rádio e da TV, locuções com o (chatíssimo) sotaque paulista, as produtoras também perderam uma enorme fatia do mercado mineiro e, nos últimos anos, os maiores responsáveis, por essa falta de "autoestima" e desrespeito aos seus pares da cadeia produtiva, estão sentindo o estrago causado pelo tiro que deram no próprio pé.
O trem tá feio. Mas, parafraseando, Almir, quero dizer também que sou mais Minas, que estamos vivos e, se quisermos, juntos, podemos sacudir a poeira e dar a volta por cima, uai!
(O artigo "Eu sou mais Minas", de autoria do publicitário Almir Sales foi publicado, no Jornal Tudo)

MODA JAPONESA


O desfile do estilista Jotaro Saito durante a semana da moda em Tóquio, no Japão.


 (Foto: Toru Hanai / Reuters - Contrasto)

domingo, 15 de março de 2015

PRIMAVERA, VERÃO, OUTONO, INVERNO, PRIMAVERA ...


4 Estações

Eugênio Magno


                 Nos idos da minha primavera
  bebí o sol e a chuva
a lua e as estrelas
Mais tarde ensandecido
              nas profundezas
do vazio
                            de minha existência
                          mergulhei no nada
Também incendiei
    o meu corpo caboclo
  entre seios e vulvas
Depois gelei meu coração
               me embriagando
                    na frieza dos cristais
                              No verão perambulei
 sem teto
   sem porto
   sem rumo
Andei no fio da navalha
            Já no outono
    verti torrentes
          de águas salgadas
Joguei dados com o demônio
                      tirei a sorte grande
                anjos entraram
  pelas frestas
    de minh’alma
  então escura
Acenderam luzes
                        e continuam a iluminar
                    os campos e recantos
                    sombrios do meu ser
                                  Se o inverno for rigoroso
              terei espero
                   cinzas ainda quentes
                             teto  cobertor e luzes
                     a cada dia mais fortes
              para me aquecer.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

terça-feira, 10 de março de 2015

A DIFICULDADE DE SE MANTER UMA INSTITUIÇÃO PÚBLICA DE ENSINO SUPERIOR


A Crise das Universidades Estaduais

Nos  últimos meses tornou-se público e notório que as universidades estaduais do país vivem uma séria crise de sustentabilidade financeira. Primeiro em São Paulo, mas logo seguida do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, para dizer apenas dos casos de grande repercussão pública, os professores e os funcionários técnico-administrativos vieram a público denunciar a fragilidade  financeira e o comprometimento dos salários e das condições de trabalho nas  instituições estaduais de ensino superior.
Mesmo considerando que há especificidades, dado a importância dessas universidades no conjunto das universidades estaduais, a situação acende uma intensa luz vermelha sobre a sustentabilidade de todas as instituições.  Como afirma o prof. Carlos Roberto Jamil Cury em entrevista publicada neste número do Pensar a Educação em Pauta, com exceção do chamado sistema estadual paulista, há muito consolidado, quase todas as universidades estaduais de ensino superior foram criadas após a Constituição de 1988, quando os governos estaduais usaram e abusaram do direito de criar tais instituições. O problema, afirma ele, é que criar uma universidade é fácil, o difícil é  mantê-la ao longo do tempo! Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

sexta-feira, 6 de março de 2015

ENCONTRO DE ESTUDANTES LATINO-AMERICANOS


I ENCONTRO INTERNACIONAL DE ESTUDANTES DO 
DOUTORADO LATINO- AMERICANO EM EDUCAÇÃO 

O  I  Encontro  Acadêmico  Internacional  de  Doutorado  Latino-americano  em  Educação configura-se como espaços e momentos de encontro presencial de estudantes do Doutorado Latino-americano em Educação, das seguintes instiruições.: Universidade Federal de Minas Gerais; Universidad Pedagógica Nacional de Mexico; Universidad Pedagógica Experimental Libertador de Venezuela; Universidad Pedagógica Nacional de  Colômbia  e Universidad Nacional de San Luis de Potosi de México. Com o objetivo de oferecer a confraternização, formação acadêmica, e o desenvolvimento de atividades extracurriculares  entre  estudantes  e  professores  para  pensar  e refletir  sobre  as políticas públicas de educação na latino-américa. ]
O evento acontece no período de 26 a 28 de março de 2015, na Faculdade de Educação (FAE/UFMG). As inscrições serão realizadas dia 26 em frente ao auditório Luiz Pompeu de 8h às 12:00, Valor: R$ 30,00. Maiores informações: Teléfono: (55) (31) 3409 61 77 / 34095310, Fax: (31) 340905326, Correo: colpgsec@fae.ufmg.br, lorenagouveiam@gmail.com, luisamejia88@gmail.com, Data: 26, 27, 28 de março/2015.

domingo, 1 de março de 2015

FÉ E POLÍTICA

Compromisso político da fé

Marcelo Barros
 Monge beneditino e teólogo. Atualmente, é coordenador latino-americano da Associação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo (ASETT) e assessora comunidades eclesiais de base e movimentos sociais.

Em momentos nos quais o exercício da cidadania parece pouco visível e a alienação social e política tomam formas que chegam até a justificar golpe de Estado, é importante refletir sobre como restituir à política a sua nobreza e dignidade.
Alguns meios de comunicação que se alimentam cotidianamente de assassinatos e assaltos, exacerbam o mesmo sensacionalismo, ao escolher como tema recorrente e quase único a corrupção aparentemente generalizada que assola as instituições públicas. Isso pode deixar em muitos a impressão de que todo político é corrupto e a própria política é sempre ruim.
De fato, existe uma atividade que é mais politicagem do que política. No entanto, em todas as instituições, há pessoas profundamente éticas e corretas. Essas são a maioria das pessoas. A minoria é corrupta e venal. Acontece que uma vida consagrada aos outros e pautada na ética não é notícia. A corrupção, sim, mesmo se ainda não for comprovada e, principalmente, se a sua divulgação favorece a interesses partidários e de classe.
No atual sistema político brasileiro, infelizmente, pessoas se aproveitam de cargos e benefícios públicos para fins privados. Esse mal se implantou em nossas instituições desde a época da colônia. Tomou formas mais sofisticadas a partir dos anos de 1990. A maioria dos brasileiros esperava um rigor maior e uma postura diferente de um governo que prometia uma nova ética e se apresentava como de esquerda ou mais popular.
Todos queremos governantes que não se omitam e não compactuem com a desonestidade. No entanto, não podemos nos deixar levar por uma carga emocional que condena antes do julgamento e quer punir, sem que haja provas concretas da ilegalidade. Sem dúvida, toda corrupção deve ser condenada, mas a mais grave não é essa que vestais da moral bradam diariamente e sem cessar nos meios de comunicação.
No plano político, a corrupção mais profunda ocorre quando um partido que se apresentava como iniciativa dos trabalhadores e tinha como programa a transformação do Brasil, se acomoda ao poder e troca o projeto de um país justo e igualitário pela mera ambição de ganhar eleições e deter o poder. Para isso, metas fundamentais como a reforma agrária, reforma política e outras reformas de base são deixadas de lado. Ao fazer todo tipo de conchavo para garantir a tal “governabilidade” pelos caminhos de sempre, o governo coordenado pelo PT se comporta como a gralha da antiga parábola de Esopo. Uma gralha ouviu falar que, em um pombal vizinho, as pombas se alimentavam bem. Então, se pintou de branco, fingiu-se de pomba e foi para o pombal. Deu certo até que, sem querer, ela piou. Ao ouvir o seu granido, as pombas viram que era uma gralha e a expulsaram. Sem alternativas, ela voltou ao meio das outras gralhas que, quando a viram pintada de branco, também não a receberam. E ela ficou sozinha, nem pomba, nem gralha.
No Brasil atual, banqueiros ganham 400% de lucro ao ano. O agronegócio tem até ministério no governo. Grandes empresas de comunicação ganham milhões do próprio governo para desinformar a população e destruir o pouco que foi construído. Mesmo assim, essa elite que representa menos de 10% da população não se conforma e não acredita na gralha vestida de pomba. E ao invés de se achar contemplada por um governo que, depois de eleito, abandonou sua base social, o destrata do mesmo modo. Ignora todas as conquistas sociais e tenta divulgar que o país nunca esteve tão mal como agora. E fomenta as bases para um possível golpe de Estado para libertar o país do “terrível e perigosíssimo” bolivarianismo venezuelano ou simplesmente do comunismo cubano para o qual estaríamos caminhando.
Na Campanha da Fraternidade de 2015, a CNBB propõe o aprofundamento da missão das Igrejas cristãs em sua inserção social e política na sociedade. O papa Paulo VI ensinava que a ação política é a forma mais nobre de se viver a caridade cristã. O objetivo da ação social e política das pessoas que têm fé é testemunhar que o projeto divino de um mundo justo e de paz é possível. É assunto não só dos políticos, mas de todos os cidadãos e, portanto de todos/as que, em meio às lutas do mundo, querem viver em Deus.
O Evangelho de Jesus nos chama para irmos sempre às raízes das questões e trabalharmos por uma transformação radical de todas as estruturas da sociedade. O programa do Conselho Mundial de Igrejas que reúne 349 Igrejas cristãs resume isso no programa: Paz, Justiça e Cuidado com a Criação.
(Fonte: Site Brasil de Fato)